sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

A PRESENÇA.

"Louvem o nome do SENHOR, pois só o seu nome é exaltado; a sua glória está sobre a terra e o céu." (Salmos 148: 13). Ou seja, devemos prestar culto a Aquele cujo qual a Sua glória nunca muda, quer a gente acerte, ou a gente erre, tanto a satisfação como o prejuízo são somente nossos, pois Deus nunca perde nem jamais é envergonhado com a nossa ruína, mas, Deus pede para que lhe honremos com o nosso esforço a fim de que a nossa vida também seja um pedaço da glória de Deus, pois como lemos em Hebreus: "Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam." (Hebreus 11: 6).
Portanto, ao lermos: "Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis;" (Romanos 1: 20), temos de ter em mente que a glória divina está por tudo, quer alguém a repare, ou a sinta ou não, mas a glória de Deus está sobre toda a Terra ao ponto que Sua presença é acessível a todo ser vivo. E de tal modo, que quem não atentar para isso, ignorando a presença de Deus, e não procurando adorá-lo, este, será julgado por sua indiferença para com Deus.
Para Moisés, Deus disse: "E disse: Não te chegues para cá; tira os sapatos de teus pés; porque o lugar em que tu estás é terra santa." (Êxodo 3: 5), eu pergunto, será que aquele monte se tornou santo por Deus ter se manifestado para Moisés falando através de uma sarça ardente? Não! Muito antes de Moisés existir e subir para aquele monte com toda inquietação de sua alma em busca de respostas para a sua vida, aquele monte já era de Deus! E Deus não precisava santifica-lo agora para “aparecer” a Moisés.
Em suma, entendemos que todo e qualquer lugar que estivermos poderemos ter um encontro com Deus, pois a presença divina está por tudo e santifica a tudo antes que se perceba isso, como disse Jesus: "Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem." (João 4: 23), e ainda em Atos 7: 48, também em Atos 17: 24; encontramos a declaração de que consagrar coisas, como templos, objetos, cemitérios, enfim, isso é do feitio e da vaidade humana: "O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens;" .
A única coisa que realmente se faz necessidade, “é prestar atenção”, contemplando a vida e a Criação em busca duma comunhão com o Criador. Ou seja, ouvir uma pregação, se reunir para cultuar a Deus, louvar, meditar, orar,... Essas coisas nos fazem atender para a vontade de Deus, para direção divina a nossa vida, como lemos: "Enquanto se diz: Hoje, se ouvirdes a sua voz, Não endureçais os vossos corações, como na provocação." (Hebreus 3: 15), e ainda: "Determina outra vez um certo dia, Hoje, dizendo por Davi, muito tempo depois, como está dito: Hoje, se ouvirdes a sua voz, Não endureçais os vossos corações." (Hebreus 4: 7).
Muitos pensam que parece que Deus realmente está ocupado demais e não pode atender às nossas necessidades o tempo todo, porém, na Bíblia lemos: "Porque o necessitado não será esquecido para sempre, nem a expectação dos pobres perecerá perpetuamente." (Salmos 9: 18), e assim em mais repetidas outras vezes, como também: "Porque o SENHOR ouve os necessitados, e não despreza os seus cativos." (Salmos 69: 33), e em Jeremias Deus chega ser enfático: "Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais." (Jeremias 29: 11), ficando óbvio que Deus está em permanente prontidão para saciar a nossa vida e o nosso coração.
Porém, muito se ouve: “vamos agora entrar na presença de Deus”! Mas como assim? Se Deus está presente por tudo e sabe tudo? Acaso em momentos entramos na presença do Diabo, e depois retornamos para Deus? E esquecemos: "Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?" (2ª Coríntios 6: 14).
E ainda, esquecemos também que(?): “Tu me cercaste por detrás e por diante, e puseste sobre mim a tua mão. Tal ciência é para mim maravilhosíssima; tão alta que não a posso atingir. Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás também. Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar, até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá. Se disser: Decerto que as trevas me encobrirão; então a noite será luz à roda de mim. Nem ainda as trevas me encobrem de ti; mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma coisa;” (Salmos 139: 5-12).
