terça-feira, 12 de dezembro de 2017

VERDADE, OU MENTIRA!?

Eu quero fazer um estudo acerca de alguns textos de 1ª João, referente à associação da notícia vinculada a respeito do presidente dos EUA, Donald Trump, em apoiar o Estado de Israel para retomada de Jerusalém como capital interina e indivisível de Israel... o que vem causando um alarido na Comunidade Israelense para o regresso a Israel, à fim de que todos os israelitas abandonem os seus negócios nos demais países porque o messias prometido está para vir e restaurar o Estado Israelense. Sem falar que muitos cristãos estão achando, que isso, é um sinal de que a qualquer segundo serão arrebatados.
Porém, como todos nós, cristãos, sabemos, conforme a nossa transcendência profética que não está acessível para aqueles que ainda andam sob o antigo véu, estes israelenses não convertidos,  que são incitados a reconstruir o Império Israelita para o retorno a adoração ao Deus Criador, através da retomada do sacrifício diário, promulgado do santo templo, enfim, nós cristãos sabemos que o próximo evento histórico, não consiste na Shalon, ou, na paz a Israel, tanto que sabemos que a anunciação de paz, significa destruição repentina, porém, sabemos que Deus pretende arrebatar os santos e permitir a desolação da Terra por um tempo determinado até o regresso definitivo do “Juiz Supremo”, que aniquilará o anticristo com supérflua facilidade e se assentará no Vale de Josafá para julgar as nações, donde as separará para a Sua esquerda e para a Sua direita, separando bodes de ovelhas para um destino eterno.
Ou seja, profeticamente, como cristãos, entendemos que ainda não está na hora de sobrevir o Reino Eterno sobre a humanidade, porém, fatos serão antecipados, ou “abreviados”, para que não percamos a fé e com isso a Salvação, o que não quer dizer que toda frenesi signifique que se possa abandonar tudo o que se sabe, ou melhor, se entende a respeito de profecias simplesmente porque o sentimento, a sensação, ou melhor, o “parecer” que está às portas, nos impulsione para radicalismos que só destroem as estruturas e tenhamos que recomeçar tudo do zero! Sem falar da vergonha e decepção da frustração...
Pois João já anunciava: “Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos, por onde conhecemos que é já a última hora. Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós. E vós tendes a unção do Santo, e sabeis tudo. ” (1ª João 2: 18-20). O que significa que para o cristianismo bem fundamentado, não há novidades, que senão confirmações daquilo que já se sabia! O que torna a história da humanidade em geral plenamente redundante para quem está bem alicerçado em Cristo, e com isso, à par da realidade profética... não havendo necessidade de extremismos nem exageros frenéticos para que se saiba quanto da segurança de nossa redenção, ou, Salvação!
Por isso, João recomenda mais: “Qualquer que nega o Filho, também não tem o Pai; mas aquele que confessa o Filho, tem também o Pai. ” (1ª João 2: 23). Ou seja, o maior sinal da vinda gloriosa de Deus, é o arrependimento! Ou, da consideração de que o Messias já está aí no meio de Seu povo, habitando nos corações daqueles que lhe dignificam como Rei Supremo, que significaria a conversão para glorificação de Jesus, cujo o qual, nós devemos e estamos indo ao encontro, sendo preparados para habitar na “Extrema Glória jamais revelada a homem algum”, portanto, experiências de arrebatamento dos sentidos não nos podem qualificar como eleitos, ou conhecedores do Céu, nem podem dar a segurança da Salvação, como se a Salvação consistisse em sensação em vez de fé, mas tais experiências apenas nos sugerem que devemos ousar mais, orar mais, trabalhar mais em prol da anunciação da verdade contra os impérios da mentira. O que deflagra que somente a comunhão com Jesus, a Palavra, profecia, ou ainda, a verdade, é que nos conferirá direito de conhecer a “verdadeira Glória”, que é viver perante a face do Pai. Adorando ao Filho.
Se você é um cristão instruído, nada do que estou lhe dizendo parece ser alguma grande novidade, porque no fundo, lá em seu íntimo, você já está à par disso tudo, a única coisa que pode mudar a partir de agora, é a sua concordância, aceitação da realidade, como João prossegue: “Estas coisas vos escrevi acerca dos que vos enganam. E a unção que vós recebestes dele, fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis. ” (1ª João 2: 26-27).
Portanto, à medida que você se desenvolve robusta e consistentemente na Graça, você chega à conclusão de que especular, ou não especular sobre a vinda definitiva do Reino de Deus, não faz diferença alguma, a não ser para aqueles que a manifestação de Cristo significa “cheiro de morte”, ou de condenação, de perdição, que por suas inseguranças, acusam tiranamente quem não concorda com eles.... Porém para nós, que estamos alicerçados em Cristo, quanto à estas especulações, e acusações, apenas sorrimos...
Uma vez que já temos a Jesus em nossa vida e nada nos perturbará para que percamos a confiança n’Ele e afrouxemos as nossas mãos quanto ao ministério que nos foi confiado, pelo contrário, aonde os outros veem desgraças e sofrimentos, indignações, nós vemos oportunidades e a clareza e certeza absoluta daquilo que Deus está requerendo de nós, pelo que João continua: “E agora, filhinhos, permanecei nele; para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança, e não sejamos confundidos por ele na sua vinda. Se sabeis que ele é justo, sabeis que todo aquele que pratica a justiça é nascido dele. ” (1ª João 2: 28-29).
Em outras palavras, a eminência da vinda gloriosa do Salvador para nos arrebatar nos ares, nos desperta alegria e regozijo, jamais falência dos sentidos! O que aguça ainda mais o nosso discernimento quanto às promessas de Jesus, e a supressão de Sua vontade não é inquirida por nós, pelo contrário, a Sua vontade ganha força e autoridade para ser manifesta por nosso meio, já que, estamos cientes dos fatos e não ignoramos os Seus reais propósitos com aquilo que Jesus permite, o que faz com que tudo se torne óbvio quanto a aquilo que de antemão já fomos alertados. O que não destrói a nossa confiança e esperança, por estas razões frenéticas. Mas somos estabelecidos para não vacilarmos, não caindo em tentações e confusões.
Mas João vai mais longe: “Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus. Por isso o mundo não nos conhece; porque não o conhece a ele. Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos. E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro. ” (1ª João 3: 1-3).
Ou seja, não é porque é a sensação do momento, nos deixaremos desestabilizar pela vontade da maioria, contanto que nós, que conhecemos as profundezas de Deus mediante a nossa fé no Cristo, seremos cada vez mais estabelecidos pela graça de Deus que em nós opera, e com isso, nos adequa para a “Glória Extrema jamais revelada a homem algum”, mas com a certeza da nossa adoção, continuaremos “conectados” na realidade implantando nela a verdade...
Enfim, ser cristão em tempos frenéticos, quando a maioria se aguça para atritos, para revoltas, nós, permaneceremos inabaláveis em nossas convicções que nos tornam produtivos, frutíferos para o Reino de Deus, que se estabelece de coração em coração, conforme a nossa disponibilidade em testemunhar e conviver com os demais que não compartilham da mesma segurança que Deus semeou em nossa vida, em nossa alma!
Portanto, o que quero deixar enfático, é a necessidade urgente que se visa no fato de que ânimos acirrados, sugerem precipitações! E nós que somos da verdade, temos que estar atentos para não cair neste pecado, o que geraria desespero e insegurança quanto à nossa entrega ao amor de Deus, inclusive, do quanto que Deus se importa conosco, dos Seus planos para nossa vida, principalmente, do valor que se dá para a proliferação da verdade em detrimento aos exageros daqueles que desequilibram a estrutura do corpo de Deus, sendo assim, de fato não são autênticos do corpo, e estão indo contra Cristo, contra a verdade, contra a Salvação que se edifica pela pregação da Palavra de Deus.

