"Louvem o nome do SENHOR, pois só o seu nome é exaltado; a sua glória está sobre a terra e o
céu." (Salmos 148: 13). Ou seja, devemos prestar culto a Aquele
cujo qual a Sua glória nunca muda, quer a gente acerte, ou a gente erre, tanto
a satisfação como o prejuízo são somente nossos, pois Deus nunca perde nem
jamais é envergonhado com a nossa ruína, mas, Deus pede para que lhe honremos
com o nosso esforço a fim de que a nossa vida também seja um pedaço da glória
de Deus, pois como lemos em Hebreus: "Ora,
sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima
de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam."
(Hebreus 11: 6).
Portanto, ao lermos: "Porque as suas coisas invisíveis,
desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se
entendem, e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles
fiquem inescusáveis;" (Romanos 1: 20), temos de ter em mente que a
glória divina está por tudo, quer alguém a repare, ou a sinta ou não, mas a
glória de Deus está sobre toda a Terra ao ponto que Sua presença é acessível a
todo ser vivo. E de tal modo, que quem não atentar para isso, ignorando a
presença de Deus, e não procurando adorá-lo, este, será julgado por sua
indiferença para com Deus.
Para Moisés, Deus disse: "E disse: Não te chegues para cá; tira
os sapatos de teus pés; porque o lugar em que tu estás é terra santa."
(Êxodo 3: 5), eu pergunto, será que aquele monte se tornou santo por Deus ter
se manifestado para Moisés falando através de uma sarça ardente? Não! Muito antes
de Moisés existir e subir para aquele monte com toda inquietação de sua alma em
busca de respostas para a sua vida, aquele monte já era de Deus! E Deus não
precisava santifica-lo agora para “aparecer” a Moisés.
Em suma, entendemos que todo e
qualquer lugar que estivermos poderemos ter um encontro com Deus, pois a presença
divina está por tudo e santifica a tudo antes que se perceba isso, como disse
Jesus: "Mas a hora vem, e agora é,
em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade;
porque o Pai procura a tais que assim o adorem." (João 4: 23), e ainda em Atos 7: 48, também em
Atos 17: 24; encontramos a declaração de que consagrar coisas, como templos,
objetos, cemitérios, enfim, isso é do feitio e da vaidade humana: "O Deus que fez o mundo e
tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos
por mãos de homens;" .
A única coisa que realmente se faz
necessidade, “é prestar atenção”, contemplando a vida e a Criação em busca duma
comunhão com o Criador. Ou seja, ouvir uma pregação, se reunir para cultuar a
Deus, louvar, meditar, orar,... Essas coisas nos fazem atender para a vontade de
Deus, para direção divina a nossa vida, como lemos: "Enquanto se diz: Hoje, se ouvirdes a sua voz, Não endureçais os
vossos corações, como na provocação." (Hebreus 3: 15), e ainda: "Determina outra vez um certo dia,
Hoje, dizendo por Davi, muito tempo depois, como está dito: Hoje, se ouvirdes a sua voz, Não endureçais
os vossos corações." (Hebreus 4: 7).
Muitos pensam que parece que Deus
realmente está ocupado demais e não pode atender às nossas necessidades o tempo
todo, porém, na Bíblia lemos: "Porque
o necessitado não será esquecido para sempre, nem a expectação dos pobres
perecerá perpetuamente." (Salmos 9: 18), e assim em mais repetidas outras
vezes, como também: "Porque o SENHOR
ouve os necessitados, e não despreza os seus cativos." (Salmos 69: 33),
e em Jeremias Deus chega ser enfático: "Porque
eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos
de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais." (Jeremias 29:
11), ficando óbvio que Deus está em permanente prontidão para saciar a nossa
vida e o nosso coração.
Porém, muito se ouve: “vamos agora
entrar na presença de Deus”! Mas como assim? Se Deus está presente por tudo e
sabe tudo? Acaso em momentos entramos na presença do Diabo, e depois retornamos
para Deus? E esquecemos: "Não vos
prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça
com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?" (2ª
Coríntios 6: 14).
E ainda, esquecemos também que(?): “Tu me cercaste por detrás e por diante, e
puseste sobre mim a tua mão. Tal ciência é para mim maravilhosíssima; tão alta
que não a posso atingir. Para onde me irei do teu espírito, ou para onde
fugirei da tua face? Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer no inferno a minha
cama, eis que tu ali estás também. Se tomar as asas da alva, se habitar nas
extremidades do mar, até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá. Se
disser: Decerto que as trevas me encobrirão; então a noite será luz à roda de
mim. Nem ainda as trevas me encobrem de ti; mas a noite resplandece como o dia;
as trevas e a luz são para ti a mesma
coisa;” (Salmos 139: 5-12).
