quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

DEUS PEDE ATITUDE.

Há quem diga que o silêncio é a melhor expressão, porém, ficar quieto em espera, é uma coisa! E que faz parte duma atitude de fé, porém, ficar omisso, é outra coisa! E que em verdade é uma atitude de rebeldia na teimosia de não se importar com a situação, aliás, chegando ao ponto de consentir com o pecado, com o erro, de maneira que quem assim age, não quer “arrumar perturbação”, temendo uma perturbação maior ao ponto de parecer intrometido e inconveniente, o que o tornaria responsável pelas consequências de sua intromissão caso seus “palpites”, suas sugestões levassem um indivíduo à uma situação pior... e isso é uma linha de fogo cruzado para todo e qualquer profeta, ou pregador que conhece alguma coisa de Deus e decide tomar uma atitude conferente aos seus conhecimentos.
Jó também conhecia Deus, não por experiência, mas por testemunho, ou de “ouvir falar”, o que lhe tornava uma pessoa sem autoridade na sua pregação, mas, Deus estava disposto a revelar-se a ele para usá-lo de instrumento para que os demais também cressem e se espelhassem em seu exemplo... ao que Deus lhe confrontou: “Depois, o Senhor falou a Jó do meio da tempestade: Prepare-se como simples homem que é; eu farei perguntas, e você me responderá. Você vai pôr em dúvida a minha justiça? Vai condenar-me para justificar-se? ” (Jó 40: 6-8 NVI).
O normal para toda pessoa que é “perturbada” por Deus em sua comodidade, é queixar-se diante de Deus! Inclusive, confrontando Deus lhe impondo sugestões, como se nós realmente soubéssemos de alguma coisa, inclusive, até melhor que Deus, ao ponto de achar que o jeito de Deus é equivocado e a nossa maneira é que seria a correta, como se Deus tivesse de nos obedecer e não nós a Ele! Com isso, condenamos Deus! E crucificamos o Cristo! Pois o seu agir não parece de um Deus Todo-Poderoso, mas de um impostor!
Habacuque chega a declarar: "Até quando, SENHOR, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! E não salvarás? Por que razão me mostras a iniquidade, e me fazes ver a opressão? Pois que a destruição e a violência estão diante de mim, havendo também quem suscite a contenda e o litígio. Por esta causa a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta; porque o ímpio cerca o justo, e a justiça se manifesta distorcida." (Habacuque 1: 2-4), é claro, Habacuque parece entender que Deus deveria ser mais intrometido e tirano em Sua Lei e impô-la com mais rigor para que a maldade não tivesse oportunidade de se manifestar, o mesmo podemos observar em Adão, quando declara: "Então disse Adão: A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi." (Gênesis 3: 12), assim, Adão pretendeu culpar o próprio Criador por Ele ter permitido brechas para que Adão pecasse...
Porém, seria Deus tão inconsequente em querer fidelidade dos homens se não lhes fosse possível demonstrá-la quando são provados? Não foi o próprio Criador quem declarou: "Se bem fizeres, não é certo que serás aceito? E se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar." (Gênesis 4: 7), então, se Deus requer que dominemos o pecado, o erro, é porque com certeza absoluta é possível não pecar, tendo uma atitude que agrada e glorifica a Deus, pelo que lemos: "Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar." (1ª Coríntios 10: 13), o que denota que Deus pede de nós uma atitude, um posicionamento! Ou, uma intervenção de nossa parte....
“Seu braço é como o de Deus, e sua voz pode trovejar como a dele? Adorne-se, então, de esplendor e glória e vista-se de majestade e honra. ” (Jó 40: 9 e 10 NVI), porém, que seja um posicionamento em dependência e confiança na provisão de Deus, não nos exaltando acima do Criador, como se nós também fôssemos soberanos, infalíveis, ao que Jesus adverte: "Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer." (João 15: 5).
