sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

PROSPERIDADE! SINAL DE BÊNÇÃO? OU, DE JUÍZO?!

“Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo. Não atente cada um para o que é propriamente, mas cada qual também para o que é dos outros. De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.” (Filipenses 2: 3-8).
Tempo de Natal, tempo de presentes! Mas há presentes que não gostamos, e outros, que nem esperávamos, e ainda outros, que são tudo que precisamos, nos enchendo com tremenda alegria e regozijo!
Confesso que a “intercessão diante de Deus”, ou seja, orações feitas por pessoas que estão na vontade de Deus, por vezes, são presentes que nos constrangem! Mas há orações de pessoas que querem “mandar em Deus”, e se intrometer em nossa vida com seus palpites furados, e as orações dessas pessoas, nos atrapalham em nossa vida de comunhão para salvação, ao ponto de perdermos o foco daquilo que realmente é a vontade de Deus para nós, tanto que Jesus advertiu: "Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade." (Mateus 7: 22-23).
Sim! Há pessoas que não compreendem: “... De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus,...”. Ou seja, há quem não aceite doar, agir generosamente, mas querem apenas receber e dominar, não se importando com a necessidade dos outros como de um ato de carinho e amor concreto..., não que orar pelo bem dos outros seja errado, muito pelo contrário: "Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis. A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos." (Tiago 5: 16), o problema é: “com que razões e pretextos nos pomos diante de Deus em nossas orações”.
Eclesiastes é claro: "Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau." (Eclesiastes 12: 14), ou seja, quando há “prosperidade do mundo”, ou desenvolvimento, isso não se trata de Graça, ou avivamento, pelo contrário, trata de ira divina com revelações para juízo, o que exige uma mudança de postura para que se volte a prevalecer na simplicidade: “Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo...”. Mesmo que Paulo também aconselhe: "Mas que importa? Contanto que Cristo seja anunciado de toda a maneira, ou com fingimento ou em verdade, nisto me regozijo, e me regozijarei ainda." (Filipenses 1: 18)...
Ou seja, os pretextos de nossas orações, são corretos conforme coerência na revelação de Deus, e mesmo que se não tiverem essa orientação, ainda assim, contribuem para nossa salvação, de maneira que lemos: "E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito." (Romanos 8: 28).
Mas em provérbios temos uma revelação importantíssima: "A glória de Deus está nas coisas encobertas; mas a honra dos reis, está em descobri-las." (Provérbios 25: 2), o que designa que os “poderosos da Terra”, se gabam de seus conhecimentos dos métodos e das ciências a que se desenvolvem e com o que dominam os demais, como por exemplo, distorcendo a verdade insinuando que se tome posse da bênção por meio da oração determinada e impositiva, porém, Paulo avisa: "E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria." (1ª Coríntios 13: 2). Deixando claro que ter o domínio, para nós, não é bênção!
E Jesus assegura: "Portanto, não os temais; porque nada há encoberto que não haja de revelar-se, nem oculto que não haja de saber-se." (Mateus 10: 26), ou seja, se não compreendem: “... Não atente cada um para o que é propriamente, mas cada qual também para o que é dos outros...”. Então não estão em amor e nem na vontade de Deus, mas em possessão do erro. O que nos faz concluir que são inofensivos e não precisamos nos recear de “seus presentes de pretexto”, por isso que Paulo disse: "Mas que importa?...”, pois mais cedo ou mais tarde, eles se esquecerão de nós quando colherem de suas próprias maldades. Pois lemos: “Mas, segundo a tua dureza e teu coração impenitente, entesouras ira para ti no dia da ira e da manifestação do juízo de Deus; O qual recompensará cada um segundo as suas obras; a saber: A vida eterna aos que, com perseverança em fazer bem, procuram glória, honra e incorrupção; mas a indignação e a ira aos que são contenciosos, e desobedientes à verdade e obedientes à iniquidade;” (Romanos 2: 5-8).
Nesse sentido, seríamos teimosos ao ponto de querermos tudo a nossa maneira? Ou, consultaríamos primeiramente a Deus para obediência, uma vez que lemos: “... esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.”.
Não há forma maior de ser próspero para com Deus do que ser humilhado e tido como um perdedor para o conceito deste mundo! Por isso, o melhor presente para ser recebido e oferecido no Natal e em qualquer outra época, é a consciência de se solidarizar com os pecadores, pois como lemos: "Lembrai-vos dos presos, como se estivésseis presos com eles, e dos maltratados, como sendo-o vós mesmos também no corpo." (Hebreus 13: 3), e ainda: "Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós."  (1ª João 1: 8), o que deixa claro que ninguém é melhor que ninguém, pois tudo é Graça, e como assegura Paulo: "Porque, se alguém cuida ser alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo." (Gálatas 6: 3).
Lembrando que ninguém dos “letrados” compreendia do porquê, que Jesus, com todo conhecimento que expunha, se envolvia com a classe daqueles que eram tidos como os derrotados e os miseráveis que estorvavam o desenvolvimento e a prosperidade de Israel, ao que Jesus simplesmente responde: "E Jesus, tendo ouvido isto, disse-lhes: Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento." (Marcos 2: 17).
Nesse sentido, em tempo de Natal, e de desejos de um Ano Novo próspero, seria conivente com a verdade de Cristo nos embasar em egoísmos e em visões de conceitos de prosperidade segundo um “olhar mundano”? E individualista?
Não que Deus não queira que tudo vá bem a nossa vida, pelo contrário, Deus se compadece e muito de nossos sofrimentos! Porém, se sofremos com inveja da prosperidade dos maus, dos ímpios, criando os mesmos hábitos que eles para se sobressair, estamos nos esquecendo de que a nossa recompensa só receberemos quando chegarmos a nossa verdadeira e eterna casa, ou seja, quando passarmos desta vida para a glória celestial... Pois como avisa Paulo: "Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens." (1ª Coríntios 15: 19).
Portanto, neste tempo de Natal, não dê o dízimo e oferta com a intenção de que Deus lhe retribua com prosperidade financeira, pois também lemos: "Mas disse-lhe Pedro: O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois cuidaste que o dom de Deus se alcança por dinheiro." (Atos 8: 20), mas gaste seu dinheiro com providências para aqueles que não têm com quem lhes acuda. Pois isso é a verdadeira prosperidade, acerca do que disse Jesus ao jovem rico: "E Jesus, olhando para ele, o amou e lhe disse: Falta-te uma coisa: vai, vende tudo quanto tens, e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, toma a cruz, e segue-me." (Marcos 10: 21).

Enfim, até onde vai a sua fé? Qual o seu conhecimento e aceitação da verdade? Você almeja ser aprovado pelos outros? Ou por Deus?! Pense! Amém. 

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

DOMINADO PELO DESEJO!

