quinta-feira, 19 de setembro de 2019

COMO TER SUCESSO NA VIDA


"Toda mulher [ou pessoa] sábia edifica a sua casa; mas a tola a derruba com as próprias mãos." (Provérbios 14: 1).
Hoje, quando escrevo esta mensagem, em razão dum erro meu; Deus me reafirmou uma velha lição em minha vida! De que há pelo menos três coisas que se tornam a ruína de uma vida e também do ministério em Cristo, são elas: “Falta de temor e respeito para com Deus”, “arrependimento insuficiente” e “inconstância ou indisposição”.
Vou tentar argumentar isso com um pouco de base bíblica para ser mais explícito e consequente.
1º: Temor! Davi já dizia: "O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria; bom entendimento têm todos os que cumprem os seus mandamentos; o seu louvor permanece para sempre." (Salmos 111: 10), o que Salomão também reafirmou em Provérbios 1: 7 e 9: 10.
Em suma, quem busca ser inteligente e ter uma vida de sucesso, precisa ter respeito para com Deus, do contrário, tudo está fadado ao fracasso, tanto para denominações religiosas, como para êxito pessoal de uma vida bem-sucedida.
E quem teme, obedece! Quem obedece, demonstra fé! Quem tem fé, ama a Deus e alcança o Seu favor!... "Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele." (João 14: 21); "Eu amo aos que me amam, e os que cedo me buscarem, me acharão." (Provérbios 8: 17); "Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam." (Hebreus 11: 6).
Entende-se que aquele que obedece a Deus, em razão de guardar Seus mandamentos, adquire sabedoria e com ela o sucesso para a sua vida e ministério. Mas quem acreditará nisso? "Disse o néscio no seu coração: Não há Deus. Têm-se corrompido, fazem-se abomináveis em suas obras, não há ninguém que faça o bem." (Salmos 14: 1), "Mas nem todos têm obedecido ao evangelho; pois Isaías diz: SENHOR, quem creu na nossa pregação?" (Romanos 10: 16).
Porém, para aqueles que dão crédito a um profeta, Deus declara em Sua Palavra: "Crede no SENHOR vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas, e prosperareis;" (2ª Crônicas 20: 20c), ou seja, dar crédito para alguém que compreende e esclarece a vontade divina, é dar crédito para o próprio Deus que enviou aquele profeta. E mais, este temor e respeito a Deus ao considerar um de Seus ungidos, nos torna eleitos juntamente com aqueles que nos repassam a mensagem de Deus, e assim, ingressamos no Reino de Deus e somos capacitados para colaborar com o mesmo, acerca do que lemos: "Porque os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento." (Romanos 11: 29), ou seja, recebemos um chamado com promessas acerca das quais Deus nunca tornará para trás.
Mesmo que não haja tanto temor a Deus assim no início, pois também lemos: "Tu subiste ao alto, levaste cativo o cativeiro, recebeste dons para os homens, e até para os rebeldes, para que o SENHOR Deus habitasse entre eles." (Salmos 68: 18), mas isto tudo é um investimento do próprio Criador que não nos desampara de imediato, mas caso não haja respeito para com Ele, pode acontecer o seguinte:
"Mas, chegando também o que recebera um talento, disse: Senhor, eu conhecia-te, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste; E, atemorizado, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu. Respondendo, porém, o seu senhor, disse-lhe: Mau e negligente servo; sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei? Devias então ter dado o meu dinheiro aos banqueiros e, quando eu viesse, receberia o meu com os juros. Tirai-lhe pois o talento, e dai-o ao que tem os dez talentos. Porque a qualquer que tiver será dado, e terá em abundância; mas ao que não tiver até o que tem ser-lhe-á tirado."  (Mateus 25: 24-29).
Aquele servo mau e negligente, que não teve crescimento espiritual, no fim das contas, tratava a Deus, em seu coração, como se Deus fosse seu empregado, como se Deus tivesse de fazer tudo por ele, e ele não precisasse fazer nada por Deus e seus semelhantes, pois se esqueceu de que tudo o que possuía, vinha de Deus, e para Deus retornaria: No entanto, o meu povo e eu não podemos, de fato, te dar nada, pois tudo vem de ti, e nós somente devolvemos o que já era teu. (1ª Crônicas 29: 14 NTLH).
E essa ignorância em achar que pode se apegar em alguma coisa, torna uma pessoa presa à ruína: "Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele." (1ª João 2: 15); "Portanto o meu povo será levado cativo, por falta de entendimento; e os seus nobres terão fome, e a sua multidão se secará de sede." (Isaías 5: 13).
Porém, ter o conhecimento das coisas e permanecer indiferente para com aqueles a quem não é dado tal compreensão sobre a vontade divina, pode ser um sinal de falta de temor para com Deus e leviandade com a vida das pessoas, e tal irresponsabilidade será punida com perda da glória prometida por Deus, ou seja, também acarreta em ruína: "Vivo eu, diz o Senhor DEUS, que, porquanto as minhas ovelhas foram entregues à rapina, e as minhas ovelhas vieram a servir de pasto a todas as feras do campo, por falta de pastor, e os meus pastores não procuraram as minhas ovelhas; e os pastores apascentaram a si mesmos, e não apascentaram as minhas ovelhas; Portanto, ó pastores, ouvi a palavra do SENHOR: Assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu estou contra os pastores; das suas mãos demandarei as minhas ovelhas, e eles deixarão de apascentar as ovelhas; os pastores não se apascentarão mais a si mesmos; e livrarei as minhas ovelhas da sua boca, e não lhes servirão mais de pasto. Porque assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu, eu mesmo, procurarei pelas minhas ovelhas, e as buscarei." (Ezequiel 34: 8-11).
2º: Arrependimento insuficiente!
Hebreus se nos diz: "Ainda não resististes até ao sangue, combatendo contra o pecado." (Hebreus 12: 4), em suma, quem não leva a sério o suficiente a batalha entrevada no mundo espiritual por sua alma, não aceitando sacrificar algumas coisas de sua vida em nome da Fé, este é indigno do sucesso! Pois Jesus deixou claro: "E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim." (Mateus 10: 38).
Ou seja, Jesus deixa claro que Ele só leva a sério, aqueles que também O levam a sério! Tanto que Hebreus dá uma dura para quem é um “cristão cai-cai”, leia: "Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus, e as virtudes do século futuro, e recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus, e o expõem ao vitupério."  (Hebreus 6: 4-6).
Devemos estar cientes que enquanto há compadecimento de Deus para o nosso aprendizado, há segundas chances, pois de certo modo é até normal que alguém erre de vez em quando, tanto que João afirma: "Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo." (1ª João 2: 1), mas temos de ter cuidado em sempre se reafirmar para não voltar a cometer o mesmo erro, pois isso pode nos levar a erros piores: "E ninguém seja devasso, ou profano, como Esaú, que por uma refeição vendeu o seu direito de primogenitura. Porque bem sabeis que, querendo ele ainda depois herdar a bênção, foi rejeitado, porque não achou lugar de arrependimento, ainda que com lágrimas o buscou." (Hebreus 12: 16-17).
E assim, há erros dos quais não há mais volta! Tanto que João também assegura: "Se alguém vir pecar seu irmão, pecado que não é para morte, orará, e Deus dará a vida àqueles que não pecarem para morte. Há pecado para morte, e por esse não digo que ore. Toda a iniquidade é pecado, e há pecado que não é para morte." (1ª João 5: 16-17).
Todo pecado é maldade, mas há maldades com consequências menos drásticas do que outras, acerca do que devemos buscar ressarcir as nossas maldades, primeiramente num concerto com Deus, confessando-Lhe o erro e pedindo-Lhe ajuda para não cometer tal erro novamente, coisa que não nos isenta da responsabilidade de ser esforçado, em seguida, retratando os erros com compensações: "Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende; mas a tristeza do mundo opera a morte." (2ª Coríntios 7: 10); "E, levantando-se Zaqueu, disse ao Senhor: Senhor, eis que eu dou aos pobres metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado." (Lucas 19: 8).
Temos que lembrar que o arrependimento não é uma punição, mas uma oportunidade concedida por Deus em Sua bondade para nos reestabelecer, que devemos levar a sério em derramar o nosso coração perante Deus, se permitindo a ele ao máximo para não desperdiçar tal graça, para que não se chegue ao ponto de cauterizar a nossa consciência, sendo insensível a voz de Deus: "Ou desprezas tu as riquezas da sua benignidade, e paciência e longanimidade, ignorando que a benignidade de Deus te leva ao arrependimento?" (Romanos 2: 4); "Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência;" (1ª Timóteo 4: 1-2).
3º: Inconstância ou indisposição!
Tiago é categórico: "Não pense tal homem que receberá do Senhor alguma coisa. O homem de coração dobre é inconstante em todos os seus caminhos." (Tiago 1: 7-8), em suma, pessoas que não se firmam na verdade, não sendo fiéis e sinceras em sua fé, são pessoas imaturas espiritualmente e sem reputação para conseguir alguma bênção mais ampla e mais significativa! Tais pessoas vivem fazendo bagunça, ou desordem e não edificam nada para sua própria vida e honra, muito menos para Deus e Seu Reino.
Paulo chega a dizer: "Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente." (Efésios 4: 14), ou seja, pessoas que não se dispõe de todo o coração para a verdade é porque guardam algumas reservas para a mentira e jamais terão êxito no Reino de Deus, ao ponto que Jesus faz uma advertência severa de que tais pessoas propendem para a corrupção e maldade a semelhança de Satanás: "Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira." (João 8: 44).
Não ter uma base de ser um apaixonado adorador de Jesus Cristo, totalmente rendido a Sua vontade, pode dar sequelas de perdição eterna: "Tendo os olhos cheios de adultério, e não cessando de pecar, engodando as almas inconstantes, tendo o coração exercitado na avareza, filhos de maldição;" (2ª Pedro 2: 14), e Pedro nos diz mais: "Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição." (2ª Pedro 3: 16).
Ou seja, quem não tem fidelidade em seu coração para com Jesus, nem longas orações e muito menos a leitura e estudo da Bíblia poderá ajuda-lo! Pelo contrário, pode decretar ruína eterna! Pois quem torce a verdade, está ao serviço de Satanás como falso profeta! Alguém que não recebeu chamado algum, mas, se intrometeu no corpo de Cristo interesseira e falsamente! Acerca do que Deus declara: "Não mandei esses profetas, contudo eles foram correndo; não lhes falei, contudo eles profetizaram. Mas, se estivessem estado no meu conselho, então teriam feito o meu povo ouvir as minhas palavras, e o teriam feito voltar do seu mau caminho, e da maldade das suas ações." (Jeremias 23: 21-22).
Para arrematar, voltamos ao primeiro ponto: Temor! Se esta mensagem lhe comoveu, ou, até assustou?! Não desperdice a oportunidade e fale com Deus em seu íntimo do quanto que você precisa d’Ele, e atenção, não pense que há outros mais necessitados de Deus do que você, pois esta mensagem foi para você! É você que é o universo de Deus agora! Deus está te sondando! Então, não guarde reservas, abra-se para Ele como você nunca se abriu antes! Os Céus estão te ouvindo, e o seu sucesso começa agora... Amém.

