sexta-feira, 24 de novembro de 2017

E DEUS VOLTOU ATRÁS!

Hoje eu quero falar de algo polêmico: “Mudaria Deus de decisão? Tornaria Deus atrás em alguma de Suas promessas? ”.
Pois’ é!? Quando lemos: "Naqueles dias Ezequias adoeceu de uma enfermidade mortal; e veio a ele o profeta Isaías, filho de Amós, e lhe disse: Assim diz o SENHOR: Põe em ordem a tua casa, porque morrerás, e não viverás." (Isaías 38: 1), e mais adiante lemos: "Vai, e dize a Ezequias: Assim diz o SENHOR, o Deus de Davi teu pai: Ouvi a tua oração, e vi as tuas lágrimas; eis que acrescentarei aos teus dias quinze anos." (Isaías 38: 5) ... isso só nos prova, que por mais desastrosas que sejam as previsões, isso, não quer dizer que as coisas não tenham mais jeito, que tudo já esteja friamente decretado e destinado por Deus.
Porém, por outro lado, isso não quer dizer também que dê para viver de qualquer maneira, e depois se reconciliar com o Criador que Ele nos perdoará, como dizem por aí: “No fim tudo dá certo, se ainda não deu, é porque ainda não chegou ao fim”! Muito otimista, porém, um cruel engano! Principalmente para aqueles que acham que Deus é amor e não punirá aos que, toleram a maldade e, inclusive, praticam a maldade... uma vez que quem consente, é tão culpado quanto o que pratica, como se lê: “E, como eles se não importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convém; estando cheios de toda iniquidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade; sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes ao pai e à mãe; néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia; os quais, conhecendo a justiça de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem.” (Romanos 1: 28-32 ARC).
E Deus não consente com a maldade, os pecados dos homens, aos quais, Ele não terá por inocente caso o ignorem, e não façam caso de seus mandamentos, devemos nos lembrar que: "Então arrependeu-se o SENHOR de haver feito o homem sobre a terra e pesou-lhe em seu coração." (Gênesis 6: 6), e bem sabemos que a promessa de Deus é de que haverá um “Juízo Final”, onde todos ressuscitarão e lhe prestarão contas, inclusive aqueles que morreram naquele famoso Dilúvio, em que Deus havia se arrependido de ter feito o homem, por causa da crescente maldade entre os homens...
E hoje?! Qual é a situação da nossa vida? Arrepender-se-ia Deus de alguma promessa, tanto de punição, como de bênção para a nossa vida? Também lemos: "Então o SENHOR arrependeu-se do mal que dissera que havia de fazer ao seu povo." (Êxodo 32: 14), ou seja, tem punições que Deus não fará em nossas vidas se nos voltarmos para comungar com Ele, observando as Suas leis, e acima de tudo, procurando discernir e cumprir com a Sua vontade, fazendo aquilo que Deus aprova. Porém, o contrário também pode acontecer, caso alguém se ache eleito e salvo, porque Deus lhe concedeu alguma bênção... pois isso não é garantia de plena aprovação divina, pois Jesus deixou avisado: "Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus." (Mateus 7: 21), e mais ainda, vejamos o caso de Saul: "E nunca mais viu Samuel a Saul até ao dia da sua morte; porque Samuel teve dó de Saul. E o SENHOR se arrependeu de haver posto a Saul rei sobre Israel." (1ª Samuel 15: 35), ou seja, Saul, foi muito abençoado, mas isso não lhe garantiu a aprovação perpétua de Deus.
Também é clássico na Bíblia: "Estendendo, pois, o anjo a sua mão sobre Jerusalém, para a destruir, o SENHOR se arrependeu daquele mal; e disse ao anjo que fazia a destruição entre o povo: Basta, agora retira a tua mão. E o anjo do SENHOR estava junto à eira de Araúna, o jebuseu." (2ª Samuel 24:16), texto que se repete: "E Deus mandou um anjo a Jerusalém para a destruir; e, destruindo-a ele, o SENHOR olhou, e se arrependeu daquele mal, e disse ao anjo destruidor: Basta, agora retira a tua mão. E o anjo do SENHOR estava junto à eira de Ornã, o jebuseu." (1ª Crônicas 21:15) e nos Salmos podemos encontrar: "E se lembrou da sua aliança, e se arrependeu segundo a multidão das suas misericórdias." (Salmos 106:45)
Porém, Deus, em Sua soberania, pode também não se arrepender, sabendo que nem sempre Deus agirá conforme as Suas misericórdias, como lemos: "E seja esse homem como as cidades que o SENHOR destruiu e não se arrependeu; e ouça clamor pela manhã, e ao tempo do meio-dia um alarido." (Jeremias 20: 16), ou ainda: "Mataram-no, porventura, Ezequias, rei de Judá, e todo o Judá? Antes não temeu ao SENHOR, e não implorou o favor do SENHOR? E o SENHOR não se arrependeu do mal que falara contra eles? Nós, fazemos um grande mal contra as nossas almas." (Jeremias 26:19), ao que o texto de Números é categórico, tanto que se for tomado ao pé-da-letra, pode desesperançar muito pecador, vejamos: "Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa; porventura diria ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria?" (Números 23: 19), ao mesmo tempo, que tal texto pode dar esperança de que Deus cumprirá com as Suas promessas, garantindo-nos bênçãos, mesmo que sejamos fracos e trôpegos.
Mais acalentador e esperançoso é o texto de Amós, que diz: "Então o SENHOR se arrependeu disso. Não acontecerá, disse o SENHOR. Assim me mostrou o Senhor DEUS: Eis que o Senhor DEUS clamava, para contender com fogo; este consumiu o grande abismo, e também uma parte da terra. Então eu disse: Senhor DEUS, cessa, eu te peço; quem levantará Jacó? Pois é pequeno. E o SENHOR se arrependeu disso. Nem isso acontecerá, disse o Senhor DEUS." (Amós 7:3-6)
Ou seja, Deus nos conhece melhor do que nós mesmos, e além disso, a Sua soberania conhece a nossa sinceridade, mesmo que não sejamos tão esforçados como nós mesmos gostaríamos de ser, sendo que Deus não cobra nada além de nossas forças, como declara Tiago: "Bem-aventurado o homem que suporta a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam." (Tiago 1: 12), ao que Paulo acrescentaria: "Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar." (1ª Coríntios 10: 13), sabendo que aquilo que não podemos suportar, se nossa fé for sincera, não nos sobrevirá sem que tenhamos livramento de acordo com a fidelidade de Deus, fiel, não a nós, mas a Si próprio, por Deus não se negar a Si mesmo, como lemos: "Se formos infiéis, ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo." (2ª Timóteo 2: 13).
Tudo isso pode parecer contraditório, mas não quero confundi-lo(a), apenas lhe suplico um esforço para que Deus lhe considere e queira abençoá-lo(a), pois também lemos: "E Deus viu as obras deles, como se converteram do seu mau caminho; e Deus se arrependeu do mal que tinha anunciado lhes faria, e não o fez." (Jonas 3: 10), como também é fato: "E dei-lhe tempo para que se arrependesse da sua prostituição; e não se arrependeu." (Apocalipse 2:21), portanto, devemos considerar: "Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam;" (Atos 17: 30), o que nos dá a certeza de que se erramos por “cegueira”, é óbvio que Deus não desistirá da Sua bênção que tem prometido e estabelecido para a nossa vida.

