sexta-feira, 17 de novembro de 2017

SOLI DEO GLÓRIA!

Se você tem algum serviço à Deus, não hesite em continuar permanecendo nesse serviço, porque dificilmente Deus fará você mudar de ministério, a não ser é claro, quando a glória não estiver mais sendo de Deus, mas de uma postura arrogante e orgulhosa, inclusive até, contra Deus... é por causa dessa falta de respeito para com o Criador, que muitos são destituídos de seus ministérios ao ponto que Deus levanta outros, mas lembre-se: "Cada um fique na vocação em que foi chamado." (1ª Coríntios 7: 20), sendo que Deus não tem por meta levantar outros, que senão, no caso de Deus ser rejeitado!
Foi assim no caso clássico de Saul! Acerca do que quero trazer o seguinte texto de 1ª Samuel 16: 1-3, 6-7, e 13, vejamos: “Então disse o SENHOR a Samuel: Até quando terás dó de Saul, havendo-o eu rejeitado, para que não reine sobre Israel? Enche um chifre de azeite, e vem, enviar-te-ei a Jessé o belemita; porque dentre os seus filhos me tenho provido de um rei. Porém disse Samuel: Como irei eu? Pois, ouvindo-o Saul, me matará. Então disse o SENHOR: Toma uma bezerra das vacas em tuas mãos, e dize: Vim para sacrificar ao SENHOR. E convidarás a Jessé ao sacrifício; e eu te farei saber o que hás de fazer, e ungir-me-ás a quem eu te disser. ” ... “E sucedeu que, entrando eles, viu a Eliabe, e disse: Certamente está perante o SENHOR o seu ungido. Porém o SENHOR disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o SENHOR não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o SENHOR olha para o coração. ” ... “Então Samuel tomou o chifre do azeite, e ungiu-o no meio de seus irmãos; e desde aquele dia em diante o Espírito do SENHOR se apoderou de Davi; então Samuel se levantou, e voltou a Ramá. ”.
Averiguemos; Saul foi rejeitado por desobedecer a Deus! Entendo assim, que muitos estão sendo rejeitados por Deus em dias atuais, por não permanecerem naquilo que Deus lhes ordenou, assim, trocam de ministério, como quem troca de roupa, “esse não me agrada, então vou naquele”! E subjugam, pelo menos tentam, subjugar a Obra de Deus a seus caprichos, acontecendo que muitos fiéis, por dó, continuam intercedendo diante de Deus por estes rebeldes, mas vimos no texto que Deus não quer que nos condoemos por aqueles que se tornam infiéis, contanto que temos a advertência: "Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia." (Hebreus 10: 25), de maneira que não adianta em nada interceder por aqueles que nada querem com Deus, como temos a ressalva: "Tu, pois, não ores por este povo, nem levantes por ele clamor nem oração; porque não os ouvirei no tempo em que eles clamarem a mim, por causa do seu mal." (Jeremias 11: 14).
Em outras palavras, com a salvação não se pode brincar, achando que não há males em se “embriagar de outras fontes” por mero desejo de se saciar naquilo que Deus não planejou para nós! Ou seja, Deus é fiel, conquanto que a infidelidade de alguns não compromete os planos de Deus com aqueles que mesmo em meio aos sofrimentos, inclusive de “perdas”, e são “arrastados”, forçados, mas se mantém na convicção de que Deus jamais os abandonará.
Como diz o dito popular: “cada macaco no seu galho”! Então é fundamental que não nos deixemos seduzir por “propagandas” e convites fantasiosos acerca da realidade que só nós mesmos conhecemos, portanto, pelo que Deus espera a nossa manifestação dentro dos nossos próprios círculos, não havendo necessidade de fuga daquilo que requer o nosso trabalho em nossa própria comunidade, ou, congregação, como declara Paulo: "E até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós." (1ª Coríntios 11: 19).
Lembrando que a glória de Deus, consiste em nossa obediência aos Seus propósitos pensados a nosso respeito, como declara Jó: “Deus faz o que quer; quando ele decide fazer alguma coisa, ninguém pode impedir. Ele levará até o fim o que planejou fazer comigo e também realizará todos os seus outros planos. Por isso, eu perco a coragem na presença dele e, quando penso nisso, fico apavorado. A escuridão me deixou cego; mas é o Deus Todo-Poderoso quem me põe medo, e não a escuridão.” (Jó 23: 13-17 NTLH). Ao que Paulo evidencia: "Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus." (Romanos 8: 19).