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

TRAGÉDIAS.


"Jesus respondeu: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus." (João 9: 3).
Estou escrevendo esta prédica acima de tudo em razão duma tragédia, que aconteceu ontem, a Dez de Setembro de 2019, na vida de um pastor amigo meu que inclusive foi o responsável e maior incentivador para que eu criasse os meus Blogs..., e a tragédia é que ontem, morreu perto de sua casa um de seus filhos de apenas onze anos de idade, atropelado por um caminhão basculante (caçamba trucada). Pretendo não só consolar a família como também aliviar o coração de pessoas que passam por situações semelhantes.
Como diz o versículo em destaque, geralmente aquilo que não conseguimos aceitar nem compreender na realidade cotidiana desse mundo, não pode ser justificada como sendo em razão do erro de alguém. Na maior parte das vezes procuramos um culpado, um pecador, e se ele não aparece, somos até capazes de culpar a Deus e nos revoltarmos contra Ele como se Ele tivesse algum desafeto contra a gente. Mesmo que saibamos que Deus é amor e tudo o que Ele faz e permite é em razão do Seu intenso amor por nós, como disse Jesus: “... mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus.”.
Vale entender que as Obras de Deus não cabem na nossa lógica, nos parecem estranhas, e às vezes até sem sentido para a nossa assimilação. Pois devemos ter em mente que Deus vê aquilo que nossos olhos não enxergam, tanto a realidade transcendente como aquilo que está no coração. E Deus sabe aquilo que não conseguimos compreender, a exemplo, o futuro e todos os caminhos das possibilidades da vida e do caráter humano.
Além disso, há quem pense, em razão de achar que pode controlar a sua vida ignorando que ela está nas mãos do Criador, pensam, que Deus possa sofrer alguma derrota para o mal. Cruel engano! Deus nunca sofre derrotas! Por mais que em nossa vida chegamos a pensar que nós mesmos possamos sofrer alguma derrota para o mal por não estarmos plenamente firmados na onipotência de Deus, até isso é um engano! Pois Paulo assegura: "Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou." (Romanos 8: 37), sendo que por mais que algum sofrimento nos pareça uma derrota aqui nessa realidade, mas no ecoar da Eternidade essas coisas em verdade são vitórias, acerca do que a Bíblia confirma: "Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente;" (2ª Coríntios 4: 17).
Jesus declarou acerca de uma tragédia que aconteceu durante o Seu ministério terreno o seguinte: “E, naquele mesmo tempo, estavam presentes ali alguns que lhe falavam dos galileus, cujo sangue Pilatos misturara com os seus sacrifícios. E, respondendo Jesus, disse-lhes: Cuidais vós que esses galileus foram mais pecadores do que todos os galileus, por terem padecido tais coisas? Não, vos digo; antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis. E aqueles dezoito, sobre os quais caiu a torre de Siloé e os matou, cuidais que foram mais culpados do que todos quantos homens habitam em Jerusalém? Não, vos digo; antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis.” (Lucas 13: 1-5).
Com essa declaração Jesus não atenua a culpa daqueles que passaram por aquela tragédia como ela sendo um castigo de Deus, mas Jesus enfatiza que a tragédia maior seria não receber o Reino de Deus, não sendo edificados com as tragédias da vida. E João Batista destaca: "E dizendo: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus." (Mateus 3: 2), ou seja, João desafia uma sociedade egoísta e prepotente para que se auxiliassem uns aos outros numa comunidade, pois é isso que é verdadeiramente o Reino de Deus, o auxílio mútuo, e em razão disso, João ainda diz mais: “Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento, e não comeceis a dizer em vós mesmos: Temos Abraão por pai; porque eu vos digo que até destas pedras pode Deus suscitar filhos a Abraão. E também já está posto o machado à raiz das árvores; toda a árvore, pois, que não dá bom fruto, corta-se e lança-se no fogo. E a multidão o interrogava, dizendo: Que faremos, pois? E, respondendo ele, disse-lhes: Quem tiver duas túnicas, reparta com o que não tem, e quem tiver alimentos, faça da mesma maneira. E chegaram também uns publicanos, para serem batizados, e disseram-lhe: Mestre, que devemos fazer? E ele lhes disse: Não peçais mais do que o que vos está ordenado. E uns soldados o interrogaram também, dizendo: E nós que faremos? E ele lhes disse: A ninguém trateis mal nem defraudeis, e contentai-vos com o vosso soldo.” (Lucas 3: 8-14).
Entendemos que a Glória do Reino de Deus se torna visível quando há o consolo mútuo em que todos buscam como poder ajudar o seu próximo, não o julgando e nem o condenando precipitadamente, e é nisso que consiste toda a pregação genuína do Evangelho. Quando muitos, por serem tocados pela verdade, resolvem abandonar seus interesses pessoais e buscam se solidarizar com os menos favorecidos e com aqueles que estão passando por terríveis sofrimentos, tal como a perda de seus amados...
Entenda, aquilo que aos olhos humanos parece ser uma tragédia, na visão espiritual é uma oportunidade que Deus a nem todos concede, mas justamente por Seu amor, aos que mais precisam dessa oportunidade para uma Glória maior que Deus reservou aos Seus amados, a aqueles que se mostram fiéis no conhecimento que já possuem de Deus e almejam crescer nessa Graça de conhecer Deus mais amplamente ainda para poder servi-Lo mais abundantemente nas necessidades do próximo.
Zaqueu, quando tomou a decisão: "E, levantando-se Zaqueu, disse ao Senhor: Senhor, eis que eu dou aos pobres metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado." (Lucas 19: 8), ou seja, quando Zaqueu resolveu auxiliar os menos favorecidos da sociedade, e ressarcir seus erros retribuindo aqueles a que prejudicou no passado, pôde ouvir de Jesus: “E disse-lhe Jesus: Hoje veio a salvação a esta casa, pois também este é filho de Abraão. Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.” (Lucas 19: 9-10).
Compreendemos assim que a nossa Salvação se torna consistente em medida que nos dispomos para ajudar ao próximo e corrigir ou amenizar as nossas ofensas e agressões.
Concluo assim, que a partida deste menino de apenas onze anos de idade para a realidade transcendente, é uma oportunidade para a família enlutada conhecer e discernir quem realmente pertence ao corpo de Cristo e lhes auxiliará tanto no reestabelecimento emocional, como no amparo espiritual. Também ao pastor, pai do menino, servirá como uma oportunidade oferecida por Deus de crescimento em ministério, dando-lhe entendimento para quais são as reais necessidades de suas “ovelhas” que se achegarão a ele nessa ocasião, as quais ele dará contas, mas acima de tudo, lhe estimulará numa intimidade maior com o seu Criador (por mais polêmico que isso pareça, mas é a verdade).
Chorar, abraçar, desabafar, são formas de vencer as tragédias canalizando-as, e assim, permite-se uma nova ótica de análise do quanto que se pode ser edificado e edificar aos outros em tais situações. Lembrando que Deus nunca permite algo que possa nos afastar de Sua Graça. Uma vez que até mesmo em nossas revoltas, Deus proverá Seu cuidado para conosco, pois a Bíblia afirma: "Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar." (1ª Coríntios 10: 13).
Orar, meditar na Bíblia, pode se tornar um fardo para quem está abalado sentimentalmente, até mesmo palavras alheias sobre reflexões bíblicas podem parecer desagradáveis, como esta daqui, então, em momentos de tragédias, convém antes conversar e descontrair os pensamentos para focar em outras coisas que possam trazer a alegria ao coração novamente.
Pensando nisso, a orientação que repassei aqui, serve mais para estimular outros a querer ajudar alguém que está passando por uma tragédia, do que propriamente para quem ainda vive a dor duma tragédia. Sendo assim, o meu consolo para a família enlutada, consiste acima de tudo, no correto uso desta prédica dos que se comoveram com a tragédia dessa família..., quero motivá-los a arriscarem-se a se solidarizar com os que sofrem, assim, possuindo um entendimento profético para a perfeita edificação de todos, inclusive, discernindo e colaborando com o verdadeiro corpo de Cristo. Daqueles que são chamados para realizar os propósitos de Deus sem se atrever em questionar e buscar mudar a Sua vontade aos moldes da vontade humana. Amém.

