quarta-feira, 28 de março de 2018

MENOR QUE O PAI, MAIOR QUE OS IRMÃOS.

"De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda a língua confesse que Jesus Cristo é o SENHOR, para glória de Deus Pai." (Filipenses 2: 5-11).
A maior polêmica entre judeus e cristãos é o fato de nós cristãos afirmarmos que Jesus é o messias prometido que deveria vir para salvar a humanidade, enquanto que muitos judeus não o aceitam e o consideram um mero profeta e ainda aguardam a vinda do “verdadeiro messias”, enquanto que nós consideramos que Jesus é o “escolhido”, e não só isso, mas para nós, Jesus é o próprio Deus e único mediador entre nós e o Pai, havendo salvação somente em quem se confia plenamente a Jesus, coisa que só pode ser assimilada conforme o grau de transcendência de cada qual, sendo isso uma revelação que não é dada a todos, mas somente para aqueles que reinarão com Jesus quando este revelar o invisível estabelecendo o seu reinado eterno em poder e glória.
Porém, você sabia que Jesus faz questão de que mesmo Ele sendo a Destra de Deus, o mais sublime e elevado ser após o Pai Criador, Ele, não faz questão de “algo” diante do Pai? Muito menos diante dos homens, ao ponto que declara: "Eu não recebo glória dos homens;" (João 5: 41), sendo indiferente se homens o considerarem ou não, porque isso não lhe fará diferença nenhuma, mas somente para nós, que crendo nele, receberemos o seu agir e favor, e como declara Hebreus: "Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente." (Hebreus 13: 8), sendo que a nossa consideração para com ele, não muda, nem tira e nem acrescenta-lhe glória alguma, pois antes de nós, ele já era e é Senhor de tudo, a fim de que somente o senhorio de Cristo pode glorificar ao Pai, ao qual, o próprio Jesus Cristo renderá submissão perpétua à medida que os planos do Pai sejam confirmados em Jesus Cristo no desígnio final da Criação, como se lê: "E, quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então também o mesmo Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos." (1ª Coríntios 15: 28), sendo que mesmo sendo maior que os céus e seus anjos, Jesus se sujeitou inferior aos céus tomando forma de homem, como se declara:
"Porque não foi aos anjos que sujeitou o mundo futuro, de que falamos. Mas em certo lugar testificou alguém, dizendo: Que é o homem, para que dele te lembres? Ou o filho do homem, para que o visites? Tu o fizeste um pouco menor do que os anjos, de glória e de honra o coroaste, E o constituíste sobre as obras de tuas mãos; todas as coisas lhe sujeitaste debaixo dos pés. Ora, visto que lhe sujeitou todas as coisas, nada deixou que lhe não esteja sujeito. Mas agora ainda não vemos que todas as coisas lhe estejam sujeitas. Vemos, porém, coroado de glória e de honra aquele Jesus que fora feito um pouco menor do que os anjos, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos. Porque convinha que aquele, para quem são todas as coisas, e mediante quem tudo existe, trazendo muitos filhos à glória, consagrasse pelas aflições o príncipe da salvação deles." (Hebreus 2 : 5-10)
Texto que já havia sido anunciado por intermédio de Davi: “Quando vejo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste; que é o homem mortal para que te lembres dele? E o filho do homem, para que o visites? Pois pouco menor o fizeste do que os anjos, e de glória e de honra o coroaste.” (Salmos 8: 3-5).
Como cristãos, sabemos que Jesus não se apegou ao poderio de sua força e glória celestial a fim de que a sua natureza permanecesse um mistério de maneira que prevalecesse o seu testemunho, como lembramos: "Ou pensas tu que eu não poderia agora orar a meu Pai, e que ele não me daria mais de doze legiões de anjos? Como, pois, se cumpririam as Escrituras, que dizem que assim convém que aconteça?" (Mateus 26: 53-54), sendo que nas Escrituras estava anunciado o seu sofrimento como também o seu milagroso nascimento, que se diz: "Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel." (Isaías 7: 14), sendo que nem mesmo seus pais entenderam o mistério que acontecia, de modo que Deus Pai interessou-se em que ao menos “aceitassem” o que estava acontecendo, como vemos no relato: "E, projetando ele isto, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo;" (Mateus 1: 20).