Com isso, denota-se a urgência incessante que pede continuidade da estrutura que Deus estabeleceu para o nosso próprio bem-estar e regozijo com a vontade de Deus, o que nos torna submissos ao verdadeiro plano do Criador! E com isso, cientes da verdade! Com o “pé no chão”! Não entrando em delírios e descontrole, muito pelo contrário, o nosso autodomínio é a base do nosso testemunho, que se não há autodomínio, não há crédito em nós, o que sugere uma crise na fé, no cristianismo. Por isso, cuidado! Jesus só voltará para aqueles que estarão sendo úteis, sendo lúcidos da verdade, pois mentira e ilusão, não entra no Céu. Amém. 

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

DEUS PEDE ATITUDE.

Há quem diga que o silêncio é a melhor expressão, porém, ficar quieto em espera, é uma coisa! E que faz parte duma atitude de fé, porém, ficar omisso, é outra coisa! E que em verdade é uma atitude de rebeldia na teimosia de não se importar com a situação, aliás, chegando ao ponto de consentir com o pecado, com o erro, de maneira que quem assim age, não quer “arrumar perturbação”, temendo uma perturbação maior ao ponto de parecer intrometido e inconveniente, o que o tornaria responsável pelas consequências de sua intromissão caso seus “palpites”, suas sugestões levassem um indivíduo à uma situação pior... e isso é uma linha de fogo cruzado para todo e qualquer profeta, ou pregador que conhece alguma coisa de Deus e decide tomar uma atitude conferente aos seus conhecimentos.
Jó também conhecia Deus, não por experiência, mas por testemunho, ou de “ouvir falar”, o que lhe tornava uma pessoa sem autoridade na sua pregação, mas, Deus estava disposto a revelar-se a ele para usá-lo de instrumento para que os demais também cressem e se espelhassem em seu exemplo... ao que Deus lhe confrontou: “Depois, o Senhor falou a Jó do meio da tempestade: Prepare-se como simples homem que é; eu farei perguntas, e você me responderá. Você vai pôr em dúvida a minha justiça? Vai condenar-me para justificar-se? ” (Jó 40: 6-8 NVI).
O normal para toda pessoa que é “perturbada” por Deus em sua comodidade, é queixar-se diante de Deus! Inclusive, confrontando Deus lhe impondo sugestões, como se nós realmente soubéssemos de alguma coisa, inclusive, até melhor que Deus, ao ponto de achar que o jeito de Deus é equivocado e a nossa maneira é que seria a correta, como se Deus tivesse de nos obedecer e não nós a Ele! Com isso, condenamos Deus! E crucificamos o Cristo! Pois o seu agir não parece de um Deus Todo-Poderoso, mas de um impostor!
Habacuque chega a declarar: "Até quando, SENHOR, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! E não salvarás? Por que razão me mostras a iniquidade, e me fazes ver a opressão? Pois que a destruição e a violência estão diante de mim, havendo também quem suscite a contenda e o litígio. Por esta causa a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta; porque o ímpio cerca o justo, e a justiça se manifesta distorcida." (Habacuque 1: 2-4), é claro, Habacuque parece entender que Deus deveria ser mais intrometido e tirano em Sua Lei e impô-la com mais rigor para que a maldade não tivesse oportunidade de se manifestar, o mesmo podemos observar em Adão, quando declara: "Então disse Adão: A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi." (Gênesis 3: 12), assim, Adão pretendeu culpar o próprio Criador por Ele ter permitido brechas para que Adão pecasse...
Porém, seria Deus tão inconsequente em querer fidelidade dos homens se não lhes fosse possível demonstrá-la quando são provados? Não foi o próprio Criador quem declarou: "Se bem fizeres, não é certo que serás aceito? E se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar." (Gênesis 4: 7), então, se Deus requer que dominemos o pecado, o erro, é porque com certeza absoluta é possível não pecar, tendo uma atitude que agrada e glorifica a Deus, pelo que lemos: "Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar." (1ª Coríntios 10: 13), o que denota que Deus pede de nós uma atitude, um posicionamento! Ou, uma intervenção de nossa parte....
