Há quem diga que o silêncio é a
melhor expressão, porém, ficar quieto em espera, é uma coisa! E que faz parte
duma atitude de fé, porém, ficar omisso, é outra coisa! E que em verdade é uma
atitude de rebeldia na teimosia de não se importar com a situação, aliás,
chegando ao ponto de consentir com o pecado, com o erro, de maneira que quem
assim age, não quer “arrumar perturbação”, temendo uma perturbação maior ao
ponto de parecer intrometido e inconveniente, o que o tornaria responsável
pelas consequências de sua intromissão caso seus “palpites”, suas sugestões
levassem um indivíduo à uma situação pior... e isso é uma linha de fogo cruzado
para todo e qualquer profeta, ou pregador que conhece alguma coisa de Deus e
decide tomar uma atitude conferente aos seus conhecimentos.
Jó também conhecia Deus, não por
experiência, mas por testemunho, ou de “ouvir falar”, o que lhe tornava uma
pessoa sem autoridade na sua pregação, mas, Deus estava disposto a revelar-se a
ele para usá-lo de instrumento para que os demais também cressem e se
espelhassem em seu exemplo... ao que Deus lhe confrontou: “Depois, o Senhor falou a Jó do meio da tempestade: Prepare-se
como simples homem que é; eu farei perguntas, e você me responderá. Você vai
pôr em dúvida a minha justiça? Vai condenar-me para justificar-se? ” (Jó
40: 6-8 NVI).
O normal para toda pessoa que é
“perturbada” por Deus em sua comodidade, é queixar-se diante de Deus!
Inclusive, confrontando Deus lhe impondo sugestões, como se nós realmente soubéssemos
de alguma coisa, inclusive, até melhor que Deus, ao ponto de achar que o jeito
de Deus é equivocado e a nossa maneira é que seria a correta, como se Deus
tivesse de nos obedecer e não nós a Ele! Com isso, condenamos Deus! E
crucificamos o Cristo! Pois o seu agir não parece de um Deus Todo-Poderoso, mas
de um impostor!
Habacuque chega a declarar: "Até quando, SENHOR, clamarei eu, e tu
não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! E não salvarás? Por que razão me
mostras a iniquidade, e me fazes ver a opressão? Pois que a destruição e a
violência estão diante de mim, havendo também quem suscite a contenda e o
litígio. Por esta causa a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta;
porque o ímpio cerca o justo, e a justiça se manifesta distorcida." (Habacuque
1: 2-4), é claro, Habacuque parece entender que Deus deveria ser mais
intrometido e tirano em Sua Lei e impô-la com mais rigor para que a maldade não
tivesse oportunidade de se manifestar, o mesmo podemos observar em Adão, quando
declara: "Então disse Adão: A mulher
que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi." (Gênesis
3: 12), assim, Adão pretendeu culpar o próprio Criador por Ele ter permitido brechas
para que Adão pecasse...
Porém, seria Deus tão inconsequente
em querer fidelidade dos homens se não lhes fosse possível demonstrá-la quando são
provados? Não foi o próprio Criador quem declarou: "Se bem fizeres, não é certo que serás aceito? E se não fizeres
bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves
dominar." (Gênesis 4: 7), então, se Deus requer que dominemos o
pecado, o erro, é porque com certeza absoluta é possível não pecar, tendo uma
atitude que agrada e glorifica a Deus, pelo que lemos: "Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que
não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o
escape, para que a possais suportar." (1ª Coríntios 10: 13), o que
denota que Deus pede de nós uma atitude, um posicionamento! Ou, uma intervenção
de nossa parte....
“Seu braço é como o de Deus, e sua voz pode trovejar como a dele? Adorne-se,
então, de esplendor e glória e vista-se de majestade e honra. ” (Jó 40: 9 e 10 NVI), porém, que seja
um posicionamento em dependência e confiança na provisão de Deus, não nos
exaltando acima do Criador, como se nós também fôssemos soberanos, infalíveis,
ao que Jesus adverte: "Eu sou a
videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque
sem mim nada podeis fazer." (João 15: 5).
