“Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um
considere os outros superiores a si mesmo. Não atente cada um para o que é
propriamente, mas cada qual também para o que é dos outros. De sorte que haja
em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma
de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo,
tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma
de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.” (Filipenses 2: 3-8).
Tempo de Natal, tempo de presentes!
Mas há presentes que não gostamos, e outros, que nem esperávamos, e ainda
outros, que são tudo que precisamos, nos enchendo com tremenda alegria e
regozijo!
Confesso que a “intercessão diante de
Deus”, ou seja, orações feitas por pessoas que estão na vontade de Deus, por
vezes, são presentes que nos constrangem! Mas há orações de pessoas que querem
“mandar em Deus”, e se intrometer em nossa vida com seus palpites furados, e as
orações dessas pessoas, nos atrapalham em nossa vida de comunhão para salvação,
ao ponto de perdermos o foco daquilo que realmente é a vontade de Deus para nós,
tanto que Jesus advertiu: "Muitos me
dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu
nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi
abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a
iniquidade."
(Mateus 7: 22-23).
Sim! Há pessoas que não compreendem: “...
De sorte que haja em vós o mesmo
sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não
teve por usurpação ser igual a Deus,...”. Ou seja, há quem não aceite doar,
agir generosamente, mas querem apenas receber e dominar, não se importando com
a necessidade dos outros como de um ato de carinho e amor concreto..., não que
orar pelo bem dos outros seja errado, muito pelo contrário: "Confessai as vossas culpas uns aos
outros, e orai uns pelos outros, para que sareis. A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos." (Tiago
5: 16), o problema é: “com que razões e pretextos nos pomos diante de Deus em
nossas orações”.
Eclesiastes é claro: "Porque Deus há de trazer a juízo toda
a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau." (Eclesiastes
12: 14), ou seja, quando há “prosperidade do mundo”, ou desenvolvimento, isso
não se trata de Graça, ou avivamento, pelo contrário, trata de ira divina com
revelações para juízo, o que exige uma mudança de postura para que se volte a
prevalecer na simplicidade: “Nada façais
por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros
superiores a si mesmo...”. Mesmo que Paulo também aconselhe: "Mas que importa? Contanto que Cristo
seja anunciado de toda a maneira, ou com fingimento ou em verdade, nisto me
regozijo, e me regozijarei ainda." (Filipenses 1: 18)...
Ou seja, os pretextos de nossas
orações, são corretos conforme coerência na revelação de Deus, e mesmo que se
não tiverem essa orientação, ainda assim, contribuem para nossa salvação, de
maneira que lemos: "E sabemos que
todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus,
daqueles que são chamados segundo o seu propósito." (Romanos 8: 28).
Mas em provérbios temos uma revelação
importantíssima: "A glória de Deus
está nas coisas encobertas; mas a honra dos reis, está em descobri-las."
(Provérbios 25: 2), o que designa que os “poderosos da Terra”, se gabam de seus
conhecimentos dos métodos e das ciências a que se desenvolvem e com o que
dominam os demais, como por exemplo, distorcendo a verdade insinuando que se
tome posse da bênção por meio da oração determinada e impositiva, porém, Paulo
avisa: "E ainda que tivesse o dom de
profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse
toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada
seria." (1ª Coríntios 13: 2). Deixando claro que ter o domínio, para
nós, não é bênção!
E Jesus assegura: "Portanto, não os temais; porque nada
há encoberto que não haja de revelar-se, nem oculto que não haja de
saber-se." (Mateus 10: 26), ou seja, se não compreendem: “... Não atente cada um para o que é
propriamente, mas cada qual também para o que é dos outros...”. Então não
estão em amor e nem na vontade de Deus, mas em possessão do erro. O que nos faz
concluir que são inofensivos e não precisamos nos recear de “seus presentes de
pretexto”, por isso que Paulo disse: "Mas
que importa?...”, pois mais cedo ou mais tarde, eles se esquecerão de nós quando
colherem de suas próprias maldades. Pois lemos: “Mas, segundo a tua dureza e teu coração impenitente, entesouras ira
para ti no dia da ira e da manifestação do juízo de Deus; O qual recompensará
cada um segundo as suas obras; a saber: A vida eterna aos que, com perseverança
em fazer bem, procuram glória, honra e incorrupção; mas a indignação e a ira
aos que são contenciosos, e desobedientes à verdade e obedientes à iniquidade;” (Romanos 2: 5-8).
Nesse sentido, seríamos teimosos ao
ponto de querermos tudo a nossa maneira? Ou, consultaríamos primeiramente a
Deus para obediência, uma vez que lemos: “... esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante
aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e
morte de cruz.”.
Não há forma maior de ser próspero
para com Deus do que ser humilhado e tido como um perdedor para o conceito
deste mundo! Por isso, o melhor presente para ser recebido e oferecido no Natal
e em qualquer outra época, é a consciência de se solidarizar com os pecadores,
pois como lemos: "Lembrai-vos dos
presos, como se estivésseis presos com eles, e dos maltratados, como
sendo-o vós mesmos também no corpo." (Hebreus 13: 3), e ainda: "Se dissermos que não temos pecado,
enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós." (1ª João 1: 8), o que deixa claro que
ninguém é melhor que ninguém, pois tudo é Graça, e como assegura Paulo: "Porque, se alguém cuida ser alguma
coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo." (Gálatas 6: 3).
Lembrando que ninguém dos “letrados”
compreendia do porquê, que Jesus, com todo conhecimento que expunha, se
envolvia com a classe daqueles que eram tidos como os derrotados e os
miseráveis que estorvavam o desenvolvimento e a prosperidade de Israel, ao que
Jesus simplesmente responde: "E
Jesus, tendo ouvido isto, disse-lhes: Os sãos não necessitam de médico, mas,
sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores
ao arrependimento." (Marcos 2: 17).
Nesse sentido, em tempo de Natal, e de
desejos de um Ano Novo próspero, seria conivente com a verdade de Cristo nos embasar
em egoísmos e em visões de conceitos de prosperidade segundo um “olhar
mundano”? E individualista?
Não que Deus não queira que tudo vá
bem a nossa vida, pelo contrário, Deus se compadece e muito de nossos
sofrimentos! Porém, se sofremos com inveja da prosperidade dos maus, dos
ímpios, criando os mesmos hábitos que eles para se sobressair, estamos nos
esquecendo de que a nossa recompensa só receberemos quando chegarmos a nossa
verdadeira e eterna casa, ou seja, quando passarmos desta vida para a glória
celestial... Pois como avisa Paulo: "Se
esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os
homens." (1ª Coríntios 15: 19).
Portanto, neste tempo de Natal, não
dê o dízimo e oferta com a intenção de que Deus lhe retribua com prosperidade
financeira, pois também lemos: "Mas
disse-lhe Pedro: O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois cuidaste que o
dom de Deus se alcança por dinheiro." (Atos 8: 20), mas gaste seu
dinheiro com providências para aqueles que não têm com quem lhes acuda. Pois
isso é a verdadeira prosperidade, acerca do que disse Jesus ao jovem rico: "E Jesus, olhando para ele, o amou e
lhe disse: Falta-te uma coisa: vai, vende tudo quanto tens, e dá-o aos pobres,
e terás um tesouro no céu; e vem, toma a cruz, e segue-me." (Marcos
10: 21).
Enfim, até onde vai a sua fé? Qual o
seu conhecimento e aceitação da verdade? Você almeja ser aprovado pelos outros?
Ou por Deus?! Pense! Amém.
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