Lembrando mais uma vez, que Deus volta sim atrás, porém, isso faz em Sua soberania para que lhe conheçamos, sendo assim, a Sua verdade não pode ser distorcida, é isso que a Sua palavra quer nos esclarecer quando lemos: "E também aquele que é a Força de Israel não mente nem se arrepende; porquanto não é um homem para que se arrependa." (1ª Samuel 15: 29), ficando óbvio, que Deus sabe tudo, e é nessa Sua sabedoria que Ele fala e decreta. Que isso tudo, nos sirva de esperança em alívios às cargas que nos são impostas, pois Deus conhece os nossos gemidos e do quanto que precisamos da Sua ajuda. Que confiemos em Suas promessas e Seu soberano caráter, nos aproximando d’Ele sem receios, como de filhos que não podem existir sem que tenham pais, e Ele é o nosso Pai amado com quem podemos contar. Amém. 

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

SOLI DEO GLÓRIA!

Se você tem algum serviço à Deus, não hesite em continuar permanecendo nesse serviço, porque dificilmente Deus fará você mudar de ministério, a não ser é claro, quando a glória não estiver mais sendo de Deus, mas de uma postura arrogante e orgulhosa, inclusive até, contra Deus... é por causa dessa falta de respeito para com o Criador, que muitos são destituídos de seus ministérios ao ponto que Deus levanta outros, mas lembre-se: "Cada um fique na vocação em que foi chamado." (1ª Coríntios 7: 20), sendo que Deus não tem por meta levantar outros, que senão, no caso de Deus ser rejeitado!
Foi assim no caso clássico de Saul! Acerca do que quero trazer o seguinte texto de 1ª Samuel 16: 1-3, 6-7, e 13, vejamos: “Então disse o SENHOR a Samuel: Até quando terás dó de Saul, havendo-o eu rejeitado, para que não reine sobre Israel? Enche um chifre de azeite, e vem, enviar-te-ei a Jessé o belemita; porque dentre os seus filhos me tenho provido de um rei. Porém disse Samuel: Como irei eu? Pois, ouvindo-o Saul, me matará. Então disse o SENHOR: Toma uma bezerra das vacas em tuas mãos, e dize: Vim para sacrificar ao SENHOR. E convidarás a Jessé ao sacrifício; e eu te farei saber o que hás de fazer, e ungir-me-ás a quem eu te disser. ” ... “E sucedeu que, entrando eles, viu a Eliabe, e disse: Certamente está perante o SENHOR o seu ungido. Porém o SENHOR disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o SENHOR não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o SENHOR olha para o coração. ” ... “Então Samuel tomou o chifre do azeite, e ungiu-o no meio de seus irmãos; e desde aquele dia em diante o Espírito do SENHOR se apoderou de Davi; então Samuel se levantou, e voltou a Ramá. ”.
Averiguemos; Saul foi rejeitado por desobedecer a Deus! Entendo assim, que muitos estão sendo rejeitados por Deus em dias atuais, por não permanecerem naquilo que Deus lhes ordenou, assim, trocam de ministério, como quem troca de roupa, “esse não me agrada, então vou naquele”! E subjugam, pelo menos tentam, subjugar a Obra de Deus a seus caprichos, acontecendo que muitos fiéis, por dó, continuam intercedendo diante de Deus por estes rebeldes, mas vimos no texto que Deus não quer que nos condoemos por aqueles que se tornam infiéis, contanto que temos a advertência: "Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia." (Hebreus 10: 25), de maneira que não adianta em nada interceder por aqueles que nada querem com Deus, como temos a ressalva: "Tu, pois, não ores por este povo, nem levantes por ele clamor nem oração; porque não os ouvirei no tempo em que eles clamarem a mim, por causa do seu mal." (Jeremias 11: 14).
Em outras palavras, com a salvação não se pode brincar, achando que não há males em se “embriagar de outras fontes” por mero desejo de se saciar naquilo que Deus não planejou para nós! Ou seja, Deus é fiel, conquanto que a infidelidade de alguns não compromete os planos de Deus com aqueles que mesmo em meio aos sofrimentos, inclusive de “perdas”, e são “arrastados”, forçados, mas se mantém na convicção de que Deus jamais os abandonará.