“Seu braço é como o de Deus, e sua voz pode trovejar como a dele? Adorne-se, então, de esplendor e glória e vista-se de majestade e honra. ” (Jó 40: 9 e 10 NVI), porém, que seja um posicionamento em dependência e confiança na provisão de Deus, não nos exaltando acima do Criador, como se nós também fôssemos soberanos, infalíveis, ao que Jesus adverte: "Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer." (João 15: 5).
Mas estar em dependência, não significa que cruzaremos os braços e esperemos que tudo “caia do céu”, mas se temos alguma orientação, cabe que a agarremos e nos manifestemos, pelo que devemos lembrar: "Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus." (Romanos 8: 19), o que deixa evidente que Deus só se manifesta sem protelar, à medida que nos dispusermos para encarar o mal, como também lemos: "Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;" (Mateus 16: 18), então, estes “portões”, ou proteções do inferno e do império das trevas precisa ser encarrado para que daí Deus “se sinta estimulado” para com a nossa causa, como Jesus mesmo declara: "Vim lançar fogo na terra; e que mais quero, se já está aceso? Importa, porém, que seja batizado com um certo batismo; e como me angustio até que venha a cumprir-se!" (Lucas 12: 49-50), o que denota que Jesus almeja trabalho, trabalhar por nosso intermédio à medida que nos manifestemos, como Deus já o havia advertido a Jó: “Derrame a fúria da sua ira, olhe para todo orgulhoso e lance-o por terra, olhe para todo orgulhoso e humilhe-o, esmague os ímpios onde estiverem. ” (Jó 40: 11 e 12 NVI).
Portanto, não podemos ficar omissos à “Ideologia de Gênero”, há pornografia praticada na Web, à perda de tempo com Smartphones nas redes sociais, enquanto a vida passa e muitos percebem os dias finais de suas vidas com a superficialidade duma conclusão que praticamente não viveram! Portanto, se parece polêmico ser obstinado em se aprofundar no conhecimento de Deus para um avivamento espiritual em nossa nação, não se engane em achar que basta devorar as Escrituras para que este avivamento venha como retribuição do Senhor, mas sim, somente num posicionamento firme na disciplina e protesto, é em que poderá acontecer alguma coisa boa, pelo que Deus continuou dizendo a Jó: “Enterre-os todos juntos no pó; encubra os rostos deles no túmulo. Então admitirei que a sua mão direita pode salvá-lo.” (Jó 40: 13 e 14 NVI).
Portanto, não podemos tolerar que o mal se infiltre sorrateira e disfarçadamente em nossa vida, porque no Juízo Final, pesará em questão do quanto que testemunhamos a nossa fé em Jesus, pois se nos envergonharmos caladamente, é óbvio que nada mudará na realidade desse mundo... lembre-se do recado de Apocalipse: "Mas tenho contra ti que toleras Jezabel, mulher que se diz profetisa, ensinar e enganar os meus servos, para que se prostituam e comam dos sacrifícios da idolatria. E dei-lhe tempo para que se arrependesse da sua prostituição; e não se arrependeu. Eis que a porei numa cama, e sobre os que adulteram com ela virá grande tribulação, se não se arrependerem das suas obras. E ferirei de morte a seus filhos, e todas as igrejas saberão que eu sou aquele que sonda os rins e os corações. E darei a cada um de vós segundo as vossas obras."  (Apocalipse 2: 20-23).
Enfim, a consagração se torna em vão se não usamos da unção que a fé derramou sobre nós, sendo que nós nos acomodamos transformando o cristianismo num estilo de vida de pessoas apegadas ao conforto da virtude e a presença de Deus por mero deleite em transe de satisfação pessoal. Por isso, quando lemos: "E respondeu-me, dizendo: Esta é a palavra do SENHOR a Zorobabel, dizendo: Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos." (Zacarias 4: 6), isso não quer dizer que Deus usará de “mágica”, ou magia, para resolver os problemas da Igreja, mas sim, que Deus, nos capacitará para que tenhamos atitudes convenientes à medida que usarmos da nossa fé de forma determinada e destemida, como avisou Jesus: "Quando, pois, vos conduzirem e vos entregarem, não estejais solícitos de antemão pelo que haveis de dizer, nem premediteis; mas, o que vos for dado naquela hora, isso falai, porque não sois vós os que falais, mas o Espírito Santo." (Marcos 13: 11), ou seja, é na nossa atitude que Deus se manifesta!