quarta-feira, 29 de maio de 2019

COMO FAZER "OS FRUTOS" PREVALECEREM


"Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça;"  (Romanos 5: 20).
A Lei exige um preço a ser pago pelo erro, ou, pecado. Assim, a transgressão da Lei requer uma punição ou um ressarcimento do agravo. Com o está escrito: "E, levantando-se Zaqueu, disse ao Senhor: Senhor, eis que eu dou aos pobres metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado." (Lucas 19: 8), assim, a Salvação chegou até Zaqueu porque ele decidiu se concertar ante as maldades que havia cometido, e como acrescentaria João: "Se alguém vir pecar seu irmão, pecado que não é para morte, orará, e Deus dará a vida àqueles que não pecarem para morte. Há pecado para morte, e por esse não digo que ore. Toda a iniquidade é pecado, e há pecado que não é para morte." (1ª João 5: 16-17).
Porém, como entender que a Graça superabundou se todo pecado requer punição?
Para entender isso, precisamos recorrer à lógica de que alguém sofreu de tal maneira, inclusive, injustamente, e que seu “sacrifício” serviu de intercessão para que outros mais fossem agraciados pela atitude de mediação ante Deus por meio da boa consciência, desse intercessor, para com Deus! E nisso, temos os “objetores de consciência” no Reino de Deus!
Por isso, quando lemos: "Tornará a apiedar-se de nós; sujeitará as nossas iniquidades, e tu lançarás todos os seus pecados nas profundezas do mar." (Miquéias 7: 19), e ainda: "Vinde então, e argui-me, diz o SENHOR: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã." (Isaías 1: 18), isso não significa que haverá uma gratuidade absoluta ao ponto de Deus desconsiderar os pecados da Humanidade, mas que alguém, fará com que essa Graça chegue até os demais, ou até, para toda a Humanidade.  
Por isso lemos: "E a graça de nosso Senhor superabundou com a fé e amor que há em Jesus Cristo." (1ª Timóteo 1: 14), ou seja, a justiça de Jesus serve para me proteger da punição que estava pesando sobre mim, em medida que eu recorro a Ele para que pela reputação espiritual dele eu possa alcançar o favor de Deus Pai.
Outra questão que eu levanto neste vídeo, é que em razão da fragilidade humana, nem sempre podemos ser diretos e objetivos, mas precisamos ser pacientes e sutis para alcançar almas para Cristo, e é sobre isso que o livro de Ester nos adverte.
E conforme como confirma Pedro: "Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo;" (1ª Pedro 2: 2), o que significa entre outras coisas, que precisamos respeitar “os peixes”. Não os espantando com misticismo exagerado, mas, com compreensões assimilativas, precisamos oferecer as pessoas conhecimentos que estejam conectados com as escrituras Sagradas sem que citemos as Escrituras.
Ou seja, precisamos ter certa astúcia para parabolizar e argumentar os ensinamentos da Bíblia de maneira a criar uma ponte entre a Humanidade e Deus, uma vez que a santidade demasiada afugenta os que estão a caminho. Como disse Salomão: "Vai, pois, come com alegria o teu pão e bebe com coração contente o teu vinho, pois já Deus se agrada das tuas obras." (Eclesiastes 9: 7), de maneira que ser um “super-justo”, gera uma divisão entre a Igreja e o mundo, inclusive, de modo que a Igreja se feche em si mesma e não alcance mais almas para a fé, como disse Jesus: "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós." (Mateus 23: 15). Significando com isso que a conversão não é algo instantâneo, mas gradual. Ao que ainda temos por acrescento: "Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que fechais aos homens o reino dos céus; e nem vós entrais nem deixais entrar aos que estão entrando." (Mateus 23: 13).
Por isso que Jesus diz: "Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas." (Mateus 10: 16), o que dá um caráter de relatividade e profunda sabedoria para que saibamos como, e tenhamos condições de alcançar mais almas para a Fé, para a Salvação.
Sem me estender mais, convido-lhe para assistir ao vídeo acima, para uma confirmação daquilo que anunciei neste texto, além de possibilitar, por meio do vídeo, um estado espiritual de espontaneidade e simplicidade, para motivá-lo a se engajar no que está proposto.

