Eu quero fazer um estudo acerca de
alguns textos de 1ª João, referente à associação da notícia vinculada a
respeito do presidente dos EUA, Donald Trump, em apoiar o Estado de Israel para
retomada de Jerusalém como capital interina e indivisível de Israel... o que
vem causando um alarido na Comunidade Israelense para o regresso a Israel, à
fim de que todos os israelitas abandonem os seus negócios nos demais países
porque o messias prometido está para vir e restaurar o Estado Israelense. Sem falar
que muitos cristãos estão achando, que isso, é um sinal de que a qualquer
segundo serão arrebatados.
Porém, como todos nós, cristãos,
sabemos, conforme a nossa transcendência profética que não está acessível
para aqueles que ainda andam sob o antigo véu, estes israelenses não
convertidos, que são incitados a
reconstruir o Império Israelita para o retorno a adoração ao Deus Criador, através
da retomada do sacrifício diário, promulgado do santo templo, enfim, nós
cristãos sabemos que o próximo evento histórico, não consiste na Shalon, ou, na
paz a Israel, tanto que sabemos que a anunciação de paz, significa destruição
repentina, porém, sabemos que Deus pretende arrebatar os santos e permitir a
desolação da Terra por um tempo determinado até o regresso definitivo do “Juiz
Supremo”, que aniquilará o anticristo com supérflua facilidade e se assentará
no Vale de Josafá para julgar as nações, donde as separará para a Sua esquerda
e para a Sua direita, separando bodes de ovelhas para um destino eterno.
Ou seja, profeticamente, como
cristãos, entendemos que ainda não está na hora de sobrevir o Reino Eterno sobre
a humanidade, porém, fatos serão antecipados, ou “abreviados”, para que não
percamos a fé e com isso a Salvação, o que não quer dizer que toda frenesi
signifique que se possa abandonar tudo o que se sabe, ou melhor, se entende a
respeito de profecias simplesmente porque o sentimento, a sensação, ou melhor,
o “parecer” que está às portas, nos impulsione para radicalismos que só
destroem as estruturas e tenhamos que recomeçar tudo do zero! Sem falar da vergonha e decepção da frustração...
Pois João já anunciava: “Filhinhos, é já a última hora; e, como
ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos,
por onde conhecemos que é já a última hora. Saíram de nós, mas não eram de nós;
porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse
que não são todos de nós. E vós tendes a unção do Santo, e sabeis tudo. ” (1ª
João 2: 18-20). O que significa que para o cristianismo bem fundamentado, não
há novidades, que senão confirmações daquilo que já se sabia! O que torna a
história da humanidade em geral plenamente redundante para quem está bem
alicerçado em Cristo, e com isso, à par da realidade profética... não havendo
necessidade de extremismos nem exageros frenéticos para que se saiba quanto da
segurança de nossa redenção, ou, Salvação!
Por isso, João recomenda mais: “Qualquer que nega o Filho, também não tem o
Pai; mas aquele que confessa o Filho, tem também o Pai. ” (1ª João 2: 23).
Ou seja, o maior sinal da vinda gloriosa de Deus, é o arrependimento! Ou, da
consideração de que o Messias já está aí no meio de Seu povo, habitando nos
corações daqueles que lhe dignificam como Rei Supremo, que significaria a
conversão para glorificação de Jesus, cujo o qual, nós devemos e estamos indo
ao encontro, sendo preparados para habitar na “Extrema Glória jamais revelada a
homem algum”, portanto, experiências de arrebatamento dos sentidos não nos
podem qualificar como eleitos, ou conhecedores do Céu, nem podem dar a
segurança da Salvação, como se a Salvação consistisse em sensação em vez de fé,
mas tais experiências apenas nos sugerem que devemos ousar mais, orar mais,
trabalhar mais em prol da anunciação da verdade contra os impérios da mentira.
O que deflagra que somente a comunhão com Jesus, a Palavra, profecia, ou ainda,
a verdade, é que nos conferirá direito de conhecer a “verdadeira Glória”, que é
viver perante a face do Pai. Adorando ao Filho.
Se você é um cristão instruído, nada
do que estou lhe dizendo parece ser alguma grande novidade, porque no fundo, lá
em seu íntimo, você já está à par disso tudo, a única coisa que pode mudar a
partir de agora, é a sua concordância, aceitação da realidade, como João
prossegue: “Estas coisas vos escrevi
acerca dos que vos enganam. E a unção que vós recebestes dele, fica em vós, e
não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos
ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou,
assim nele permanecereis. ” (1ª João 2: 26-27).