Vale lembrar que: "E a unção que vós recebestes dele, fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis." (1ª João 2: 27), ou seja, o conhecimento só é útil, à medida que ele é aplicado! Sendo assim, temos de testemunhar do investimento de Deus em nós, nos despertando para a ação, para a atitude, para um posicionamento firme mediante o que já sabemos. Amém. 

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

E DEUS VOLTOU ATRÁS!

Hoje eu quero falar de algo polêmico: “Mudaria Deus de decisão? Tornaria Deus atrás em alguma de Suas promessas? ”.
Pois’ é!? Quando lemos: "Naqueles dias Ezequias adoeceu de uma enfermidade mortal; e veio a ele o profeta Isaías, filho de Amós, e lhe disse: Assim diz o SENHOR: Põe em ordem a tua casa, porque morrerás, e não viverás." (Isaías 38: 1), e mais adiante lemos: "Vai, e dize a Ezequias: Assim diz o SENHOR, o Deus de Davi teu pai: Ouvi a tua oração, e vi as tuas lágrimas; eis que acrescentarei aos teus dias quinze anos." (Isaías 38: 5) ... isso só nos prova, que por mais desastrosas que sejam as previsões, isso, não quer dizer que as coisas não tenham mais jeito, que tudo já esteja friamente decretado e destinado por Deus.
Porém, por outro lado, isso não quer dizer também que dê para viver de qualquer maneira, e depois se reconciliar com o Criador que Ele nos perdoará, como dizem por aí: “No fim tudo dá certo, se ainda não deu, é porque ainda não chegou ao fim”! Muito otimista, porém, um cruel engano! Principalmente para aqueles que acham que Deus é amor e não punirá aos que, toleram a maldade e, inclusive, praticam a maldade... uma vez que quem consente, é tão culpado quanto o que pratica, como se lê: “E, como eles se não importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convém; estando cheios de toda iniquidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade; sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes ao pai e à mãe; néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia; os quais, conhecendo a justiça de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem.” (Romanos 1: 28-32 ARC).
E Deus não consente com a maldade, os pecados dos homens, aos quais, Ele não terá por inocente caso o ignorem, e não façam caso de seus mandamentos, devemos nos lembrar que: "Então arrependeu-se o SENHOR de haver feito o homem sobre a terra e pesou-lhe em seu coração." (Gênesis 6: 6), e bem sabemos que a promessa de Deus é de que haverá um “Juízo Final”, onde todos ressuscitarão e lhe prestarão contas, inclusive aqueles que morreram naquele famoso Dilúvio, em que Deus havia se arrependido de ter feito o homem, por causa da crescente maldade entre os homens...
E hoje?! Qual é a situação da nossa vida? Arrepender-se-ia Deus de alguma promessa, tanto de punição, como de bênção para a nossa vida? Também lemos: "Então o SENHOR arrependeu-se do mal que dissera que havia de fazer ao seu povo." (Êxodo 32: 14), ou seja, tem punições que Deus não fará em nossas vidas se nos voltarmos para comungar com Ele, observando as Suas leis, e acima de tudo, procurando discernir e cumprir com a Sua vontade, fazendo aquilo que Deus aprova. Porém, o contrário também pode acontecer, caso alguém se ache eleito e salvo, porque Deus lhe concedeu alguma bênção... pois isso não é garantia de plena aprovação divina, pois Jesus deixou avisado: "Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus." (Mateus 7: 21), e mais ainda, vejamos o caso de Saul: "E nunca mais viu Samuel a Saul até ao dia da sua morte; porque Samuel teve dó de Saul. E o SENHOR se arrependeu de haver posto a Saul rei sobre Israel." (1ª Samuel 15: 35), ou seja, Saul, foi muito abençoado, mas isso não lhe garantiu a aprovação perpétua de Deus.
Também é clássico na Bíblia: "Estendendo, pois, o anjo a sua mão sobre Jerusalém, para a destruir, o SENHOR se arrependeu daquele mal; e disse ao anjo que fazia a destruição entre o povo: Basta, agora retira a tua mão. E o anjo do SENHOR estava junto à eira de Araúna, o jebuseu." (2ª Samuel 24:16), texto que se repete: "E Deus mandou um anjo a Jerusalém para a destruir; e, destruindo-a ele, o SENHOR olhou, e se arrependeu daquele mal, e disse ao anjo destruidor: Basta, agora retira a tua mão. E o anjo do SENHOR estava junto à eira de Ornã, o jebuseu." (1ª Crônicas 21:15) e nos Salmos podemos encontrar: "E se lembrou da sua aliança, e se arrependeu segundo a multidão das suas misericórdias." (Salmos 106:45)
Porém, Deus, em Sua soberania, pode também não se arrepender, sabendo que nem sempre Deus agirá conforme as Suas misericórdias, como lemos: "E seja esse homem como as cidades que o SENHOR destruiu e não se arrependeu; e ouça clamor pela manhã, e ao tempo do meio-dia um alarido." (Jeremias 20: 16), ou ainda: "Mataram-no, porventura, Ezequias, rei de Judá, e todo o Judá? Antes não temeu ao SENHOR, e não implorou o favor do SENHOR? E o SENHOR não se arrependeu do mal que falara contra eles? Nós, fazemos um grande mal contra as nossas almas." (Jeremias 26:19), ao que o texto de Números é categórico, tanto que se for tomado ao pé-da-letra, pode desesperançar muito pecador, vejamos: "Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa; porventura diria ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria?" (Números 23: 19), ao mesmo tempo, que tal texto pode dar esperança de que Deus cumprirá com as Suas promessas, garantindo-nos bênçãos, mesmo que sejamos fracos e trôpegos.
Mais acalentador e esperançoso é o texto de Amós, que diz: "Então o SENHOR se arrependeu disso. Não acontecerá, disse o SENHOR. Assim me mostrou o Senhor DEUS: Eis que o Senhor DEUS clamava, para contender com fogo; este consumiu o grande abismo, e também uma parte da terra. Então eu disse: Senhor DEUS, cessa, eu te peço; quem levantará Jacó? Pois é pequeno. E o SENHOR se arrependeu disso. Nem isso acontecerá, disse o Senhor DEUS." (Amós 7:3-6)
Ou seja, Deus nos conhece melhor do que nós mesmos, e além disso, a Sua soberania conhece a nossa sinceridade, mesmo que não sejamos tão esforçados como nós mesmos gostaríamos de ser, sendo que Deus não cobra nada além de nossas forças, como declara Tiago: "Bem-aventurado o homem que suporta a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam." (Tiago 1: 12), ao que Paulo acrescentaria: "Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar." (1ª Coríntios 10: 13), sabendo que aquilo que não podemos suportar, se nossa fé for sincera, não nos sobrevirá sem que tenhamos livramento de acordo com a fidelidade de Deus, fiel, não a nós, mas a Si próprio, por Deus não se negar a Si mesmo, como lemos: "Se formos infiéis, ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo." (2ª Timóteo 2: 13).
Tudo isso pode parecer contraditório, mas não quero confundi-lo(a), apenas lhe suplico um esforço para que Deus lhe considere e queira abençoá-lo(a), pois também lemos: "E Deus viu as obras deles, como se converteram do seu mau caminho; e Deus se arrependeu do mal que tinha anunciado lhes faria, e não o fez." (Jonas 3: 10), como também é fato: "E dei-lhe tempo para que se arrependesse da sua prostituição; e não se arrependeu." (Apocalipse 2:21), portanto, devemos considerar: "Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam;" (Atos 17: 30), o que nos dá a certeza de que se erramos por “cegueira”, é óbvio que Deus não desistirá da Sua bênção que tem prometido e estabelecido para a nossa vida.