Cordial abraço. Considerações de Fabio Klein Sieger.


segunda-feira, 27 de maio de 2019

AS DUAS TESTEMUNHAS DO FIM DOS TEMPOS



"E naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro."  (Daniel 12: 1).
"E ouvi uma voz de homem entre as margens do Ulai, a qual gritou, e disse: Gabriel, dá a entender a este a visão."  (Daniel 8 : 16).  "E, respondendo o anjo, disse-lhe: Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado a falar-te e dar-te estas alegres novas." (Lucas 1: 19).
Como caíste desde o céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações! E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte. Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo. E, contudo levado serás ao inferno, ao mais profundo do abismo.” (Isaías 14: 12-15).
Teologicamente, se compreende que havia três anjos que perpassam de igual soberania e valor mediante Deus, um deles é Miguel, outro é Gabriel, e há ainda Lúcifer, o portador da luz ou filho da alva, e que passou a ser Satanás, um anjo que caiu com a terça parte dos céus que viraram demônios, e como diz Judas: "E aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, reservou na escuridão e em prisões eternas até ao juízo daquele grande dia;" (Judas 1: 6), ou seja, todo demônio é sim um anjo caído! Juntamente com Satanás, ou, Lúcifer.
De tanto, que sobre Lúcifer também lemos: "E a sua cauda levou após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra; e o dragão parou diante da mulher que havia de dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe tragasse o filho." (Apocalipse 12: 4), ou seja, aqueles anjos que estavam sob a chefia e principado de “Lúcifer, que passou a ser Satanás”, perderam a sua função nos céus, e essa deficiência do Céu, quiçá, do cosmo, foi corrigida com o sacrifício de Jesus, para que houvesse substitutos desses anjos, o que tornou o acesso desses “anjos” caídos impedido para sempre aos Céus novamente, como lemos: "Agora é o juízo deste mundo; agora será expulso o príncipe deste mundo." (João 12: 31), e ainda: "E do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado." (João 16: 11).
Entretanto, essas “funções” descumpridas por estes anjos que vieram a serem demônios, são executadas agora, mesmo que não continuamente, mas em oscilo, pela Igreja. E esta Igreja, é em parte assistida por Gabriel, como mensageiro para clarear a mensagem profética, e em parte por Miguel, para fortalecer o ministério apostólico.
Lógico, a Igreja é a noiva do Cordeiro, de Cristo, mas recebe assistência do Céu inteiro, e não somente de Jesus, mas Jesus é quem a chefia mais de perto, decretando o caminhar da Igreja e, juntamente, o destino da humanidade que depende da Igreja, e Igreja que depende de Jesus.
Porém, o ministério apostólico, daqueles que são controlados por Deus, acerca do que Paulo se refere: "Porque tenho para mim, que Deus a nós, apóstolos, nos pôs por últimos, como condenados à morte; pois somos feitos espetáculo ao mundo, aos anjos, e aos homens." (1ª Coríntios 4: 9), simbolizando com isso, que com a levantada de Miguel em sua submissão a Cristo, como anjo dos Apóstolos, lá no Fim dos Tempos, a Igreja será perfeitamente controlada por Deus, sendo seguramente “mansa” a vontade de Deus com o êxito do ministério de Miguel.
Gabriel, o anjo dos profetas, receberá encargo de elucidar plenamente o plano de Deus e os mistérios do Reino de Deus nos últimos dias, pelo que lemos: "E ele disse-me: Importa que profetizes outra vez a muitos povos, e nações, e línguas e reis." (Apocalipse 10: 11), ao que o profeta Daniel já avisou: "Muitos serão purificados, e embranquecidos, e provados; mas os ímpios procederão impiamente, e nenhum dos ímpios entenderá, mas os sábios entenderão." (Daniel 12: 10), simbolizando com isso que a plenitude do ministério de Gabriel é para com os fiéis, ou, com aqueles que “buscam” e “anunciam”.
Nessa perspectiva, convido-lhe para assistir ao vídeo acima! Lembrando que no vídeo também trato duma revelação que recebi acerca do “tal Reino Milenar”, que já está em curso, conforme: "E abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos que dormiam foram ressuscitados; e, saindo dos sepulcros, depois da ressurreição dele, entraram na cidade santa, e apareceram a muitos." (Mateus 27: 52-53)..., e, ainda pelos livros apócrifos, que narram a decida de Jesus aos Infernos, destaco:
Então o Salvador perscrutou à sua volta e mordeu o Inferno, e com a mesma rapidez com que havia arremessado uma parte às profundezas do Tártaro, a outra subiu consigo aos céus. Então, os santos de Deus rogaram ao Senhor que deixasse nos Infernos o sinal da santa cruz, sinal de vitória, para que seus perversos ministros não conseguissem reter nenhum culpado que tivesse sido absolvido pelo Senhor. E assim se fez, e o Senhor colocou sua cruz no meio do Inferno, que é sinal de vitória e lá permanecerá por toda a eternidade. Depois todos saímos dali na companhia do Senhor, deixando Satanás e o Inferno no Tártaro. E nos enviou a nós e a muitos outros que havíamos ressuscitado com nosso corpo, para dar testemunho da ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo e do que acontecera nos Infernos.”.
Lembrando que Pedro destaca: "Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito; No qual também foi, e pregou aos espíritos em prisão; Os quais noutro tempo foram rebeldes, quando a longanimidade de Deus esperava nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca; na qual poucas (isto é, oito) almas se salvaram pela água; Que também, como uma verdadeira figura, agora vos salva, o batismo, não do despojamento da imundícia da carne, mas da indagação de uma boa consciência para com Deus, pela ressurreição de Jesus Cristo;" (1ª Pedro 3: 18-21). Pedro, em suas palavras, apenas confirma o que Davi já havia anunciado acerca da entrada de Jesus no submundo: “Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória. Quem é este Rei da Glória? O SENHOR forte e poderoso, o SENHOR poderoso na guerra. Levantai, ó portas, as vossas cabeças, levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória. Quem é este Rei da Glória? O SENHOR dos Exércitos, ele é o Rei da Glória. (Selá.)”. (Salmos 24: 7-10).
Enfim, sem me delongar mais, convido-lhe mais uma vez para que você se aprofunde assistindo ao vídeo e fazendo suas pesquisas pessoais para conferir se de fato isto que lhe anuncio pode ser útil para a sua Salvação e libertação de enganos teológicos embasados na tradição, e sem profunda assimilação dos desígnios divinos.
Cordialmente: Fabio Klein Sieger.

sexta-feira, 5 de abril de 2019

PORQUE LER A BÍBLIA!