Jesus sendo gerado para assumir forma humana entre a humanidade pecadora é um milagre duma conscientização e sobriedade da glória divina que impacta em toda noção que se possa possuir dum Deus que é polimorfo, e que pode se revelar como bem acha viável, sabendo que uma das formas de Deus, em Jesus, é a própria autonomia de sua irrevogável justiça em seu proceder, que entendemos por sua sabedoria como parte de sua natureza, vejamos: "O SENHOR me possuiu no princípio de seus caminhos, desde então, e antes de suas obras. Desde a eternidade fui ungida, desde o princípio, antes do começo da terra. Quando ainda não havia abismos, fui gerada, quando ainda não havia fontes carregadas de águas. Antes que os montes se houvessem assentado, antes dos outeiros, eu fui gerada." (Provérbios 8: 22-25), sendo esta sabedoria decretada em Deus como o “Verbo”, ou, o plano, que culmina no próprio Jesus Cristo: "Então eu estava com ele, e era seu arquiteto; era cada dia as suas delícias, alegrando-me perante ele em todo o tempo;" (Provérbios 8: 30), ou como declarou João: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus." (João 1: 1).
Sendo assim, o homem é a própria forma estática da Lei de Deus que assume um propósito de estabelecer a natureza absoluta de Deus, sendo que Deus decreta no homem a “coroa da Criação” para fins de uma forma eterna, pelo que se declara: "E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra." (Gênesis 1: 26), sendo propósito de Deus que a forma humana seja a mais gloriosa projeção divina, e como declara João: "Nisto conhecereis o Espírito de Deus: Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já está no mundo." (1ª João 4:2-3), sendo que os que rejeitam a Deus rejeitam a “forma”, ou melhor, a objetividade de Deus e seu propósito em reestabelecer a sua Criação na “humanidade” de Jesus Cristo, sendo que os que se entregam ao agir de Jesus Cristo como seu Senhor, estes, pertencem a glória de Jesus Cristo.
Pedro enfatiza: "Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre." (1ª Pedro 1: 23), ao que o próprio Jesus deixou claro: "Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne verdadeiramente é comida, e o meu sangue verdadeiramente é bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. Assim como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo pelo Pai, assim, quem de mim se alimenta, também viverá por mim." (João 6: 54-57), sendo que ninguém é santificado se não se envolver plenamente na natureza de Deus, o que sugere um relacionamento com o Criador por meio da intervenção de Cristo mediada pela nossa fé e aceitação dele como nosso Senhor.
Ainda lemos: "Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca; mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca." (1ª João 5: 18), o que enfatiza que os salvos estão vinculados na natureza de Deus por meio da pregação segundo a vontade de Deus, ou seja, pela obediência daquilo que requer a presença de Deus quando ele se manifesta de forma mais clara e lúcida, como se lê: "Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado." (João 15: 3), e ainda: "Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação." (1ª Coríntios 1: 21), sendo que a verdadeira pregação tende a aprofundar a transcendência ao pleno conhecimento do que é “espiritual”, vinculando todo homem a realidade que é exposta e percebida pela verdade.
