"Veio, porém, a lei para que a
ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça;"
(Romanos 5: 20).
A Lei exige um preço a ser pago pelo
erro, ou, pecado. Assim, a transgressão da Lei requer uma punição ou um
ressarcimento do agravo. Com o está escrito: "E, levantando-se Zaqueu, disse ao Senhor: Senhor, eis que eu dou
aos pobres metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, o
restituo quadruplicado." (Lucas 19: 8), assim, a Salvação chegou até
Zaqueu porque ele decidiu se concertar ante as maldades que havia cometido, e
como acrescentaria João: "Se alguém
vir pecar seu irmão, pecado que não é para morte, orará, e Deus dará a vida
àqueles que não pecarem para morte. Há pecado para morte, e por esse não digo
que ore. Toda a iniquidade é pecado, e há pecado que não é para morte." (1ª
João 5: 16-17).
Porém, como entender que a Graça
superabundou se todo pecado requer punição?
Para entender isso, precisamos
recorrer à lógica de que alguém sofreu de tal maneira, inclusive, injustamente,
e que seu “sacrifício” serviu de intercessão para que outros mais fossem
agraciados pela atitude de mediação ante Deus por meio da boa consciência,
desse intercessor, para com Deus! E nisso, temos os “objetores de consciência”
no Reino de Deus!
Por isso, quando lemos: "Tornará a apiedar-se de nós; sujeitará
as nossas iniquidades, e tu lançarás todos os seus pecados nas profundezas do
mar." (Miquéias 7: 19), e ainda: "Vinde
então, e argui-me, diz o SENHOR: ainda que os vossos pecados sejam como a
escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como
o carmesim, se tornarão como a branca lã." (Isaías 1: 18), isso não
significa que haverá uma gratuidade absoluta ao ponto de Deus desconsiderar os
pecados da Humanidade, mas que alguém, fará com que essa Graça chegue até os
demais, ou até, para toda a Humanidade.
Por isso lemos: "E a graça de nosso Senhor superabundou com a fé e amor que há em
Jesus Cristo." (1ª Timóteo 1: 14), ou seja, a justiça de Jesus serve
para me proteger da punição que estava pesando sobre mim, em medida que eu
recorro a Ele para que pela reputação espiritual dele eu possa alcançar o favor
de Deus Pai.
Outra questão que eu levanto neste
vídeo, é que em razão da fragilidade humana, nem sempre podemos ser diretos e
objetivos, mas precisamos ser pacientes e sutis para alcançar almas para
Cristo, e é sobre isso que o livro de Ester nos adverte.
E conforme como confirma Pedro: "Desejai afetuosamente, como meninos
novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que por ele vades
crescendo;" (1ª Pedro 2: 2), o que significa entre outras coisas, que
precisamos respeitar “os peixes”. Não os espantando com misticismo exagerado,
mas, com compreensões assimilativas, precisamos oferecer as pessoas
conhecimentos que estejam conectados com as escrituras Sagradas sem que citemos
as Escrituras.
Ou seja, precisamos ter certa astúcia
para parabolizar e argumentar os ensinamentos da Bíblia de maneira a criar uma ponte entre a
Humanidade e Deus, uma vez que a santidade demasiada afugenta os que estão a
caminho. Como disse Salomão: "Vai,
pois, come com alegria o teu pão e bebe com coração contente o teu vinho, pois
já Deus se agrada das tuas obras." (Eclesiastes 9: 7), de maneira que
ser um “super-justo”, gera uma divisão entre a Igreja e o mundo, inclusive, de modo que
a Igreja se feche em si mesma e não alcance mais almas para a fé, como disse
Jesus: "Ai de vós, escribas e
fariseus, hipócritas! pois que percorreis o mar e a terra para fazer um
prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes
mais do que vós." (Mateus 23: 15). Significando com isso que a
conversão não é algo instantâneo, mas gradual. Ao que ainda temos por
acrescento: "Mas ai de vós, escribas
e fariseus, hipócritas! pois que fechais aos homens o reino dos céus; e nem vós
entrais nem deixais entrar aos que estão entrando." (Mateus 23: 13).
Por isso que Jesus diz: "Eis que vos envio como ovelhas ao meio
de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e inofensivos como as
pombas." (Mateus 10: 16), o que dá um caráter de relatividade e
profunda sabedoria para que saibamos como, e tenhamos condições de alcançar
mais almas para a Fé, para a Salvação.
Sem me estender mais, convido-lhe
para assistir ao vídeo acima, para uma confirmação daquilo que anunciei neste
texto, além de possibilitar, por meio do vídeo, um estado espiritual de espontaneidade e simplicidade, para
motivá-lo a se engajar no que está proposto.
Cordial abraço. Considerações de
Fabio Klein Sieger.