Há quem leia a Bíblia por mero esporte! Outro por dever! Ainda outro, porque acha que ela é um livro singular e muito interessante, uma verdadeira Obra de literatura. Há quem leia a Bíblia porque diz que ela é a verdade e tem a resposta para tudo, mesmo que haja discrepâncias e objeções de um contexto para outro, mas mesmo assim, há quem a considere ao pé-da-letra. Outros; consideram a Bíblia como um livro revolucionário, perigoso, e ainda outros, uma leitura para enlouquecer.
Mas afinal?! Por que lemos a Bíblia? Se ela mesma aconselha para que não seja em palavras que consista a nossa Salvação, mas sim, em poder (1ª Coríntios 4: 20)? Porém, há quem creia que a fé é poder, e que ela vem pela pregação da “palavra de Deus”, ou seja, pela anunciação daquilo que está escrito na Bíblia! Concluiríamos disso, que ler a Bíblia é a melhor forma de se envolver com as coisas de Deus, com os deleites espirituais. Entretanto, eu já vi gente dizer que era capaz de fundar uma nova “igreja”, sem espantar as pessoas usando da leitura bíblica! Ou melhor, sem citar a Bíblia.
Quem está mais certo? Seriam todos?
Jesus advertiu: "Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca." (Mateus 26: 41). Em suma, ler a Bíblia vigilante e criteriosamente, pode nos gerar conhecimento espiritual, o que gera discernimento e forças. Proporcionando orientação para alcançar aprovação mediante zelo e obediência a Deus, pois a Bíblia nos repassa mandamentos de conduta para alcançarmos a aprovação de Deus mediante a nossa persistência para fazer tudo certo. A fim de que, os acontecimentos históricos não nos peguem de surpresa, pois a Bíblia também retrata o Plano de Deus, acerca do que Daniel assegura: "Muitos serão purificados, e embranquecidos, e provados; mas os ímpios procederão impiamente, e nenhum dos ímpios entenderá, mas os sábios entenderão." (Daniel 12: 10).
Entende-se que a maior parte dos erros de nossa vida é por desconhecermos a verdade, ou seja, somos infelizes por causa da nossa ignorância. E quanto mais baixo for o nível cultural duma nação, tão quanto mais infeliz é seu povo! O grande poeta alemão Goethe já dizia que a prosperidade dum povo está em relação ao valor que é dado para a Bíblia. E Isaías já advertia: "Portanto o meu povo será levado cativo, por falta de entendimento; e os seus nobres terão fome, e a sua multidão se secará de sede." (Isaías 5: 13), ao que Jesus mesmo destacou: "Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus." (Mateus 22: 29)...
É claro, não existem pessoas perfeitas, superjustos simplesmente por observarem categoricamente a Bíblia! Como já se declarava em Isaías: "Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades como um vento nos arrebatam." (Isaías 64: 6), dizendo claramente, o que Paulo confirma (1ª Coríntios 1: 25), que somos tão incapazes de fazer o que realmente agrada a Deus ao ponto de o nosso melhor, ou a nossa maior das justiças, jamais alcance sequer o pior de Deus, ou a mais mínima de Suas justiças.  
Ou seja: o máximo que a inteligência e sabedoria humana podem chegar, ainda assim, a estupides e vergonha máxima de Deus seriam mais gloriosas. E que o máximo do poder e grandeza das forças humanas, não alcançam sequer a maior fraqueza de Deus. Pois, como a justiça do homem poderia lhe garantir algo? Se o mais justo de todos os homens, ou mais piedoso, sequer conseguiu atingir o pior lado de Deus?
Entende-se que essa lacuna só pode ser corrigida com a encarnação e ressurreição de Jesus, através da atitude e sacrifício de Jesus, temos o caminho pelo qual experimentamos o melhor de Deus e Deus conhece o pior do homem e de toda a Criação. Enfim, Jesus realmente é o caminho, e não propriamente a Bíblia em si, mas sim, aquilo que a Bíblia nos aponta de Jesus.
Paulo adverte: "Vigiai justamente e não pequeis; porque alguns ainda não têm o conhecimento de Deus; digo-o para vergonha vossa." (1ª Coríntios 15: 34), assegurando ainda que: "Mas, se ainda o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto." (2ª Coríntios 4: 3), deixando clara a necessidade duma experiência pessoal com Deus através da leitura das “Escrituras Sagradas”, ou, sendo necessário que se compreenda os caminhos e a vontade divina por meio de um apreço em assimilar a Bíblia, dum zelo pela Bíblia, de maneira que Jesus também declarou: "Esta é, pois, a parábola: A semente é a palavra de Deus;" (Lucas 8: 11). Sendo a Bíblia a semente que nos faz florescer em Deus para a vida Eterna.
Podemos, porém, pois optar se queremos “guardar a Bíblia em nosso coração”, ou se simplesmente ela será mais uma leitura qualquer para nós, e como declarou o profeta Daniel: "No primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, entendi pelos livros que o número dos anos, de que falara o SENHOR ao profeta Jeremias, em que haviam de cumprir-se as desolações de Jerusalém, era de setenta anos." (Daniel 9: 2). Assegurando-se com isso a necessidade duma contínua releitura da Bíblia para que se obtenha uma correta interpretação.
Portanto, conclui-se que se a Bíblia for lida com entusiasmo, nos fará compreender o ministério de Cristo para as nossas vidas, pois tudo desemboca nele, como também temos por confirmação: "E disseram um para o outro: Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava, e quando nos abria as Escrituras?" (Lucas 24: 32), ou seja, somente com uma comunhão firme com Jesus é que chegamos à verdadeira compreensão da Bíblia, como afirmado em João: "Este é o pão que desce do céu, para que o que dele comer não morra." (João 6: 50). De maneira que a verdade bíblica sobre Jesus propõe desenvolvimento que desembocará para a vida Eterna. Em suma, entendemos que compreendendo o ministério de Cristo por meio da leitura bíblica, adquirimos consistência na nossa Salvação.
Pedro assegura: "Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar;" (1ª Pedro 5: 8), havendo então uma necessidade de persistência para o que entendemos pela Bíblia, do contrário, a revelação que ela nos traz, pode ser perdida em razão das ocupações diárias e as adversidades espirituais, e é isso que podemos entender como permanecer debaixo da unção realizando a vontade divina expressa pela Bíblia: "Jesus disse-lhes: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra." (João 4: 34), ao que Jesus também assegurou ainda: "Mas os cuidados deste mundo, e os enganos das riquezas e as ambições de outras coisas, entrando, sufocam a palavra, e fica infrutífera." (Marcos 4: 19).
Porém há o cuidado de não distorcer a verdade por favoritismos doutrinários, com interpretações erradas e inconsistentes motivadas por especulações e precipitações, como declarou Paulo: "E eu, irmãos, apliquei estas coisas, por semelhança, a mim e a Apolo, por amor de vós; para que em nós aprendais a não ir além do que está escrito, não vos ensoberbecendo a favor de um contra outro." (1ª Coríntios 4: 6), e também: "Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema." (Gálatas 1: 8), assegurando enfaticamente que a Bíblia, como sendo o livro que aponta para Deus, para Jesus, ela também pode virar instrumento de perdição, como enfatiza Pedro acerca dos que distorcem a pregação de Paulo: "Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição."  (2ª Pedro 3: 16).
E como está declarado em João: "E a sua palavra não permanece em vós, porque naquele que ele enviou não credes vós." (João 5: 38), o que sugere a necessidade de aceitação da Bíblia, tendo paciência para não fazer julgamentos antecipados, pois o próprio Jesus também assegurou: "Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não hão de passar." (Lucas 21: 33). Ou seja, se crermos em Jesus, automaticamente também devemos crer na Bíblia, e mesmo que a não compreendamos toda, mas o mais importante é que ela nos conduza para Jesus.
É verdade que Jesus foi radical em sua pregação, o que o tornou suspeitável para aqueles que já possuíam certa compreensão bíblica, aos estudiosos de teologia da época, pelo que lemos: "Murmuravam, pois, dele os judeus, porque dissera: Eu sou o pão que desceu do céu." (João 6: 41), dessa forma, os conhecimentos “gerais”, ou até teológicos e doutrinários, podem atrapalhar para entendermos o que Deus requer de nós, acerca do que também lemos: "Ninguém se engane a si mesmo. Se alguém dentre vós se tem por sábio neste mundo, faça-se louco para ser sábio." (1ª Coríntios 3: 18), dando a entender inclusive, que o nosso próprio senso de lógica e de justiça pode atrapalhar de crescermos na espiritualidade, e na compreensão da Bíblia, pelo que se tem dito: "Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós." (1ª João 1: 10).
Portanto, esquadrinhar a Bíblia, não se trata propriamente de uma “tradição cristã”, nem de fanáticos da teologia e escatologia, mas de comunhão com aquilo que está entre nós, ou, com o próprio Deus que nos deu a Bíblia. O qual é Eterno e nos permite contatar sombras da eternidade que sobre nós virá. Acerca do que se lê: "Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam." (1ª Coríntios 2: 9). Deixando óbvio que a Bíblia não possui apenas mandamentos e profecias, mas também promessas para quem ao menos “tentar observar estes mandamentos”, pois como se tem dito: "Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim. Acho então esta lei em mim, que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo." (Romanos 7 : 19-21).
Em suma, a Bíblia, não é um objeto para superstição que deve ser mantido intocável na estante da sala-de-star, aberta naquela página em que há algum poder especial emanando dela. Porém, também não pode servir como de uma leitura qualquer, ou como mais um livro qualquer, pois nela também lemos: "Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; e, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro." (Apocalipse 22: 18-19).
Ou seja, a Bíblia serve para que aprendamos a temer e respeitar a Deus, como também nos guia de como chegar a alcançar o favor de Deus, é claro, não de maneira que Deus seja o nosso escravo, ou empregado, mas dum Pai amoroso que se preocupa conosco ao ponto de não nos deixar a mercê deste mundo cruel, mas de alguém que está profundamente interessado em satisfazer-nos acaso nos voltemos para Ele através da leitura e observação da Bíblia, pois como disse Jesus: "E até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais pois; mais valeis vós do que muitos passarinhos." (Lucas 12: 7).
Conclusão final, somos importantíssimos para Deus, de tal modo que temos a Bíblia para compreender acerca da vida e dos caminhos espirituais, ou, de coisas que transcendem a nossa lógica diária da ocupação com este mundo. Porém, essa nossa importância diante de Deus, pode ser desconsiderada acaso não valorizemos a vida que Deus nos deu, pois assim como não podemos obrigar a Deus para que seja tudo a nossa maneira, também Deus não nos obriga para aderirmos ao Seu modo, porém, aos que se esforçam por procurar agradá-lo, Ele mesmo declara pela Bíblia: "Buscai ao SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto." (Isaías 55: 6), dizendo com isso, que, meditar e orar, observar a Bíblia e seus mandamentos e suas promessas são a forma que encontramos de O buscar e O invocar, ainda, de ter um encontro diário de comunhão com esse Deus que pode nos garantir vida Eterna. Sendo a leitura bíblica uma forma de contatar e apreciar de antemão pedaços das maravilhas do Céu. Por isso, leiamos a Bíblia, pois é por meio dela que Deus está pertinho de nós. Amém. 