Lembrando mais uma vez, que Deus volta sim atrás, porém, isso faz em Sua soberania para que lhe conheçamos, sendo assim, a Sua verdade não pode ser distorcida, é isso que a Sua palavra quer nos esclarecer quando lemos: "E também aquele que é a Força de Israel não mente nem se arrepende; porquanto não é um homem para que se arrependa." (1ª Samuel 15: 29), ficando óbvio, que Deus sabe tudo, e é nessa Sua sabedoria que Ele fala e decreta. Que isso tudo, nos sirva de esperança em alívios às cargas que nos são impostas, pois Deus conhece os nossos gemidos e do quanto que precisamos da Sua ajuda. Que confiemos em Suas promessas e Seu soberano caráter, nos aproximando d’Ele sem receios, como de filhos que não podem existir sem que tenham pais, e Ele é o nosso Pai amado com quem podemos contar. Amém. 

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

SOLI DEO GLÓRIA!

Se você tem algum serviço à Deus, não hesite em continuar permanecendo nesse serviço, porque dificilmente Deus fará você mudar de ministério, a não ser é claro, quando a glória não estiver mais sendo de Deus, mas de uma postura arrogante e orgulhosa, inclusive até, contra Deus... é por causa dessa falta de respeito para com o Criador, que muitos são destituídos de seus ministérios ao ponto que Deus levanta outros, mas lembre-se: "Cada um fique na vocação em que foi chamado." (1ª Coríntios 7: 20), sendo que Deus não tem por meta levantar outros, que senão, no caso de Deus ser rejeitado!
Foi assim no caso clássico de Saul! Acerca do que quero trazer o seguinte texto de 1ª Samuel 16: 1-3, 6-7, e 13, vejamos: “Então disse o SENHOR a Samuel: Até quando terás dó de Saul, havendo-o eu rejeitado, para que não reine sobre Israel? Enche um chifre de azeite, e vem, enviar-te-ei a Jessé o belemita; porque dentre os seus filhos me tenho provido de um rei. Porém disse Samuel: Como irei eu? Pois, ouvindo-o Saul, me matará. Então disse o SENHOR: Toma uma bezerra das vacas em tuas mãos, e dize: Vim para sacrificar ao SENHOR. E convidarás a Jessé ao sacrifício; e eu te farei saber o que hás de fazer, e ungir-me-ás a quem eu te disser. ” ... “E sucedeu que, entrando eles, viu a Eliabe, e disse: Certamente está perante o SENHOR o seu ungido. Porém o SENHOR disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o SENHOR não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o SENHOR olha para o coração. ” ... “Então Samuel tomou o chifre do azeite, e ungiu-o no meio de seus irmãos; e desde aquele dia em diante o Espírito do SENHOR se apoderou de Davi; então Samuel se levantou, e voltou a Ramá. ”.
Averiguemos; Saul foi rejeitado por desobedecer a Deus! Entendo assim, que muitos estão sendo rejeitados por Deus em dias atuais, por não permanecerem naquilo que Deus lhes ordenou, assim, trocam de ministério, como quem troca de roupa, “esse não me agrada, então vou naquele”! E subjugam, pelo menos tentam, subjugar a Obra de Deus a seus caprichos, acontecendo que muitos fiéis, por dó, continuam intercedendo diante de Deus por estes rebeldes, mas vimos no texto que Deus não quer que nos condoemos por aqueles que se tornam infiéis, contanto que temos a advertência: "Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia." (Hebreus 10: 25), de maneira que não adianta em nada interceder por aqueles que nada querem com Deus, como temos a ressalva: "Tu, pois, não ores por este povo, nem levantes por ele clamor nem oração; porque não os ouvirei no tempo em que eles clamarem a mim, por causa do seu mal." (Jeremias 11: 14).
Em outras palavras, com a salvação não se pode brincar, achando que não há males em se “embriagar de outras fontes” por mero desejo de se saciar naquilo que Deus não planejou para nós! Ou seja, Deus é fiel, conquanto que a infidelidade de alguns não compromete os planos de Deus com aqueles que mesmo em meio aos sofrimentos, inclusive de “perdas”, e são “arrastados”, forçados, mas se mantém na convicção de que Deus jamais os abandonará.
Como diz o dito popular: “cada macaco no seu galho”! Então é fundamental que não nos deixemos seduzir por “propagandas” e convites fantasiosos acerca da realidade que só nós mesmos conhecemos, portanto, pelo que Deus espera a nossa manifestação dentro dos nossos próprios círculos, não havendo necessidade de fuga daquilo que requer o nosso trabalho em nossa própria comunidade, ou, congregação, como declara Paulo: "E até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós." (1ª Coríntios 11: 19).
Lembrando que a glória de Deus, consiste em nossa obediência aos Seus propósitos pensados a nosso respeito, como declara Jó: “Deus faz o que quer; quando ele decide fazer alguma coisa, ninguém pode impedir. Ele levará até o fim o que planejou fazer comigo e também realizará todos os seus outros planos. Por isso, eu perco a coragem na presença dele e, quando penso nisso, fico apavorado. A escuridão me deixou cego; mas é o Deus Todo-Poderoso quem me põe medo, e não a escuridão.” (Jó 23: 13-17 NTLH). Ao que Paulo evidencia: "Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus." (Romanos 8: 19).
Ou seja, o nosso sofrimento, não acaba com a nossa entrada “num ministério mais poderoso”, mas com a aceitação daquilo que Deus “anda nos cutucando” para que ponhamos às claras, ou seja, Deus espera a nossa participação naquilo que Ele mesmo nos capacitou, e com isso, Deus é glorificado no nosso “esforço” por avivar aquilo que Ele nos ensina em Sua Palavra, se tornando óbvio que não podemos empurrar para os outros aquilo que compete ao nosso encargo bastando apenas que demos o primeiro passo...
Paulo também declara: “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós. Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também nos nossos corpos; e assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também na nossa carne mortal. ” (2ª Coríntios 4: 7-11).
Com esse texto, Paulo não nos isenta da nossa responsabilidade de autodomínio, pelo contrário, se nos mantivermos “apegados” naquilo que Deus faz saltar ao nosso coração, não precisamos mudar de ministério, de vocação, apenas que o invoquemos para que Ele aja através de nós, sendo a glória de Deus a dádiva da superação... o que prefigura que quando mudamos de ministério na ilusão que lá não encontraremos os defeitos que há em nossa congregação, estamos em verdade fugindo de nossa responsabilidade de manifestação, o que resigna a glória divina que deveria ser manifesta através de nós ao encargo de acomodação.
Portanto, se buscamos a glória de Deus, ou, “a manifestação da vida de Jesus em nossa carne mortal”, precisamos estar cônscios que isso não é um ato “mágico”, mas a glória de Deus reside em nosso trabalho, em nosso esforço e empenho por perseverar na verdade, do contrário, Jesus não teria dito: "Então, disse aos seus discípulos: A seara é realmente grande, mas poucos os ceifeiros. Rogai, pois, ao Senhor da seara, que mande ceifeiros para a sua seara." (Mateus 9: 37-38). O que evidencia que a Obra de Deus é maior que as nossas expectativas, então, se temos expectativas, sonhos, requer isso que façamos a nossa parte para que a nossa congregação, o nosso ministério, se desenvolva a partir daquilo que salta ao nosso coração, não sendo necessidade que as coisas caiam dos Céus para que a glória seja de Deus, pelo contrário, é a nossa fidelidade para aquilo que Deus semeou em nosso coração, ou, nossa obediência, que glorificará o nome de Deus, pelo que não precisamos temer que estejamos “roubando a glória de Deus” quando somos exaltados, mas somente se nos estabelecermos num pedestal de arrogância.
Pois devemos lembrar: "Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa." (Mateus 5: 15), sendo que se dermos mostras de fidelidade, é impossível que Deus não nos coloque em lugar de destaque, de glória, pois veja: "Antes, os membros do corpo que parecem ser os mais fracos são necessários; e os que reputamos serem menos honrosos no corpo, a esses honramos muito mais; e aos que em nós são menos decorosos damos muito mais honra. Porque os que em nós são mais nobres não têm necessidade disso, mas Deus assim formou o corpo, dando muito mais honra ao que tinha falta dela; Para que não haja divisão no corpo, mas antes tenham os membros igual cuidado uns dos outros. De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele." (1ª Coríntios 12: 22-26).

