Quando um trabalha pelos demais,
faz-se necessidade que todos reconheçam e sejam gratos a tal sujeito
concedendo-lhe privilégios, como lemos: "O lavrador que trabalha deve ser o
primeiro a gozar dos frutos." (2ª Timóteo 2: 6), porém, se alguns
se aproveitam do bom empenho do trabalhador que se dispõe em puxar a frente no
serviço, na missão, estes, certamente que não ficarão em punes diante do
Criador, pelo que se lê: "Eis que o jornal dos trabalhadores que
ceifaram as vossas terras, e que por vós foi diminuído, clama; e os clamores
dos que ceifaram entraram nos ouvidos do Senhor dos exércitos."
(Tiago 5: 4).
Também, enquanto outros buscam
atrapalhar, arruinar o trabalho daqueles que se empenham sinceramente, mas os sinceros, mesmo
que não vejam mais frutos no seu trabalho, certamente que Deus os retribuirá,
pelo que se lê: "Porque Deus não é injusto para se esquecer da vossa obra, e do
trabalho do amor que para com o seu nome mostrastes, enquanto servistes aos
santos; e ainda servis." (Hebreus 6: 10), quanto mais se este
trabalho vier a beneficiar a expansão do reino de Jesus Cristo, e com isso, a
salvação de almas, terá reconhecimento eterno: "Os presbíteros que governam
bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente
os que trabalham na palavra e na doutrina;" (1ª Timóteo 5: 17).
À medida que nos aproximarmos do
enceramento desta eternidade, haverá cada vez mais desertores, o que
sobrecarregará alguns num esforço cada vez maior para manter a ordem: "Sabe,
porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos." (2ª
Timóteo 3: 1), de tanto, que alguns procurarão se agrupar em desordenanças e rebeldias, à fim de viverem às custas dos outros: "Porquanto
ouvimos que alguns entre vós andam desordenadamente, não trabalhando, antes
fazendo coisas vãs." (2ª Tessalonicenses 3: 11), porém, Deus não
terá por inocente quem acha que não precisa contribuir para ser beneficiado, ao
que se lê: "Porque, quando ainda estávamos convosco, vos mandamos isto, que,
se alguém não quiser trabalhar, não coma também." (2ª Tessalonicenses 3: 10).
Provérbios já dizia: "Vai
ter com a formiga, ó preguiçoso; olha para os seus caminhos, e sê sábio."
(Provérbios 6: 6), com certeza, se todos se empenhassem em serem organizados e trabalhassem
como trabalha a formiga e a abelha, unidos, é certo que não haveria 1º, 2º, nem 3º
mundo, apenas Paraíso! Já pensou se chegarmos ao Céu, mas, ao invés de
descanso, encontrarmos trabalho para fazer? Afinal, não nos é avisado:
"E Jesus lhes respondeu: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho
também." (João 5: 17), então? Não seria uma honra trabalhar na
ceara do Senhor? Mesmo que tivéssemos que seguir o exemplo do árduo esforço dos
apóstolos? (:) "Nem de graça comemos o pão de homem algum, mas com trabalho e
fadiga, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós." (2ª Tessalonicenses 3: 8).
Assim, no corpo de Cristo, não
compete buscar “chefiar”, uma vez que Cristo é o cabeça, e com isso, importa
que prosperemos naquilo que já foi fundamentado pelos pioneiros, perseverando
em pacificar, servir: "Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre
abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no
Senhor." (1ª Coríntios
15: 58), contudo, tudo dentro do dom que recebemos, não intervindo naquilo que
não se tem noção e senso de realidade, para que haja respeito e unidade: "Ora,
o que planta e o que rega são um; mas cada um receberá o seu galardão segundo o
seu trabalho." (1ª Coríntios 3: 8), sabendo que teremos de agir
com responsabilidade ao trabalho que Deus nos confiou, para que a edificação
continue: "Eu vos enviei a ceifar onde vós não trabalhastes; outros
trabalharam, e vós entrastes no seu trabalho." (João 4: 38).
Também, que o nosso esforço seja
acima de tudo para o perfeito discernimento da vontade de Deus: "Trabalhai,
não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a
qual o Filho do homem vos dará; porque a este o Pai, Deus, o selou." (João 6: 27), pelo que a providência de
Deus estará conosco se nos apegarmos ao Seu plano e não em nossos deleites: "E,
quanto ao vestuário, por que andais solícitos? Olhai para os lírios do campo,
como eles crescem; não trabalham nem fiam; e eu vos digo que nem mesmo Salomão,
em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles." (Mateus 6:
28-29).