"Se bem fizeres, não é certo que serás aceito? E se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar." (Gênesis 4: 7).
Mas, como dominar meu desejo?
Sabemos que há quem tenha o desejo compulsivo da sexualidade, há quem não consegue vencer os impulsos de comer, outro, de beber bebidas fortes, cada um tem os seus desejos secretos, suas fantasias, que uma vez afloradas, se tornam compulsivas.
Caim, do texto acima, tinha o desejo de matar, matar seu próprio irmão! Mas quais eram as raízes desse desejo? Bem sabemos que não era por um mero prazer, mas por algo obscuro que o impulsionava, como a inveja e ódio! Pois ele não suportava ver seu irmão “prosperando” em ter a atenção maior e uma preferência maior de Deus do que ele.
Sabemos que Caim, não conseguiu dominar seu desejo! Pois matou Abel. E nós? Conseguimos?? Seria alguém perfeito, sem nunca ter errado?
Eu sempre fui de pensar que se não conseguimos dominar nossos atos, ao menos, deveríamos tentar dominar as nossas intenções, ou, nossa vontade, nosso desejo..., como dizem: “A intenção é que vale”!
Tiago assegura: "De onde vêm as guerras e pelejas entre vós? Porventura não vêm disto, a saber, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam?" (Tiago 4: 1). Ou seja, se há alguma satisfação, deleite, ao qual busquemos, seja por puro prazer ou por necessidade duma força maior, como fome e pobreza, ou por mera cobiça..., o certo é que somos escravos de nossos desejos por mais santos que pareçamos ou pensemos ser. O que nos coloca em constantes atritos! Verdadeiras guerras entre nós!
Isso pode soar polêmico, mas o óbvio é que somos todos escravos de algum impulso, mesmo que não admitamos isso, mas ninguém é perfeito perante Deus, mesmo, que por mais fé possa ter e expressar, pelo que concluímos: "Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós." (1ª João 1: 8)...
 Tanto é que Paulo evidencia: "Porque Deus encerrou a todos debaixo da desobediência, para com todos usar de misericórdia." (Romanos 11: 32), em outras palavras, ninguém é tão perfeito que possa descriminar alguém só porque este tropeça em suas compulsões. Não podemos apontar o dedo! Uma vez que Deus justifica a cada qual conforme as Suas próprias intenções conforme Lhe convém.
Porém, Tiago vai mais longe! Ao apontar algo que nos constrange a lógica: "Se alguém entre vós cuida ser religioso, e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a religião desse é vã." (Tiago 1 : 26), em outras concepções, poderíamos entender que é inútil alguém ter fé em Deus, se não há interesse em buscar dominar seus próprios desejos, seus impulsos e seus julgamentos, como Tiago também declara: "Mas nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal." (Tiago 3: 8).
Quando Tiago fala em “língua”, ele está se referindo à propensão de defesa e ataque, mediada pela disposição da intensão, já que Jesus também declarou: "Raça de víboras, como podeis vós dizer boas coisas, sendo maus? Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca." (Mateus 12: 34). Sendo o coração donde brotam desejos e ações.
Bem sabemos que podemos nos santificar limpando o nosso coração com o desejo de vida eterna. Almejar as coisas celestiais significa antes de qualquer coisa, buscar por uma mudança, como adverte Paulo: "Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também." (Efésios 2: 3), indicando que pela graça já não pertencemos mais aos impulsos da escravidão, porém, qual a evidência disso?
Simples: “Quem já é espiritual, estando na vontade de Deus, cogita de coisas espirituais, como quem é ainda é carnal, pertencente a Satanás, cogita de coisas carnais”! Pelo que se pode ler: "Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente." (1ª Coríntios 2: 14), e Pedro assegura: "Amados, peço-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências carnais que combatem contra a alma;" (1ª Pedro 2: 11).
Em outras palavras, os impulsos do corpo humano, quando não disciplinados pelo interesse em coisas celestiais a fim de desenvolver uma conexão com o transcendente, estes impulsos prevalecendo, matam a nossa alma e a nossa sensibilidade para perceber a vontade de Deus para continuar nos planos divinos, ao ponto, de que com a satisfação da “carne”, nos enganamos achando que estamos fazendo a nossa vontade quando em verdade estamos agradando àquele que não quer que despertemos para a realidade da presença divina, como Jesus adverte: "Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira." (João 8: 44).
Ou, toda ilusão dos prazeres terrenos submerge para a perdição com valores que definem a nossa intenção. Quando conseguimos ter outros valores, mesmo que nos pareçam impossíveis, como declara Paulo: "Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim." (Romanos 7 : 20), portanto, só o fato de nos auto-reprovarmos após algum erro que acusa a consciência, pois cogitamos, ou, gostaríamos de fazer aquilo que agrada a Deus sinceramente, isso nos desconecta automaticamente da condenação que nos sobreviria se aprovássemos os nossos impulsos como se fossem coisas corretas. Ao que Paulo assegura: "E por que não dizemos (como somos blasfemados, e como alguns dizem que dizemos): Façamos males, para que venham bens? A condenação desses é justa." (Romanos 3: 8).
Enfim, é óbvio que não somos perfeitos e não merecemos os céus, mas o fato de haver em nós algum esforço por ter interesse em Deus e valores celestiais, isso nos esquiva da condenação caso aprovássemos a nossa escravidão aos desejos.
Concluindo, somos todos escravos de algum tipo de satisfação, porém, como reagimos a essa escravidão, seja com arrependimento ou vergonha, isso nos recondiciona nos propósitos divinos para a nossa vida. E com isso, para a nossa inclusão ao povo eleito, que, diga-se de passagem, não é perfeito, mas busca se “limpar” na graça de Deus, como declara Apocalipse: "Quem é injusto, faça injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, seja santificado ainda." (Apocalipse 22: 11).
Pensando nisso, envolvidos no lamaçal dos interesses humanos, seríamos porcos? Ou melhor, desinteressados? Não levando a sério a Deus?!  Ou somos cães? Ou melhor, aqueles que desistem da fé? Apostatas?! Pois Jesus assegurou: "Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas, não aconteça que as pisem com os pés e, voltando-se, vos despedacem." (Mateus 7: 6), ou seja, os porcos fazem pouco caso e os cães traem! Mas as verdadeiras delícias espirituais, o banquete da verdade, e os mais profundos mistérios da vontade divina e do Reino de Deus só serão revelados e concedidos para aqueles que não ponderam em permanecer nestes dois grupos de cristãos com perfil de Judas Iscariotes...
Portanto, um pouquinho de cada vez, perseveremos em levar Deus a sério! Isso fará uma diferença profunda em nossa vitória, pelo que relembro: "Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam." (1ª Coríntios 2: 9), se há algum prazer agora? Que dirá, porém o prazer daqueles dias? Quando as virtudes dos céus nos inundarem por às desejarmos mais do que as da Terra? Valorizemos isto!
Pra finalizar, quero ainda incrementar uma última interpretação: "E deu à luz um filho homem que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono." (Apocalipse 12: 5), Jesus está agora nos céus, não para reinar com violência, mas com uma instrução e sabedoria que acrescentam repreensões e sofrimentos aos seus discípulos nas suas lutas contra a carne, ou, contra os desejos humanos, pelo que Hebreus já advertia: "Ainda não resististes até ao sangue, combatendo contra o pecado." (Hebreus 12:4), e quem adquire este conhecimento de Deus, aceitando o reinado de Jesus na sua vida, não pode tornar-se violento, mas sim um sofredor, pelo que Jesus advertiu: "Mas, se aquele servo disser em seu coração: O meu senhor tarda em vir; e começar a espancar os criados e criadas, e a comer, e a beber, e a embriagar-se, virá o senhor daquele servo no dia em que o não espera, e numa hora que ele não sabe, e separá-lo-á, e lhe dará a sua parte com os infiéis." (Lucas 12 : 45-46),... 
Ou seja, convém seriedade, com um conhecimento que traz dor e sofrimento, ("Porque na muita sabedoria há muito enfado; e o que aumenta em conhecimento, aumenta em dor." Eclesiastes 1 : 18, e ainda: "Confirmando os ânimos dos discípulos, exortando-os a permanecer na fé, pois que por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus." Atos 14 : 22), porém, sem que façamos julgamentos precipitados ou tenhamos preconceitos com acepção de pessoas, mas que tenhamos sim, compreensão e façamos sacrifícios espirituais, como orações, por aqueles que não enxergam o que estão perdendo por não aderirem a uma disciplina espiritual de valores mais sublimes, pois tal atitude de misericórdia e conselho, é o que Deus espera de seus embaixadores aqui no presente mundo.

Você compreende? Deseja isso? Amém. 

sábado, 6 de outubro de 2018

OLHA PRA MIM! ESTOU AQUI...