Jesus mesmo se auto intitulou como a essência da verdade por não poder negar a sua natureza divina, o que foi contestado pelos judeus da época, porém Jesus enfatizou a condição de que todos fossem parte da natureza divina por meio de que “se dessem conta disso”, ou seja, pelo que aceitassem esse fato, e como Jesus declarou: "Respondeu-lhes Jesus: Não está escrito na vossa lei: Eu disse: Sois deuses?" (João 10: 34), o que já estava evidenciado pelo salmista: "Eu disse: Vós sois deuses, e todos vós filhos do Altíssimo." (Salmos 82: 6). Coisa que os judeus ignoraram.
Portanto a libertação do homem consiste no fato dele tomar consciência de Deus assumindo a sua posição nas regiões celestiais por meio da fé em Cristo e sua submissão ao senhorio de Jesus, sendo Jesus a manifestação plena de Deus ao qual nenhum homem é superior, enfim, mesmo que domine poderes espirituais, até de forma maior que a terrestre de Cristo, como ele advertiu: "Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai." (João 14: 12), porém, na dependência da soberania do Criador, ou melhor, em obediência e sujeição ao fato que Deus é maior, o que inibe a nossa petulante arrogância: “Apresentai a vossa demanda, diz o SENHOR; trazei as vossas firmes razões, diz o Rei de Jacó. Tragam e anunciem-nos as coisas que hão de acontecer; anunciai-nos as coisas passadas, para que atentemos para elas, e saibamos o fim delas; ou fazei-nos ouvir as coisas futuras. Anunciai-nos as coisas que ainda hão de vir, para que saibamos que sois deuses; ou fazei bem, ou fazei mal, para que nos assombremos, e juntamente o vejamos. Eis que sois menos do que nada e a vossa obra é menos do que nada; abominação é quem vos escolhe.” (Isaías 41: 21-24).
Sendo assim, devemos ter em mente que quando Jesus diz "Eu e o Pai somos um." (João 10: 30), ele não se exalta acima do pai, ou diz ser como o Pai, mas confere a sua natureza divina acima da do homem, tanto que diz: "Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer." (João 15: 5), e mais adiante ele explicita: "E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um."  (João 17: 22), portanto, unidos com o Cristo, aceitando-o como superior a nós do qual necessitados para todas as possibilidades, estamos lhe fundamentando o senhorio devido acerca de que ninguém se exalte acima de seu próximo, muito menos acima de Cristo, como declara Paulo: "Assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros." (Romanos 12: 5).
O que evidencia que sem uma profunda devoção e respeito a Jesus, toda e qualquer tentativa de justificação e santificação se torna inútil por querer manobrar Deus à vontade do homem, de modo que Jesus avisou: "Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade." (Mateus 7: 21-23), sendo que a maior maldade que um homem pode cometer contra o seu próximo, é buscar com arrogância justificar sua crença arraigando e oprimindo aqueles que estão na vontade de Cristo, sendo que estes estão usando da própria transcendência para desencaminhar pessoas do plano de Deus, como declara Paulo: "Porquanto, não conhecendo a justiça de Deus, e procurando estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de Deus." (Romanos 10: 3).
O que sugere que todo aquele que nega o senhorio de Cristo por não permitir o seu agir, estes, não pertencem a Cristo, e como Jesus declarou: "Estando eu com eles no mundo, guardava-os em teu nome. Tenho guardado aqueles que tu me deste, e nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição, para que a Escritura se cumprisse." (João 17: 12), sendo óbvio que a nossa salvação consiste em confiar no ato de Cristo por nós, de maneira que ele diz: "Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora." (João 6: 37). Portanto, se cremos no amor de Jesus e consideramos com arrependimento a necessidade da remissão de nossas atitudes na fé infrutífera ao testemunho da virtude de Deus, podemos estar cônscios da aceitação recíproca de Jesus segundo o nosso temor. O que provoca em nós uma nova disposição de testemunhar o senhorio de Jesus em nossa vida possibilitando a sua ação em resposta da nossa humildade e consciência da necessidade de redenção da nossa alma para certeza da vida eterna.

