domingo, 6 de maio de 2018

O RELATIVISMO DA VIDA E DO JUÍZO DO CRISTÃO.

“Todavia os filhos do teu povo dizem: Não é justo o caminho do Senhor; mas o próprio caminho deles é que não é justo. Desviando-se o justo da sua justiça, e praticando iniquidade, morrerá nela. E, convertendo-se o ímpio da sua impiedade, e praticando juízo e justiça, ele viverá por eles. Todavia, vós dizeis: Não é justo o caminho do Senhor; julgar-vos-ei a cada um conforme os seus caminhos, ó casa de Israel.” (Ezequiel 33: 17-20).
Fica óbvio que Deus julgará a cada qual segundo os seus próprios conhecimentos que tem de Deus e conforme como os observa, de maneira que há a necessidade de esforço para vencer, conferindo mérito, como há a necessidade de aceitação da vontade e plano divinos, conferindo subjugação e dependência. Sendo que quem tem profundo conhecimento dos mistérios de Deus e de Sua natureza, segundo o investimento de forças e saberes da parte de Deus neste tal, isso, lhe será cobrado se glorificou a Deus em medida de esforço para praticá-los, ficando estabelecido que não possa haver ociosidade, pelo contrário, intensidade, e avivamento da vida, de maneira que confere que devemos superar as adversidades não perdendo o temor de Deus, sendo que o respeito para com Deus evita a frieza racional, como adverte Tiago: "Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo." (Tiago 3: 1), pelo que se assimila que conforme os conhecimentos é exigida prova de maturidade, de bom testemunho.
Porém, ao mesmo tempo em que, quem “tapa os olhos para não ver”, preferindo a ignorância e ociosidade, em razão de sua permanência na selvageria e misticismo, este, sofrerá dano mediante o Juízo de Deus por não ter aproveitado as oportunidades para se desenvolver, sendo que o desejo de Deus é que todos maturem conforme advertiu Jesus: "E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más." (João 3: 19), também vale ressaltar: "Portanto o meu povo será levado cativo, por falta de entendimento; e os seus nobres terão fome, e a sua multidão se secará de sede." (Isaías 5: 13), ficando óbvio que não se interessar e não desenvolver conhecimento de Deus, ou uma vida de consagração, piedade e desenvolvimento para flexibilidade racional e emocional, como sugere Paulo: "Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns." (1ª Coríntios 9: 22). Não atentar para isso, também poderá implicar em condenação, por evidenciar tirania e falta de arrependimento, ou de retorno para Deus em dependência d’Ele, havendo assim, necessidade de perseverança em temor, como podemos ler: "E os que estão junto do caminho, estes são os que ouvem; depois vem o diabo, e tira-lhes do coração a palavra, para que não se salvem, crendo;" (Lucas 8: 12).
Também podemos ler: "Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil." (Hebreus 13: 17), ou seja, se alguém tem algum chamado para o Reino de Deus, convém que se manifeste, porque isso lhe será cobrado, e quanto aos demais, que se lhe sujeitem, como advertiu Paulo: "E falem dois ou três profetas, e os outros julguem. Mas, se a outro, que estiver assentado, for revelada alguma coisa, cale-se o primeiro." (1ª Coríntios 14: 29-30), como dizem: “se um burro tá falando, que os outros abaixem as orelhas”! Dizem que a democracia é o governo do povo, “quando há doze falando e treze opiniões”... Na edificação espiritual da Igreja, as coisas não podem ser assim, pois que é dever que cada qual se manifeste na sua vez, em ordem, para que não haja atropelamento de entendimentos a fim de que se mantenha a estrutura e organização, e com isso, a paz,... mas porque estou dizendo isso? Pelo seguinte: "Os pais não morrerão pelos filhos, nem os filhos pelos pais; cada um morrerá pelo seu pecado." (Deuteronômio 24: 16).
Ou seja, o meu líder espiritual, ou a Igreja institucional, não terão a condenação por meu pecado, por mais que estes zelem por minha salvação, mas isto não lhes aplica juízo, a não ser é claro, que eles tenham negligenciado a revelação de Deus, como podemos ler: "Mas, se quando o atalaia vir que vem a espada, e não tocar a trombeta, e não for avisado o povo, e a espada vier, e levar uma vida dentre eles, este tal foi levado na sua iniquidade, porém o seu sangue requererei da mão do atalaia." (Ezequiel 33: 6), o que sugere que deve haver intensa comunhão entre espirituais e seus discípulos, ou entre a Igreja e a sociedade em geral, com constantes advertências e admoestações, porém o “mestre” não é culpado da rebelião do discípulo, como não pode dar carona para o Céu, o que fica evidente: "Agora, pois, perdoa o seu pecado, se não, risca-me, peço-te, do teu livro, que tens escrito. Então disse o SENHOR a Moisés: Aquele que pecar contra mim, a este riscarei do meu livro." (Êxodo 32: 32-33).