Pessoalmente, detesto telefonar para minha mãe em horário de novela! É uma tristeza, além dela não entender o que estou falando, tenho a sensação que não sou importante para ela, pois ela fala comigo, mas a atenção dela está na televisão!
Em dias de WhatsApp, Instagram, Facebook, Messenger, Hangousts, Google +, quer dizer, essas são apenas as redes sociais em que eu tenho conta e gerencio, talvez, você tenha muito mais que eu, mas, não há nisso uma certa ilusão e perda de tempo? Já ouve canções em que se dizia: “Deus, por favor, apareça na televisão” – Gil. Enfim, nesta “ocupação toda”, ou, distração, em dias atuais, não teríamos de cantar: “Deus, por favor, apareça no Smartphone”?
Para Marta, que andava atarefada com as coisas de dona de casa, e queria que sua irmã Maria lhe ajudasse, porquanto estava ociosa aos pés de Jesus, para Marta, Jesus disse: "E respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada." (Lucas 10: 41-42)...
A pergunta que fica é: Assim como Maria, escolhemos nós também a boa parte? Ou fazemos conforme já dizia Salomão: “Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade. Que proveito tem o homem, de todo o seu trabalho, que faz debaixo do sol? Uma geração vai, e outra geração vem; mas a terra para sempre permanece. Nasce o sol, e o sol se põe, e apressa-se e volta ao seu lugar de onde nasceu. O vento vai para o sul, e faz o seu giro para o norte; continuamente vai girando o vento, e volta fazendo os seus circuitos. Todos os rios vão para o mar, e contudo o mar não se enche; ao lugar para onde os rios vão, para ali tornam eles a correr. Todas as coisas são trabalhosas; o homem não o pode exprimir; os olhos não se fartam de ver, nem os ouvidos se enchem de ouvir. O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol. Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Já foi nos séculos passados, que foram antes de nós. Já não há lembrança das coisas que precederam, e das coisas que hão de ser também delas não haverá lembrança, entre os que hão de vir depois.” (Eclesiastes 1: 2-11).
Bem, se você já chegou à conclusão de que “a boa parte” é adquirir conhecimentos de Deus e ser cheio de sabedoria, compreendendo as palavras e maravilhas de Deus, se enchendo de entendimentos bíblicos e teológicos,... Convido-lhe para prosseguir a leitura:
“E apliquei o meu coração a esquadrinhar, e a informar-me com sabedoria de tudo quanto sucede debaixo do céu; esta enfadonha ocupação deu Deus aos filhos dos homens, para nela os exercitar. Atentei para todas as obras que se fazem debaixo do sol, e eis que tudo era vaidade e aflição de espírito. Aquilo que é torto não se pode endireitar; aquilo que falta não se pode calcular. Falei eu com o meu coração, dizendo: Eis que eu me engrandeci, e sobrepujei em sabedoria a todos os que houve antes de mim em Jerusalém; e o meu coração contemplou abundantemente a sabedoria e o conhecimento. E apliquei o meu coração a conhecer a sabedoria e a conhecer os desvarios e as loucuras, e vim a saber que também isto era aflição de espírito. Porque na muita sabedoria há muito enfado; e o que aumenta em conhecimento, aumenta em dor.” (Eclesiastes 1: 13-18).
E agora? Qual é a boa parte mesmo? Samuel nos dá uma pista: "Porém Samuel disse: Tem porventura o SENHOR tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à palavra do SENHOR? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros." (1ª Samuel 15: 22), mas a pergunta que fica é: Quais são as ordens de Deus? O que Deus fala? Como ouvi-lo? O que Deus acaso estaria dizendo para que eu pudesse obedecer? Afinal, não temos a sorte que teve Maria de poder contemplar a presença física de Jesus...
Quero lembra-lo também do que sucedeu a Elias: “E Deus lhe disse: Sai para fora, e põe-te neste monte perante o SENHOR. E eis que passava o SENHOR, como também um grande e forte vento que fendia os montes e quebrava as penhas diante do SENHOR; porém o SENHOR não estava no vento; e depois do vento um terremoto; também o SENHOR não estava no terremoto; e depois do terremoto um fogo; porém também o SENHOR não estava no fogo; e depois do fogo uma voz mansa e delicada. E sucedeu que, ouvindo-a Elias, envolveu o seu rosto na sua capa, e saiu para fora, e pôs-se à entrada da caverna; e eis que veio a ele uma voz, que dizia: Que fazes aqui, Elias?” (1ª Reis 19 : 11-13).
Então, o que Deus está sussurrando em espírito ao teu coração para que você entenda de qual é essa boa parte, esta coisa valiosa que não podemos perder em nossa caminha de fé a fim de alcançarmos a salvação?
Jesus também advertiu: "O que vos digo em trevas dizei-o em luz; e o que escutais ao ouvido pregai-o sobre os telhados." (Mateus 10: 27).
Porém, a inquietação continua; o que estaria Jesus dizendo ao pé-de-ouvido? O que Deus estaria requerendo de nós para que gritássemos aos demais? Com megafones e alto-falantes das tribunas, ou de qualquer lugar a que se dê atenção?
Se você acha que eu tenho a resposta pronta, cruel engano! Não a tenho! Você mesmo terá de ter um particular com Deus para ver o que Ele está esperando de ti! Você teria tempo para se desligar do demais, silenciar, e ouvir o sussurro divino? Aquilo que há tempos Deus está querendo lhe dizer, mas você anda tão distraído com esse mundo e suas preocupações que Deus já está perto de concluir que Ele realmente não é tão importante para ti? Que a Salvação e toda sorte de bênçãos que a acompanham, já não tem valor para ti?
Lembre-se do que ensinou Jesus: "E a que caiu entre espinhos, esses são os que ouviram e, indo por diante, são sufocados com os cuidados e riquezas e deleites da vida, e não dão fruto com perfeição;" (Lucas 8: 14), enfim, seria o seu caso? Deus continuamente “falando, lançando sementes do Reino em sua vida”, e você fazendo pouco caso, ao invés de servi-lo, apenas deseja que Ele lhe satisfaça, e assim, sem de fato se comprometer com algo mais profundo acerca de Deus?
Não vou me estender mais,... Apenas quero dar ainda uma sugestão de solução para este problema! E ela está contida no seguinte: "Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente." (Mateus 6: 6), ou seja, tente “falar sozinho”, às escondidas! Como se ninguém pudesse ouvi-lo! Tenho certeza absoluta que é esse particular com “o invisível” que Deus está esperando da grande maioria, aliás, de você! Para que Ele possa entrar em ação e tomar conta da sua vida para que tudo lhe dê certo, inclusive, a salvação da tua alma!...
A vida eterna é oferecida por Deus! Mas ela está condicionada em dar valor e prestar interesse atento em Deus! Como disse Paulo: "Como está escrito: Deus lhes deu espírito de profundo sono, olhos para não verem, e ouvidos para não ouvirem, até ao dia de hoje." (Romanos 11: 8), mas a partir de agora, “hoje”, tenho certeza que você distinguirá e discernirá corretamente a vontade de Deus para a sua vida... Afinal, também disse Jesus: "E, quando tira para fora as suas ovelhas, vai adiante delas, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. Mas de modo nenhum seguirão o estranho, antes fugirão dele, porque não conhecem a voz dos estranhos." (João 10: 4-5).

Conclusão: Jesus está sussurrando algo parta ti! Como também para mim! Porém, daremos valor? Isso nos atrai? Importa a vontade de Deus? Ou, entregaremos tudo ao acaso, ao automático, e não teremos um relacionamento pessoal com Deus e perderíamos a promessa para aqueles que atentam ao culto racional, ao culto consciente, lúcido e proposital em louvor a Deus? Promessa que destaca: "Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do homem, São as que Deus preparou para os que o amam."  (1ª Coríntios 2: 9), enfim, vamos amar a Deus de verdade? E com todas as nossas forças? Eu vou tentar, espero que você também! Então me dê licença, que agora preciso “falar sozinho”! Amém. 

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

CORDÃO DE "TRÊS FIOS VERMELHOS".