Enfim, confiemos plenamente em Jesus, ele sabe o que faz e porque as coisas estão como estão! Certamente que ele providenciará solução para nossas vidas e o bom êxito da missão de Sua Igreja, que somos nós. Amém. 

quarta-feira, 7 de março de 2018

TRABALHO DURO.

Quando um trabalha pelos demais, faz-se necessidade que todos reconheçam e sejam gratos a tal sujeito concedendo-lhe privilégios, como lemos: "O lavrador que trabalha deve ser o primeiro a gozar dos frutos." (2ª Timóteo 2: 6), porém, se alguns se aproveitam do bom empenho do trabalhador que se dispõe em puxar a frente no serviço, na missão, estes, certamente que não ficarão em punes diante do Criador, pelo que se lê: "Eis que o jornal dos trabalhadores que ceifaram as vossas terras, e que por vós foi diminuído, clama; e os clamores dos que ceifaram entraram nos ouvidos do Senhor dos exércitos." (Tiago 5: 4).
Também, enquanto outros buscam atrapalhar, arruinar o trabalho daqueles que se empenham sinceramente, mas os sinceros, mesmo que não vejam mais frutos no seu trabalho, certamente que Deus os retribuirá, pelo que se lê: "Porque Deus não é injusto para se esquecer da vossa obra, e do trabalho do amor que para com o seu nome mostrastes, enquanto servistes aos santos; e ainda servis." (Hebreus 6: 10), quanto mais se este trabalho vier a beneficiar a expansão do reino de Jesus Cristo, e com isso, a salvação de almas, terá reconhecimento eterno: "Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina;" (1ª Timóteo 5: 17).
À medida que nos aproximarmos do enceramento desta eternidade, haverá cada vez mais desertores, o que sobrecarregará alguns num esforço cada vez maior para manter a ordem: "Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos." (2ª Timóteo 3: 1), de tanto, que alguns procurarão se agrupar em desordenanças e rebeldias, à fim de viverem às custas dos outros: "Porquanto ouvimos que alguns entre vós andam desordenadamente, não trabalhando, antes fazendo coisas vãs." (2ª Tessalonicenses 3: 11), porém, Deus não terá por inocente quem acha que não precisa contribuir para ser beneficiado, ao que se lê: "Porque, quando ainda estávamos convosco, vos mandamos isto, que, se alguém não quiser trabalhar, não coma também." (2ª Tessalonicenses 3: 10).
Provérbios já dizia: "Vai ter com a formiga, ó preguiçoso; olha para os seus caminhos, e sê sábio." (Provérbios 6: 6), com certeza, se todos se empenhassem em serem organizados e trabalhassem como trabalha a formiga e a abelha, unidos, é certo que não haveria 1º, 2º, nem 3º mundo, apenas Paraíso! Já pensou se chegarmos ao Céu, mas, ao invés de descanso, encontrarmos trabalho para fazer? Afinal, não nos é avisado: "E Jesus lhes respondeu: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também." (João 5: 17), então? Não seria uma honra trabalhar na ceara do Senhor? Mesmo que tivéssemos que seguir o exemplo do árduo esforço dos apóstolos? (:) "Nem de graça comemos o pão de homem algum, mas com trabalho e fadiga, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós." (2ª Tessalonicenses 3: 8).
Assim, no corpo de Cristo, não compete buscar “chefiar”, uma vez que Cristo é o cabeça, e com isso, importa que prosperemos naquilo que já foi fundamentado pelos pioneiros, perseverando em pacificar, servir: "Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor." (1ª Coríntios 15: 58), contudo, tudo dentro do dom que recebemos, não intervindo naquilo que não se tem noção e senso de realidade, para que haja respeito e unidade: "Ora, o que planta e o que rega são um; mas cada um receberá o seu galardão segundo o seu trabalho." (1ª Coríntios 3: 8), sabendo que teremos de agir com responsabilidade ao trabalho que Deus nos confiou, para que a edificação continue: "Eu vos enviei a ceifar onde vós não trabalhastes; outros trabalharam, e vós entrastes no seu trabalho." (João 4: 38).
Também, que o nosso esforço seja acima de tudo para o perfeito discernimento da vontade de Deus: "Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; porque a este o Pai, Deus, o selou." (João 6: 27), pelo que a providência de Deus estará conosco se nos apegarmos ao Seu plano e não em nossos deleites: "E, quanto ao vestuário, por que andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam; e eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles." (Mateus 6: 28-29).