Há um detalhe aqui que chama a
atenção: “... as trevas e a luz são para ti a mesma coisa;”. Se for a mesma
coisa para Deus, isso só pode significar que ignoramos isso e estamos tentando nos esconder,
fugir de Deus! E para algum lugar em que a Sua glória pareça menor (mesmo não
sendo), como temos por declarado: "E
ouviram a voz do SENHOR Deus, que passeava no jardim pela viração do dia; e esconderam-se Adão e sua mulher da presença
do SENHOR Deus, entre as árvores do jardim." (Gênesis 3: 8), assim
como Satanás acha-se refugiado no submundo e nos mistérios da inexistência, ou,
da mentira e da ilusão mergulhado em sua própria natureza. Pois como se lê: "E disse o SENHOR a Satanás: Eis que
tudo quanto ele tem está na tua mão; somente contra ele não estendas a tua mão.
E Satanás saiu da presença do
SENHOR." (Jó 1: 12).
Lembre que Abraão recebeu por ordem: "Sendo, pois, Abrão da idade de noventa
e nove anos, apareceu o SENHOR a Abrão, e disse-lhe: Eu sou o Deus
Todo-Poderoso, anda em minha presença e
sê perfeito." (Gênesis 17: 1). Mas como assim? O que é afinal andar
na presença de Deus sendo perfeito? Jesus dá uma pista: "Jesus disse-lhes: A minha comida é fazer a vontade daquele que me
enviou, e realizar a sua obra." (João 4: 34), conclui-se por isto,
que: “Andar na presença de Deus é permanecer atento a Suas ordens e por meio de
nossa fé na Sua soberania”!
Pois como se compreende: "Ora, a fé é o firme fundamento das
coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não veem." (Hebreus
11: 1), pelo acréscimo: "Mas o justo
viverá da fé; e, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele." (Hebreus
10: 38), ou seja, a fé é o meio pelo qual acessamos a glória divina nos
submetendo, em mansidão ao plano divino. Quando a fé tenta “usurpar” da glória
divina para nós, se torna necessário que se diga: "Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu
Espírito Santo." (Salmos 51: 11), lembrando também do que Salomão
sugestiona: "Não te glories na presença
do rei, nem te ponhas no lugar dos grandes;" (Provérbios 25: 6),
ficando óbvio que Deus jamais repartirá daquilo que pertence somente a Ele para
com os demais: como se lê: "Por amor
de mim, por amor de mim o farei, porque, como seria profanado o meu nome? E a minha
glória não a darei a outrem." (Isaías 48: 11).
Às vezes, nos apegamos em maravilhas,
outras, nos receamos de alguma manifestação mais gloriosa, quanto a isso temos
dois textos respectivamente: "E
Ananias foi, e entrou na casa e, impondo-lhe as mãos, disse: Irmão Saulo, o
SENHOR Jesus, que te apareceu no caminho por onde vinhas, me enviou, para que tornes a ver e sejas cheio do
Espírito Santo." (Atos 9: 17). "Mas,
chegando também o que recebera um talento, disse: Senhor, eu conhecia-te, que
és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste;
e, atemorizado, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é
teu." (Mateus 25: 24-25).
Nisso, entende-se que geralmente
vive-se numa cegueira espiritual pela qual não se compreende as coisas de Deus
nem a vontade de Deus, como está declarado: "Ora,
o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe
parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem
espiritualmente." (1ª Coríntios
2: 14), dessa forma, compreende-se que realmente alguma coisa especial tem de
acontecer para que se perceba melhor a presença de Deus, Jesus chama isso de
novo nascimento! O que pode ser compreendido por “encher-se do Espírito Santo”,
pelo viés do batismo, ou, num “mergulho na fé”, sendo tocado pelo agir de Deus.
A exemplo do servo de Eliseu: "E
orou Eliseu, e disse: SENHOR, peço-te que lhe abras os olhos, para que veja. E
o SENHOR abriu os olhos do moço, e viu; e eis que o monte estava cheio de
cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu." (2ª Reis 6 : 17).