Portanto, à medida que você se
desenvolve robusta e consistentemente na Graça, você chega à conclusão de que
especular, ou não especular sobre a vinda definitiva do Reino de Deus, não faz
diferença alguma, a não ser para aqueles que a manifestação de Cristo significa
“cheiro de morte”, ou de condenação, de perdição, que por suas inseguranças,
acusam tiranamente quem não concorda com eles.... Porém para nós, que estamos
alicerçados em Cristo, quanto à estas especulações, e acusações, apenas
sorrimos...
Uma vez que já temos a Jesus em nossa
vida e nada nos perturbará para que percamos a confiança n’Ele e afrouxemos as
nossas mãos quanto ao ministério que nos foi confiado, pelo contrário, aonde os
outros veem desgraças e sofrimentos, indignações, nós vemos oportunidades e a
clareza e certeza absoluta daquilo que Deus está requerendo de nós, pelo que
João continua: “E agora, filhinhos,
permanecei nele; para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança, e não
sejamos confundidos por ele na sua vinda. Se sabeis que ele é justo, sabeis que
todo aquele que pratica a justiça é nascido dele. ” (1ª João 2: 28-29).
Em outras palavras, a eminência da
vinda gloriosa do Salvador para nos arrebatar nos ares, nos desperta alegria e
regozijo, jamais falência dos sentidos! O que aguça ainda mais o nosso
discernimento quanto às promessas de Jesus, e a supressão de Sua vontade não é
inquirida por nós, pelo contrário, a Sua vontade ganha força e autoridade para
ser manifesta por nosso meio, já que, estamos cientes dos fatos e não ignoramos
os Seus reais propósitos com aquilo que Jesus permite, o que faz com que tudo
se torne óbvio quanto a aquilo que de antemão já fomos alertados. O que não
destrói a nossa confiança e esperança, por estas razões frenéticas. Mas somos
estabelecidos para não vacilarmos, não caindo em tentações e confusões.
Mas João vai mais longe: “Vede quão grande amor nos tem concedido o
Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus. Por isso o mundo não nos conhece;
porque não o conhece a ele. Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é
manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar,
seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos. E qualquer que nele
tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro. ” (1ª
João 3: 1-3).
Ou seja, não é porque é a sensação do
momento, nos deixaremos desestabilizar pela vontade da maioria, contanto que
nós, que conhecemos as profundezas de Deus mediante a nossa fé no Cristo,
seremos cada vez mais estabelecidos pela graça de Deus que em nós opera, e com
isso, nos adequa para a “Glória Extrema jamais revelada a homem algum”, mas com
a certeza da nossa adoção, continuaremos “conectados” na realidade implantando
nela a verdade...
Enfim, ser cristão em tempos
frenéticos, quando a maioria se aguça para atritos, para revoltas, nós,
permaneceremos inabaláveis em nossas convicções que nos tornam produtivos,
frutíferos para o Reino de Deus, que se estabelece de coração em coração,
conforme a nossa disponibilidade em testemunhar e conviver com os demais que
não compartilham da mesma segurança que Deus semeou em nossa vida, em nossa
alma!
Portanto, o que quero deixar
enfático, é a necessidade urgente que se visa no fato de que ânimos acirrados, sugerem
precipitações! E nós que somos da verdade, temos que estar atentos para não
cair neste pecado, o que geraria desespero e insegurança quanto à nossa entrega
ao amor de Deus, inclusive, do quanto que Deus se importa conosco, dos Seus planos
para nossa vida, principalmente, do valor que se dá para a proliferação da
verdade em detrimento aos exageros daqueles que desequilibram a estrutura do
corpo de Deus, sendo assim, de fato não são autênticos do corpo, e estão indo
contra Cristo, contra a verdade, contra a Salvação que se edifica pela pregação
da Palavra de Deus.
Com isso, denota-se a urgência
incessante que pede continuidade da estrutura que Deus estabeleceu para o nosso
próprio bem-estar e regozijo com a vontade de Deus, o que nos torna submissos
ao verdadeiro plano do Criador! E com isso, cientes da verdade! Com o “pé no
chão”! Não entrando em delírios e descontrole, muito pelo contrário, o nosso autodomínio
é a base do nosso testemunho, que se não há autodomínio, não há crédito em nós,
o que sugere uma crise na fé, no cristianismo. Por isso, cuidado! Jesus só voltará
para aqueles que estarão sendo úteis, sendo lúcidos da verdade, pois mentira e
ilusão, não entra no Céu. Amém.
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