Dizem os estudiosos da literatura que é incrível que mesmo sendo escrita por aproximadamente quarenta escritores diferentes, e num período de aproximadamente 1600 anos, é quase inacreditável a concordância e a temática uníssona que permeia por meio da Bíblia. Porém, na história do povo bíblico, há pelo menos três tendências teológicas entrelaçadas à que se possa observar, sendo que profeticamente, essas tendências, em dado momento, se apresentam uniformemente ou por vezes, distintamente na Bíblia. Como observa Jesus distinguindo como se dá o realinhamento com os céus, ou da comunhão entre Deus e Seu povo, que se caracteriza na seguinte expressão: "E ele lhes disse: Quando orardes, dizei: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra, como no céu." (Lucas 11: 2).
Então, para se realinhar com o Céu, ou obter comunhão com Deus, podemos fazê-lo pelo nosso empenho em santificar o nome de Deus. O que significa respeitar o caráter de Deus, além de prestar reverência ao que é sagrado e enfatizar tudo o que se adora, duma forma de “aceitar” a presença de Deus e Sua Palavra. Como declara Paulo para que tenhamos discernimento da influência satânica: "O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus." (2ª Tessalonicenses 2: 4).
Nesse sentido, compreende-se que santificar o nome de Deus, entre tudo, se baseia principalmente em dar “glória a Deus”, como se lê explicitamente: "Por amor de mim, por amor de mim o farei, porque, como seria profanado o meu nome? E a minha glória não a darei a outrem." (Isaías 48: 11), ficando óbvio que santificar o nome de Deus, significa acima de tudo: depender de Deus! Ou seja, se entregar e confiar a nossa vida a Deus por Ele ser onisciente e onipresente, como o próprio Jesus declarou: "Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer." (João 15: 5).
Portanto, convém que levemos à sério que: "Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda a língua confesse que Jesus Cristo é o SENHOR, para glória de Deus Pai." (Filipenses 2: 10-11). Assim, compreende-se que a primeira tendência teológica correta e que nos realinha com os céus, gerando perfeita comunhão com Deus é aquela que exalta e respeita a Deus em submissão e mansidão, como dizem: SOLI DEO GLÓRIA! O que pressupõe temor e tremor para que se busque agradar a Deus fazendo de tudo para ser aprovado por Ele.
Já a segunda tendência correta é aquela que enfatiza a “soberania” divina num sistema governamental teocrático. Ou seja, o absolutismo do reino visível de Deus com a manifestação perpétua de tudo o que é transcendental. O que é assegurado com a instituição de lideranças, como a autoridade dos apóstolos e dos profetas como emissários e embaixadores divinos.
Nesse sentido, sempre esteve entre os judeus o desejo do restabelecimento de Israel como império mundial sob a “mão forte e poderosa” do Messias prometido. Assim, compreende-se que uma das tendências teológicas é a ênfase ao retorno de Cristo a Terra para reinar absolutamente sobre toda a humanidade a partir de Israel...
Que como Paulo declara: "Porque, se a sua rejeição é a reconciliação do mundo, qual será a sua admissão, senão a vida dentre os mortos? ... E se a sua queda é a riqueza do mundo, e a sua diminuição a riqueza dos gentios, quanto mais a sua plenitude! ... Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado." (Romanos 11: 15, 12 e 25).
Ficando óbvio que quando os cristãos atingirem seu apogeu de organização e compreensão do mistério divino, daí, Israel será levantada como nação soberana e de poderosa influência mundial, ao ponto, que isso servirá de sinal para o Juízo Final com o advento da decida da Cidade Santa espiritual sobre Israel, e o cataclismo dos reinos da Terra a fim de que se estabeleça o Reino Celestial.
Como se compreende: "Aprendei, pois, a parábola da figueira: Quando já o seu ramo se torna tenro, e brota folhas, bem sabeis que já está próximo o verão. Assim também vós, quando virdes sucederem estas coisas, sabei que já está perto, às portas." (Marcos 13: 28-29), ao que Jesus enfatiza o seguinte: "Mas ele, respondendo, disse-lhes: Quando é chegada a tarde, dizeis: Haverá bom tempo, porque o céu está rubro. E, pela manhã: Hoje haverá tempestade, porque o céu está de um vermelho sombrio. Hipócritas, sabeis discernir a face do céu, e não conheceis os sinais dos tempos?" (Mateus 16: 2-3).
Assim, entende-se que uma das tendências teológicas corretas é aquela que busca a compreensão das profecias apocalípticas como sinal de preparar os corações da cristandade para o recebimento da “Glória de Deus” poderosamente estabelecida. O que sugere a compreensão do todo da historicidade profética contida como essência de genuinidade e autenticidade de envio divino. Lembrando que, isso deve ser introspectivo e não em superficialismo e fundamentado em especulações, como adverte Jesus: "E, interrogado pelos fariseus sobre quando havia de vir o reino de Deus, respondeu-lhes, e disse: O reino de Deus não vem com aparência exterior. Nem dirão: Ei-lo aqui, ou: Ei-lo ali; porque eis que o reino de Deus está entre vós." (Lucas 17: 20-21). Ao ponto que Daniel adverte mais: "Muitos serão purificados, e embranquecidos, e provados; mas os ímpios procederão impiamente, e nenhum dos ímpios entenderá, mas os sábios entenderão." (Daniel 12: 10).
Portanto, o desvendar da alma, “do coração”, como forma de purificação para o recebimento constante e consistente da presença divina por meio de uma fé viva, ou atuante e comissional, para edificar o Reino de Deus em Sua virtude, é a espiritualidade que assegura o estabelecimento do Reino de Deus e com isso, o cumprimento das profecias.
E por fim, a tendência teológica que está entrelaçada na glorificação de Deus e a manifestação de Seu poder, é aquela que busca assegurar os planos de Deus contribuindo com a manifestação de Seu projeto, de Sua vontade, efetivando a Sua aliança, de maneira que Jesus chega a declarar: "Jesus disse-lhes: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra." (João 4: 34).
Ou seja, a busca pela obediência aos mandamentos “pessoais” e os “canônicos”, visando uma observação e interpretação da Lei, e, vida com Deus por intermédio da intimidade com o Espírito Santo, levando uma vida de oração e leitura bíblica. Isso, nos eleva para o grau de cooperadores de Deus! Sendo uma das tendências teológicas mais influentes a ministração do cuidado de Deus.
Pessoas que zelam pela vida e a guarnição da saúde espiritual e física do planeta edificando uma esperança para a posteridade, são pessoas que estão se entretecendo com os objetivos de Deus, seja inconsciente ou lucidamente, mas, aqueles que asseguram o direito da vida e sua proliferação de acordo com uma estrutura que garante o perfeito funcionamento de um equilíbrio, ou, de uma felicidade, mesmo que sujeita a uma disciplina... pessoas que buscam isso, estão cooperando com Deus e Sua manifestação e Sua glória.
Porém, esse cordão de três dobras, ou três tendências, tem sua robustez naquilo que se compreende por AMOR! Que nada mais é do que estender a GRAÇA. De maneira que Jesus assegura: "Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas." (Mateus 7: 12), ao ponto que Jesus resume seu ensino: “E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.” (Mateus 22: 37-40), ao que Paulo afirma: "Com efeito: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não darás falso testemunho, não cobiçarás; e se há algum outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo." (Romanos 13: 9).
E por conclusão, temos: "Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros." (João 13: 35), assim, todos os discípulos de Cristo, se evidenciam numa característica padrão de buscar o bem uns dos outros, ou seja, ser cristão é se edificar mutuamente! E nesse sentido, nos tornamos praticamente indestrutíveis em consequência da nossa união. Como declara Eclesiastes: "E, se alguém prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa." (Eclesiastes 4: 12). Que este cordão do amor, da graça, seja a base de todos nós, como o é do próprio Criador, de maneira que João declara: "Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor." (1ª João 4: 8), e ainda mais: "E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele." (1ª João 4: 16).
Assim, para que possamos andar em segurança e estabilidade espiritual, vencendo facilmente as perturbações que a incompreensão bíblica e a incoerência, tanto do fanatismo como do fundamentalismo, geram na vida das pessoas, em razão dos que se opõe com pretextos que desestabilizam a unidade e a concordância entre os sinceros que buscam a edificação da vida, precisamos entender que o agir de Deus zela independentemente, porém, unificadoramente. E blasfemar de algo, como que se Deus estivesse preso a uma manifestação unilateral, pode nos enquadrar na blasfêmia contra o Espírito Santo, a qual terá punições perpétuas, como esclarece Marcos: “Na verdade vos digo que todos os pecados serão perdoados aos filhos dos homens, e toda a sorte de blasfêmias, com que blasfemarem; qualquer, porém, que blasfemar contra o Espírito Santo, nunca obterá perdão, mas será réu do eterno juízo (Porque diziam: Tem espírito imundo).” (Marcos 3: 28-30), assim, precisamos discernir os “propósitos” sem desqualificar algo de modo grotesco, taxando tal manifestação como se não fosse também agir de Deus.

Concluindo, esse entendimento da variação de possibilidades é vital para que haja unidade e tolerância via compreensão e aceitação uns dos outros com suas características próprias segundo o agir de Deus por meio de todos. O que é urgente para o crescimento e a prosperidade de todos nós que cremos em Deus e desejamos novos patamares e níveis de progresso espiritual e social. Amém. 

domingo, 6 de maio de 2018

O RELATIVISMO DA VIDA E DO JUÍZO DO CRISTÃO.