Portanto, a glória de Deus, não está restrita ao fato de nossa imobilidade, senão, Jesus não teria dito: "Mas, chegando também o que recebera um talento, disse: Senhor, eu conhecia-te, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste; e, atemorizado, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu. Respondendo, porém, o seu senhor, disse-lhe: Mau e negligente servo; sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei? Devias então ter dado o meu dinheiro aos banqueiros e, quando eu viesse, receberia o meu com os juros." (Mateus 25: 24-27), em outras palavras, a glória de Deus, consiste em nossa disposição, em se engajar naquilo que sabemos que Deus espera de nós! E não em que “Deus nos sirva”, que Deus faça tudo por nós, enfim, Deus só é glorificado, quando alguém de nós é levantado em glória. Presume-se assim, que não há glória de Deus em nossa vida, se não houver o nosso esforço para agradá-lo, obedecê-lo. Sendo que o nosso agir em dependência divina, torna-se o agir e a glória do próprio Deus. Amém.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

O DEUS QUE É POLIMORFO.

“E te fizesse saber os segredos da sabedoria, que é multíplice em eficácia; sabe, pois, que Deus exige de ti menos do que merece a tua iniquidade. Porventura alcançarás os caminhos de Deus, ou chegarás à perfeição do Todo-Poderoso? Como as alturas dos céus é a sua sabedoria; que poderás tu fazer? É mais profunda do que o inferno, que poderás tu saber? Mais comprida é a sua medida do que a terra, e mais larga do que o mar. ” (Jó 11: 6-9).
Você sabe o que é polimorfismo? Quando uma coisa pode assumir diversas formas sem perder a qualidade de sua essência? Pois’ é! Polimorfismo é uma das qualidades de Deus um tanto que esquecida nos dias de hoje, em que se fala tanto de objetividade, foco unilateral, determinação, enfim, de precisão e padrão, mas você sabia que Deus não é nada disso! E sim, Satanás, que irada e desesperadamente busca derrubar o maior número possível de pessoas da verdade? Como se declara: "Por isso alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. Ai dos que habitam na terra e no mar; porque o diabo desceu a vós, e tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo." (Apocalipse 12: 12).
Portanto, a verdadeira sabedoria é polimórfica, ou, multiforme, como declara Paulo: "Para que agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades nos céus," (Efésios 3: 10), e é estas muitas formas da verdade, que convenhamos, não é única nem objetiva, mas é plural e diversificada, conforme os muitos propósitos de Deus para com os homens e a Igreja, e como declara Pedro: "Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus." (1ª Pedro 4: 10) ...declarando com isso que há muitos serviços, no que entendemos que para cada serviço há um conhecimento, ou, estas muitas formas da verdade, uma sabedoria diferente para cada propósito, portanto, não existe uma sabedoria que sirva de “chave mestra” para abrir todas as portas, sendo que é nas diferenças que consiste a verdade, não havendo um padrão que subjugue a tudo, a não ser que seja uma mentira, ou ilusão.
Reavaliemos o texto: “Pois dizes: A minha doutrina é pura, e sou limpo aos teus olhos. Oh! Falasse Deus, e abrisse os seus lábios contra ti, e te revelasse os segredos da sabedoria, da verdadeira sabedoria, que é multiforme! Sabe, portanto, que Deus permite seja esquecida parte da tua iniquidade. ” (Jó 11: 4-6 ARA), ou seja, não fosse a misericórdia de Deus em considerar a nossa ignorância que insiste em dizer que a possessão da santidade é vital, Deus a tempos já nos teria exterminado em nossas indiferenças quanto às razões de cada um, que não são as mesmas para todos, mas, é óbvio que o que tem valor para um, nem sempre tem para outro, o que declara que cada um possui necessidades diferentes, porque as razões pessoais determinam valores diferentes, e consequentemente, necessidades diferentes.
E como declara Tiago: "Mas a sabedoria que do alto vem é, primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia." (Tiago 3: 17). Ou seja, a sabedoria divina, os valores de Deus, aquilo que Deus considera essencial, nos projeta para diversos horizontes, o que determina uma hegemonia de poder que não cabe em nossos princípios e valores, ao ponto que a sabedoria de Deus dispersa, envia, comissiona com diferentes características para liberdades, ou, para propósitos plurais conforme convém para edificação mútua e individual em razão daquilo que nos dispomos, ou, nos empenhamos.
