sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

INVOCAÇÃO!

Profeticamente é extremamente complicado falar do amor de Deus sem correlacioná-lo com algum mandamento, alguma ordem, ou num rito de recompensa, uma vez que fé se estabelece em obediência, que nada mais é do que o cumprimento de algo obscuro, ou que não se compreende a razão. Porém, há uma saída, assimilando o amor há uma revelação, que é uma ordem pessoal, um mandamento pessoal que ninguém mais recebeu, de maneira que seja algo claro para nós, mesmo que ainda obscuro para os demais. Sendo que cada um de nós recebe algo próprio de Deus e que só é válido às razões pessoais que ninguém mais compreende.
Assim foi com Jesus, quando ele declara: "Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar, e poder para tornar a tomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai." (João 10: 18), referindo-se Jesus a sua própria vida e existência da qual somente ele mesmo poderia determinar. Dando a sua vida, e retomando-a para ressurreição.
E assim também é para com todos nós em medida que adquirimos intimidade com o Pai para podermos compreender qual é a Sua real vontade para com somente nós, o que confere que ninguém pode julgar e se intrometer em nossas decisões pessoais.
Em termos, a salvação se estabelece num mistério divino, do qual, não compreendemos como funciona a salvação. Mas, entendemos que podemos alcança-la não por um mérito conhecido de todos, mas unicamente por uma obediência a algo que Deus nos estabelece propriamente, sendo que, canonicamente, se estabelece o mandamento de que devemos invoca-lo. Como está descrito: "Porque todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo." (Romanos 10: 13).
Dessa maneira, compreende-se uma gratuidade da salvação desde que esteja embasada nessa fé. Nessa ordem.
Quando os discípulos perguntaram para Jesus: "E eles se admiravam ainda mais, dizendo entre si: Quem poderá, pois, salvar-se?" (Marcos 10: 26), referente ao fato da severidade do juízo divino, então Jesus respondeu-lhes: "Jesus, porém, olhando para eles, disse: Para os homens é impossível, mas não para Deus, porque para Deus todas as coisas são possíveis." (Marcos 10: 27).
O contexto dessa citação, em verdade, baseia-se no fato de que os ricos dificilmente alcançarão salvação, justamente, por se embasarem em sua justiça popular, e na meritocracia. Uma vez que pessoas que prosperam são aquelas que se desenvolvem no conhecimento de leis, ritos, formas e métodos, enfim, enriquecem porque conhecem as regras do jogo, dos sistemas dentro dos quais o mundo se alicerça. Para essas pessoas, dificilmente que alcançarão a salvação. Em razão de sua lógica estar alicerçada na mentalidade humana e carnal. O que apenas gera superstição e feitiçarias, uma vez que menospreza a liberdade de Deus... Mas, ainda assim, até para estes ainda não está vedado o Céu.
 De maneira que crendo em Jesus, invocando-o, e se abnegando de suas metodologias, compreendam a Graça, da qual se diz: "O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;" (1ª Coríntios 13: 8).
Nesse sentido, a Graça consiste na invocação, como sendo algo que nunca falhe, pois que quando virmos aquele caminhão vindo à contramão, e então gritarmos: Meu Deus! Imediatamente alguma coisa especial acontecerá. Havendo então um livramento da alma para os céus, ou do corpo para que os planos divinos para conosco ainda sejam possíveis e executados pela prolongação de nossa vida.
Por isso, em razão da invocação, naquele momento do culto em que o padre ou o pastor diz: em nome da santíssima trindade, ou simplesmente, em nome de Jesus. Antes mesmo que isso seja dito, pois está declarado: "E será que antes que clamem eu responderei; estando eles ainda falando, eu os ouvirei." (Isaías 65: 24). Então, assim algo sucederá em conformidade ao plano de Deus. De tanto que essa invocação, segundo Paulo, deveria acontecer em todo lugar e não somente no templo, pelo que se tem declarado: "Quero, pois, que os homens orem em todo o lugar, levantando mãos santas, sem ira nem contenda." (1ª Timóteo 2: 8).
Entende-se por isso, que a oração eloquente pode falhar, o dízimo pode falhar, até mesmo a fé pode falhar, uma vez que não é pela nossa fé que as coisas acontecem, mas pela fé de Deus, pelo que se diz: "(Como está escrito: Por pai de muitas nações te constituí) perante aquele no qual creu, a saber, Deus, o qual vivifica os mortos, e chama as coisas que não são como se já fossem." (Romanos 4: 17), e ainda: "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus." (Efésios 2: 8).