“Todavia os filhos do teu povo dizem: Não é justo o caminho do Senhor; mas o próprio caminho deles é que não é justo. Desviando-se o justo da sua justiça, e praticando iniquidade, morrerá nela. E, convertendo-se o ímpio da sua impiedade, e praticando juízo e justiça, ele viverá por eles. Todavia, vós dizeis: Não é justo o caminho do Senhor; julgar-vos-ei a cada um conforme os seus caminhos, ó casa de Israel.” (Ezequiel 33: 17-20).
Fica óbvio que Deus julgará a cada qual segundo os seus próprios conhecimentos que tem de Deus e conforme como os observa, de maneira que há a necessidade de esforço para vencer, conferindo mérito, como há a necessidade de aceitação da vontade e plano divinos, conferindo subjugação e dependência. Sendo que quem tem profundo conhecimento dos mistérios de Deus e de Sua natureza, segundo o investimento de forças e saberes da parte de Deus neste tal, isso, lhe será cobrado se glorificou a Deus em medida de esforço para praticá-los, ficando estabelecido que não possa haver ociosidade, pelo contrário, intensidade, e avivamento da vida, de maneira que confere que devemos superar as adversidades não perdendo o temor de Deus, sendo que o respeito para com Deus evita a frieza racional, como adverte Tiago: "Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo." (Tiago 3: 1), pelo que se assimila que conforme os conhecimentos é exigida prova de maturidade, de bom testemunho.
Porém, ao mesmo tempo em que, quem “tapa os olhos para não ver”, preferindo a ignorância e ociosidade, em razão de sua permanência na selvageria e misticismo, este, sofrerá dano mediante o Juízo de Deus por não ter aproveitado as oportunidades para se desenvolver, sendo que o desejo de Deus é que todos maturem conforme advertiu Jesus: "E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más." (João 3: 19), também vale ressaltar: "Portanto o meu povo será levado cativo, por falta de entendimento; e os seus nobres terão fome, e a sua multidão se secará de sede." (Isaías 5: 13), ficando óbvio que não se interessar e não desenvolver conhecimento de Deus, ou uma vida de consagração, piedade e desenvolvimento para flexibilidade racional e emocional, como sugere Paulo: "Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns." (1ª Coríntios 9: 22). Não atentar para isso, também poderá implicar em condenação, por evidenciar tirania e falta de arrependimento, ou de retorno para Deus em dependência d’Ele, havendo assim, necessidade de perseverança em temor, como podemos ler: "E os que estão junto do caminho, estes são os que ouvem; depois vem o diabo, e tira-lhes do coração a palavra, para que não se salvem, crendo;" (Lucas 8: 12).
Também podemos ler: "Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil." (Hebreus 13: 17), ou seja, se alguém tem algum chamado para o Reino de Deus, convém que se manifeste, porque isso lhe será cobrado, e quanto aos demais, que se lhe sujeitem, como advertiu Paulo: "E falem dois ou três profetas, e os outros julguem. Mas, se a outro, que estiver assentado, for revelada alguma coisa, cale-se o primeiro." (1ª Coríntios 14: 29-30), como dizem: “se um burro tá falando, que os outros abaixem as orelhas”! Dizem que a democracia é o governo do povo, “quando há doze falando e treze opiniões”... Na edificação espiritual da Igreja, as coisas não podem ser assim, pois que é dever que cada qual se manifeste na sua vez, em ordem, para que não haja atropelamento de entendimentos a fim de que se mantenha a estrutura e organização, e com isso, a paz,... mas porque estou dizendo isso? Pelo seguinte: "Os pais não morrerão pelos filhos, nem os filhos pelos pais; cada um morrerá pelo seu pecado." (Deuteronômio 24: 16).
Ou seja, o meu líder espiritual, ou a Igreja institucional, não terão a condenação por meu pecado, por mais que estes zelem por minha salvação, mas isto não lhes aplica juízo, a não ser é claro, que eles tenham negligenciado a revelação de Deus, como podemos ler: "Mas, se quando o atalaia vir que vem a espada, e não tocar a trombeta, e não for avisado o povo, e a espada vier, e levar uma vida dentre eles, este tal foi levado na sua iniquidade, porém o seu sangue requererei da mão do atalaia." (Ezequiel 33: 6), o que sugere que deve haver intensa comunhão entre espirituais e seus discípulos, ou entre a Igreja e a sociedade em geral, com constantes advertências e admoestações, porém o “mestre” não é culpado da rebelião do discípulo, como não pode dar carona para o Céu, o que fica evidente: "Agora, pois, perdoa o seu pecado, se não, risca-me, peço-te, do teu livro, que tens escrito. Então disse o SENHOR a Moisés: Aquele que pecar contra mim, a este riscarei do meu livro." (Êxodo 32: 32-33).
Essa questão da intercessão diante de Deus é importante, porém, nem sempre funciona quando o intercedido é obstinado e rebelde, pelo que João adverte: "Se alguém vir pecar seu irmão, pecado que não é para morte, orará, e Deus dará a vida àqueles que não pecarem para morte. Há pecado para morte, e por esse não digo que ore. Toda a iniquidade é pecado, e há pecado que não é para morte." (1ª João 5: 16-17). Mas há a necessidade de conhecimento de causa com o desenvolvimento argumentativo não para reclusão, mas para manter o atrativo da Graça de maneira permanente, que como disse Jesus: "E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim." (João 12: 32), havendo um “fermento do Reino”, uma inspiração relacional que vivifica e mantém a esperança na clemência divina até o último suspiro de todo ser vivo.
Fica óbvio que o juízo de Deus é relativo, ao ponto que temos por aviso: "Portanto, nada julgueis antes de tempo, até que o Senhor venha, o qual também trará à luz as coisas ocultas das trevas, e manifestará os desígnios dos corações; e então cada um receberá de Deus o louvor." (1ª Coríntios 4: 5), o que significa que pela lógica humana não há distinção de certeza absoluta quanto à salvação nem ao galardão de ninguém, ficando isso por absoluto critério divino, que como está declarado: "Porém o SENHOR disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o SENHOR não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o SENHOR olha para o coração." (1ª Samuel 16: 7). Sendo o propósito de Deus mais profundo e incisivo do que aquilo que a observação da realidade nos expressa.
E por mais que se tenha uma prévia de como funcionará o Juízo de Deus, como está descrito: "De maneira nenhuma; de outro modo, como julgará Deus o mundo? Mas, se pela minha mentira abundou mais a verdade de Deus para glória sua, por que sou eu ainda julgado também como pecador? E por que não dizemos (como somos blasfemados, e como alguns dizem que dizemos): Façamos males, para que venham bens? A condenação desses é justa." (Romanos 3: 6-8). O que dá por evidência que aqueles que desqualificam, ou duvidam e destroem para se imporem e serem beneficiados da desgraça alheia estão indo contra Deus! De maneira que o que é gerado pela dúvida, pelo descrédito, perturba e nos faz requerer maior apreço pela salvação, estando o sentido da vida na busca, ao ponto, de crermos contra a esperança de juízo da maioria, de tanto que podemos ler acerca do exemplo de Abraão: "O qual, em esperança, creu contra a esperança, tanto que ele tornou-se pai de muitas nações, conforme o que lhe fora dito: Assim será a tua descendência." (Romanos 4: 18), sabendo que a nossa fé é a nossa verdadeira justiça, ao que Jesus adverte: "Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus." (Mateus 5: 20), lembrando também: "Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer." (Lucas 17: 10), de maneira que um cristão sincero é aquele que se auto supera na incansável peregrinação temerosa à que lhe é imputada e imposta. Lembrando que a justiça em que a Bíblia se refere é na “fé em Cristo”, que como está declarado: "Mas o justo viverá da fé; e, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele." (Hebreus 10: 38), ficando óbvio que não podemos relaxar em desenvolver conhecimento de Deus na necessidade de prosseguir em constante confiança e dependência d'Ele.
Mas também não podemos impor um conhecimento e a nossa comunhão com Deus ao ponto de tirania, por isso temos do seguinte: "Tens tu fé? Tem-na em ti mesmo diante de Deus. Bem-aventurado aquele que não se condena a si mesmo naquilo que aprova." (Romanos 14: 22), sendo que vai da consciência e confiança de cada um que cada qual será julgado, se permaneceu em cogitação do espiritual e da prática de sua confiança, fé, de forma edificativa, como se declara: "Porque em Jesus Cristo nem a circuncisão nem a incircuncisão tem valor algum; mas sim a fé que opera pelo amor." (Gálatas 5: 6), sendo que o aprofundamento nos mistérios espirituais não se dão por vontade humana, ou na fé com pretextos, mas segundo o propósito de edificação do Criador, que revela: "Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus." (1ª Coríntios 2: 11).
Portanto, compreender como funciona o Juízo de Deus é para poucos e segundo o chamado com que estes foram agregados ao corpo de Deus, como aconteceu com Pedro, pelo que está escrito: "Ele, porém, voltando-se, disse a Pedro: Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens."  (Mateus 16: 23), Hebreus também declara: "Do qual muito temos que dizer, de difícil interpretação; porquanto vos fizestes negligentes para ouvir. Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar quais sejam os primeiros rudimentos das palavras de Deus; e vos haveis feito tais que necessitais de leite, e não de sólido mantimento." (Hebreus 5: 11-12). Havendo necessidade de arrependimento para amadurecimento como veio a ser com Pedro, mesmo que a princípio, o próprio Deus nos “açoite”, ou nos xingue. Mas isto se faz assim para que haja crédito de desenvolvimento pela responsabilidade a que nos foi imposta, como declara Paulo: "Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida?" (1ª Coríntios 6: 3).
Assim também, é somente pelo entendimento e a perseverança na vontade de Deus que se estabelece a nossa salvação, não cabendo propósito humano e prazeres carnais no Reino de Deus, pelo que se declara: "Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus." (Mateus 7: 21), sendo que Jesus também enfatizou: "Jesus disse-lhes: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra." (João 4: 34), de maneira que o que nos livra da condenação é somente a perseverança em permanecer no Plano de Deus. Buscando desenvolver espiritualidade contra carnalidade, pelo que se declara: "Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna." (Mateus 5: 37), não havendo como ser espiritual e carnal ao mesmo tempo, como confirma Paulo: "E, deliberando isto, usei porventura de leviandade? Ou o que delibero, o delibero segundo a carne, para que haja em mim sim, sim, e não, não?" (2ª Coríntios 1: 17), sendo que ou já se está na vontade de Deus, ou ainda não se está... Havendo necessidade de radicalidade contra a dissimulação para que se clareie a revelação pessoal que nos agrega na dependência de Deus, não havendo espaço para uma espiritualidade fingida. Ao modo que a Graça é imanente enquanto o Juízo divino é transcendente, porém, à medida que nos desenvolvemos no conhecimento de Deus, tocando o transcendente, tudo vai se tornando cada vez mais explícito e óbvio, até ser revelado por completo, o que caracteriza o perigo do homem querer se apossar do direito em ser igual a Deus, por achar que pode compreender as razões de Deus, perdendo o temor, e com isso, o agrado de Deus “em continuar lhe concedendo revelações”.
Mediado nisso!? Você já tem clareza de qual é o plano de Deus para a sua vida? Se não!? Faça uma oração fervorosa agora determinando enfaticamente para que Deus agregue a sua vida completamente em Sua vontade. Confie, mas, fortifique-se na fé acreditando na sua salvação pela fidelidade de Deus, pois isso glorificará a Deus que lhe recompensará à medida que você lutar para permanecer na Sua revelação, sendo esse o nosso objetivo, o de permanecer em Sua submissão e dependência, mesmo que haja dúvidas, porém, convém a nós permanecermos naquelas verdades óbvias que nos foram dadas, nem que em parte, de maneira que todo o desenvolvimento da vida é relativo até que se estabeleça o absoluto e o essencial, ou o niilismo e a destruição para aqueles que rejeitam caminhar em direção à perfeição via esforço em aceitar o agir de Deus sem questioná-lo, que como Paulo declara: "Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido." (1ª Coríntios 13: 12), deixando claro que não convém o objetivismo tirano que desconsidera o mistério da vida de que há uma “magia da presença de Deus”, um deleite que não é propriamente um misticismo, mas sim a manutenção de um clima de flexibilidade que propicia um detalhe específico para cada parte sem que se ignore o todo em que tudo está inserido. O que evidencia nossa liberdade... 

Portanto, determina-se que a vida não é confusa, mas relativa conforme os detalhes que Deus estabeleceu para cada qual, sendo que somente Ele entende as razões de tudo ser como o é. Não cabendo a nós intromissão alheia, a fim de impor uma unificação, mas que cada qual cuide primeiramente de si próprio, depois, edifique a comunidade conforme lhe é solicitado no serviço à medida que seu dom se torna manifesto. Enfim, desenvolva-se! Mas sem perder o espírito contemplativo de apreciar a vida em todos os seus detalhes. Sendo todo o relativismo da vida nada mais e nada menos do que pura liberdade. Amém. 

quinta-feira, 19 de abril de 2018

MENSAGEM QUE QUEIMA.

