Se você tem algum serviço à Deus, não
hesite em continuar permanecendo nesse serviço, porque dificilmente Deus fará
você mudar de ministério, a não ser é claro, quando a glória não estiver mais
sendo de Deus, mas de uma postura arrogante e orgulhosa, inclusive até, contra
Deus... é por causa dessa falta de respeito para com o Criador, que muitos são
destituídos de seus ministérios ao ponto que Deus levanta outros, mas
lembre-se: "Cada um fique na vocação
em que foi chamado." (1ª Coríntios 7: 20), sendo que Deus não tem por
meta levantar outros, que senão, no caso de Deus ser rejeitado!
Foi assim no caso clássico de Saul!
Acerca do que quero trazer o seguinte texto de 1ª Samuel 16: 1-3, 6-7, e 13,
vejamos: “Então disse o SENHOR a Samuel:
Até quando terás dó de Saul, havendo-o eu rejeitado, para que não reine sobre
Israel? Enche um chifre de azeite, e vem, enviar-te-ei a Jessé o belemita;
porque dentre os seus filhos me tenho provido de um rei. Porém disse Samuel:
Como irei eu? Pois, ouvindo-o Saul, me matará. Então disse o SENHOR: Toma uma
bezerra das vacas em tuas mãos, e dize: Vim para sacrificar ao SENHOR. E
convidarás a Jessé ao sacrifício; e eu te farei saber o que hás de fazer, e
ungir-me-ás a quem eu te disser. ” ... “E sucedeu que, entrando eles, viu a Eliabe,
e disse: Certamente está perante o SENHOR o seu ungido. Porém o SENHOR disse a
Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura,
porque o tenho rejeitado; porque o SENHOR não vê como vê o homem, pois o
homem vê o que está diante dos olhos, porém o SENHOR olha para o coração. ”
... “Então Samuel tomou o chifre do azeite, e ungiu-o no meio de seus irmãos; e desde aquele dia em diante o Espírito do
SENHOR se apoderou de Davi; então Samuel se levantou, e voltou a Ramá. ”.
Averiguemos; Saul foi rejeitado por
desobedecer a Deus! Entendo assim, que muitos estão sendo rejeitados por Deus
em dias atuais, por não permanecerem naquilo que Deus lhes ordenou, assim,
trocam de ministério, como quem troca de roupa, “esse não me agrada, então vou
naquele”! E subjugam, pelo menos tentam, subjugar a Obra de Deus a seus
caprichos, acontecendo que muitos fiéis, por dó, continuam intercedendo diante
de Deus por estes rebeldes, mas vimos no texto que Deus não quer que nos
condoemos por aqueles que se tornam infiéis, contanto que temos a advertência: "Não deixando a nossa congregação, como
é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto
vedes que se vai aproximando aquele dia." (Hebreus 10: 25), de maneira
que não adianta em nada interceder por aqueles que nada querem com Deus, como
temos a ressalva: "Tu, pois, não
ores por este povo, nem levantes por ele clamor nem oração; porque não os
ouvirei no tempo em que eles clamarem a mim, por causa do seu mal." (Jeremias
11: 14).
Em outras palavras, com a salvação
não se pode brincar, achando que não há males em se “embriagar de outras fontes”
por mero desejo de se saciar naquilo que Deus não planejou para nós! Ou seja,
Deus é fiel, conquanto que a infidelidade de alguns não compromete os planos de
Deus com aqueles que mesmo em meio aos sofrimentos, inclusive de “perdas”, e
são “arrastados”, forçados, mas se mantém na convicção de que Deus jamais os
abandonará.
Como diz o dito popular: “cada macaco
no seu galho”! Então é fundamental que não nos deixemos seduzir por “propagandas”
e convites fantasiosos acerca da realidade que só nós mesmos conhecemos,
portanto, pelo que Deus espera a nossa manifestação dentro dos nossos próprios
círculos, não havendo necessidade de fuga daquilo que requer o nosso trabalho
em nossa própria comunidade, ou, congregação, como declara Paulo: "E até importa que haja entre vós
heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós." (1ª
Coríntios 11: 19).
Lembrando que a glória de Deus,
consiste em nossa obediência aos Seus propósitos pensados a nosso respeito,
como declara Jó: “Deus faz o que quer; quando ele decide fazer alguma coisa, ninguém
pode impedir. Ele levará até o
fim o que planejou fazer comigo e também realizará todos os seus outros planos.
Por isso, eu perco a coragem na presença dele e, quando penso nisso, fico
apavorado. A escuridão me deixou cego; mas é o Deus Todo-Poderoso quem me põe
medo, e não a escuridão.” (Jó 23: 13-17 NTLH). Ao que Paulo evidencia: "Porque a ardente expectação da
criatura espera a manifestação dos filhos de Deus." (Romanos 8: 19).