Há um detalhe aqui que chama a atenção: “... as trevas e a luz são para ti a mesma coisa;”. Se for a mesma coisa para Deus, isso só pode significar que ignoramos isso e estamos tentando nos esconder, fugir de Deus! E para algum lugar em que a Sua glória pareça menor (mesmo não sendo), como temos por declarado: "E ouviram a voz do SENHOR Deus, que passeava no jardim pela viração do dia; e esconderam-se Adão e sua mulher da presença do SENHOR Deus, entre as árvores do jardim." (Gênesis 3: 8), assim como Satanás acha-se refugiado no submundo e nos mistérios da inexistência, ou, da mentira e da ilusão mergulhado em sua própria natureza. Pois como se lê: "E disse o SENHOR a Satanás: Eis que tudo quanto ele tem está na tua mão; somente contra ele não estendas a tua mão. E Satanás saiu da presença do SENHOR." (Jó 1: 12).
Lembre que Abraão recebeu por ordem: "Sendo, pois, Abrão da idade de noventa e nove anos, apareceu o SENHOR a Abrão, e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso, anda em minha presença e sê perfeito." (Gênesis 17: 1). Mas como assim? O que é afinal andar na presença de Deus sendo perfeito? Jesus dá uma pista: "Jesus disse-lhes: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra." (João 4: 34), conclui-se por isto, que: “Andar na presença de Deus é permanecer atento a Suas ordens e por meio de nossa fé na Sua soberania”!
Pois como se compreende: "Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não veem." (Hebreus 11: 1), pelo acréscimo: "Mas o justo viverá da fé; e, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele." (Hebreus 10: 38), ou seja, a fé é o meio pelo qual acessamos a glória divina nos submetendo, em mansidão ao plano divino. Quando a fé tenta “usurpar” da glória divina para nós, se torna necessário que se diga: "Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo." (Salmos 51: 11), lembrando também do que Salomão sugestiona: "Não te glories na presença do rei, nem te ponhas no lugar dos grandes;" (Provérbios 25: 6), ficando óbvio que Deus jamais repartirá daquilo que pertence somente a Ele para com os demais: como se lê: "Por amor de mim, por amor de mim o farei, porque, como seria profanado o meu nome? E a minha glória não a darei a outrem." (Isaías 48: 11).
Às vezes, nos apegamos em maravilhas, outras, nos receamos de alguma manifestação mais gloriosa, quanto a isso temos dois textos respectivamente: "E Ananias foi, e entrou na casa e, impondo-lhe as mãos, disse: Irmão Saulo, o SENHOR Jesus, que te apareceu no caminho por onde vinhas, me enviou, para que tornes a ver e sejas cheio do Espírito Santo." (Atos 9: 17). "Mas, chegando também o que recebera um talento, disse: Senhor, eu conhecia-te, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste; e, atemorizado, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu." (Mateus 25: 24-25).
Nisso, entende-se que geralmente vive-se numa cegueira espiritual pela qual não se compreende as coisas de Deus nem a vontade de Deus, como está declarado: "Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente."  (1ª Coríntios 2: 14), dessa forma, compreende-se que realmente alguma coisa especial tem de acontecer para que se perceba melhor a presença de Deus, Jesus chama isso de novo nascimento! O que pode ser compreendido por “encher-se do Espírito Santo”, pelo viés do batismo, ou, num “mergulho na fé”, sendo tocado pelo agir de Deus. A exemplo do servo de Eliseu: "E orou Eliseu, e disse: SENHOR, peço-te que lhe abras os olhos, para que veja. E o SENHOR abriu os olhos do moço, e viu; e eis que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu." (2ª Reis 6 : 17).