“Ó Senhor Deus, tu me enganaste, eu fiquei enganado. Tu és mais forte do que eu e me dominaste. Todos zombam de mim, caçoando o dia inteiro. Cada vez que falo, tenho de gritar e anunciar: “Violência! Destruição!” Ó Senhor, eles me desprezam e zombam de mim o tempo todo porque anuncio a tua mensagem. Mas, quando penso: “Vou esquecer o Senhor e não falarei mais em seu nome”, então a tua mensagem fica presa dentro de mim e queima como fogo no meu coração. Estou cansado de guardá-la e não posso mais aguentar. ” (Jeremias 20: 7-9 NTLH).
Esse desabafo de Jeremias nos faz repensar do quanto que é importante a pregação da Palavra de Deus! Daquela mensagem de esperança que há em nosso coração quanto a vida eterna, que devemos compartilhar para que todos desfrutem também, e assim, pelo nosso testemunho, também alcancem a Salvação prometida na mensagem da cruz de Cristo... Daquela mensagem, que nos faz retornar para a vontade de Deus, para o Seu plano, inclusive, de Sua reconciliação em relação a nós.
O desvio dos caminhos de Deus, daquilo que entendemos que é correto, e edifica a vida, pode nos causar consequências irreversíveis, que mesmo chorando, clamando desesperadamente, pode ser tarde demais e não adiantar mais... afinal, não foi assim com Saul? E também Esaú? Pelo qual lemos: "E ninguém seja devasso, ou profano, como Esaú, que por uma refeição vendeu o seu direito de primogenitura. Porque bem sabeis que, querendo ele ainda depois herdar a bênção, foi rejeitado, porque não achou lugar de arrependimento, ainda que com lágrimas o buscou."  (Hebreus 12: 16-17).
Assim, não têm muitos trocado as palavras da vida eterna que são anunciadas nos cultos, por um jogo de futebol com os amigos? Por um almoço em família? Ou por bem menos que isso, como uma hora de sono à mais? Estaria a vida eterna em primeiro lugar? E buscaríamos, pelo menos, mais informação e discernimento a respeito dela em livros e mensagens evangelísticas?
Então?! Se vamos aos cultos, porém, temos sido também pessoas ousadas em anunciar a verdade que aprendemos pela Bíblia, às pessoas que precisam da ação de Deus para serem salvas através da nossa evangelização? Enfim, você se preocupa em ganhar almas para Jesus? Não que tenhamos que “converter” as pessoas, mas para endireitar vidas tortas com nossa boa instrução! Ou você simplesmente se cala terceirizando a obra que Deus quer fazer através de você, nas costas do pastor? Ou até, para que Deus resolva sozinho? Não enviaria Ele profetas?
Pense! Pois a Salvação só acontece com o conhecimento de Deus, como declara Paulo: "Mas, se ainda o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto." (2ª Coríntios 4: 3), ou seja, sem conhecimento da verdade, só pode haver erro, pecado e perdição! Paulo chega a dizer mais: "Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego." (Romanos 1: 16).
Assim, só acerta a vida, sendo salvo e instrumento de salvação, aquele que conhece e anuncia a verdade! Não se envergonhando da Fé, mesmo que os demais lhe debochem.... Como Jesus também proferiu: "E Jesus, respondendo, disse-lhes: Porventura não errais vós em razão de não saberdes as Escrituras nem o poder de Deus?" (Marcos 12: 24), mas para conhecer a verdade, é preciso primeiro aceita-la, ou pelo menos busca-la, e isso só fazemos se dermos crédito para aquele que anuncia a mensagem de Deus, como também lemos: "Para que se cumprisse a palavra do profeta Isaías, que diz: SENHOR, quem creu na nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor?" (João 12: 38).
Quando você dá crédito a mensagem anunciada, ela testificará em sua vida com frutos, pelo que distinguirás se o profeta é autêntico, ou se se trata de um enganador, e não há outra forma de discernir a verdade que senão pagar o preço para ver se ela procede de Deus ou não, e uma vez vendo que é verdade, porque se cumpriu conforme anunciado, como lemos: "Porém o profeta que tiver a presunção de falar alguma palavra em meu nome, que eu não lhe tenha mandado falar, ou o que falar em nome de outros deuses, esse profeta morrerá. E, se disseres no teu coração: Como conhecerei a palavra que o SENHOR não falou? Quando o profeta falar em nome do SENHOR, e essa palavra não se cumprir, nem suceder assim; esta é palavra que o SENHOR não falou; com soberba a falou aquele profeta; não tenhas temor dele." (Deuteronômio 18: 22), temos a opção de ir contra ou a favor de Deus, apoiando ou indo contra aquele que anunciou tal mensagem, inclusive, excomungando quem tentou nos enganar.
Ou seja, como todos já sabemos: "Assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei." (Isaías 55: 11), Deus cumpre o que promete. Porém, é preciso aceitar a mensagem dando crédito ao que a anuncia, sendo que a fé na mensagem anunciada é que garantirá a sua eficácia, lembrando: "E pela manhã cedo se levantaram e saíram ao deserto de Tecoa; e, ao saírem, Jeosafá pôs-se em pé, e disse: Ouvi-me, ó Judá, e vós, moradores de Jerusalém: Crede no SENHOR vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas, e prosperareis;" (2ª Crônicas 20: 20). Prosperidade, ou crescimento na graça, só é possível para aqueles que colocam a vida em ordem dando crédito à pregação da fé. E Jesus foi categórico: "As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; e dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão." (João 10: 27-28), assim, se você reconhece a voz de Jesus nesta mensagem, siga o conselho: "Portanto, como diz o Espírito Santo: Se ouvirdes hoje a sua voz, não endureçais os vossos corações, como na provocação, no dia da tentação no deserto." (Hebreus 3: 7-8). Ou seja, agarre a bênção se fortificando na fé.
Concluindo, não importa se você entende bastante da Bíblia ou pouco, o que importa é que você aproveite todas as oportunidades para conduzir almas para a verdade, Paulo chega a dizer ao seu discípulo Timóteo: Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina. ” (2ª Timóteo 4: 2 ARA). O que nos faz pensar que nós mesmos é que devemos criar as oportunidades, tendo sempre no coração profundo temor de Deus e não dos homens, ao que Jesus chega a declarar: "Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer." (Lucas 17: 10), sendo assim, você já faz parte da solução? Ou você ainda não está de pé, continuando como parte do problema, sendo ainda um peso para a Igreja? Pense!
Há muitas almas nesta cidade esperando apenas que você se levante com coragem para anuncia-las aquilo que Deus tem posto em teu coração, portanto, tenha coragem! Pois Jesus já incentivava aos seus primeiros discípulos: "E dizia-lhes: Grande é, em verdade, a seara, mas os obreiros são poucos; rogai, pois, ao Senhor da seara que envie obreiros para a sua seara." (Lucas 10: 2).
De fato, são muito poucos os que se comprometem com algum dom espiritual para que a Igreja cresça. E se não fizermos a nossa parte, Deus levantará outros para nos envergonhar, e aquela recompensa que era para ser para nós, nos dias da eternidade, não estará mais em nossas mãos.
Para encerar, quero deixar um último versículo para que você se anime em fazer algo mais valioso em prol do Evangelho, veja: "Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!" (1ª Coríntios 9: 16 ABSVD Freeware).

Finalizando, é obrigação de todo crente compartilhar da boa-nova que conduz para Cristo e a salvação eterna n’Ele. Deus quer fazer toda a Igreja crescer! Mas, nessa tarefa, Ele conta contigo. Portanto, dispõe-te, que você verá a glória do Criador. Porque Ele é, e sempre será contigo. Amém. 

quarta-feira, 28 de março de 2018

MENOR QUE O PAI, MAIOR QUE OS IRMÃOS.