Como diz o dito popular: “cada macaco no seu galho”! Então é fundamental que não nos deixemos seduzir por “propagandas” e convites fantasiosos acerca da realidade que só nós mesmos conhecemos, portanto, pelo que Deus espera a nossa manifestação dentro dos nossos próprios círculos, não havendo necessidade de fuga daquilo que requer o nosso trabalho em nossa própria comunidade, ou, congregação, como declara Paulo: "E até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós." (1ª Coríntios 11: 19).
Lembrando que a glória de Deus, consiste em nossa obediência aos Seus propósitos pensados a nosso respeito, como declara Jó: “Deus faz o que quer; quando ele decide fazer alguma coisa, ninguém pode impedir. Ele levará até o fim o que planejou fazer comigo e também realizará todos os seus outros planos. Por isso, eu perco a coragem na presença dele e, quando penso nisso, fico apavorado. A escuridão me deixou cego; mas é o Deus Todo-Poderoso quem me põe medo, e não a escuridão.” (Jó 23: 13-17 NTLH). Ao que Paulo evidencia: "Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus." (Romanos 8: 19).
Ou seja, o nosso sofrimento, não acaba com a nossa entrada “num ministério mais poderoso”, mas com a aceitação daquilo que Deus “anda nos cutucando” para que ponhamos às claras, ou seja, Deus espera a nossa participação naquilo que Ele mesmo nos capacitou, e com isso, Deus é glorificado no nosso “esforço” por avivar aquilo que Ele nos ensina em Sua Palavra, se tornando óbvio que não podemos empurrar para os outros aquilo que compete ao nosso encargo bastando apenas que demos o primeiro passo...
Paulo também declara: “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós. Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também nos nossos corpos; e assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também na nossa carne mortal. ” (2ª Coríntios 4: 7-11).
Com esse texto, Paulo não nos isenta da nossa responsabilidade de autodomínio, pelo contrário, se nos mantivermos “apegados” naquilo que Deus faz saltar ao nosso coração, não precisamos mudar de ministério, de vocação, apenas que o invoquemos para que Ele aja através de nós, sendo a glória de Deus a dádiva da superação... o que prefigura que quando mudamos de ministério na ilusão que lá não encontraremos os defeitos que há em nossa congregação, estamos em verdade fugindo de nossa responsabilidade de manifestação, o que resigna a glória divina que deveria ser manifesta através de nós ao encargo de acomodação.
Portanto, se buscamos a glória de Deus, ou, “a manifestação da vida de Jesus em nossa carne mortal”, precisamos estar cônscios que isso não é um ato “mágico”, mas a glória de Deus reside em nosso trabalho, em nosso esforço e empenho por perseverar na verdade, do contrário, Jesus não teria dito: "Então, disse aos seus discípulos: A seara é realmente grande, mas poucos os ceifeiros. Rogai, pois, ao Senhor da seara, que mande ceifeiros para a sua seara." (Mateus 9: 37-38). O que evidencia que a Obra de Deus é maior que as nossas expectativas, então, se temos expectativas, sonhos, requer isso que façamos a nossa parte para que a nossa congregação, o nosso ministério, se desenvolva a partir daquilo que salta ao nosso coração, não sendo necessidade que as coisas caiam dos Céus para que a glória seja de Deus, pelo contrário, é a nossa fidelidade para aquilo que Deus semeou em nosso coração, ou, nossa obediência, que glorificará o nome de Deus, pelo que não precisamos temer que estejamos “roubando a glória de Deus” quando somos exaltados, mas somente se nos estabelecermos num pedestal de arrogância.
Pois devemos lembrar: "Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa." (Mateus 5: 15), sendo que se dermos mostras de fidelidade, é impossível que Deus não nos coloque em lugar de destaque, de glória, pois veja: "Antes, os membros do corpo que parecem ser os mais fracos são necessários; e os que reputamos serem menos honrosos no corpo, a esses honramos muito mais; e aos que em nós são menos decorosos damos muito mais honra. Porque os que em nós são mais nobres não têm necessidade disso, mas Deus assim formou o corpo, dando muito mais honra ao que tinha falta dela; Para que não haja divisão no corpo, mas antes tenham os membros igual cuidado uns dos outros. De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele." (1ª Coríntios 12: 22-26).