Mas estar em dependência, não
significa que cruzaremos os braços e esperemos que tudo “caia do céu”, mas se
temos alguma orientação, cabe que a agarremos e nos manifestemos, pelo que
devemos lembrar: "Porque a ardente
expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus." (Romanos
8: 19), o que deixa evidente que Deus só se manifesta sem protelar, à medida
que nos dispusermos para encarar o mal, como também lemos: "Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra
edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra
ela;" (Mateus 16: 18), então, estes “portões”, ou proteções do inferno
e do império das trevas precisa ser encarrado para que daí Deus “se sinta
estimulado” para com a nossa causa, como Jesus mesmo declara: "Vim lançar fogo na terra; e que mais
quero, se já está aceso? Importa, porém, que seja batizado com um certo
batismo; e como me angustio até que venha a cumprir-se!" (Lucas 12: 49-50),
o que denota que Jesus almeja trabalho, trabalhar por nosso intermédio à medida
que nos manifestemos, como Deus já o havia advertido a Jó: “Derrame a fúria da sua ira, olhe para todo orgulhoso e lance-o por
terra, olhe para todo orgulhoso e humilhe-o, esmague os ímpios onde estiverem.
” (Jó 40: 11 e 12 NVI).
Portanto, não podemos ficar omissos à
“Ideologia de Gênero”, há pornografia praticada na Web, à perda de tempo com
Smartphones nas redes sociais, enquanto a vida passa e muitos percebem os dias
finais de suas vidas com a superficialidade duma conclusão que praticamente não
viveram! Portanto, se parece polêmico ser obstinado em se aprofundar no
conhecimento de Deus para um avivamento espiritual em nossa nação, não se
engane em achar que basta devorar as Escrituras para que este avivamento venha
como retribuição do Senhor, mas sim, somente num posicionamento firme na disciplina
e protesto, é em que poderá acontecer alguma coisa boa, pelo que Deus continuou
dizendo a Jó: “Enterre-os todos juntos no
pó; encubra os rostos deles no túmulo. Então admitirei que a sua mão direita pode
salvá-lo.” (Jó 40: 13 e 14 NVI).
Portanto, não podemos tolerar que o
mal se infiltre sorrateira e disfarçadamente em nossa vida, porque no Juízo
Final, pesará em questão do quanto que testemunhamos a nossa fé em Jesus, pois
se nos envergonharmos caladamente, é óbvio que nada mudará na realidade desse
mundo... lembre-se do recado de Apocalipse: "Mas
tenho contra ti que toleras Jezabel, mulher que se diz profetisa, ensinar e
enganar os meus servos, para que se prostituam e comam dos sacrifícios da
idolatria. E dei-lhe tempo para que se arrependesse da sua prostituição; e não
se arrependeu. Eis que a porei numa cama, e sobre os que adulteram com ela virá
grande tribulação, se não se arrependerem das suas obras. E ferirei de morte a
seus filhos, e todas as igrejas saberão que eu sou aquele que sonda os rins e
os corações. E darei a cada um de vós segundo as vossas obras." (Apocalipse 2: 20-23).
Enfim, a consagração se torna em vão
se não usamos da unção que a fé derramou sobre nós, sendo que nós nos
acomodamos transformando o cristianismo num estilo de vida de pessoas apegadas
ao conforto da virtude e a presença de Deus por mero deleite em transe de
satisfação pessoal. Por isso, quando lemos: "E
respondeu-me, dizendo: Esta é a palavra do SENHOR a Zorobabel, dizendo: Não por força nem por violência, mas sim
pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos." (Zacarias 4: 6), isso não quer dizer
que Deus usará de “mágica”, ou magia, para resolver os problemas da Igreja, mas
sim, que Deus, nos capacitará para que tenhamos atitudes convenientes à medida
que usarmos da nossa fé de forma determinada e destemida, como avisou Jesus: "Quando, pois, vos conduzirem e vos
entregarem, não estejais solícitos de antemão pelo que haveis de dizer, nem
premediteis; mas, o que vos for dado naquela hora, isso falai, porque não sois
vós os que falais, mas o Espírito Santo." (Marcos 13: 11), ou seja, é
na nossa atitude que Deus se manifesta!
Vale lembrar que: "E a unção que vós recebestes dele,
fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua
unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos
ensinou, assim nele permanecereis." (1ª João 2: 27), ou seja, o
conhecimento só é útil, à medida que ele é aplicado! Sendo assim, temos de
testemunhar do investimento de Deus em nós, nos despertando para a ação, para a
atitude, para um posicionamento firme mediante o que já sabemos. Amém.
Nenhum comentário:
Postar um comentário