Paulo declara: "E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos." (1ª Coríntios 12: 6), ou seja, a própria presença de Deus deve nos conduzir para a glória de Deus, e nas suas mais diversas formas, como se presume: "E, quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então também o mesmo Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos."  (1ª Coríntios 15: 28), ficando óbvio que a nem todos é dado compreender a presença de Deus, havendo necessidade dum “tempo para despertar para Deus”, ou para a Sua presença, mesmo que ela esteja sobre todos: "Que é o seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos." (Efésios 1: 23), e ainda: "Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós." (Efésios 4: 6).
Os Salmos chegam a declarar: "Os montes derretem como cera na presença do SENHOR, na presença do Senhor de toda a terra." (Salmos 97: 5), e: "Treme, terra, na presença do Senhor, na presença do Deus de Jacó." (Salmos 114: 7), de tanto que em Isaías se confirma: "Do SENHOR dos Exércitos serás visitada com trovões, e com terremotos, e grande ruído com tufão de vento, e tempestade, e labareda de fogo consumidor." (Isaías 29: 6).
Mas ver a glória de Deus pode nos cegar para a Sua presença, gerando, uma experiência de “arrebatamento dos sentidos”, numa cegueira pior que se nunca tivéssemos visto nada, e, nos “embotando”, engessando para não mais perceber a simplicidade, que como lemos: "E Deus lhe disse: Sai para fora, e põe-te neste monte perante o SENHOR. E eis que passava o SENHOR, como também um grande e forte vento que fendia os montes e quebrava as penhas diante do SENHOR; porém o SENHOR não estava no vento; e depois do vento um terremoto; também o SENHOR não estava no terremoto; e depois do terremoto um fogo; porém também o SENHOR não estava no fogo; e depois do fogo uma voz mansa e delicada. E sucedeu que, ouvindo-a Elias, envolveu o seu rosto na sua capa, e saiu para fora, e pôs-se à entrada da caverna; e eis que veio a ele uma voz, que dizia: Que fazes aqui, Elias?" (1ª Reis 19: 11-13).
Elias, num momento de muito poder divino em sua vida, não percebia mais como tudo era simples! E perdeu a confiança. Porém, também às vezes, ver o poder de Deus pode significar um “Exudus”, uma “saída” desta vida para a Eternidade, foi o que sucedeu a Estêvão: "Mas ele, estando cheio do Espírito Santo, fixando os olhos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus, que estava à direita de Deus;" (Atos 7: 55).
Assim, compreende-se que não devemos tentar a Deus para que Ele use de Seu poder, de Sua glória para nos satisfazer ao nosso modo, pois isso pode ser um sinal de fé demente, mal alicerçada, imatura, inclusive, possessiva e carnal. Ao mesmo tempo em que quem foge da glória de Deus, e consequentemente procura se esconder de Sua presença, não se interessando na Sua vontade e planos, estes, se esquecem de que Deus quer a nossa atenção, mesmo que Suas palavras não saciem mais e esperamos de Deus coisa maior, pois como declara Paulo: "Porque o reino de Deus não consiste em palavras, mas em poder." (1ª Coríntios 4: 20).
Dessa forma, a pergunta que fica é: “Aonde chegaremos com essa conversa?”.
É difícil obter uma conclusão consistente e convincente quando o assunto abrange a presença divina, pois como já lemos: "Tal ciência é para mim maravilhosíssima; tão alta que não a posso atingir." (Salmos 139: 6). De maneira que Deus transcende a nossa compreensão sobre existência e inexistência. Por isso, se crermos na presença de Deus universalmente, quer se esteja numa igreja ou não, isso automaticamente nos conecta com a presença de Deus, sendo um passo de fé! E como Jesus avisou: "Portanto, não os temais; porque nada há encoberto que não haja de revelar-se, nem oculto que não haja de saber-se." (Mateus 10: 26), o que já era declarado antigamente: "Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau." (Eclesiastes 12: 14), se Deus há de trazer a juízo tudo, é porque Ele está vendo tudo, e se está vendo tudo, então só pode ser que Ele está presente em tudo!

Inclusive, Ele já sabe o que se passa por ti com essa mensagem agora! Fale com Ele! Ele só quer um pouco de sua atenção! Amém. 

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