Portanto, a glória de Deus, não está restrita ao fato de nossa imobilidade, senão, Jesus não teria dito: "Mas, chegando também o que recebera um talento, disse: Senhor, eu conhecia-te, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste; e, atemorizado, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu. Respondendo, porém, o seu senhor, disse-lhe: Mau e negligente servo; sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei? Devias então ter dado o meu dinheiro aos banqueiros e, quando eu viesse, receberia o meu com os juros." (Mateus 25: 24-27), em outras palavras, a glória de Deus, consiste em nossa disposição, em se engajar naquilo que sabemos que Deus espera de nós! E não em que “Deus nos sirva”, que Deus faça tudo por nós, enfim, Deus só é glorificado, quando alguém de nós é levantado em glória. Presume-se assim, que não há glória de Deus em nossa vida, se não houver o nosso esforço para agradá-lo, obedecê-lo. Sendo que o nosso agir em dependência divina, torna-se o agir e a glória do próprio Deus. Amém.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

O DEUS QUE É POLIMORFO.

“E te fizesse saber os segredos da sabedoria, que é multíplice em eficácia; sabe, pois, que Deus exige de ti menos do que merece a tua iniquidade. Porventura alcançarás os caminhos de Deus, ou chegarás à perfeição do Todo-Poderoso? Como as alturas dos céus é a sua sabedoria; que poderás tu fazer? É mais profunda do que o inferno, que poderás tu saber? Mais comprida é a sua medida do que a terra, e mais larga do que o mar. ” (Jó 11: 6-9).
Você sabe o que é polimorfismo? Quando uma coisa pode assumir diversas formas sem perder a qualidade de sua essência? Pois’ é! Polimorfismo é uma das qualidades de Deus um tanto que esquecida nos dias de hoje, em que se fala tanto de objetividade, foco unilateral, determinação, enfim, de precisão e padrão, mas você sabia que Deus não é nada disso! E sim, Satanás, que irada e desesperadamente busca derrubar o maior número possível de pessoas da verdade? Como se declara: "Por isso alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. Ai dos que habitam na terra e no mar; porque o diabo desceu a vós, e tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo." (Apocalipse 12: 12).
Portanto, a verdadeira sabedoria é polimórfica, ou, multiforme, como declara Paulo: "Para que agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades nos céus," (Efésios 3: 10), e é estas muitas formas da verdade, que convenhamos, não é única nem objetiva, mas é plural e diversificada, conforme os muitos propósitos de Deus para com os homens e a Igreja, e como declara Pedro: "Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus." (1ª Pedro 4: 10) ...declarando com isso que há muitos serviços, no que entendemos que para cada serviço há um conhecimento, ou, estas muitas formas da verdade, uma sabedoria diferente para cada propósito, portanto, não existe uma sabedoria que sirva de “chave mestra” para abrir todas as portas, sendo que é nas diferenças que consiste a verdade, não havendo um padrão que subjugue a tudo, a não ser que seja uma mentira, ou ilusão.
Reavaliemos o texto: “Pois dizes: A minha doutrina é pura, e sou limpo aos teus olhos. Oh! Falasse Deus, e abrisse os seus lábios contra ti, e te revelasse os segredos da sabedoria, da verdadeira sabedoria, que é multiforme! Sabe, portanto, que Deus permite seja esquecida parte da tua iniquidade. ” (Jó 11: 4-6 ARA), ou seja, não fosse a misericórdia de Deus em considerar a nossa ignorância que insiste em dizer que a possessão da santidade é vital, Deus a tempos já nos teria exterminado em nossas indiferenças quanto às razões de cada um, que não são as mesmas para todos, mas, é óbvio que o que tem valor para um, nem sempre tem para outro, o que declara que cada um possui necessidades diferentes, porque as razões pessoais determinam valores diferentes, e consequentemente, necessidades diferentes.
E como declara Tiago: "Mas a sabedoria que do alto vem é, primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia." (Tiago 3: 17). Ou seja, a sabedoria divina, os valores de Deus, aquilo que Deus considera essencial, nos projeta para diversos horizontes, o que determina uma hegemonia de poder que não cabe em nossos princípios e valores, ao ponto que a sabedoria de Deus dispersa, envia, comissiona com diferentes características para liberdades, ou, para propósitos plurais conforme convém para edificação mútua e individual em razão daquilo que nos dispomos, ou, nos empenhamos.