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

INVOCAÇÃO!

Profeticamente é extremamente complicado falar do amor de Deus sem correlacioná-lo com algum mandamento, alguma ordem, ou num rito de recompensa, uma vez que fé se estabelece em obediência, que nada mais é do que o cumprimento de algo obscuro, ou que não se compreende a razão. Porém, há uma saída, assimilando o amor há uma revelação, que é uma ordem pessoal, um mandamento pessoal que ninguém mais recebeu, de maneira que seja algo claro para nós, mesmo que ainda obscuro para os demais. Sendo que cada um de nós recebe algo próprio de Deus e que só é válido às razões pessoais que ninguém mais compreende.
Assim foi com Jesus, quando ele declara: "Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar, e poder para tornar a tomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai." (João 10: 18), referindo-se Jesus a sua própria vida e existência da qual somente ele mesmo poderia determinar. Dando a sua vida, e retomando-a para ressurreição.
E assim também é para com todos nós em medida que adquirimos intimidade com o Pai para podermos compreender qual é a Sua real vontade para com somente nós, o que confere que ninguém pode julgar e se intrometer em nossas decisões pessoais.
Em termos, a salvação se estabelece num mistério divino, do qual, não compreendemos como funciona a salvação. Mas, entendemos que podemos alcança-la não por um mérito conhecido de todos, mas unicamente por uma obediência a algo que Deus nos estabelece propriamente, sendo que, canonicamente, se estabelece o mandamento de que devemos invoca-lo. Como está descrito: "Porque todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo." (Romanos 10: 13).
Dessa maneira, compreende-se uma gratuidade da salvação desde que esteja embasada nessa fé. Nessa ordem.
Quando os discípulos perguntaram para Jesus: "E eles se admiravam ainda mais, dizendo entre si: Quem poderá, pois, salvar-se?" (Marcos 10: 26), referente ao fato da severidade do juízo divino, então Jesus respondeu-lhes: "Jesus, porém, olhando para eles, disse: Para os homens é impossível, mas não para Deus, porque para Deus todas as coisas são possíveis." (Marcos 10: 27).
O contexto dessa citação, em verdade, baseia-se no fato de que os ricos dificilmente alcançarão salvação, justamente, por se embasarem em sua justiça popular, e na meritocracia. Uma vez que pessoas que prosperam são aquelas que se desenvolvem no conhecimento de leis, ritos, formas e métodos, enfim, enriquecem porque conhecem as regras do jogo, dos sistemas dentro dos quais o mundo se alicerça. Para essas pessoas, dificilmente que alcançarão a salvação. Em razão de sua lógica estar alicerçada na mentalidade humana e carnal. O que apenas gera superstição e feitiçarias, uma vez que menospreza a liberdade de Deus... Mas, ainda assim, até para estes ainda não está vedado o Céu.
 De maneira que crendo em Jesus, invocando-o, e se abnegando de suas metodologias, compreendam a Graça, da qual se diz: "O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;" (1ª Coríntios 13: 8).
Nesse sentido, a Graça consiste na invocação, como sendo algo que nunca falhe, pois que quando virmos aquele caminhão vindo à contramão, e então gritarmos: Meu Deus! Imediatamente alguma coisa especial acontecerá. Havendo então um livramento da alma para os céus, ou do corpo para que os planos divinos para conosco ainda sejam possíveis e executados pela prolongação de nossa vida.
Por isso, em razão da invocação, naquele momento do culto em que o padre ou o pastor diz: em nome da santíssima trindade, ou simplesmente, em nome de Jesus. Antes mesmo que isso seja dito, pois está declarado: "E será que antes que clamem eu responderei; estando eles ainda falando, eu os ouvirei." (Isaías 65: 24). Então, assim algo sucederá em conformidade ao plano de Deus. De tanto que essa invocação, segundo Paulo, deveria acontecer em todo lugar e não somente no templo, pelo que se tem declarado: "Quero, pois, que os homens orem em todo o lugar, levantando mãos santas, sem ira nem contenda." (1ª Timóteo 2: 8).
Entende-se por isso, que a oração eloquente pode falhar, o dízimo pode falhar, até mesmo a fé pode falhar, uma vez que não é pela nossa fé que as coisas acontecem, mas pela fé de Deus, pelo que se diz: "(Como está escrito: Por pai de muitas nações te constituí) perante aquele no qual creu, a saber, Deus, o qual vivifica os mortos, e chama as coisas que não são como se já fossem." (Romanos 4: 17), e ainda: "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus." (Efésios 2: 8).
Pois se dizimarmos com o intuito duma proteção, como dum receio do maligno, devemos nos lembrar: "Porque aquilo que temia me sobreveio; e o que receava me aconteceu." (Jó 3: 25), então se dermos o dízimo por receio, por medo, nisso ele se torna algo inútil diante de Deus. Pois o dízimo é corretamente dado, quando é dado num ato de fé e confiança em Deus para gratifica-lo por Sua obra em nossa vida. Sendo um ato de coragem e providência para com a obra de Deus, e não dum “amuleto” de sorte, isso é superstição bíblica, assim como deixar a Bíblia aberta em certa pagina afim de que de lá aflore algum poder, ou até, leva-la na mala para que ela proteja a viagem. Isso tudo é uma superstição vaga e não revelação profética.
Assim, o que vale é o pacto, a confiança e intimidade com Deus pelo viés da constante invocação, e útil também é querer ressarci-lo no Seu investimento em nós. Criando uma mobilização no coração, para buscar a manifestação do poder de Deus segundo o Seu propósito. De maneira que até mesmo uma oração impositiva, por nosso querer e propósito de realização pessoal, pode mais complicar a nossa salvação do que providencia-la, pois devemos lembrar: "E disse: Aba, Pai, todas as coisas te são possíveis; afasta de mim este cálice; não seja, porém, o que eu quero, mas o que tu queres." (Marcos 14: 36), em razão de que mesmo insatisfeito, mas Jesus não recusou a vontade do Pai quanto ao Seu martírio e sofrimento.
Então, a oração para que tenha alguma utilidade, deverá ser segundo a vontade de Deus, cujo para O qual, tudo é possível. Coisa que nos é relativa, de maneira que precisamos buscar a Sua direção, e assim, uma vez Lhe agradando, por obediência aos estímulos do Espírito Santo, a oração se torna consumada e realmente como algo que funcione.
Relembrando, as orações, os ritos, não são para garantir a bênção divina. Pois o método não nos leva a nada, pois Deus é uma pessoa, e assim temos de considera-lo, e não como um poder cujo qual se possa domar. Ou uma força para podermos manipular a nosso bel-prazer. Então nesse sentido, a invocação dessa pessoa que é Deus, o clamor pelo agir dessa pessoa, é que é de fato a única coisa que realmente funciona como revelação profética para todos nós.
Geralmente, as orações são muito mais uma determinação nossa do que propriamente uma invocação do Deus. Assim, ela não é necessariamente como algo vindo plenamente de Deus, mas é uma permissão divina para manifestação de nosso pensamento e objetivo. Dessa forma, em nosso desespero, quando nos entregamos a Deus, para que Ele tome a atitude principal, ante a nossa fragilidade, então de fato alguma coisa a mais acontece.
Portanto, a salvação acontece gratuitamente, em plena espontaneidade, numa relação de entrega a Deus confiando em Sua existência e provisão. Numa crença de que Deus nos ama, e pode nos livrar. Não sendo garantida nem pelo batismo, nem pela santa-ceia, pois ela não consiste nesses rituais, mesmo que a invocação divina feita nessas coisas tenha alguma grande eficácia na nossa vida, mas estes ritos por si só, não garantem a salvação. Até mesmo a incircuncisão, que é outro sinal de pacto com Deus, nada vale! Por que isso tudo, é meramente por razão humana e não divina. Sendo a fé que atua pelo amor, pelo zelo a vida, do cuidado com o próximo, em busca da libertação perpétua, isso sim tem de fato valor diante de Deus. Que como declara Paulo: "Porque em Jesus Cristo nem a circuncisão nem a incircuncisão tem valor algum; mas sim a fé que opera pelo amor." (Gálatas 5: 6).
Mas você pode me dizer: então podemos viver de qualquer jeito, que apenas gritando por Deus, estamos salvos?
Não! Não se trata disso. Pois Deus dá a vida a todos, podendo retirá-la de qualquer que seja num simples estalar de dedos! De maneira que até o maior dos pecadores está nas mãos de Deus. Porém, Deus é lento em se irar, não eliminando qualquer um em razão da primeira desobediência, como Naum declarou: "O SENHOR é tardio em irar-se, mas grande em poder, e ao culpado não tem por inocente; o SENHOR tem o seu caminho na tormenta e na tempestade, e as nuvens são o pó dos seus pés." (Naum 1: 3)...
No entanto, Deus se apressa para salvar! Sendo que num simples piscar de vistas, se dá um salto para a Eternidade: "Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados." (1ª Coríntios 15: 52).
Então: "O que cedo busca o bem, busca favor, mas o que procura o mal, esse lhe sobrevirá." (Provérbios 11: 27). Ou seja, a Salvação é grátis, simples e fácil, porém, sem que se busque estar aprovado mediante a contínua devoção a Deus, sem invoca-lo continuamente, de nada adianta chama-lo se Ele não é nosso conhecido e se d’Ele não somos conhecidos. É para isso que eu escrevi esta mensagem! Para que você cresça na intimidade com aquele que te criou, que como disse Paulo: "Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?" (Romanos 10: 14). Ou seja, precisamos aprender a andar na presença de Deus.