Essa questão da intercessão diante de Deus é importante, porém, nem sempre funciona quando o intercedido é obstinado e rebelde, pelo que João adverte: "Se alguém vir pecar seu irmão, pecado que não é para morte, orará, e Deus dará a vida àqueles que não pecarem para morte. Há pecado para morte, e por esse não digo que ore. Toda a iniquidade é pecado, e há pecado que não é para morte." (1ª João 5: 16-17). Mas há a necessidade de conhecimento de causa com o desenvolvimento argumentativo não para reclusão, mas para manter o atrativo da Graça de maneira permanente, que como disse Jesus: "E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim." (João 12: 32), havendo um “fermento do Reino”, uma inspiração relacional que vivifica e mantém a esperança na clemência divina até o último suspiro de todo ser vivo.
Fica óbvio que o juízo de Deus é relativo, ao ponto que temos por aviso: "Portanto, nada julgueis antes de tempo, até que o Senhor venha, o qual também trará à luz as coisas ocultas das trevas, e manifestará os desígnios dos corações; e então cada um receberá de Deus o louvor." (1ª Coríntios 4: 5), o que significa que pela lógica humana não há distinção de certeza absoluta quanto à salvação nem ao galardão de ninguém, ficando isso por absoluto critério divino, que como está declarado: "Porém o SENHOR disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o SENHOR não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o SENHOR olha para o coração." (1ª Samuel 16: 7). Sendo o propósito de Deus mais profundo e incisivo do que aquilo que a observação da realidade nos expressa.
E por mais que se tenha uma prévia de como funcionará o Juízo de Deus, como está descrito: "De maneira nenhuma; de outro modo, como julgará Deus o mundo? Mas, se pela minha mentira abundou mais a verdade de Deus para glória sua, por que sou eu ainda julgado também como pecador? E por que não dizemos (como somos blasfemados, e como alguns dizem que dizemos): Façamos males, para que venham bens? A condenação desses é justa." (Romanos 3: 6-8). O que dá por evidência que aqueles que desqualificam, ou duvidam e destroem para se imporem e serem beneficiados da desgraça alheia estão indo contra Deus! De maneira que o que é gerado pela dúvida, pelo descrédito, perturba e nos faz requerer maior apreço pela salvação, estando o sentido da vida na busca, ao ponto, de crermos contra a esperança de juízo da maioria, de tanto que podemos ler acerca do exemplo de Abraão: "O qual, em esperança, creu contra a esperança, tanto que ele tornou-se pai de muitas nações, conforme o que lhe fora dito: Assim será a tua descendência." (Romanos 4: 18), sabendo que a nossa fé é a nossa verdadeira justiça, ao que Jesus adverte: "Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus." (Mateus 5: 20), lembrando também: "Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer." (Lucas 17: 10), de maneira que um cristão sincero é aquele que se auto supera na incansável peregrinação temerosa à que lhe é imputada e imposta. Lembrando que a justiça em que a Bíblia se refere é na “fé em Cristo”, que como está declarado: "Mas o justo viverá da fé; e, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele." (Hebreus 10: 38), ficando óbvio que não podemos relaxar em desenvolver conhecimento de Deus na necessidade de prosseguir em constante confiança e dependência d'Ele.
Mas também não podemos impor um conhecimento e a nossa comunhão com Deus ao ponto de tirania, por isso temos do seguinte: "Tens tu fé? Tem-na em ti mesmo diante de Deus. Bem-aventurado aquele que não se condena a si mesmo naquilo que aprova." (Romanos 14: 22), sendo que vai da consciência e confiança de cada um que cada qual será julgado, se permaneceu em cogitação do espiritual e da prática de sua confiança, fé, de forma edificativa, como se declara: "Porque em Jesus Cristo nem a circuncisão nem a incircuncisão tem valor algum; mas sim a fé que opera pelo amor." (Gálatas 5: 6), sendo que o aprofundamento nos mistérios espirituais não se dão por vontade humana, ou na fé com pretextos, mas segundo o propósito de edificação do Criador, que revela: "Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus." (1ª Coríntios 2: 11).
