quarta-feira, 7 de março de 2018

TRABALHO DURO.

Quando um trabalha pelos demais, faz-se necessidade que todos reconheçam e sejam gratos a tal sujeito concedendo-lhe privilégios, como lemos: "O lavrador que trabalha deve ser o primeiro a gozar dos frutos." (2ª Timóteo 2: 6), porém, se alguns se aproveitam do bom empenho do trabalhador que se dispõe em puxar a frente no serviço, na missão, estes, certamente que não ficarão em punes diante do Criador, pelo que se lê: "Eis que o jornal dos trabalhadores que ceifaram as vossas terras, e que por vós foi diminuído, clama; e os clamores dos que ceifaram entraram nos ouvidos do Senhor dos exércitos." (Tiago 5: 4).
Também, enquanto outros buscam atrapalhar, arruinar o trabalho daqueles que se empenham sinceramente, mas os sinceros, mesmo que não vejam mais frutos no seu trabalho, certamente que Deus os retribuirá, pelo que se lê: "Porque Deus não é injusto para se esquecer da vossa obra, e do trabalho do amor que para com o seu nome mostrastes, enquanto servistes aos santos; e ainda servis." (Hebreus 6: 10), quanto mais se este trabalho vier a beneficiar a expansão do reino de Jesus Cristo, e com isso, a salvação de almas, terá reconhecimento eterno: "Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina;" (1ª Timóteo 5: 17).
À medida que nos aproximarmos do enceramento desta eternidade, haverá cada vez mais desertores, o que sobrecarregará alguns num esforço cada vez maior para manter a ordem: "Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos." (2ª Timóteo 3: 1), de tanto, que alguns procurarão se agrupar em desordenanças e rebeldias, à fim de viverem às custas dos outros: "Porquanto ouvimos que alguns entre vós andam desordenadamente, não trabalhando, antes fazendo coisas vãs." (2ª Tessalonicenses 3: 11), porém, Deus não terá por inocente quem acha que não precisa contribuir para ser beneficiado, ao que se lê: "Porque, quando ainda estávamos convosco, vos mandamos isto, que, se alguém não quiser trabalhar, não coma também." (2ª Tessalonicenses 3: 10).
Provérbios já dizia: "Vai ter com a formiga, ó preguiçoso; olha para os seus caminhos, e sê sábio." (Provérbios 6: 6), com certeza, se todos se empenhassem em serem organizados e trabalhassem como trabalha a formiga e a abelha, unidos, é certo que não haveria 1º, 2º, nem 3º mundo, apenas Paraíso! Já pensou se chegarmos ao Céu, mas, ao invés de descanso, encontrarmos trabalho para fazer? Afinal, não nos é avisado: "E Jesus lhes respondeu: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também." (João 5: 17), então? Não seria uma honra trabalhar na ceara do Senhor? Mesmo que tivéssemos que seguir o exemplo do árduo esforço dos apóstolos? (:) "Nem de graça comemos o pão de homem algum, mas com trabalho e fadiga, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós." (2ª Tessalonicenses 3: 8).
Assim, no corpo de Cristo, não compete buscar “chefiar”, uma vez que Cristo é o cabeça, e com isso, importa que prosperemos naquilo que já foi fundamentado pelos pioneiros, perseverando em pacificar, servir: "Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor." (1ª Coríntios 15: 58), contudo, tudo dentro do dom que recebemos, não intervindo naquilo que não se tem noção e senso de realidade, para que haja respeito e unidade: "Ora, o que planta e o que rega são um; mas cada um receberá o seu galardão segundo o seu trabalho." (1ª Coríntios 3: 8), sabendo que teremos de agir com responsabilidade ao trabalho que Deus nos confiou, para que a edificação continue: "Eu vos enviei a ceifar onde vós não trabalhastes; outros trabalharam, e vós entrastes no seu trabalho." (João 4: 38).
Também, que o nosso esforço seja acima de tudo para o perfeito discernimento da vontade de Deus: "Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; porque a este o Pai, Deus, o selou." (João 6: 27), pelo que a providência de Deus estará conosco se nos apegarmos ao Seu plano e não em nossos deleites: "E, quanto ao vestuário, por que andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam; e eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles." (Mateus 6: 28-29).