Pois se dizimarmos com o intuito duma proteção, como dum receio do maligno, devemos nos lembrar: "Porque aquilo que temia me sobreveio; e o que receava me aconteceu." (Jó 3: 25), então se dermos o dízimo por receio, por medo, nisso ele se torna algo inútil diante de Deus. Pois o dízimo é corretamente dado, quando é dado num ato de fé e confiança em Deus para gratifica-lo por Sua obra em nossa vida. Sendo um ato de coragem e providência para com a obra de Deus, e não dum “amuleto” de sorte, isso é superstição bíblica, assim como deixar a Bíblia aberta em certa pagina afim de que de lá aflore algum poder, ou até, leva-la na mala para que ela proteja a viagem. Isso tudo é uma superstição vaga e não revelação profética.
Assim, o que vale é o pacto, a confiança e intimidade com Deus pelo viés da constante invocação, e útil também é querer ressarci-lo no Seu investimento em nós. Criando uma mobilização no coração, para buscar a manifestação do poder de Deus segundo o Seu propósito. De maneira que até mesmo uma oração impositiva, por nosso querer e propósito de realização pessoal, pode mais complicar a nossa salvação do que providencia-la, pois devemos lembrar: "E disse: Aba, Pai, todas as coisas te são possíveis; afasta de mim este cálice; não seja, porém, o que eu quero, mas o que tu queres." (Marcos 14: 36), em razão de que mesmo insatisfeito, mas Jesus não recusou a vontade do Pai quanto ao Seu martírio e sofrimento.
Então, a oração para que tenha alguma utilidade, deverá ser segundo a vontade de Deus, cujo para O qual, tudo é possível. Coisa que nos é relativa, de maneira que precisamos buscar a Sua direção, e assim, uma vez Lhe agradando, por obediência aos estímulos do Espírito Santo, a oração se torna consumada e realmente como algo que funcione.
Relembrando, as orações, os ritos, não são para garantir a bênção divina. Pois o método não nos leva a nada, pois Deus é uma pessoa, e assim temos de considera-lo, e não como um poder cujo qual se possa domar. Ou uma força para podermos manipular a nosso bel-prazer. Então nesse sentido, a invocação dessa pessoa que é Deus, o clamor pelo agir dessa pessoa, é que é de fato a única coisa que realmente funciona como revelação profética para todos nós.
Geralmente, as orações são muito mais uma determinação nossa do que propriamente uma invocação do Deus. Assim, ela não é necessariamente como algo vindo plenamente de Deus, mas é uma permissão divina para manifestação de nosso pensamento e objetivo. Dessa forma, em nosso desespero, quando nos entregamos a Deus, para que Ele tome a atitude principal, ante a nossa fragilidade, então de fato alguma coisa a mais acontece.
Portanto, a salvação acontece gratuitamente, em plena espontaneidade, numa relação de entrega a Deus confiando em Sua existência e provisão. Numa crença de que Deus nos ama, e pode nos livrar. Não sendo garantida nem pelo batismo, nem pela santa-ceia, pois ela não consiste nesses rituais, mesmo que a invocação divina feita nessas coisas tenha alguma grande eficácia na nossa vida, mas estes ritos por si só, não garantem a salvação. Até mesmo a incircuncisão, que é outro sinal de pacto com Deus, nada vale! Por que isso tudo, é meramente por razão humana e não divina. Sendo a fé que atua pelo amor, pelo zelo a vida, do cuidado com o próximo, em busca da libertação perpétua, isso sim tem de fato valor diante de Deus. Que como declara Paulo: "Porque em Jesus Cristo nem a circuncisão nem a incircuncisão tem valor algum; mas sim a fé que opera pelo amor." (Gálatas 5: 6).
Mas você pode me dizer: então podemos viver de qualquer jeito, que apenas gritando por Deus, estamos salvos?
Não! Não se trata disso. Pois Deus dá a vida a todos, podendo retirá-la de qualquer que seja num simples estalar de dedos! De maneira que até o maior dos pecadores está nas mãos de Deus. Porém, Deus é lento em se irar, não eliminando qualquer um em razão da primeira desobediência, como Naum declarou: "O SENHOR é tardio em irar-se, mas grande em poder, e ao culpado não tem por inocente; o SENHOR tem o seu caminho na tormenta e na tempestade, e as nuvens são o pó dos seus pés." (Naum 1: 3)...
No entanto, Deus se apressa para salvar! Sendo que num simples piscar de vistas, se dá um salto para a Eternidade: "Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados." (1ª Coríntios 15: 52).
