Dizem os estudiosos da literatura que
é incrível que mesmo sendo escrita por aproximadamente quarenta escritores
diferentes, e num período de aproximadamente 1600 anos, é quase inacreditável a
concordância e a temática uníssona que permeia por meio da Bíblia. Porém, na
história do povo bíblico, há pelo menos três tendências teológicas entrelaçadas
à que se possa observar, sendo que profeticamente, essas tendências, em dado
momento, se apresentam uniformemente ou por vezes, distintamente na Bíblia.
Como observa Jesus distinguindo como se dá o realinhamento com os céus, ou da
comunhão entre Deus e Seu povo, que se caracteriza na seguinte expressão: "E ele lhes disse: Quando orardes,
dizei: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha
o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra, como no
céu." (Lucas 11: 2).
Então, para se realinhar com o Céu, ou
obter comunhão com Deus, podemos fazê-lo pelo nosso empenho em santificar o nome
de Deus. O que significa respeitar o caráter de Deus, além de prestar
reverência ao que é sagrado e enfatizar tudo o que se adora, duma forma de
“aceitar” a presença de Deus e Sua Palavra. Como declara Paulo para que
tenhamos discernimento da influência satânica: "O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou
se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo
parecer Deus." (2ª Tessalonicenses 2: 4).
Nesse sentido, compreende-se que
santificar o nome de Deus, entre tudo, se baseia principalmente em dar “glória
a Deus”, como se lê explicitamente: "Por
amor de mim, por amor de mim o farei, porque, como seria profanado o meu nome?
E a minha glória não a darei a outrem." (Isaías 48: 11), ficando óbvio
que santificar o nome de Deus, significa acima de tudo: depender de Deus! Ou
seja, se entregar e confiar a nossa vida a Deus por Ele ser onisciente e
onipresente, como o próprio Jesus declarou: "Eu
sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto;
porque sem mim nada podeis fazer."
(João 15: 5).
Portanto, convém que levemos à sério
que: "Para que ao nome de Jesus se
dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda a língua
confesse que Jesus Cristo é o SENHOR, para glória de Deus Pai." (Filipenses 2: 10-11). Assim,
compreende-se que a primeira tendência teológica correta e que nos realinha com
os céus, gerando perfeita comunhão com Deus é aquela que exalta e respeita a
Deus em submissão e mansidão, como dizem: SOLI
DEO GLÓRIA! O que pressupõe temor e tremor para que se busque agradar a
Deus fazendo de tudo para ser aprovado por Ele.
Já a segunda tendência correta é
aquela que enfatiza a “soberania” divina num sistema governamental teocrático.
Ou seja, o absolutismo do reino visível de Deus com a manifestação perpétua de
tudo o que é transcendental. O que é assegurado com a instituição de
lideranças, como a autoridade dos apóstolos e dos profetas como emissários e
embaixadores divinos.
Nesse sentido, sempre esteve entre os
judeus o desejo do restabelecimento de Israel como império mundial sob a “mão
forte e poderosa” do Messias prometido. Assim, compreende-se que uma das tendências
teológicas é a ênfase ao retorno de Cristo a Terra para reinar absolutamente
sobre toda a humanidade a partir de Israel...
Que como Paulo declara: "Porque, se a sua rejeição é a
reconciliação do mundo, qual será a sua admissão, senão a vida dentre os mortos?
... E se a sua queda é a riqueza do mundo, e a sua diminuição a riqueza dos
gentios, quanto mais a sua plenitude! ... Porque não quero, irmãos, que
ignoreis este segredo (para que não presumais de vós mesmos): que o
endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja
entrado." (Romanos 11: 15, 12 e 25).
Ficando óbvio que quando os cristãos
atingirem seu apogeu de organização e compreensão do mistério divino, daí,
Israel será levantada como nação soberana e de poderosa influência mundial, ao
ponto, que isso servirá de sinal para o Juízo Final com o advento da decida da
Cidade Santa espiritual sobre Israel, e o cataclismo dos reinos da Terra a fim
de que se estabeleça o Reino Celestial.
Como se compreende: "Aprendei, pois, a parábola da
figueira: Quando já o seu ramo se torna tenro, e brota folhas, bem sabeis que
já está próximo o verão. Assim também vós, quando virdes
sucederem estas coisas, sabei que já está perto, às portas." (Marcos 13: 28-29), ao que Jesus
enfatiza o seguinte: "Mas ele,
respondendo, disse-lhes: Quando é chegada a tarde, dizeis: Haverá bom tempo,
porque o céu está rubro. E, pela manhã: Hoje haverá tempestade, porque o céu
está de um vermelho sombrio. Hipócritas, sabeis discernir a face do céu, e não conheceis os sinais dos tempos?"
(Mateus 16: 2-3).
Assim, entende-se que uma das tendências
teológicas corretas é aquela que busca a compreensão das profecias
apocalípticas como sinal de preparar os corações da cristandade para o
recebimento da “Glória de Deus” poderosamente estabelecida. O que sugere a
compreensão do todo da historicidade profética contida como essência de
genuinidade e autenticidade de envio divino. Lembrando que, isso deve ser
introspectivo e não em superficialismo e fundamentado em especulações, como
adverte Jesus: "E, interrogado pelos
fariseus sobre quando havia de vir o reino de Deus, respondeu-lhes, e disse: O
reino de Deus não vem com aparência exterior. Nem dirão: Ei-lo aqui, ou:
Ei-lo ali; porque eis que o reino de Deus está entre vós." (Lucas 17: 20-21).