Salomão chega a dizer: "A SABEDORIA já edificou a sua casa, já lavrou as suas sete colunas. Já abateu os seus animais e misturou o seu vinho, e já preparou a sua mesa." (Provérbios 9: 1-2), esta homogeneização, mistura e sincretismo, embriaga e confunde a consciência de qualquer um que se ache no direito de ter a razão e busque impor a sua visão pessoal acima das diferenças, tanto de crenças como atividades, o que declara que a graça não impõe uma obrigatoriedade que senão respeito às diferenças, mesmo que elas não caibam em nossos conceitos e compreensões, ao que Isaías é categórico: "Que desfaço os sinais dos inventores de mentiras, e enlouqueço os adivinhos; que faço tornar atrás os sábios, e converto em loucura o conhecimento deles;" (Isaías 44: 25).
O que nos coloca em ciladas à medida que busquemos “a razão de todas as coisas”, porque não há uma única razão, como por exemplo dizer que o mais importante é o amor, outro diz: a fé, ainda outro: a Lei; enfim, o fato de querer subjugar a tudo num único conceito, deturpa a verdade e prolifera distorções, por desconsiderar que cada qual possui função própria e colabora com o todo em temor a Deus, não sendo o todo compreensível em uma única assimilação, nem Deus em uma única experiência...
O que parece antagônico e irracional, ao ponto que Paulo declara: "Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação." (1ª Coríntios 1: 21), sendo impossível a racionalidade determinar o foco para que se achegue até a verdade, mas a revelação de Deus está acima daquilo que os homens queiram decretar como base, como fundamento para que tudo esteja subjugado, sendo assim, a pessoa de Jesus, o relacionamento com Deus considerando a Sua onipresença, e soberania, deflagra que a evolução e a salvação de um homem não acontecem em parâmetros lúcidos, mas em respeito à Deus em suas diversas apresentações.
Sendo que a racionalização, ou lucides de conhecimentos, sobrecarrega e impede que os homens tenham acesso à vontade de Deus, pelo que Salomão declara: "E apliquei o meu coração a conhecer a sabedoria e a conhecer os desvarios e as loucuras, e vim a saber que também isto era aflição de espírito. Porque na muita sabedoria há muito enfado; e o que aumenta em conhecimento, aumenta em dor."  (Eclesiastes 1: 17-18), e Tiago sugere: "Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo." (Tiago 3: 1), ficando óbvio que com o conhecimento, aumenta a responsabilidade, e em consequência disso, o desespero em acertar, em livrar-se da condenação.
Portanto, assim como o Diabo está desesperado lutando por aliados contra Deus, assim também, muitos homens em dias atuais ignoram o polimorfismo divino “achando que Deus deve se subjugar a seus conceitos de verdade sobre, e o que é  Deus”, o que se resume numa tirania em querer “mandar” no Criador, ao invés de submeter-se à Sua vontade e fazer aquilo que Ele revela que deve ser manifesto, o que enquadra em condenação diante do Todo-poderoso, ao que mais uma vez lembremos: "Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; pois está escrito: Ele apanha os sábios na sua própria astúcia." (1ª Coríntios 3: 19).
Reavaliemos o recado: "Mas, chegando também o que recebera um talento, disse: Senhor, eu conhecia-te, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste; e, atemorizado, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu. Respondendo, porém, o seu senhor, disse-lhe: Mau e negligente servo; sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei? Devias então ter dado o meu dinheiro aos banqueiros e, quando eu viesse, receberia o meu com os juros. Tirai-lhe pois o talento, e dai-o ao que tem os dez talentos." (Mateus 25: 24-28).
Então, qualquer conhecimento que se tenha de Deus, não pode estagnar em nossas mãos! O que deflagra urgência em fazer tudo o que vier em mãos, não arbitrariamente, ou com propósito de intromissão em vida alheia, mas em participar das muitas formas que Deus se apresenta, colaborando com a manifestação divina mediante aquilo que Deus dispõe ao nosso entendimento, e assim, cumprindo diligentemente em conformidade à nossa capacidade, que Deus outorgou para o nosso galardão em Seu reino, e que nos acarreta dano, ou ganho, em razão do nosso esforço por fazer aquilo que agrada a Deus em decorrência do nosso temor e respeito à Sua natureza polimórfica, nos enquadrando em uma compreensão altaneira e ampla daquilo que consiste a vontade de Deus, que é específica em suas razões, porém, diversificada em suas manifestações....

