sexta-feira, 24 de novembro de 2017

E DEUS VOLTOU ATRÁS!

Hoje eu quero falar de algo polêmico: “Mudaria Deus de decisão? Tornaria Deus atrás em alguma de Suas promessas? ”.
Pois’ é!? Quando lemos: "Naqueles dias Ezequias adoeceu de uma enfermidade mortal; e veio a ele o profeta Isaías, filho de Amós, e lhe disse: Assim diz o SENHOR: Põe em ordem a tua casa, porque morrerás, e não viverás." (Isaías 38: 1), e mais adiante lemos: "Vai, e dize a Ezequias: Assim diz o SENHOR, o Deus de Davi teu pai: Ouvi a tua oração, e vi as tuas lágrimas; eis que acrescentarei aos teus dias quinze anos." (Isaías 38: 5) ... isso só nos prova, que por mais desastrosas que sejam as previsões, isso, não quer dizer que as coisas não tenham mais jeito, que tudo já esteja friamente decretado e destinado por Deus.
Porém, por outro lado, isso não quer dizer também que dê para viver de qualquer maneira, e depois se reconciliar com o Criador que Ele nos perdoará, como dizem por aí: “No fim tudo dá certo, se ainda não deu, é porque ainda não chegou ao fim”! Muito otimista, porém, um cruel engano! Principalmente para aqueles que acham que Deus é amor e não punirá aos que, toleram a maldade e, inclusive, praticam a maldade... uma vez que quem consente, é tão culpado quanto o que pratica, como se lê: “E, como eles se não importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convém; estando cheios de toda iniquidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade; sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes ao pai e à mãe; néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia; os quais, conhecendo a justiça de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem.” (Romanos 1: 28-32 ARC).
E Deus não consente com a maldade, os pecados dos homens, aos quais, Ele não terá por inocente caso o ignorem, e não façam caso de seus mandamentos, devemos nos lembrar que: "Então arrependeu-se o SENHOR de haver feito o homem sobre a terra e pesou-lhe em seu coração." (Gênesis 6: 6), e bem sabemos que a promessa de Deus é de que haverá um “Juízo Final”, onde todos ressuscitarão e lhe prestarão contas, inclusive aqueles que morreram naquele famoso Dilúvio, em que Deus havia se arrependido de ter feito o homem, por causa da crescente maldade entre os homens...
E hoje?! Qual é a situação da nossa vida? Arrepender-se-ia Deus de alguma promessa, tanto de punição, como de bênção para a nossa vida? Também lemos: "Então o SENHOR arrependeu-se do mal que dissera que havia de fazer ao seu povo." (Êxodo 32: 14), ou seja, tem punições que Deus não fará em nossas vidas se nos voltarmos para comungar com Ele, observando as Suas leis, e acima de tudo, procurando discernir e cumprir com a Sua vontade, fazendo aquilo que Deus aprova. Porém, o contrário também pode acontecer, caso alguém se ache eleito e salvo, porque Deus lhe concedeu alguma bênção... pois isso não é garantia de plena aprovação divina, pois Jesus deixou avisado: "Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus." (Mateus 7: 21), e mais ainda, vejamos o caso de Saul: "E nunca mais viu Samuel a Saul até ao dia da sua morte; porque Samuel teve dó de Saul. E o SENHOR se arrependeu de haver posto a Saul rei sobre Israel." (1ª Samuel 15: 35), ou seja, Saul, foi muito abençoado, mas isso não lhe garantiu a aprovação perpétua de Deus.
Também é clássico na Bíblia: "Estendendo, pois, o anjo a sua mão sobre Jerusalém, para a destruir, o SENHOR se arrependeu daquele mal; e disse ao anjo que fazia a destruição entre o povo: Basta, agora retira a tua mão. E o anjo do SENHOR estava junto à eira de Araúna, o jebuseu." (2ª Samuel 24:16), texto que se repete: "E Deus mandou um anjo a Jerusalém para a destruir; e, destruindo-a ele, o SENHOR olhou, e se arrependeu daquele mal, e disse ao anjo destruidor: Basta, agora retira a tua mão. E o anjo do SENHOR estava junto à eira de Ornã, o jebuseu." (1ª Crônicas 21:15) e nos Salmos podemos encontrar: "E se lembrou da sua aliança, e se arrependeu segundo a multidão das suas misericórdias." (Salmos 106:45)