Salomão chega a dizer: "A SABEDORIA já edificou a sua casa, já lavrou as suas sete colunas. Já abateu os seus animais e misturou o seu vinho, e já preparou a sua mesa." (Provérbios 9: 1-2), esta homogeneização, mistura e sincretismo, embriaga e confunde a consciência de qualquer um que se ache no direito de ter a razão e busque impor a sua visão pessoal acima das diferenças, tanto de crenças como atividades, o que declara que a graça não impõe uma obrigatoriedade que senão respeito às diferenças, mesmo que elas não caibam em nossos conceitos e compreensões, ao que Isaías é categórico: "Que desfaço os sinais dos inventores de mentiras, e enlouqueço os adivinhos; que faço tornar atrás os sábios, e converto em loucura o conhecimento deles;" (Isaías 44: 25).
O que nos coloca em ciladas à medida que busquemos “a razão de todas as coisas”, porque não há uma única razão, como por exemplo dizer que o mais importante é o amor, outro diz: a fé, ainda outro: a Lei; enfim, o fato de querer subjugar a tudo num único conceito, deturpa a verdade e prolifera distorções, por desconsiderar que cada qual possui função própria e colabora com o todo em temor a Deus, não sendo o todo compreensível em uma única assimilação, nem Deus em uma única experiência...
O que parece antagônico e irracional, ao ponto que Paulo declara: "Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação." (1ª Coríntios 1: 21), sendo impossível a racionalidade determinar o foco para que se achegue até a verdade, mas a revelação de Deus está acima daquilo que os homens queiram decretar como base, como fundamento para que tudo esteja subjugado, sendo assim, a pessoa de Jesus, o relacionamento com Deus considerando a Sua onipresença, e soberania, deflagra que a evolução e a salvação de um homem não acontecem em parâmetros lúcidos, mas em respeito à Deus em suas diversas apresentações.
Sendo que a racionalização, ou lucides de conhecimentos, sobrecarrega e impede que os homens tenham acesso à vontade de Deus, pelo que Salomão declara: "E apliquei o meu coração a conhecer a sabedoria e a conhecer os desvarios e as loucuras, e vim a saber que também isto era aflição de espírito. Porque na muita sabedoria há muito enfado; e o que aumenta em conhecimento, aumenta em dor."  (Eclesiastes 1: 17-18), e Tiago sugere: "Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo." (Tiago 3: 1), ficando óbvio que com o conhecimento, aumenta a responsabilidade, e em consequência disso, o desespero em acertar, em livrar-se da condenação.
Portanto, assim como o Diabo está desesperado lutando por aliados contra Deus, assim também, muitos homens em dias atuais ignoram o polimorfismo divino “achando que Deus deve se subjugar a seus conceitos de verdade sobre, e o que é  Deus”, o que se resume numa tirania em querer “mandar” no Criador, ao invés de submeter-se à Sua vontade e fazer aquilo que Ele revela que deve ser manifesto, o que enquadra em condenação diante do Todo-poderoso, ao que mais uma vez lembremos: "Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; pois está escrito: Ele apanha os sábios na sua própria astúcia." (1ª Coríntios 3: 19).
Reavaliemos o recado: "Mas, chegando também o que recebera um talento, disse: Senhor, eu conhecia-te, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste; e, atemorizado, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu. Respondendo, porém, o seu senhor, disse-lhe: Mau e negligente servo; sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei? Devias então ter dado o meu dinheiro aos banqueiros e, quando eu viesse, receberia o meu com os juros. Tirai-lhe pois o talento, e dai-o ao que tem os dez talentos." (Mateus 25: 24-28).
Então, qualquer conhecimento que se tenha de Deus, não pode estagnar em nossas mãos! O que deflagra urgência em fazer tudo o que vier em mãos, não arbitrariamente, ou com propósito de intromissão em vida alheia, mas em participar das muitas formas que Deus se apresenta, colaborando com a manifestação divina mediante aquilo que Deus dispõe ao nosso entendimento, e assim, cumprindo diligentemente em conformidade à nossa capacidade, que Deus outorgou para o nosso galardão em Seu reino, e que nos acarreta dano, ou ganho, em razão do nosso esforço por fazer aquilo que agrada a Deus em decorrência do nosso temor e respeito à Sua natureza polimórfica, nos enquadrando em uma compreensão altaneira e ampla daquilo que consiste a vontade de Deus, que é específica em suas razões, porém, diversificada em suas manifestações....