O que sugere um autocondicionamento e não uma imposição de razão, como declara Paulo: "Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns." (1ª Coríntios 9: 22), evidenciando com isso que devemos buscar envolvimento pelo testemunho da presença, e não pelo domínio autoritário, como adverte Jesus: "O maior dentre vós será vosso servo." (Mateus 23: 11), o que pressupõe consideração e não arrogância em querer submeter tudo e a todos às nossas próprias razões. Enfim, as muitas formas com que Deus se apresenta, devem cativar em nós inspiração para considerar cada qual em seu próprio ajuste na vontade de Deus. Assim, Deus se manifesta no coletivo, enquanto nós, no individual! Sendo que cada um responderá por si só e sua influência no coletivo como emissário de Deus, portanto, o mais alto grau de desenvolvimento espiritual se caracteriza em nosso polimorfismo, e jamais em nossa tirania determinista de querer subjugar Deus, e Sua revelação, ao nosso serviço e desejo, o que enquadra quem vai contra o polimorfismo divino, se achando justo aos seus próprios olhos, como quem está contra Deus, destruindo, desconcertando, atrasando a evolução dos demais, o que nos tornaria perfeitamente condenáveis mediante Deus como quem enterrou o seu talento, acomodando-se à um único estado espiritual, numa rigidez estagnaria, o que é empobrecimento, enfraquecimento espiritual... ou seja, desconsiderar a necessidade urgente de polimorfismo, limita tanto o agir como a presença de Deus em nós! À caráter de abundância e plenitude de vida, que pensemos nisso, amém. 

COMO TER SUCESSO NA VIDA

"Toda mulher [ou pessoa] sábia edifica a sua casa; mas a tola a derruba com as próprias mãos." (Provérbios 14: 1). Hoje, quand...