Então: "O que cedo busca o bem, busca favor, mas o que procura o mal, esse lhe sobrevirá." (Provérbios 11: 27). Ou seja, a Salvação é grátis, simples e fácil, porém, sem que se busque estar aprovado mediante a contínua devoção a Deus, sem invoca-lo continuamente, de nada adianta chama-lo se Ele não é nosso conhecido e se d’Ele não somos conhecidos. É para isso que eu escrevi esta mensagem! Para que você cresça na intimidade com aquele que te criou, que como disse Paulo: "Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?" (Romanos 10: 14). Ou seja, precisamos aprender a andar na presença de Deus.

Muito se fala em andar na presença de Deus, porém, pouco se fala como isso realmente funciona. Que é simplesmente aceitar o plano e a vontade de Deus, o que é feito por meio da obediência aos mandamentos de Deus, pela Palavra, como por meio das revelações pessoais do Espírito Santo, permanecendo em contínua invocação para que Deus não nos vede a Sua glória. Assim, andar na presença de Deus, é andar de fé em fé. O que nada mais é do que agarrar os presentes de Deus. Estabelecendo uma gratidão, que constrói o primeiro amor, o que é estar cheio da presença de Deus, ou ao menos, percebendo-a de maneira a contribuir com a Sua glória. Amém. 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

A PRESENÇA.

"Louvem o nome do SENHOR, pois só o seu nome é exaltado; a sua glória está sobre a terra e o céu." (Salmos 148: 13). Ou seja, devemos prestar culto a Aquele cujo qual a Sua glória nunca muda, quer a gente acerte, ou a gente erre, tanto a satisfação como o prejuízo são somente nossos, pois Deus nunca perde nem jamais é envergonhado com a nossa ruína, mas, Deus pede para que lhe honremos com o nosso esforço a fim de que a nossa vida também seja um pedaço da glória de Deus, pois como lemos em Hebreus: "Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam." (Hebreus 11: 6).
Portanto, ao lermos: "Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis;" (Romanos 1: 20), temos de ter em mente que a glória divina está por tudo, quer alguém a repare, ou a sinta ou não, mas a glória de Deus está sobre toda a Terra ao ponto que Sua presença é acessível a todo ser vivo. E de tal modo, que quem não atentar para isso, ignorando a presença de Deus, e não procurando adorá-lo, este, será julgado por sua indiferença para com Deus.
Para Moisés, Deus disse: "E disse: Não te chegues para cá; tira os sapatos de teus pés; porque o lugar em que tu estás é terra santa." (Êxodo 3: 5), eu pergunto, será que aquele monte se tornou santo por Deus ter se manifestado para Moisés falando através de uma sarça ardente? Não! Muito antes de Moisés existir e subir para aquele monte com toda inquietação de sua alma em busca de respostas para a sua vida, aquele monte já era de Deus! E Deus não precisava santifica-lo agora para “aparecer” a Moisés.
Em suma, entendemos que todo e qualquer lugar que estivermos poderemos ter um encontro com Deus, pois a presença divina está por tudo e santifica a tudo antes que se perceba isso, como disse Jesus: "Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem." (João 4: 23), e ainda em Atos 7: 48, também em Atos 17: 24; encontramos a declaração de que consagrar coisas, como templos, objetos, cemitérios, enfim, isso é do feitio e da vaidade humana: "O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens;" .
A única coisa que realmente se faz necessidade, “é prestar atenção”, contemplando a vida e a Criação em busca duma comunhão com o Criador. Ou seja, ouvir uma pregação, se reunir para cultuar a Deus, louvar, meditar, orar,... Essas coisas nos fazem atender para a vontade de Deus, para direção divina a nossa vida, como lemos: "Enquanto se diz: Hoje, se ouvirdes a sua voz, Não endureçais os vossos corações, como na provocação." (Hebreus 3: 15), e ainda: "Determina outra vez um certo dia, Hoje, dizendo por Davi, muito tempo depois, como está dito: Hoje, se ouvirdes a sua voz, Não endureçais os vossos corações." (Hebreus 4: 7).
Muitos pensam que parece que Deus realmente está ocupado demais e não pode atender às nossas necessidades o tempo todo, porém, na Bíblia lemos: "Porque o necessitado não será esquecido para sempre, nem a expectação dos pobres perecerá perpetuamente." (Salmos 9: 18), e assim em mais repetidas outras vezes, como também: "Porque o SENHOR ouve os necessitados, e não despreza os seus cativos." (Salmos 69: 33), e em Jeremias Deus chega ser enfático: "Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais." (Jeremias 29: 11), ficando óbvio que Deus está em permanente prontidão para saciar a nossa vida e o nosso coração.