“Mas, que vos parece? Um homem tinha dois filhos, e, dirigindo-se ao primeiro, disse: Filho, vai trabalhar hoje na minha vinha. Ele, porém, respondendo, disse: Não quero. Mas depois, arrependendo-se, foi. E, dirigindo-se ao segundo, falou-lhe de igual modo; e, respondendo ele, disse: Eu vou, senhor; e não foi. Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram-lhe eles: O primeiro. Disse-lhes Jesus: Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus. Porque João veio a vós no caminho da justiça, e não o crestes, mas os publicanos e as meretrizes o creram; vós, porém, vendo isto, nem depois vos arrependestes para o crer.” (Mateus 21: 28-32), ou seja, sempre haverá tempo oportuno para quem se dispõe em colaborar com o projeto divino, mesmo que a porta já pareça estar fechada, porém, enquanto ainda não houver final, sempre haverá oportunidades, que não devemos desperdiçar mesmo que elas nos pareçam entristecedoras, mas, quando formos julgados, restará se ousamos tomar o partido de Cristo, até mesmo, quando tudo já parecia perdido.
“E, chegando os que tinham ido perto da hora undécima, receberam um dinheiro cada um. Vindo, porém, os primeiros, cuidaram que haviam de receber mais; mas do mesmo modo receberam um dinheiro cada um. E, recebendo-o, murmuravam contra o pai de família, dizendo: Estes derradeiros trabalharam só uma hora, e tu os igualaste conosco, que suportamos a fadiga e a calma do dia. Mas ele, respondendo, disse a um deles: Amigo, não te faço agravo; não ajustaste tu comigo um dinheiro? Toma o que é teu, e retira-te; eu quero dar a este derradeiro tanto como a ti. Ou não me é lícito fazer o que quiser do que é meu? Ou é mau o teu olho porque eu sou bom? Assim os derradeiros serão primeiros, e os primeiros derradeiros; porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos.” (Mateus 20: 9-16), ou seja, cabe ao Senhor julgar a dignidade de cada um, para que não tenhamos preconceito quanto a dignidade de cada serviço, pois todos os dons vem do mesmo Deus, assim, todos os dons têm a mesma importância, quer “alimentar crianças”, quer “animar anciãos”, pastorear ou profetizar, desde que edifique a Igreja, têm o mesmo valor e importância.
Também não negligenciemos a necessidade do repouso, como forma de restabelecimento das forças, pelo que sabemos que o trabalho em excesso nos leva a morte: "Seis dias se trabalhará, mas o sétimo dia vos será santo, o sábado do repouso ao SENHOR; todo aquele que nele fizer qualquer trabalho morrerá." (Êxodo 35: 2), assim, nos empenhemos em trabalhar, porém, respeitando os nossos limites, pelo que lemos: "E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura?" (Mateus 6: 27).
Portanto, trabalhar é necessário, mesmo que não pareça oportuno: "Quem observa o vento, nunca semeará, e o que olha para as nuvens nunca segará." (Eclesiastes 11: 4), porém, trabalhar não pode ser tornado como uma maldição: "No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás." (Gênesis 3: 19), o contexto do texto é de “castigo”, punição, porém, em tempos de graça, como vemos o trabalho? Como uma dádiva? Para que não nos acomodemos?! Afinal: "Por muita preguiça se enfraquece o teto, e pela frouxidão das mãos a casa goteja." (Eclesiastes 10: 18), dá para deixar tudo de qualquer jeito empurrando tudo nas costas de Deus? Como se tudo fosse “cair do céu” sem que houvesse necessidade de esforço algum? Também não lemos? (:) "Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos." (1ª Coríntios 14: 33), ou seja, se não nos empenharmos em organização, não haverá saúde, nem a presença de Deus.

Que vejamos como tem sido conceituado o trabalho em nossa vida, para que seja uma bênção poder trabalhar, sabendo, que haverá tempos em que nada mais poderá ser feito: "Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar." (João 9: 4), então, animemo-nos uns aos outros para que não faltem estímulos por um mundo melhor. Amém. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

COMO TER SUCESSO NA VIDA

"Toda mulher [ou pessoa] sábia edifica a sua casa; mas a tola a derruba com as próprias mãos." (Provérbios 14: 1). Hoje, quand...