Mas estar em dependência, não significa que cruzaremos os braços e esperemos que tudo “caia do céu”, mas se temos alguma orientação, cabe que a agarremos e nos manifestemos, pelo que devemos lembrar: "Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus." (Romanos 8: 19), o que deixa evidente que Deus só se manifesta sem protelar, à medida que nos dispusermos para encarar o mal, como também lemos: "Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;" (Mateus 16: 18), então, estes “portões”, ou proteções do inferno e do império das trevas precisa ser encarrado para que daí Deus “se sinta estimulado” para com a nossa causa, como Jesus mesmo declara: "Vim lançar fogo na terra; e que mais quero, se já está aceso? Importa, porém, que seja batizado com um certo batismo; e como me angustio até que venha a cumprir-se!" (Lucas 12: 49-50), o que denota que Jesus almeja trabalho, trabalhar por nosso intermédio à medida que nos manifestemos, como Deus já o havia advertido a Jó: “Derrame a fúria da sua ira, olhe para todo orgulhoso e lance-o por terra, olhe para todo orgulhoso e humilhe-o, esmague os ímpios onde estiverem. ” (Jó 40: 11 e 12 NVI).
Portanto, não podemos ficar omissos à “Ideologia de Gênero”, há pornografia praticada na Web, à perda de tempo com Smartphones nas redes sociais, enquanto a vida passa e muitos percebem os dias finais de suas vidas com a superficialidade duma conclusão que praticamente não viveram! Portanto, se parece polêmico ser obstinado em se aprofundar no conhecimento de Deus para um avivamento espiritual em nossa nação, não se engane em achar que basta devorar as Escrituras para que este avivamento venha como retribuição do Senhor, mas sim, somente num posicionamento firme na disciplina e protesto, é em que poderá acontecer alguma coisa boa, pelo que Deus continuou dizendo a Jó: “Enterre-os todos juntos no pó; encubra os rostos deles no túmulo. Então admitirei que a sua mão direita pode salvá-lo.” (Jó 40: 13 e 14 NVI).
Portanto, não podemos tolerar que o mal se infiltre sorrateira e disfarçadamente em nossa vida, porque no Juízo Final, pesará em questão do quanto que testemunhamos a nossa fé em Jesus, pois se nos envergonharmos caladamente, é óbvio que nada mudará na realidade desse mundo... lembre-se do recado de Apocalipse: "Mas tenho contra ti que toleras Jezabel, mulher que se diz profetisa, ensinar e enganar os meus servos, para que se prostituam e comam dos sacrifícios da idolatria. E dei-lhe tempo para que se arrependesse da sua prostituição; e não se arrependeu. Eis que a porei numa cama, e sobre os que adulteram com ela virá grande tribulação, se não se arrependerem das suas obras. E ferirei de morte a seus filhos, e todas as igrejas saberão que eu sou aquele que sonda os rins e os corações. E darei a cada um de vós segundo as vossas obras."  (Apocalipse 2: 20-23).
Enfim, a consagração se torna em vão se não usamos da unção que a fé derramou sobre nós, sendo que nós nos acomodamos transformando o cristianismo num estilo de vida de pessoas apegadas ao conforto da virtude e a presença de Deus por mero deleite em transe de satisfação pessoal. Por isso, quando lemos: "E respondeu-me, dizendo: Esta é a palavra do SENHOR a Zorobabel, dizendo: Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos." (Zacarias 4: 6), isso não quer dizer que Deus usará de “mágica”, ou magia, para resolver os problemas da Igreja, mas sim, que Deus, nos capacitará para que tenhamos atitudes convenientes à medida que usarmos da nossa fé de forma determinada e destemida, como avisou Jesus: "Quando, pois, vos conduzirem e vos entregarem, não estejais solícitos de antemão pelo que haveis de dizer, nem premediteis; mas, o que vos for dado naquela hora, isso falai, porque não sois vós os que falais, mas o Espírito Santo." (Marcos 13: 11), ou seja, é na nossa atitude que Deus se manifesta!

Vale lembrar que: "E a unção que vós recebestes dele, fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis." (1ª João 2: 27), ou seja, o conhecimento só é útil, à medida que ele é aplicado! Sendo assim, temos de testemunhar do investimento de Deus em nós, nos despertando para a ação, para a atitude, para um posicionamento firme mediante o que já sabemos. Amém. 

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