“Mas, que vos parece? Um homem tinha dois filhos, e, dirigindo-se ao primeiro, disse: Filho, vai trabalhar hoje na minha vinha. Ele, porém, respondendo, disse: Não quero. Mas depois, arrependendo-se, foi. E, dirigindo-se ao segundo, falou-lhe de igual modo; e, respondendo ele, disse: Eu vou, senhor; e não foi. Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram-lhe eles: O primeiro. Disse-lhes Jesus: Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus. Porque João veio a vós no caminho da justiça, e não o crestes, mas os publicanos e as meretrizes o creram; vós, porém, vendo isto, nem depois vos arrependestes para o crer.” (Mateus 21: 28-32), ou seja, sempre haverá tempo oportuno para quem se dispõe em colaborar com o projeto divino, mesmo que a porta já pareça estar fechada, porém, enquanto ainda não houver final, sempre haverá oportunidades, que não devemos desperdiçar mesmo que elas nos pareçam entristecedoras, mas, quando formos julgados, restará se ousamos tomar o partido de Cristo, até mesmo, quando tudo já parecia perdido.
“E, chegando os que tinham ido perto da hora undécima, receberam um dinheiro cada um. Vindo, porém, os primeiros, cuidaram que haviam de receber mais; mas do mesmo modo receberam um dinheiro cada um. E, recebendo-o, murmuravam contra o pai de família, dizendo: Estes derradeiros trabalharam só uma hora, e tu os igualaste conosco, que suportamos a fadiga e a calma do dia. Mas ele, respondendo, disse a um deles: Amigo, não te faço agravo; não ajustaste tu comigo um dinheiro? Toma o que é teu, e retira-te; eu quero dar a este derradeiro tanto como a ti. Ou não me é lícito fazer o que quiser do que é meu? Ou é mau o teu olho porque eu sou bom? Assim os derradeiros serão primeiros, e os primeiros derradeiros; porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos.” (Mateus 20: 9-16), ou seja, cabe ao Senhor julgar a dignidade de cada um, para que não tenhamos preconceito quanto a dignidade de cada serviço, pois todos os dons vem do mesmo Deus, assim, todos os dons têm a mesma importância, quer “alimentar crianças”, quer “animar anciãos”, pastorear ou profetizar, desde que edifique a Igreja, têm o mesmo valor e importância.
Também não negligenciemos a necessidade do repouso, como forma de restabelecimento das forças, pelo que sabemos que o trabalho em excesso nos leva a morte: "Seis dias se trabalhará, mas o sétimo dia vos será santo, o sábado do repouso ao SENHOR; todo aquele que nele fizer qualquer trabalho morrerá." (Êxodo 35: 2), assim, nos empenhemos em trabalhar, porém, respeitando os nossos limites, pelo que lemos: "E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura?" (Mateus 6: 27).
Portanto, trabalhar é necessário, mesmo que não pareça oportuno: "Quem observa o vento, nunca semeará, e o que olha para as nuvens nunca segará." (Eclesiastes 11: 4), porém, trabalhar não pode ser tornado como uma maldição: "No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás." (Gênesis 3: 19), o contexto do texto é de “castigo”, punição, porém, em tempos de graça, como vemos o trabalho? Como uma dádiva? Para que não nos acomodemos?! Afinal: "Por muita preguiça se enfraquece o teto, e pela frouxidão das mãos a casa goteja." (Eclesiastes 10: 18), dá para deixar tudo de qualquer jeito empurrando tudo nas costas de Deus? Como se tudo fosse “cair do céu” sem que houvesse necessidade de esforço algum? Também não lemos? (:) "Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos." (1ª Coríntios 14: 33), ou seja, se não nos empenharmos em organização, não haverá saúde, nem a presença de Deus.

Que vejamos como tem sido conceituado o trabalho em nossa vida, para que seja uma bênção poder trabalhar, sabendo, que haverá tempos em que nada mais poderá ser feito: "Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar." (João 9: 4), então, animemo-nos uns aos outros para que não faltem estímulos por um mundo melhor. Amém. 

COMO TER SUCESSO NA VIDA

"Toda mulher [ou pessoa] sábia edifica a sua casa; mas a tola a derruba com as próprias mãos." (Provérbios 14: 1). Hoje, quand...