Ou seja, o nosso sofrimento, não acaba com a nossa entrada “num ministério mais poderoso”, mas com a aceitação daquilo que Deus “anda nos cutucando” para que ponhamos às claras, ou seja, Deus espera a nossa participação naquilo que Ele mesmo nos capacitou, e com isso, Deus é glorificado no nosso “esforço” por avivar aquilo que Ele nos ensina em Sua Palavra, se tornando óbvio que não podemos empurrar para os outros aquilo que compete ao nosso encargo bastando apenas que demos o primeiro passo...
Paulo também declara: “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós. Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também nos nossos corpos; e assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também na nossa carne mortal. ” (2ª Coríntios 4: 7-11).
Com esse texto, Paulo não nos isenta da nossa responsabilidade de autodomínio, pelo contrário, se nos mantivermos “apegados” naquilo que Deus faz saltar ao nosso coração, não precisamos mudar de ministério, de vocação, apenas que o invoquemos para que Ele aja através de nós, sendo a glória de Deus a dádiva da superação... o que prefigura que quando mudamos de ministério na ilusão que lá não encontraremos os defeitos que há em nossa congregação, estamos em verdade fugindo de nossa responsabilidade de manifestação, o que resigna a glória divina que deveria ser manifesta através de nós ao encargo de acomodação.
Portanto, se buscamos a glória de Deus, ou, “a manifestação da vida de Jesus em nossa carne mortal”, precisamos estar cônscios que isso não é um ato “mágico”, mas a glória de Deus reside em nosso trabalho, em nosso esforço e empenho por perseverar na verdade, do contrário, Jesus não teria dito: "Então, disse aos seus discípulos: A seara é realmente grande, mas poucos os ceifeiros. Rogai, pois, ao Senhor da seara, que mande ceifeiros para a sua seara." (Mateus 9: 37-38). O que evidencia que a Obra de Deus é maior que as nossas expectativas, então, se temos expectativas, sonhos, requer isso que façamos a nossa parte para que a nossa congregação, o nosso ministério, se desenvolva a partir daquilo que salta ao nosso coração, não sendo necessidade que as coisas caiam dos Céus para que a glória seja de Deus, pelo contrário, é a nossa fidelidade para aquilo que Deus semeou em nosso coração, ou, nossa obediência, que glorificará o nome de Deus, pelo que não precisamos temer que estejamos “roubando a glória de Deus” quando somos exaltados, mas somente se nos estabelecermos num pedestal de arrogância.
Pois devemos lembrar: "Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa." (Mateus 5: 15), sendo que se dermos mostras de fidelidade, é impossível que Deus não nos coloque em lugar de destaque, de glória, pois veja: "Antes, os membros do corpo que parecem ser os mais fracos são necessários; e os que reputamos serem menos honrosos no corpo, a esses honramos muito mais; e aos que em nós são menos decorosos damos muito mais honra. Porque os que em nós são mais nobres não têm necessidade disso, mas Deus assim formou o corpo, dando muito mais honra ao que tinha falta dela; Para que não haja divisão no corpo, mas antes tenham os membros igual cuidado uns dos outros. De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele." (1ª Coríntios 12: 22-26).

Portanto, a glória de Deus, não está restrita ao fato de nossa imobilidade, senão, Jesus não teria dito: "Mas, chegando também o que recebera um talento, disse: Senhor, eu conhecia-te, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste; e, atemorizado, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu. Respondendo, porém, o seu senhor, disse-lhe: Mau e negligente servo; sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei? Devias então ter dado o meu dinheiro aos banqueiros e, quando eu viesse, receberia o meu com os juros." (Mateus 25: 24-27), em outras palavras, a glória de Deus, consiste em nossa disposição, em se engajar naquilo que sabemos que Deus espera de nós! E não em que “Deus nos sirva”, que Deus faça tudo por nós, enfim, Deus só é glorificado, quando alguém de nós é levantado em glória. Presume-se assim, que não há glória de Deus em nossa vida, se não houver o nosso esforço para agradá-lo, obedecê-lo. Sendo que o nosso agir em dependência divina, torna-se o agir e a glória do próprio Deus. Amém.

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