Ou seja, o nosso sofrimento, não
acaba com a nossa entrada “num ministério mais poderoso”, mas com a aceitação
daquilo que Deus “anda nos cutucando” para que ponhamos às claras, ou seja,
Deus espera a nossa participação naquilo que Ele mesmo nos capacitou, e com
isso, Deus é glorificado no nosso “esforço” por avivar aquilo que Ele nos
ensina em Sua Palavra, se tornando óbvio que não podemos empurrar para os
outros aquilo que compete ao nosso encargo bastando apenas que demos o primeiro
passo...
Paulo também declara: “Temos, porém, este tesouro em vasos de
barro, para que a excelência do poder
seja de Deus, e não de nós. Em tudo
somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. Perseguidos,
mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; trazendo sempre por toda a
parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também nos nossos corpos; e
assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste
também na nossa carne mortal. ” (2ª
Coríntios 4: 7-11).
Com esse texto, Paulo não nos isenta
da nossa responsabilidade de autodomínio, pelo contrário, se nos mantivermos
“apegados” naquilo que Deus faz saltar ao nosso coração, não precisamos mudar
de ministério, de vocação, apenas que o invoquemos para que Ele aja através de
nós, sendo a glória de Deus a dádiva da superação... o que prefigura que quando
mudamos de ministério na ilusão que lá não encontraremos os defeitos que há em
nossa congregação, estamos em verdade fugindo de nossa responsabilidade de
manifestação, o que resigna a glória divina que deveria ser manifesta através
de nós ao encargo de acomodação.
Portanto, se buscamos a glória de
Deus, ou, “a manifestação da vida de Jesus em nossa carne mortal”, precisamos
estar cônscios que isso não é um ato “mágico”, mas a glória de Deus reside em
nosso trabalho, em nosso esforço e empenho por perseverar na verdade, do
contrário, Jesus não teria dito: "Então,
disse aos seus discípulos: A seara é realmente grande, mas poucos os ceifeiros. Rogai, pois, ao Senhor da seara, que
mande ceifeiros para a sua seara." (Mateus 9: 37-38). O que evidencia que a Obra de Deus é
maior que as nossas expectativas, então, se temos expectativas, sonhos, requer
isso que façamos a nossa parte para que a nossa congregação, o nosso
ministério, se desenvolva a partir daquilo que salta ao nosso coração, não
sendo necessidade que as coisas caiam dos Céus para que a glória seja de Deus,
pelo contrário, é a nossa fidelidade para aquilo que Deus semeou em nosso
coração, ou, nossa obediência, que glorificará o nome de Deus, pelo que não
precisamos temer que estejamos “roubando a glória de Deus” quando somos
exaltados, mas somente se nos estabelecermos num pedestal de arrogância.
Pois devemos lembrar: "Nem se acende a candeia e se coloca
debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa."
(Mateus 5: 15), sendo que se dermos mostras de fidelidade, é impossível que
Deus não nos coloque em lugar de destaque, de glória, pois veja: "Antes, os membros do corpo que parecem
ser os mais fracos são necessários; e os que reputamos serem menos honrosos no
corpo, a esses honramos muito mais; e aos que em nós são menos decorosos damos
muito mais honra. Porque os que em nós são mais nobres não têm necessidade
disso, mas Deus assim formou o corpo, dando muito mais honra ao que tinha falta
dela; Para que não haja divisão no corpo, mas antes tenham os membros igual
cuidado uns dos outros. De maneira que, se um membro padece, todos os membros
padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com
ele." (1ª Coríntios 12: 22-26).
Portanto, a glória de Deus, não está
restrita ao fato de nossa imobilidade, senão, Jesus não teria dito: "Mas, chegando também o que recebera
um talento, disse: Senhor, eu conhecia-te, que és um homem duro, que ceifas
onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste; e, atemorizado, escondi na
terra o teu talento; aqui tens o que é teu. Respondendo, porém, o seu
senhor, disse-lhe: Mau e negligente servo; sabias que ceifo onde não semeei
e ajunto onde não espalhei? Devias então ter dado o meu dinheiro aos banqueiros
e, quando eu viesse, receberia o meu com os juros." (Mateus 25: 24-27),
em outras palavras, a glória de Deus, consiste em nossa disposição, em se
engajar naquilo que sabemos que Deus espera de nós! E não em que “Deus nos
sirva”, que Deus faça tudo por nós, enfim, Deus só é glorificado, quando alguém
de nós é levantado em glória. Presume-se assim, que não há glória de Deus em
nossa vida, se não houver o nosso esforço para agradá-lo, obedecê-lo. Sendo que
o nosso agir em dependência divina, torna-se o agir e a glória do próprio Deus.
Amém.
Nenhum comentário:
Postar um comentário