Porém, muito se ouve: “vamos agora entrar na presença de Deus”! Mas como assim? Se Deus está presente por tudo e sabe tudo? Acaso em momentos entramos na presença do Diabo, e depois retornamos para Deus? E esquecemos: "Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?" (2ª Coríntios 6: 14).
E ainda, esquecemos também que(?): “Tu me cercaste por detrás e por diante, e puseste sobre mim a tua mão. Tal ciência é para mim maravilhosíssima; tão alta que não a posso atingir. Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás também. Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar, até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá. Se disser: Decerto que as trevas me encobrirão; então a noite será luz à roda de mim. Nem ainda as trevas me encobrem de ti; mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma coisa;” (Salmos 139: 5-12).
Há um detalhe aqui que chama a atenção: “... as trevas e a luz são para ti a mesma coisa;”. Se for a mesma coisa para Deus, isso só pode significar que ignoramos isso e estamos tentando nos esconder, fugir de Deus! E para algum lugar em que a Sua glória pareça menor (mesmo não sendo), como temos por declarado: "E ouviram a voz do SENHOR Deus, que passeava no jardim pela viração do dia; e esconderam-se Adão e sua mulher da presença do SENHOR Deus, entre as árvores do jardim." (Gênesis 3: 8), assim como Satanás acha-se refugiado no submundo e nos mistérios da inexistência, ou, da mentira e da ilusão mergulhado em sua própria natureza. Pois como se lê: "E disse o SENHOR a Satanás: Eis que tudo quanto ele tem está na tua mão; somente contra ele não estendas a tua mão. E Satanás saiu da presença do SENHOR." (Jó 1: 12).
Lembre que Abraão recebeu por ordem: "Sendo, pois, Abrão da idade de noventa e nove anos, apareceu o SENHOR a Abrão, e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso, anda em minha presença e sê perfeito." (Gênesis 17: 1). Mas como assim? O que é afinal andar na presença de Deus sendo perfeito? Jesus dá uma pista: "Jesus disse-lhes: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra." (João 4: 34), conclui-se por isto, que: “Andar na presença de Deus é permanecer atento a Suas ordens e por meio de nossa fé na Sua soberania”!
Pois como se compreende: "Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não veem." (Hebreus 11: 1), pelo acréscimo: "Mas o justo viverá da fé; e, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele." (Hebreus 10: 38), ou seja, a fé é o meio pelo qual acessamos a glória divina nos submetendo, em mansidão ao plano divino. Quando a fé tenta “usurpar” da glória divina para nós, se torna necessário que se diga: "Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo." (Salmos 51: 11), lembrando também do que Salomão sugestiona: "Não te glories na presença do rei, nem te ponhas no lugar dos grandes;" (Provérbios 25: 6), ficando óbvio que Deus jamais repartirá daquilo que pertence somente a Ele para com os demais: como se lê: "Por amor de mim, por amor de mim o farei, porque, como seria profanado o meu nome? E a minha glória não a darei a outrem." (Isaías 48: 11).
Às vezes, nos apegamos em maravilhas, outras, nos receamos de alguma manifestação mais gloriosa, quanto a isso temos dois textos respectivamente: "E Ananias foi, e entrou na casa e, impondo-lhe as mãos, disse: Irmão Saulo, o SENHOR Jesus, que te apareceu no caminho por onde vinhas, me enviou, para que tornes a ver e sejas cheio do Espírito Santo." (Atos 9: 17). "Mas, chegando também o que recebera um talento, disse: Senhor, eu conhecia-te, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste; e, atemorizado, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu." (Mateus 25: 24-25).
Nisso, entende-se que geralmente vive-se numa cegueira espiritual pela qual não se compreende as coisas de Deus nem a vontade de Deus, como está declarado: "Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente."  (1ª Coríntios 2: 14), dessa forma, compreende-se que realmente alguma coisa especial tem de acontecer para que se perceba melhor a presença de Deus, Jesus chama isso de novo nascimento! O que pode ser compreendido por “encher-se do Espírito Santo”, pelo viés do batismo, ou, num “mergulho na fé”, sendo tocado pelo agir de Deus. A exemplo do servo de Eliseu: "E orou Eliseu, e disse: SENHOR, peço-te que lhe abras os olhos, para que veja. E o SENHOR abriu os olhos do moço, e viu; e eis que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu." (2ª Reis 6 : 17).