"De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda a língua confesse que Jesus Cristo é o SENHOR, para glória de Deus Pai." (Filipenses 2: 5-11).
A maior polêmica entre judeus e cristãos é o fato de nós cristãos afirmarmos que Jesus é o messias prometido que deveria vir para salvar a humanidade, enquanto que muitos judeus não o aceitam e o consideram um mero profeta e ainda aguardam a vinda do “verdadeiro messias”, enquanto que nós consideramos que Jesus é o “escolhido”, e não só isso, mas para nós, Jesus é o próprio Deus e único mediador entre nós e o Pai, havendo salvação somente em quem se confia plenamente a Jesus, coisa que só pode ser assimilada conforme o grau de transcendência de cada qual, sendo isso uma revelação que não é dada a todos, mas somente para aqueles que reinarão com Jesus quando este revelar o invisível estabelecendo o seu reinado eterno em poder e glória.
Porém, você sabia que Jesus faz questão de que mesmo Ele sendo a Destra de Deus, o mais sublime e elevado ser após o Pai Criador, Ele, não faz questão de “algo” diante do Pai? Muito menos diante dos homens, ao ponto que declara: "Eu não recebo glória dos homens;" (João 5: 41), sendo indiferente se homens o considerarem ou não, porque isso não lhe fará diferença nenhuma, mas somente para nós, que crendo nele, receberemos o seu agir e favor, e como declara Hebreus: "Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente." (Hebreus 13: 8), sendo que a nossa consideração para com ele, não muda, nem tira e nem acrescenta-lhe glória alguma, pois antes de nós, ele já era e é Senhor de tudo, a fim de que somente o senhorio de Cristo pode glorificar ao Pai, ao qual, o próprio Jesus Cristo renderá submissão perpétua à medida que os planos do Pai sejam confirmados em Jesus Cristo no desígnio final da Criação, como se lê: "E, quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então também o mesmo Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos." (1ª Coríntios 15: 28), sendo que mesmo sendo maior que os céus e seus anjos, Jesus se sujeitou inferior aos céus tomando forma de homem, como se declara:
"Porque não foi aos anjos que sujeitou o mundo futuro, de que falamos. Mas em certo lugar testificou alguém, dizendo: Que é o homem, para que dele te lembres? Ou o filho do homem, para que o visites? Tu o fizeste um pouco menor do que os anjos, de glória e de honra o coroaste, E o constituíste sobre as obras de tuas mãos; todas as coisas lhe sujeitaste debaixo dos pés. Ora, visto que lhe sujeitou todas as coisas, nada deixou que lhe não esteja sujeito. Mas agora ainda não vemos que todas as coisas lhe estejam sujeitas. Vemos, porém, coroado de glória e de honra aquele Jesus que fora feito um pouco menor do que os anjos, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos. Porque convinha que aquele, para quem são todas as coisas, e mediante quem tudo existe, trazendo muitos filhos à glória, consagrasse pelas aflições o príncipe da salvação deles." (Hebreus 2 : 5-10)
Texto que já havia sido anunciado por intermédio de Davi: “Quando vejo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste; que é o homem mortal para que te lembres dele? E o filho do homem, para que o visites? Pois pouco menor o fizeste do que os anjos, e de glória e de honra o coroaste.” (Salmos 8: 3-5).
Como cristãos, sabemos que Jesus não se apegou ao poderio de sua força e glória celestial a fim de que a sua natureza permanecesse um mistério de maneira que prevalecesse o seu testemunho, como lembramos: "Ou pensas tu que eu não poderia agora orar a meu Pai, e que ele não me daria mais de doze legiões de anjos? Como, pois, se cumpririam as Escrituras, que dizem que assim convém que aconteça?" (Mateus 26: 53-54), sendo que nas Escrituras estava anunciado o seu sofrimento como também o seu milagroso nascimento, que se diz: "Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel." (Isaías 7: 14), sendo que nem mesmo seus pais entenderam o mistério que acontecia, de modo que Deus Pai interessou-se em que ao menos “aceitassem” o que estava acontecendo, como vemos no relato: "E, projetando ele isto, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo;" (Mateus 1: 20).
Jesus sendo gerado para assumir forma humana entre a humanidade pecadora é um milagre duma conscientização e sobriedade da glória divina que impacta em toda noção que se possa possuir dum Deus que é polimorfo, e que pode se revelar como bem acha viável, sabendo que uma das formas de Deus, em Jesus, é a própria autonomia de sua irrevogável justiça em seu proceder, que entendemos por sua sabedoria como parte de sua natureza, vejamos: "O SENHOR me possuiu no princípio de seus caminhos, desde então, e antes de suas obras. Desde a eternidade fui ungida, desde o princípio, antes do começo da terra. Quando ainda não havia abismos, fui gerada, quando ainda não havia fontes carregadas de águas. Antes que os montes se houvessem assentado, antes dos outeiros, eu fui gerada." (Provérbios 8: 22-25), sendo esta sabedoria decretada em Deus como o “Verbo”, ou, o plano, que culmina no próprio Jesus Cristo: "Então eu estava com ele, e era seu arquiteto; era cada dia as suas delícias, alegrando-me perante ele em todo o tempo;" (Provérbios 8: 30), ou como declarou João: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus." (João 1: 1).
Sendo assim, o homem é a própria forma estática da Lei de Deus que assume um propósito de estabelecer a natureza absoluta de Deus, sendo que Deus decreta no homem a “coroa da Criação” para fins de uma forma eterna, pelo que se declara: "E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra." (Gênesis 1: 26), sendo propósito de Deus que a forma humana seja a mais gloriosa projeção divina, e como declara João: "Nisto conhecereis o Espírito de Deus: Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já está no mundo." (1ª João 4:2-3), sendo que os que rejeitam a Deus rejeitam a “forma”, ou melhor, a objetividade de Deus e seu propósito em reestabelecer a sua Criação na “humanidade” de Jesus Cristo, sendo que os que se entregam ao agir de Jesus Cristo como seu Senhor, estes, pertencem a glória de Jesus Cristo.
Pedro enfatiza: "Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre." (1ª Pedro 1: 23), ao que o próprio Jesus deixou claro: "Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne verdadeiramente é comida, e o meu sangue verdadeiramente é bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. Assim como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo pelo Pai, assim, quem de mim se alimenta, também viverá por mim." (João 6: 54-57), sendo que ninguém é santificado se não se envolver plenamente na natureza de Deus, o que sugere um relacionamento com o Criador por meio da intervenção de Cristo mediada pela nossa fé e aceitação dele como nosso Senhor.
Ainda lemos: "Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca; mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca." (1ª João 5: 18), o que enfatiza que os salvos estão vinculados na natureza de Deus por meio da pregação segundo a vontade de Deus, ou seja, pela obediência daquilo que requer a presença de Deus quando ele se manifesta de forma mais clara e lúcida, como se lê: "Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado." (João 15: 3), e ainda: "Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação." (1ª Coríntios 1: 21), sendo que a verdadeira pregação tende a aprofundar a transcendência ao pleno conhecimento do que é “espiritual”, vinculando todo homem a realidade que é exposta e percebida pela verdade.
Jesus mesmo se auto intitulou como a essência da verdade por não poder negar a sua natureza divina, o que foi contestado pelos judeus da época, porém Jesus enfatizou a condição de que todos fossem parte da natureza divina por meio de que “se dessem conta disso”, ou seja, pelo que aceitassem esse fato, e como Jesus declarou: "Respondeu-lhes Jesus: Não está escrito na vossa lei: Eu disse: Sois deuses?" (João 10: 34), o que já estava evidenciado pelo salmista: "Eu disse: Vós sois deuses, e todos vós filhos do Altíssimo." (Salmos 82: 6). Coisa que os judeus ignoraram.
Portanto a libertação do homem consiste no fato dele tomar consciência de Deus assumindo a sua posição nas regiões celestiais por meio da fé em Cristo e sua submissão ao senhorio de Jesus, sendo Jesus a manifestação plena de Deus ao qual nenhum homem é superior, enfim, mesmo que domine poderes espirituais, até de forma maior que a terrestre de Cristo, como ele advertiu: "Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai." (João 14: 12), porém, na dependência da soberania do Criador, ou melhor, em obediência e sujeição ao fato que Deus é maior, o que inibe a nossa petulante arrogância: “Apresentai a vossa demanda, diz o SENHOR; trazei as vossas firmes razões, diz o Rei de Jacó. Tragam e anunciem-nos as coisas que hão de acontecer; anunciai-nos as coisas passadas, para que atentemos para elas, e saibamos o fim delas; ou fazei-nos ouvir as coisas futuras. Anunciai-nos as coisas que ainda hão de vir, para que saibamos que sois deuses; ou fazei bem, ou fazei mal, para que nos assombremos, e juntamente o vejamos. Eis que sois menos do que nada e a vossa obra é menos do que nada; abominação é quem vos escolhe.” (Isaías 41: 21-24).
Sendo assim, devemos ter em mente que quando Jesus diz "Eu e o Pai somos um." (João 10: 30), ele não se exalta acima do pai, ou diz ser como o Pai, mas confere a sua natureza divina acima da do homem, tanto que diz: "Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer." (João 15: 5), e mais adiante ele explicita: "E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um."  (João 17: 22), portanto, unidos com o Cristo, aceitando-o como superior a nós do qual necessitados para todas as possibilidades, estamos lhe fundamentando o senhorio devido acerca de que ninguém se exalte acima de seu próximo, muito menos acima de Cristo, como declara Paulo: "Assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros." (Romanos 12: 5).
O que evidencia que sem uma profunda devoção e respeito a Jesus, toda e qualquer tentativa de justificação e santificação se torna inútil por querer manobrar Deus à vontade do homem, de modo que Jesus avisou: "Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade." (Mateus 7: 21-23), sendo que a maior maldade que um homem pode cometer contra o seu próximo, é buscar com arrogância justificar sua crença arraigando e oprimindo aqueles que estão na vontade de Cristo, sendo que estes estão usando da própria transcendência para desencaminhar pessoas do plano de Deus, como declara Paulo: "Porquanto, não conhecendo a justiça de Deus, e procurando estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de Deus." (Romanos 10: 3).
O que sugere que todo aquele que nega o senhorio de Cristo por não permitir o seu agir, estes, não pertencem a Cristo, e como Jesus declarou: "Estando eu com eles no mundo, guardava-os em teu nome. Tenho guardado aqueles que tu me deste, e nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição, para que a Escritura se cumprisse." (João 17: 12), sendo óbvio que a nossa salvação consiste em confiar no ato de Cristo por nós, de maneira que ele diz: "Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora." (João 6: 37). Portanto, se cremos no amor de Jesus e consideramos com arrependimento a necessidade da remissão de nossas atitudes na fé infrutífera ao testemunho da virtude de Deus, podemos estar cônscios da aceitação recíproca de Jesus segundo o nosso temor. O que provoca em nós uma nova disposição de testemunhar o senhorio de Jesus em nossa vida possibilitando a sua ação em resposta da nossa humildade e consciência da necessidade de redenção da nossa alma para certeza da vida eterna.