O que sugere um autocondicionamento e não uma imposição de razão, como declara Paulo: "Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns." (1ª Coríntios 9: 22), evidenciando com isso que devemos buscar envolvimento pelo testemunho da presença, e não pelo domínio autoritário, como adverte Jesus: "O maior dentre vós será vosso servo." (Mateus 23: 11), o que pressupõe consideração e não arrogância em querer submeter tudo e a todos às nossas próprias razões. Enfim, as muitas formas com que Deus se apresenta, devem cativar em nós inspiração para considerar cada qual em seu próprio ajuste na vontade de Deus. Assim, Deus se manifesta no coletivo, enquanto nós, no individual! Sendo que cada um responderá por si só e sua influência no coletivo como emissário de Deus, portanto, o mais alto grau de desenvolvimento espiritual se caracteriza em nosso polimorfismo, e jamais em nossa tirania determinista de querer subjugar Deus, e Sua revelação, ao nosso serviço e desejo, o que enquadra quem vai contra o polimorfismo divino, se achando justo aos seus próprios olhos, como quem está contra Deus, destruindo, desconcertando, atrasando a evolução dos demais, o que nos tornaria perfeitamente condenáveis mediante Deus como quem enterrou o seu talento, acomodando-se à um único estado espiritual, numa rigidez estagnaria, o que é empobrecimento, enfraquecimento espiritual... ou seja, desconsiderar a necessidade urgente de polimorfismo, limita tanto o agir como a presença de Deus em nós! À caráter de abundância e plenitude de vida, que pensemos nisso, amém. 

COMO TER SUCESSO NA VIDA

"Toda mulher [ou pessoa] sábia edifica a sua casa; mas a tola a derruba com as próprias mãos." (Provérbios 14: 1). Hoje, quand...