Muito se fala em andar na presença de Deus, porém, pouco se fala como isso realmente funciona. Que é simplesmente aceitar o plano e a vontade de Deus, o que é feito por meio da obediência aos mandamentos de Deus, pela Palavra, como por meio das revelações pessoais do Espírito Santo, permanecendo em contínua invocação para que Deus não nos vede a Sua glória. Assim, andar na presença de Deus, é andar de fé em fé. O que nada mais é do que agarrar os presentes de Deus. Estabelecendo uma gratidão, que constrói o primeiro amor, o que é estar cheio da presença de Deus, ou ao menos, percebendo-a de maneira a contribuir com a Sua glória. Amém. 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

A PRESENÇA.

"Louvem o nome do SENHOR, pois só o seu nome é exaltado; a sua glória está sobre a terra e o céu." (Salmos 148: 13). Ou seja, devemos prestar culto a Aquele cujo qual a Sua glória nunca muda, quer a gente acerte, ou a gente erre, tanto a satisfação como o prejuízo são somente nossos, pois Deus nunca perde nem jamais é envergonhado com a nossa ruína, mas, Deus pede para que lhe honremos com o nosso esforço a fim de que a nossa vida também seja um pedaço da glória de Deus, pois como lemos em Hebreus: "Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam." (Hebreus 11: 6).
Portanto, ao lermos: "Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis;" (Romanos 1: 20), temos de ter em mente que a glória divina está por tudo, quer alguém a repare, ou a sinta ou não, mas a glória de Deus está sobre toda a Terra ao ponto que Sua presença é acessível a todo ser vivo. E de tal modo, que quem não atentar para isso, ignorando a presença de Deus, e não procurando adorá-lo, este, será julgado por sua indiferença para com Deus.
Para Moisés, Deus disse: "E disse: Não te chegues para cá; tira os sapatos de teus pés; porque o lugar em que tu estás é terra santa." (Êxodo 3: 5), eu pergunto, será que aquele monte se tornou santo por Deus ter se manifestado para Moisés falando através de uma sarça ardente? Não! Muito antes de Moisés existir e subir para aquele monte com toda inquietação de sua alma em busca de respostas para a sua vida, aquele monte já era de Deus! E Deus não precisava santifica-lo agora para “aparecer” a Moisés.
Em suma, entendemos que todo e qualquer lugar que estivermos poderemos ter um encontro com Deus, pois a presença divina está por tudo e santifica a tudo antes que se perceba isso, como disse Jesus: "Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem." (João 4: 23), e ainda em Atos 7: 48, também em Atos 17: 24; encontramos a declaração de que consagrar coisas, como templos, objetos, cemitérios, enfim, isso é do feitio e da vaidade humana: "O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens;" .
A única coisa que realmente se faz necessidade, “é prestar atenção”, contemplando a vida e a Criação em busca duma comunhão com o Criador. Ou seja, ouvir uma pregação, se reunir para cultuar a Deus, louvar, meditar, orar,... Essas coisas nos fazem atender para a vontade de Deus, para direção divina a nossa vida, como lemos: "Enquanto se diz: Hoje, se ouvirdes a sua voz, Não endureçais os vossos corações, como na provocação." (Hebreus 3: 15), e ainda: "Determina outra vez um certo dia, Hoje, dizendo por Davi, muito tempo depois, como está dito: Hoje, se ouvirdes a sua voz, Não endureçais os vossos corações." (Hebreus 4: 7).
Muitos pensam que parece que Deus realmente está ocupado demais e não pode atender às nossas necessidades o tempo todo, porém, na Bíblia lemos: "Porque o necessitado não será esquecido para sempre, nem a expectação dos pobres perecerá perpetuamente." (Salmos 9: 18), e assim em mais repetidas outras vezes, como também: "Porque o SENHOR ouve os necessitados, e não despreza os seus cativos." (Salmos 69: 33), e em Jeremias Deus chega ser enfático: "Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais." (Jeremias 29: 11), ficando óbvio que Deus está em permanente prontidão para saciar a nossa vida e o nosso coração.
Porém, muito se ouve: “vamos agora entrar na presença de Deus”! Mas como assim? Se Deus está presente por tudo e sabe tudo? Acaso em momentos entramos na presença do Diabo, e depois retornamos para Deus? E esquecemos: "Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?" (2ª Coríntios 6: 14).
E ainda, esquecemos também que(?): “Tu me cercaste por detrás e por diante, e puseste sobre mim a tua mão. Tal ciência é para mim maravilhosíssima; tão alta que não a posso atingir. Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás também. Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar, até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá. Se disser: Decerto que as trevas me encobrirão; então a noite será luz à roda de mim. Nem ainda as trevas me encobrem de ti; mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma coisa;” (Salmos 139: 5-12).
Há um detalhe aqui que chama a atenção: “... as trevas e a luz são para ti a mesma coisa;”. Se for a mesma coisa para Deus, isso só pode significar que ignoramos isso e estamos tentando nos esconder, fugir de Deus! E para algum lugar em que a Sua glória pareça menor (mesmo não sendo), como temos por declarado: "E ouviram a voz do SENHOR Deus, que passeava no jardim pela viração do dia; e esconderam-se Adão e sua mulher da presença do SENHOR Deus, entre as árvores do jardim." (Gênesis 3: 8), assim como Satanás acha-se refugiado no submundo e nos mistérios da inexistência, ou, da mentira e da ilusão mergulhado em sua própria natureza. Pois como se lê: "E disse o SENHOR a Satanás: Eis que tudo quanto ele tem está na tua mão; somente contra ele não estendas a tua mão. E Satanás saiu da presença do SENHOR." (Jó 1: 12).
Lembre que Abraão recebeu por ordem: "Sendo, pois, Abrão da idade de noventa e nove anos, apareceu o SENHOR a Abrão, e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso, anda em minha presença e sê perfeito." (Gênesis 17: 1). Mas como assim? O que é afinal andar na presença de Deus sendo perfeito? Jesus dá uma pista: "Jesus disse-lhes: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra." (João 4: 34), conclui-se por isto, que: “Andar na presença de Deus é permanecer atento a Suas ordens e por meio de nossa fé na Sua soberania”!
