Há quem leia a Bíblia por mero
esporte! Outro por dever! Ainda outro, porque acha que ela é um livro singular
e muito interessante, uma verdadeira Obra de literatura. Há quem leia a Bíblia
porque diz que ela é a verdade e tem a resposta para tudo, mesmo que haja
discrepâncias e objeções de um contexto para outro, mas mesmo assim, há quem a
considere ao pé-da-letra. Outros; consideram a Bíblia como um livro
revolucionário, perigoso, e ainda outros, uma leitura para enlouquecer.
Mas afinal?! Por que lemos a Bíblia?
Se ela mesma aconselha para que não seja em palavras que consista a nossa
Salvação, mas sim, em poder (1ª Coríntios 4: 20)? Porém, há quem creia que a fé
é poder, e que ela vem pela pregação da “palavra de Deus”, ou seja, pela
anunciação daquilo que está escrito na Bíblia! Concluiríamos disso, que ler a
Bíblia é a melhor forma de se envolver com as coisas de Deus, com os deleites
espirituais. Entretanto, eu já vi gente dizer que era capaz de fundar uma nova
“igreja”, sem espantar as pessoas usando da leitura bíblica! Ou melhor, sem
citar a Bíblia.
Quem está mais certo? Seriam todos?
Jesus advertiu: "Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o
espírito está pronto, mas a carne é fraca." (Mateus 26: 41). Em suma, ler
a Bíblia vigilante e criteriosamente, pode nos gerar conhecimento espiritual, o
que gera discernimento e forças. Proporcionando orientação para alcançar
aprovação mediante zelo e obediência a Deus, pois a Bíblia nos repassa
mandamentos de conduta para alcançarmos a aprovação de Deus mediante a nossa
persistência para fazer tudo certo. A fim de que, os acontecimentos históricos
não nos peguem de surpresa, pois a Bíblia também retrata o Plano de Deus, acerca
do que Daniel assegura: "Muitos
serão purificados, e embranquecidos, e provados; mas os ímpios procederão
impiamente, e nenhum dos ímpios entenderá, mas os sábios entenderão." (Daniel
12: 10).
Entende-se que a maior parte dos
erros de nossa vida é por desconhecermos a verdade, ou seja, somos infelizes
por causa da nossa ignorância. E quanto mais baixo for o nível cultural duma
nação, tão quanto mais infeliz é seu povo! O grande poeta alemão Goethe já
dizia que a prosperidade dum povo está em relação ao valor que é dado para a
Bíblia. E Isaías já advertia: "Portanto
o meu povo será levado cativo, por falta de entendimento; e os seus nobres
terão fome, e a sua multidão se secará de sede." (Isaías 5: 13), ao
que Jesus mesmo destacou: "Jesus,
porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o
poder de Deus." (Mateus 22: 29)...
É claro, não existem pessoas
perfeitas, superjustos simplesmente
por observarem categoricamente a Bíblia! Como já se declarava em Isaías: "Mas todos nós somos como o imundo, e
todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a
folha, e as nossas iniquidades como um vento nos arrebatam." (Isaías 64:
6), dizendo claramente, o que Paulo confirma (1ª Coríntios 1: 25), que somos
tão incapazes de fazer o que realmente agrada a Deus ao ponto de o nosso melhor,
ou a nossa maior das justiças, jamais alcance sequer o pior de Deus, ou a mais
mínima de Suas justiças.
Ou seja: o máximo que a inteligência
e sabedoria humana podem chegar, ainda assim, a estupides e vergonha máxima de
Deus seriam mais gloriosas. E que o máximo do poder e grandeza das forças
humanas, não alcançam sequer a maior fraqueza de Deus. Pois, como a justiça do
homem poderia lhe garantir algo? Se o mais justo de todos os homens, ou mais
piedoso, sequer conseguiu atingir o pior lado de Deus?
Entende-se que essa lacuna só pode
ser corrigida com a encarnação e ressurreição de Jesus, através da atitude e
sacrifício de Jesus, temos o caminho pelo qual experimentamos o melhor de Deus
e Deus conhece o pior do homem e de toda a Criação. Enfim, Jesus realmente é o
caminho, e não propriamente a Bíblia em si, mas sim, aquilo que a Bíblia nos
aponta de Jesus.
