sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

PROSPERIDADE! SINAL DE BÊNÇÃO? OU, DE JUÍZO?!

“Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo. Não atente cada um para o que é propriamente, mas cada qual também para o que é dos outros. De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.” (Filipenses 2: 3-8).
Tempo de Natal, tempo de presentes! Mas há presentes que não gostamos, e outros, que nem esperávamos, e ainda outros, que são tudo que precisamos, nos enchendo com tremenda alegria e regozijo!
Confesso que a “intercessão diante de Deus”, ou seja, orações feitas por pessoas que estão na vontade de Deus, por vezes, são presentes que nos constrangem! Mas há orações de pessoas que querem “mandar em Deus”, e se intrometer em nossa vida com seus palpites furados, e as orações dessas pessoas, nos atrapalham em nossa vida de comunhão para salvação, ao ponto de perdermos o foco daquilo que realmente é a vontade de Deus para nós, tanto que Jesus advertiu: "Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade." (Mateus 7: 22-23).
Sim! Há pessoas que não compreendem: “... De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus,...”. Ou seja, há quem não aceite doar, agir generosamente, mas querem apenas receber e dominar, não se importando com a necessidade dos outros como de um ato de carinho e amor concreto..., não que orar pelo bem dos outros seja errado, muito pelo contrário: "Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis. A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos." (Tiago 5: 16), o problema é: “com que razões e pretextos nos pomos diante de Deus em nossas orações”.
Eclesiastes é claro: "Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau." (Eclesiastes 12: 14), ou seja, quando há “prosperidade do mundo”, ou desenvolvimento, isso não se trata de Graça, ou avivamento, pelo contrário, trata de ira divina com revelações para juízo, o que exige uma mudança de postura para que se volte a prevalecer na simplicidade: “Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo...”. Mesmo que Paulo também aconselhe: "Mas que importa? Contanto que Cristo seja anunciado de toda a maneira, ou com fingimento ou em verdade, nisto me regozijo, e me regozijarei ainda." (Filipenses 1: 18)...
Ou seja, os pretextos de nossas orações, são corretos conforme coerência na revelação de Deus, e mesmo que se não tiverem essa orientação, ainda assim, contribuem para nossa salvação, de maneira que lemos: "E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito." (Romanos 8: 28).
Mas em provérbios temos uma revelação importantíssima: "A glória de Deus está nas coisas encobertas; mas a honra dos reis, está em descobri-las." (Provérbios 25: 2), o que designa que os “poderosos da Terra”, se gabam de seus conhecimentos dos métodos e das ciências a que se desenvolvem e com o que dominam os demais, como por exemplo, distorcendo a verdade insinuando que se tome posse da bênção por meio da oração determinada e impositiva, porém, Paulo avisa: "E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria." (1ª Coríntios 13: 2). Deixando claro que ter o domínio, para nós, não é bênção!
E Jesus assegura: "Portanto, não os temais; porque nada há encoberto que não haja de revelar-se, nem oculto que não haja de saber-se." (Mateus 10: 26), ou seja, se não compreendem: “... Não atente cada um para o que é propriamente, mas cada qual também para o que é dos outros...”. Então não estão em amor e nem na vontade de Deus, mas em possessão do erro. O que nos faz concluir que são inofensivos e não precisamos nos recear de “seus presentes de pretexto”, por isso que Paulo disse: "Mas que importa?...”, pois mais cedo ou mais tarde, eles se esquecerão de nós quando colherem de suas próprias maldades. Pois lemos: “Mas, segundo a tua dureza e teu coração impenitente, entesouras ira para ti no dia da ira e da manifestação do juízo de Deus; O qual recompensará cada um segundo as suas obras; a saber: A vida eterna aos que, com perseverança em fazer bem, procuram glória, honra e incorrupção; mas a indignação e a ira aos que são contenciosos, e desobedientes à verdade e obedientes à iniquidade;” (Romanos 2: 5-8).
Nesse sentido, seríamos teimosos ao ponto de querermos tudo a nossa maneira? Ou, consultaríamos primeiramente a Deus para obediência, uma vez que lemos: “... esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.”.
Não há forma maior de ser próspero para com Deus do que ser humilhado e tido como um perdedor para o conceito deste mundo! Por isso, o melhor presente para ser recebido e oferecido no Natal e em qualquer outra época, é a consciência de se solidarizar com os pecadores, pois como lemos: "Lembrai-vos dos presos, como se estivésseis presos com eles, e dos maltratados, como sendo-o vós mesmos também no corpo." (Hebreus 13: 3), e ainda: "Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós."  (1ª João 1: 8), o que deixa claro que ninguém é melhor que ninguém, pois tudo é Graça, e como assegura Paulo: "Porque, se alguém cuida ser alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo." (Gálatas 6: 3).
Lembrando que ninguém dos “letrados” compreendia do porquê, que Jesus, com todo conhecimento que expunha, se envolvia com a classe daqueles que eram tidos como os derrotados e os miseráveis que estorvavam o desenvolvimento e a prosperidade de Israel, ao que Jesus simplesmente responde: "E Jesus, tendo ouvido isto, disse-lhes: Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento." (Marcos 2: 17).
Nesse sentido, em tempo de Natal, e de desejos de um Ano Novo próspero, seria conivente com a verdade de Cristo nos embasar em egoísmos e em visões de conceitos de prosperidade segundo um “olhar mundano”? E individualista?
Não que Deus não queira que tudo vá bem a nossa vida, pelo contrário, Deus se compadece e muito de nossos sofrimentos! Porém, se sofremos com inveja da prosperidade dos maus, dos ímpios, criando os mesmos hábitos que eles para se sobressair, estamos nos esquecendo de que a nossa recompensa só receberemos quando chegarmos a nossa verdadeira e eterna casa, ou seja, quando passarmos desta vida para a glória celestial... Pois como avisa Paulo: "Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens." (1ª Coríntios 15: 19).
Portanto, neste tempo de Natal, não dê o dízimo e oferta com a intenção de que Deus lhe retribua com prosperidade financeira, pois também lemos: "Mas disse-lhe Pedro: O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois cuidaste que o dom de Deus se alcança por dinheiro." (Atos 8: 20), mas gaste seu dinheiro com providências para aqueles que não têm com quem lhes acuda. Pois isso é a verdadeira prosperidade, acerca do que disse Jesus ao jovem rico: "E Jesus, olhando para ele, o amou e lhe disse: Falta-te uma coisa: vai, vende tudo quanto tens, e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, toma a cruz, e segue-me." (Marcos 10: 21).

Enfim, até onde vai a sua fé? Qual o seu conhecimento e aceitação da verdade? Você almeja ser aprovado pelos outros? Ou por Deus?! Pense! Amém. 

COMO TER SUCESSO NA VIDA

"Toda mulher [ou pessoa] sábia edifica a sua casa; mas a tola a derruba com as próprias mãos." (Provérbios 14: 1). Hoje, quand...