Paulo declara: "E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em
todos." (1ª Coríntios 12: 6), ou seja, a própria presença de Deus deve
nos conduzir para a glória de Deus, e nas suas mais diversas formas, como se
presume: "E, quando todas as coisas
lhe estiverem sujeitas, então também o mesmo Filho se sujeitará àquele que
todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos." (1ª Coríntios 15: 28), ficando óbvio que
a nem todos é dado compreender a presença de Deus, havendo necessidade dum “tempo
para despertar para Deus”, ou para a Sua presença, mesmo que ela esteja sobre
todos: "Que é o seu corpo, a
plenitude daquele que cumpre tudo em todos." (Efésios 1: 23), e ainda:
"Um só Deus e Pai de todos, o qual é
sobre todos, e por todos e em todos vós." (Efésios 4: 6).
Os Salmos chegam a declarar: "Os montes derretem como cera na presença
do SENHOR, na presença do Senhor de toda a terra." (Salmos 97: 5), e: "Treme, terra, na presença do Senhor,
na presença do Deus de Jacó." (Salmos 114: 7), de tanto que em Isaías
se confirma: "Do SENHOR dos
Exércitos serás visitada com trovões, e com terremotos, e grande ruído com
tufão de vento, e tempestade, e labareda de fogo consumidor." (Isaías
29: 6).
Mas ver a glória de Deus pode nos
cegar para a Sua presença, gerando, uma experiência de “arrebatamento dos
sentidos”, numa cegueira pior que se nunca tivéssemos visto nada, e, nos “embotando”,
engessando para não mais perceber a simplicidade, que como lemos: "E Deus lhe disse: Sai para fora, e
põe-te neste monte perante o SENHOR. E eis que passava o SENHOR, como também um
grande e forte vento que fendia os montes e quebrava as penhas diante do
SENHOR; porém o SENHOR não estava no vento; e depois do vento um terremoto;
também o SENHOR não estava no terremoto; e depois do terremoto um fogo; porém
também o SENHOR não estava no fogo; e depois do fogo uma voz mansa e delicada. E
sucedeu que, ouvindo-a Elias, envolveu o seu rosto na sua capa, e saiu para
fora, e pôs-se à entrada da caverna; e eis
que veio a ele uma voz, que dizia: Que fazes aqui, Elias?" (1ª
Reis 19: 11-13).
Elias, num momento de muito poder
divino em sua vida, não percebia mais como tudo era simples! E perdeu a confiança. Porém, também às vezes,
ver o poder de Deus pode significar um “Exudus”, uma “saída” desta vida para a
Eternidade, foi o que sucedeu a Estêvão: "Mas
ele, estando cheio do Espírito Santo, fixando os olhos no céu, viu a glória de
Deus, e Jesus, que estava à direita de Deus;" (Atos 7: 55).
Assim, compreende-se que não devemos
tentar a Deus para que Ele use de Seu poder, de Sua glória para nos satisfazer
ao nosso modo, pois isso pode ser um sinal de fé demente, mal alicerçada,
imatura, inclusive, possessiva e carnal. Ao mesmo tempo em que quem foge da
glória de Deus, e consequentemente procura se esconder de Sua presença, não se
interessando na Sua vontade e planos, estes, se esquecem de que Deus quer a nossa
atenção, mesmo que Suas palavras não saciem mais e esperamos de Deus coisa
maior, pois como declara Paulo: "Porque
o reino de Deus não consiste em palavras, mas em poder." (1ª Coríntios
4: 20).
Dessa forma, a pergunta que fica é: “Aonde
chegaremos com essa conversa?”.
É difícil obter uma conclusão consistente
e convincente quando o assunto abrange a presença divina, pois como já lemos: "Tal ciência é para mim maravilhosíssima;
tão alta que não a posso atingir." (Salmos 139: 6). De maneira que
Deus transcende a nossa compreensão sobre existência e inexistência. Por isso, se
crermos na presença de Deus universalmente, quer se esteja numa igreja ou não,
isso automaticamente nos conecta com a presença de Deus, sendo um passo de fé! E
como Jesus avisou: "Portanto, não os
temais; porque nada há encoberto que não haja de revelar-se, nem oculto que não
haja de saber-se." (Mateus 10: 26), o que já era declarado
antigamente: "Porque Deus há de
trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom,
quer seja mau." (Eclesiastes 12: 14), se Deus há de trazer a juízo tudo,
é porque Ele está vendo tudo, e se está vendo tudo, então só pode ser que Ele
está presente em tudo!
Inclusive, Ele já sabe o que se passa
por ti com essa mensagem agora! Fale com Ele! Ele só quer um pouco de sua atenção!
Amém.
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