Paulo declara: "E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos." (1ª Coríntios 12: 6), ou seja, a própria presença de Deus deve nos conduzir para a glória de Deus, e nas suas mais diversas formas, como se presume: "E, quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então também o mesmo Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos."  (1ª Coríntios 15: 28), ficando óbvio que a nem todos é dado compreender a presença de Deus, havendo necessidade dum “tempo para despertar para Deus”, ou para a Sua presença, mesmo que ela esteja sobre todos: "Que é o seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos." (Efésios 1: 23), e ainda: "Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós." (Efésios 4: 6).
Os Salmos chegam a declarar: "Os montes derretem como cera na presença do SENHOR, na presença do Senhor de toda a terra." (Salmos 97: 5), e: "Treme, terra, na presença do Senhor, na presença do Deus de Jacó." (Salmos 114: 7), de tanto que em Isaías se confirma: "Do SENHOR dos Exércitos serás visitada com trovões, e com terremotos, e grande ruído com tufão de vento, e tempestade, e labareda de fogo consumidor." (Isaías 29: 6).
Mas ver a glória de Deus pode nos cegar para a Sua presença, gerando, uma experiência de “arrebatamento dos sentidos”, numa cegueira pior que se nunca tivéssemos visto nada, e, nos “embotando”, engessando para não mais perceber a simplicidade, que como lemos: "E Deus lhe disse: Sai para fora, e põe-te neste monte perante o SENHOR. E eis que passava o SENHOR, como também um grande e forte vento que fendia os montes e quebrava as penhas diante do SENHOR; porém o SENHOR não estava no vento; e depois do vento um terremoto; também o SENHOR não estava no terremoto; e depois do terremoto um fogo; porém também o SENHOR não estava no fogo; e depois do fogo uma voz mansa e delicada. E sucedeu que, ouvindo-a Elias, envolveu o seu rosto na sua capa, e saiu para fora, e pôs-se à entrada da caverna; e eis que veio a ele uma voz, que dizia: Que fazes aqui, Elias?" (1ª Reis 19: 11-13).
Elias, num momento de muito poder divino em sua vida, não percebia mais como tudo era simples! E perdeu a confiança. Porém, também às vezes, ver o poder de Deus pode significar um “Exudus”, uma “saída” desta vida para a Eternidade, foi o que sucedeu a Estêvão: "Mas ele, estando cheio do Espírito Santo, fixando os olhos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus, que estava à direita de Deus;" (Atos 7: 55).
Assim, compreende-se que não devemos tentar a Deus para que Ele use de Seu poder, de Sua glória para nos satisfazer ao nosso modo, pois isso pode ser um sinal de fé demente, mal alicerçada, imatura, inclusive, possessiva e carnal. Ao mesmo tempo em que quem foge da glória de Deus, e consequentemente procura se esconder de Sua presença, não se interessando na Sua vontade e planos, estes, se esquecem de que Deus quer a nossa atenção, mesmo que Suas palavras não saciem mais e esperamos de Deus coisa maior, pois como declara Paulo: "Porque o reino de Deus não consiste em palavras, mas em poder." (1ª Coríntios 4: 20).
Dessa forma, a pergunta que fica é: “Aonde chegaremos com essa conversa?”.
É difícil obter uma conclusão consistente e convincente quando o assunto abrange a presença divina, pois como já lemos: "Tal ciência é para mim maravilhosíssima; tão alta que não a posso atingir." (Salmos 139: 6). De maneira que Deus transcende a nossa compreensão sobre existência e inexistência. Por isso, se crermos na presença de Deus universalmente, quer se esteja numa igreja ou não, isso automaticamente nos conecta com a presença de Deus, sendo um passo de fé! E como Jesus avisou: "Portanto, não os temais; porque nada há encoberto que não haja de revelar-se, nem oculto que não haja de saber-se." (Mateus 10: 26), o que já era declarado antigamente: "Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau." (Eclesiastes 12: 14), se Deus há de trazer a juízo tudo, é porque Ele está vendo tudo, e se está vendo tudo, então só pode ser que Ele está presente em tudo!

Inclusive, Ele já sabe o que se passa por ti com essa mensagem agora! Fale com Ele! Ele só quer um pouco de sua atenção! Amém. 

COMO TER SUCESSO NA VIDA

"Toda mulher [ou pessoa] sábia edifica a sua casa; mas a tola a derruba com as próprias mãos." (Provérbios 14: 1). Hoje, quand...