Pois como se compreende: "Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não veem." (Hebreus 11: 1), pelo acréscimo: "Mas o justo viverá da fé; e, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele." (Hebreus 10: 38), ou seja, a fé é o meio pelo qual acessamos a glória divina nos submetendo, em mansidão ao plano divino. Quando a fé tenta “usurpar” da glória divina para nós, se torna necessário que se diga: "Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo." (Salmos 51: 11), lembrando também do que Salomão sugestiona: "Não te glories na presença do rei, nem te ponhas no lugar dos grandes;" (Provérbios 25: 6), ficando óbvio que Deus jamais repartirá daquilo que pertence somente a Ele para com os demais: como se lê: "Por amor de mim, por amor de mim o farei, porque, como seria profanado o meu nome? E a minha glória não a darei a outrem." (Isaías 48: 11).
Às vezes, nos apegamos em maravilhas, outras, nos receamos de alguma manifestação mais gloriosa, quanto a isso temos dois textos respectivamente: "E Ananias foi, e entrou na casa e, impondo-lhe as mãos, disse: Irmão Saulo, o SENHOR Jesus, que te apareceu no caminho por onde vinhas, me enviou, para que tornes a ver e sejas cheio do Espírito Santo." (Atos 9: 17). "Mas, chegando também o que recebera um talento, disse: Senhor, eu conhecia-te, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste; e, atemorizado, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu." (Mateus 25: 24-25).
Nisso, entende-se que geralmente vive-se numa cegueira espiritual pela qual não se compreende as coisas de Deus nem a vontade de Deus, como está declarado: "Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente."  (1ª Coríntios 2: 14), dessa forma, compreende-se que realmente alguma coisa especial tem de acontecer para que se perceba melhor a presença de Deus, Jesus chama isso de novo nascimento! O que pode ser compreendido por “encher-se do Espírito Santo”, pelo viés do batismo, ou, num “mergulho na fé”, sendo tocado pelo agir de Deus. A exemplo do servo de Eliseu: "E orou Eliseu, e disse: SENHOR, peço-te que lhe abras os olhos, para que veja. E o SENHOR abriu os olhos do moço, e viu; e eis que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu." (2ª Reis 6 : 17).
Paulo declara: "E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos." (1ª Coríntios 12: 6), ou seja, a própria presença de Deus deve nos conduzir para a glória de Deus, e nas suas mais diversas formas, como se presume: "E, quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então também o mesmo Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos."  (1ª Coríntios 15: 28), ficando óbvio que a nem todos é dado compreender a presença de Deus, havendo necessidade dum “tempo para despertar para Deus”, ou para a Sua presença, mesmo que ela esteja sobre todos: "Que é o seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos." (Efésios 1: 23), e ainda: "Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós." (Efésios 4: 6).
Os Salmos chegam a declarar: "Os montes derretem como cera na presença do SENHOR, na presença do Senhor de toda a terra." (Salmos 97: 5), e: "Treme, terra, na presença do Senhor, na presença do Deus de Jacó." (Salmos 114: 7), de tanto que em Isaías se confirma: "Do SENHOR dos Exércitos serás visitada com trovões, e com terremotos, e grande ruído com tufão de vento, e tempestade, e labareda de fogo consumidor." (Isaías 29: 6).
Mas ver a glória de Deus pode nos cegar para a Sua presença, gerando, uma experiência de “arrebatamento dos sentidos”, numa cegueira pior que se nunca tivéssemos visto nada, e, nos “embotando”, engessando para não mais perceber a simplicidade, que como lemos: "E Deus lhe disse: Sai para fora, e põe-te neste monte perante o SENHOR. E eis que passava o SENHOR, como também um grande e forte vento que fendia os montes e quebrava as penhas diante do SENHOR; porém o SENHOR não estava no vento; e depois do vento um terremoto; também o SENHOR não estava no terremoto; e depois do terremoto um fogo; porém também o SENHOR não estava no fogo; e depois do fogo uma voz mansa e delicada. E sucedeu que, ouvindo-a Elias, envolveu o seu rosto na sua capa, e saiu para fora, e pôs-se à entrada da caverna; e eis que veio a ele uma voz, que dizia: Que fazes aqui, Elias?" (1ª Reis 19: 11-13).
Elias, num momento de muito poder divino em sua vida, não percebia mais como tudo era simples! E perdeu a confiança. Porém, também às vezes, ver o poder de Deus pode significar um “Exudus”, uma “saída” desta vida para a Eternidade, foi o que sucedeu a Estêvão: "Mas ele, estando cheio do Espírito Santo, fixando os olhos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus, que estava à direita de Deus;" (Atos 7: 55).
Assim, compreende-se que não devemos tentar a Deus para que Ele use de Seu poder, de Sua glória para nos satisfazer ao nosso modo, pois isso pode ser um sinal de fé demente, mal alicerçada, imatura, inclusive, possessiva e carnal. Ao mesmo tempo em que quem foge da glória de Deus, e consequentemente procura se esconder de Sua presença, não se interessando na Sua vontade e planos, estes, se esquecem de que Deus quer a nossa atenção, mesmo que Suas palavras não saciem mais e esperamos de Deus coisa maior, pois como declara Paulo: "Porque o reino de Deus não consiste em palavras, mas em poder." (1ª Coríntios 4: 20).
Dessa forma, a pergunta que fica é: “Aonde chegaremos com essa conversa?”.
É difícil obter uma conclusão consistente e convincente quando o assunto abrange a presença divina, pois como já lemos: "Tal ciência é para mim maravilhosíssima; tão alta que não a posso atingir." (Salmos 139: 6). De maneira que Deus transcende a nossa compreensão sobre existência e inexistência. Por isso, se crermos na presença de Deus universalmente, quer se esteja numa igreja ou não, isso automaticamente nos conecta com a presença de Deus, sendo um passo de fé! E como Jesus avisou: "Portanto, não os temais; porque nada há encoberto que não haja de revelar-se, nem oculto que não haja de saber-se." (Mateus 10: 26), o que já era declarado antigamente: "Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau." (Eclesiastes 12: 14), se Deus há de trazer a juízo tudo, é porque Ele está vendo tudo, e se está vendo tudo, então só pode ser que Ele está presente em tudo!

Inclusive, Ele já sabe o que se passa por ti com essa mensagem agora! Fale com Ele! Ele só quer um pouco de sua atenção! Amém. 

COMO TER SUCESSO NA VIDA

"Toda mulher [ou pessoa] sábia edifica a sua casa; mas a tola a derruba com as próprias mãos." (Provérbios 14: 1). Hoje, quand...