Portanto, compreender como funciona o Juízo de Deus é para poucos e segundo o chamado com que estes foram agregados ao corpo de Deus, como aconteceu com Pedro, pelo que está escrito: "Ele, porém, voltando-se, disse a Pedro: Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens."  (Mateus 16: 23), Hebreus também declara: "Do qual muito temos que dizer, de difícil interpretação; porquanto vos fizestes negligentes para ouvir. Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar quais sejam os primeiros rudimentos das palavras de Deus; e vos haveis feito tais que necessitais de leite, e não de sólido mantimento." (Hebreus 5: 11-12). Havendo necessidade de arrependimento para amadurecimento como veio a ser com Pedro, mesmo que a princípio, o próprio Deus nos “açoite”, ou nos xingue. Mas isto se faz assim para que haja crédito de desenvolvimento pela responsabilidade a que nos foi imposta, como declara Paulo: "Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida?" (1ª Coríntios 6: 3).
Assim também, é somente pelo entendimento e a perseverança na vontade de Deus que se estabelece a nossa salvação, não cabendo propósito humano e prazeres carnais no Reino de Deus, pelo que se declara: "Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus." (Mateus 7: 21), sendo que Jesus também enfatizou: "Jesus disse-lhes: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra." (João 4: 34), de maneira que o que nos livra da condenação é somente a perseverança em permanecer no Plano de Deus. Buscando desenvolver espiritualidade contra carnalidade, pelo que se declara: "Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna." (Mateus 5: 37), não havendo como ser espiritual e carnal ao mesmo tempo, como confirma Paulo: "E, deliberando isto, usei porventura de leviandade? Ou o que delibero, o delibero segundo a carne, para que haja em mim sim, sim, e não, não?" (2ª Coríntios 1: 17), sendo que ou já se está na vontade de Deus, ou ainda não se está... Havendo necessidade de radicalidade contra a dissimulação para que se clareie a revelação pessoal que nos agrega na dependência de Deus, não havendo espaço para uma espiritualidade fingida. Ao modo que a Graça é imanente enquanto o Juízo divino é transcendente, porém, à medida que nos desenvolvemos no conhecimento de Deus, tocando o transcendente, tudo vai se tornando cada vez mais explícito e óbvio, até ser revelado por completo, o que caracteriza o perigo do homem querer se apossar do direito em ser igual a Deus, por achar que pode compreender as razões de Deus, perdendo o temor, e com isso, o agrado de Deus “em continuar lhe concedendo revelações”.
Mediado nisso!? Você já tem clareza de qual é o plano de Deus para a sua vida? Se não!? Faça uma oração fervorosa agora determinando enfaticamente para que Deus agregue a sua vida completamente em Sua vontade. Confie, mas, fortifique-se na fé acreditando na sua salvação pela fidelidade de Deus, pois isso glorificará a Deus que lhe recompensará à medida que você lutar para permanecer na Sua revelação, sendo esse o nosso objetivo, o de permanecer em Sua submissão e dependência, mesmo que haja dúvidas, porém, convém a nós permanecermos naquelas verdades óbvias que nos foram dadas, nem que em parte, de maneira que todo o desenvolvimento da vida é relativo até que se estabeleça o absoluto e o essencial, ou o niilismo e a destruição para aqueles que rejeitam caminhar em direção à perfeição via esforço em aceitar o agir de Deus sem questioná-lo, que como Paulo declara: "Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido." (1ª Coríntios 13: 12), deixando claro que não convém o objetivismo tirano que desconsidera o mistério da vida de que há uma “magia da presença de Deus”, um deleite que não é propriamente um misticismo, mas sim a manutenção de um clima de flexibilidade que propicia um detalhe específico para cada parte sem que se ignore o todo em que tudo está inserido. O que evidencia nossa liberdade... 

Portanto, determina-se que a vida não é confusa, mas relativa conforme os detalhes que Deus estabeleceu para cada qual, sendo que somente Ele entende as razões de tudo ser como o é. Não cabendo a nós intromissão alheia, a fim de impor uma unificação, mas que cada qual cuide primeiramente de si próprio, depois, edifique a comunidade conforme lhe é solicitado no serviço à medida que seu dom se torna manifesto. Enfim, desenvolva-se! Mas sem perder o espírito contemplativo de apreciar a vida em todos os seus detalhes. Sendo todo o relativismo da vida nada mais e nada menos do que pura liberdade. Amém. 

COMO TER SUCESSO NA VIDA

"Toda mulher [ou pessoa] sábia edifica a sua casa; mas a tola a derruba com as próprias mãos." (Provérbios 14: 1). Hoje, quand...