Ao ponto que Daniel adverte mais: "Muitos
serão purificados, e embranquecidos, e provados; mas os ímpios procederão impiamente,
e nenhum dos ímpios entenderá, mas os sábios entenderão." (Daniel 12:
10).
Portanto, o desvendar da alma, “do
coração”, como forma de purificação para o recebimento constante e consistente
da presença divina por meio de uma fé viva, ou atuante e comissional, para edificar o Reino de Deus em Sua virtude, é a
espiritualidade que assegura o estabelecimento do Reino de Deus e com isso, o
cumprimento das profecias.
E por fim, a tendência teológica que
está entrelaçada na glorificação de Deus e a manifestação de Seu poder, é
aquela que busca assegurar os planos de Deus contribuindo com a manifestação de
Seu projeto, de Sua vontade, efetivando a Sua aliança, de maneira que Jesus
chega a declarar: "Jesus disse-lhes:
A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua
obra." (João 4: 34).
Ou seja, a busca pela obediência aos
mandamentos “pessoais” e os “canônicos”, visando uma observação e interpretação
da Lei, e, vida com Deus por intermédio da intimidade com o Espírito Santo,
levando uma vida de oração e leitura bíblica. Isso, nos eleva para o grau de
cooperadores de Deus! Sendo uma das tendências teológicas mais influentes a
ministração do cuidado de Deus.
Pessoas que zelam pela vida e a
guarnição da saúde espiritual e física do planeta edificando uma esperança para
a posteridade, são pessoas que estão se entretecendo com os objetivos de Deus,
seja inconsciente ou lucidamente, mas, aqueles que asseguram o direito da vida
e sua proliferação de acordo com uma estrutura que garante o perfeito
funcionamento de um equilíbrio, ou, de uma felicidade, mesmo que sujeita a uma
disciplina... pessoas que buscam isso, estão cooperando com Deus e Sua
manifestação e Sua glória.
Porém, esse cordão de três dobras, ou
três tendências, tem sua robustez naquilo que se compreende por AMOR! Que nada
mais é do que estender a GRAÇA. De maneira que Jesus assegura: "Portanto, tudo o que vós quereis que
os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os
profetas." (Mateus 7: 12), ao ponto que Jesus resume seu ensino: “E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus
de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é
o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu
próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os
profetas.” (Mateus 22: 37-40), ao que Paulo afirma: "Com efeito: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não
darás falso testemunho, não cobiçarás; e se há algum outro mandamento, tudo
nesta palavra se resume: Amarás ao
teu próximo como a ti mesmo." (Romanos 13: 9).
E por conclusão, temos: "Nisto todos conhecerão que sois meus
discípulos, se vos amardes uns aos outros." (João 13: 35), assim,
todos os discípulos de Cristo, se evidenciam numa característica padrão de
buscar o bem uns dos outros, ou seja, ser cristão é se edificar mutuamente! E
nesse sentido, nos tornamos praticamente indestrutíveis em consequência da
nossa união. Como declara Eclesiastes:
"E, se alguém prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de
três dobras não se quebra tão depressa." (Eclesiastes 4: 12). Que este
cordão do amor, da graça, seja a base de todos nós, como o é do próprio Criador, de
maneira que João declara: "Aquele
que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor." (1ª João 4: 8), e
ainda mais: "E nós conhecemos, e
cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem está em amor está em Deus,
e Deus nele." (1ª João 4: 16).
Assim, para que possamos andar em
segurança e estabilidade espiritual, vencendo facilmente as perturbações que a
incompreensão bíblica e a incoerência, tanto do fanatismo como do fundamentalismo,
geram na vida das pessoas, em razão dos que se opõe com pretextos que
desestabilizam a unidade e a concordância entre os sinceros que buscam a
edificação da vida, precisamos entender que o agir de Deus zela
independentemente, porém, unificadoramente. E blasfemar de algo, como que se
Deus estivesse preso a uma manifestação unilateral, pode nos enquadrar na
blasfêmia contra o Espírito Santo, a qual terá punições perpétuas, como
esclarece Marcos: “Na verdade vos digo
que todos os pecados serão perdoados aos filhos dos homens, e toda a sorte de
blasfêmias, com que blasfemarem; qualquer, porém, que blasfemar contra o
Espírito Santo, nunca obterá perdão, mas será réu do eterno juízo (Porque diziam: Tem espírito imundo).” (Marcos
3: 28-30), assim, precisamos discernir os “propósitos” sem desqualificar algo de
modo grotesco, taxando tal manifestação como se não fosse também agir de Deus.
Concluindo, esse entendimento da
variação de possibilidades é vital para que haja unidade e tolerância via
compreensão e aceitação uns dos outros com suas características próprias
segundo o agir de Deus por meio de todos. O que é urgente para o crescimento e a
prosperidade de todos nós que cremos em Deus e desejamos novos patamares e
níveis de progresso espiritual e social. Amém.
Nenhum comentário:
Postar um comentário