Enfim, confiemos plenamente em Jesus, ele sabe o que faz e porque as coisas estão como estão! Certamente que ele providenciará solução para nossas vidas e o bom êxito da missão de Sua Igreja, que somos nós. Amém. 

quarta-feira, 7 de março de 2018

TRABALHO DURO.

Quando um trabalha pelos demais, faz-se necessidade que todos reconheçam e sejam gratos a tal sujeito concedendo-lhe privilégios, como lemos: "O lavrador que trabalha deve ser o primeiro a gozar dos frutos." (2ª Timóteo 2: 6), porém, se alguns se aproveitam do bom empenho do trabalhador que se dispõe em puxar a frente no serviço, na missão, estes, certamente que não ficarão em punes diante do Criador, pelo que se lê: "Eis que o jornal dos trabalhadores que ceifaram as vossas terras, e que por vós foi diminuído, clama; e os clamores dos que ceifaram entraram nos ouvidos do Senhor dos exércitos." (Tiago 5: 4).
Também, enquanto outros buscam atrapalhar, arruinar o trabalho daqueles que se empenham sinceramente, mas os sinceros, mesmo que não vejam mais frutos no seu trabalho, certamente que Deus os retribuirá, pelo que se lê: "Porque Deus não é injusto para se esquecer da vossa obra, e do trabalho do amor que para com o seu nome mostrastes, enquanto servistes aos santos; e ainda servis." (Hebreus 6: 10), quanto mais se este trabalho vier a beneficiar a expansão do reino de Jesus Cristo, e com isso, a salvação de almas, terá reconhecimento eterno: "Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina;" (1ª Timóteo 5: 17).
À medida que nos aproximarmos do enceramento desta eternidade, haverá cada vez mais desertores, o que sobrecarregará alguns num esforço cada vez maior para manter a ordem: "Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos." (2ª Timóteo 3: 1), de tanto, que alguns procurarão se agrupar em desordenanças e rebeldias, à fim de viverem às custas dos outros: "Porquanto ouvimos que alguns entre vós andam desordenadamente, não trabalhando, antes fazendo coisas vãs." (2ª Tessalonicenses 3: 11), porém, Deus não terá por inocente quem acha que não precisa contribuir para ser beneficiado, ao que se lê: "Porque, quando ainda estávamos convosco, vos mandamos isto, que, se alguém não quiser trabalhar, não coma também." (2ª Tessalonicenses 3: 10).
Provérbios já dizia: "Vai ter com a formiga, ó preguiçoso; olha para os seus caminhos, e sê sábio." (Provérbios 6: 6), com certeza, se todos se empenhassem em serem organizados e trabalhassem como trabalha a formiga e a abelha, unidos, é certo que não haveria 1º, 2º, nem 3º mundo, apenas Paraíso! Já pensou se chegarmos ao Céu, mas, ao invés de descanso, encontrarmos trabalho para fazer? Afinal, não nos é avisado: "E Jesus lhes respondeu: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também." (João 5: 17), então? Não seria uma honra trabalhar na ceara do Senhor? Mesmo que tivéssemos que seguir o exemplo do árduo esforço dos apóstolos? (:) "Nem de graça comemos o pão de homem algum, mas com trabalho e fadiga, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós." (2ª Tessalonicenses 3: 8).
Assim, no corpo de Cristo, não compete buscar “chefiar”, uma vez que Cristo é o cabeça, e com isso, importa que prosperemos naquilo que já foi fundamentado pelos pioneiros, perseverando em pacificar, servir: "Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor." (1ª Coríntios 15: 58), contudo, tudo dentro do dom que recebemos, não intervindo naquilo que não se tem noção e senso de realidade, para que haja respeito e unidade: "Ora, o que planta e o que rega são um; mas cada um receberá o seu galardão segundo o seu trabalho." (1ª Coríntios 3: 8), sabendo que teremos de agir com responsabilidade ao trabalho que Deus nos confiou, para que a edificação continue: "Eu vos enviei a ceifar onde vós não trabalhastes; outros trabalharam, e vós entrastes no seu trabalho." (João 4: 38).
Também, que o nosso esforço seja acima de tudo para o perfeito discernimento da vontade de Deus: "Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; porque a este o Pai, Deus, o selou." (João 6: 27), pelo que a providência de Deus estará conosco se nos apegarmos ao Seu plano e não em nossos deleites: "E, quanto ao vestuário, por que andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam; e eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles." (Mateus 6: 28-29).
“Mas, que vos parece? Um homem tinha dois filhos, e, dirigindo-se ao primeiro, disse: Filho, vai trabalhar hoje na minha vinha. Ele, porém, respondendo, disse: Não quero. Mas depois, arrependendo-se, foi. E, dirigindo-se ao segundo, falou-lhe de igual modo; e, respondendo ele, disse: Eu vou, senhor; e não foi. Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram-lhe eles: O primeiro. Disse-lhes Jesus: Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus. Porque João veio a vós no caminho da justiça, e não o crestes, mas os publicanos e as meretrizes o creram; vós, porém, vendo isto, nem depois vos arrependestes para o crer.” (Mateus 21: 28-32), ou seja, sempre haverá tempo oportuno para quem se dispõe em colaborar com o projeto divino, mesmo que a porta já pareça estar fechada, porém, enquanto ainda não houver final, sempre haverá oportunidades, que não devemos desperdiçar mesmo que elas nos pareçam entristecedoras, mas, quando formos julgados, restará se ousamos tomar o partido de Cristo, até mesmo, quando tudo já parecia perdido.
“E, chegando os que tinham ido perto da hora undécima, receberam um dinheiro cada um. Vindo, porém, os primeiros, cuidaram que haviam de receber mais; mas do mesmo modo receberam um dinheiro cada um. E, recebendo-o, murmuravam contra o pai de família, dizendo: Estes derradeiros trabalharam só uma hora, e tu os igualaste conosco, que suportamos a fadiga e a calma do dia. Mas ele, respondendo, disse a um deles: Amigo, não te faço agravo; não ajustaste tu comigo um dinheiro? Toma o que é teu, e retira-te; eu quero dar a este derradeiro tanto como a ti. Ou não me é lícito fazer o que quiser do que é meu? Ou é mau o teu olho porque eu sou bom? Assim os derradeiros serão primeiros, e os primeiros derradeiros; porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos.” (Mateus 20: 9-16), ou seja, cabe ao Senhor julgar a dignidade de cada um, para que não tenhamos preconceito quanto a dignidade de cada serviço, pois todos os dons vem do mesmo Deus, assim, todos os dons têm a mesma importância, quer “alimentar crianças”, quer “animar anciãos”, pastorear ou profetizar, desde que edifique a Igreja, têm o mesmo valor e importância.
Também não negligenciemos a necessidade do repouso, como forma de restabelecimento das forças, pelo que sabemos que o trabalho em excesso nos leva a morte: "Seis dias se trabalhará, mas o sétimo dia vos será santo, o sábado do repouso ao SENHOR; todo aquele que nele fizer qualquer trabalho morrerá." (Êxodo 35: 2), assim, nos empenhemos em trabalhar, porém, respeitando os nossos limites, pelo que lemos: "E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura?" (Mateus 6: 27).
Portanto, trabalhar é necessário, mesmo que não pareça oportuno: "Quem observa o vento, nunca semeará, e o que olha para as nuvens nunca segará." (Eclesiastes 11: 4), porém, trabalhar não pode ser tornado como uma maldição: "No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás." (Gênesis 3: 19), o contexto do texto é de “castigo”, punição, porém, em tempos de graça, como vemos o trabalho? Como uma dádiva? Para que não nos acomodemos?! Afinal: "Por muita preguiça se enfraquece o teto, e pela frouxidão das mãos a casa goteja." (Eclesiastes 10: 18), dá para deixar tudo de qualquer jeito empurrando tudo nas costas de Deus? Como se tudo fosse “cair do céu” sem que houvesse necessidade de esforço algum? Também não lemos? (:) "Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos." (1ª Coríntios 14: 33), ou seja, se não nos empenharmos em organização, não haverá saúde, nem a presença de Deus.

Que vejamos como tem sido conceituado o trabalho em nossa vida, para que seja uma bênção poder trabalhar, sabendo, que haverá tempos em que nada mais poderá ser feito: "Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar." (João 9: 4), então, animemo-nos uns aos outros para que não faltem estímulos por um mundo melhor. Amém. 

COMO TER SUCESSO NA VIDA

"Toda mulher [ou pessoa] sábia edifica a sua casa; mas a tola a derruba com as próprias mãos." (Provérbios 14: 1). Hoje, quand...