Porém, Deus, em Sua soberania, pode também não se arrepender, sabendo que nem sempre Deus agirá conforme as Suas misericórdias, como lemos: "E seja esse homem como as cidades que o SENHOR destruiu e não se arrependeu; e ouça clamor pela manhã, e ao tempo do meio-dia um alarido." (Jeremias 20: 16), ou ainda: "Mataram-no, porventura, Ezequias, rei de Judá, e todo o Judá? Antes não temeu ao SENHOR, e não implorou o favor do SENHOR? E o SENHOR não se arrependeu do mal que falara contra eles? Nós, fazemos um grande mal contra as nossas almas." (Jeremias 26:19), ao que o texto de Números é categórico, tanto que se for tomado ao pé-da-letra, pode desesperançar muito pecador, vejamos: "Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa; porventura diria ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria?" (Números 23: 19), ao mesmo tempo, que tal texto pode dar esperança de que Deus cumprirá com as Suas promessas, garantindo-nos bênçãos, mesmo que sejamos fracos e trôpegos.
Mais acalentador e esperançoso é o texto de Amós, que diz: "Então o SENHOR se arrependeu disso. Não acontecerá, disse o SENHOR. Assim me mostrou o Senhor DEUS: Eis que o Senhor DEUS clamava, para contender com fogo; este consumiu o grande abismo, e também uma parte da terra. Então eu disse: Senhor DEUS, cessa, eu te peço; quem levantará Jacó? Pois é pequeno. E o SENHOR se arrependeu disso. Nem isso acontecerá, disse o Senhor DEUS." (Amós 7:3-6)
Ou seja, Deus nos conhece melhor do que nós mesmos, e além disso, a Sua soberania conhece a nossa sinceridade, mesmo que não sejamos tão esforçados como nós mesmos gostaríamos de ser, sendo que Deus não cobra nada além de nossas forças, como declara Tiago: "Bem-aventurado o homem que suporta a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam." (Tiago 1: 12), ao que Paulo acrescentaria: "Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar." (1ª Coríntios 10: 13), sabendo que aquilo que não podemos suportar, se nossa fé for sincera, não nos sobrevirá sem que tenhamos livramento de acordo com a fidelidade de Deus, fiel, não a nós, mas a Si próprio, por Deus não se negar a Si mesmo, como lemos: "Se formos infiéis, ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo." (2ª Timóteo 2: 13).
Tudo isso pode parecer contraditório, mas não quero confundi-lo(a), apenas lhe suplico um esforço para que Deus lhe considere e queira abençoá-lo(a), pois também lemos: "E Deus viu as obras deles, como se converteram do seu mau caminho; e Deus se arrependeu do mal que tinha anunciado lhes faria, e não o fez." (Jonas 3: 10), como também é fato: "E dei-lhe tempo para que se arrependesse da sua prostituição; e não se arrependeu." (Apocalipse 2:21), portanto, devemos considerar: "Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam;" (Atos 17: 30), o que nos dá a certeza de que se erramos por “cegueira”, é óbvio que Deus não desistirá da Sua bênção que tem prometido e estabelecido para a nossa vida.

Lembrando mais uma vez, que Deus volta sim atrás, porém, isso faz em Sua soberania para que lhe conheçamos, sendo assim, a Sua verdade não pode ser distorcida, é isso que a Sua palavra quer nos esclarecer quando lemos: "E também aquele que é a Força de Israel não mente nem se arrepende; porquanto não é um homem para que se arrependa." (1ª Samuel 15: 29), ficando óbvio, que Deus sabe tudo, e é nessa Sua sabedoria que Ele fala e decreta. Que isso tudo, nos sirva de esperança em alívios às cargas que nos são impostas, pois Deus conhece os nossos gemidos e do quanto que precisamos da Sua ajuda. Que confiemos em Suas promessas e Seu soberano caráter, nos aproximando d’Ele sem receios, como de filhos que não podem existir sem que tenham pais, e Ele é o nosso Pai amado com quem podemos contar. Amém. 

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