“Mas, que vos parece? Um homem tinha dois filhos, e, dirigindo-se ao
primeiro, disse: Filho, vai trabalhar hoje na minha vinha. Ele, porém, respondendo, disse: Não
quero. Mas depois, arrependendo-se, foi. E, dirigindo-se ao segundo, falou-lhe
de igual modo; e, respondendo ele, disse: Eu vou, senhor; e não foi. Qual dos
dois fez a vontade do pai? Disseram-lhe eles: O primeiro. Disse-lhes Jesus: Em
verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no
reino de Deus. Porque João veio a vós no caminho da justiça, e não o crestes,
mas os publicanos e as meretrizes o creram; vós, porém, vendo isto, nem depois
vos arrependestes para o crer.” (Mateus 21: 28-32), ou seja, sempre haverá tempo oportuno
para quem se dispõe em colaborar com o projeto divino, mesmo que a porta já
pareça estar fechada, porém, enquanto ainda não houver final, sempre haverá
oportunidades, que não devemos desperdiçar mesmo que elas nos pareçam
entristecedoras, mas, quando formos julgados, restará se ousamos tomar o
partido de Cristo, até mesmo, quando tudo já parecia perdido.
“E, chegando os que tinham ido perto
da hora undécima, receberam um dinheiro cada um. Vindo, porém, os primeiros,
cuidaram que haviam de receber mais; mas do mesmo modo receberam um dinheiro
cada um. E, recebendo-o, murmuravam contra o pai de família, dizendo: Estes derradeiros trabalharam só
uma hora, e tu os igualaste conosco, que suportamos a fadiga e a calma do dia.
Mas ele, respondendo, disse a um deles: Amigo, não te faço agravo; não
ajustaste tu comigo um dinheiro? Toma o que é teu, e retira-te; eu quero dar a
este derradeiro tanto como a ti. Ou não me é lícito fazer o que quiser do que é
meu? Ou é mau o teu olho porque eu sou bom? Assim os derradeiros serão
primeiros, e os primeiros derradeiros; porque muitos são chamados, mas poucos
escolhidos.”
(Mateus 20: 9-16), ou seja, cabe ao Senhor julgar a dignidade de cada um, para
que não tenhamos preconceito quanto a dignidade de cada serviço, pois todos os
dons vem do mesmo Deus, assim, todos os dons têm a mesma importância, quer
“alimentar crianças”, quer “animar anciãos”, pastorear ou profetizar, desde que
edifique a Igreja, têm o mesmo valor e importância.
Também não negligenciemos a
necessidade do repouso, como forma de restabelecimento das forças, pelo que
sabemos que o trabalho em excesso nos leva a morte: "Seis dias se trabalhará,
mas o sétimo dia vos será santo, o sábado do repouso ao SENHOR; todo aquele que
nele fizer qualquer trabalho morrerá." (Êxodo 35: 2), assim, nos
empenhemos em trabalhar, porém, respeitando os nossos limites, pelo que lemos: "E
qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua
estatura?" (Mateus 6: 27).
Portanto, trabalhar é necessário,
mesmo que não pareça oportuno: "Quem observa o vento, nunca semeará, e
o que olha para as nuvens nunca segará." (Eclesiastes 11: 4),
porém, trabalhar não pode ser tornado como uma maldição: "No suor do teu rosto
comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto
és pó e em pó te tornarás." (Gênesis 3: 19), o contexto do texto é
de “castigo”, punição, porém, em tempos de graça, como vemos o trabalho? Como
uma dádiva? Para que não nos acomodemos?! Afinal: "Por muita preguiça se
enfraquece o teto, e pela frouxidão das mãos a casa goteja." (Eclesiastes
10: 18), dá para deixar tudo de qualquer jeito empurrando tudo nas costas de
Deus? Como se tudo fosse “cair do céu” sem que houvesse necessidade de esforço
algum? Também não lemos? (:) "Porque Deus não é Deus de confusão,
senão de paz, como em todas as igrejas dos santos." (1ª Coríntios
14: 33), ou seja, se não nos empenharmos em organização, não haverá saúde, nem
a presença de Deus.
Que vejamos como tem sido conceituado
o trabalho em nossa vida, para que seja uma bênção poder trabalhar, sabendo,
que haverá tempos em que nada mais poderá ser feito: "Convém que eu faça as obras
daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode
trabalhar." (João 9: 4), então, animemo-nos uns aos outros para
que não faltem estímulos por um mundo melhor. Amém.
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