Paulo adverte: "Vigiai justamente e não pequeis; porque alguns ainda não têm o
conhecimento de Deus; digo-o para vergonha vossa." (1ª Coríntios 15: 34),
assegurando ainda que: "Mas, se
ainda o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está
encoberto." (2ª Coríntios 4: 3), deixando clara a necessidade duma
experiência pessoal com Deus através da leitura das “Escrituras Sagradas”, ou,
sendo necessário que se compreenda os caminhos e a vontade divina por meio de
um apreço em assimilar a Bíblia, dum zelo pela Bíblia, de maneira que Jesus
também declarou: "Esta é, pois, a
parábola: A semente é a palavra de Deus;" (Lucas 8: 11). Sendo a
Bíblia a semente que nos faz florescer em Deus para a vida Eterna.
Podemos, porém, pois optar se
queremos “guardar a Bíblia em nosso coração”, ou se simplesmente ela será mais
uma leitura qualquer para nós, e como declarou o profeta Daniel: "No primeiro ano do seu reinado, eu,
Daniel, entendi pelos livros
que o número dos anos, de que falara o SENHOR ao profeta Jeremias, em que
haviam de cumprir-se as desolações de Jerusalém, era de setenta anos." (Daniel
9: 2). Assegurando-se com isso a necessidade duma contínua releitura da Bíblia
para que se obtenha uma correta interpretação.
Portanto, conclui-se que se a Bíblia for
lida com entusiasmo, nos fará compreender o ministério de Cristo para as nossas
vidas, pois tudo desemboca nele, como também temos por confirmação: "E disseram um para o outro: Porventura
não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava, e quando nos
abria as Escrituras?" (Lucas 24: 32), ou seja, somente com uma
comunhão firme com Jesus é que chegamos à verdadeira compreensão da Bíblia,
como afirmado em João: "Este é o pão
que desce do céu, para que o que dele comer não morra." (João 6: 50).
De maneira que a verdade bíblica sobre Jesus propõe desenvolvimento que
desembocará para a vida Eterna. Em suma, entendemos que compreendendo o
ministério de Cristo por meio da leitura bíblica, adquirimos consistência na
nossa Salvação.
Pedro assegura: "Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em
derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar;" (1ª Pedro
5: 8), havendo então uma necessidade de persistência para o que entendemos pela
Bíblia, do contrário, a revelação que ela nos traz, pode ser perdida em razão
das ocupações diárias e as adversidades espirituais, e é isso que podemos
entender como permanecer debaixo da unção realizando a vontade divina expressa
pela Bíblia: "Jesus disse-lhes: A
minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua
obra." (João 4: 34), ao que Jesus também assegurou ainda: "Mas os cuidados deste mundo, e os
enganos das riquezas e as ambições de outras coisas, entrando, sufocam a
palavra, e fica infrutífera." (Marcos 4: 19).
Porém há o cuidado de não distorcer a
verdade por favoritismos doutrinários, com interpretações erradas e
inconsistentes motivadas por especulações e precipitações, como declarou Paulo:
"E eu, irmãos, apliquei estas
coisas, por semelhança, a mim e a Apolo, por amor de vós; para que em nós aprendais a não ir além do que está escrito,
não vos ensoberbecendo a favor de um contra outro." (1ª Coríntios 4:
6), e também: "Mas, ainda que nós mesmos
ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho
anunciado, seja anátema." (Gálatas 1: 8), assegurando enfaticamente
que a Bíblia, como sendo o livro que aponta para Deus, para Jesus, ela também
pode virar instrumento de perdição, como enfatiza Pedro acerca dos que
distorcem a pregação de Paulo: "Falando
disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de
entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras
Escrituras, para sua própria perdição." (2ª Pedro 3: 16).
E como está declarado em João: "E a sua palavra não permanece em vós,
porque naquele que ele enviou não credes vós." (João 5: 38), o que
sugere a necessidade de aceitação da Bíblia, tendo paciência para não fazer
julgamentos antecipados, pois o próprio Jesus também assegurou: "Passará o céu e a terra, mas as minhas
palavras não hão de passar." (Lucas 21: 33). Ou seja, se crermos em
Jesus, automaticamente também devemos crer na Bíblia, e mesmo que a não
compreendamos toda, mas o mais importante é que ela nos conduza para Jesus.
É verdade que Jesus foi radical em
sua pregação, o que o tornou suspeitável para aqueles que já possuíam certa
compreensão bíblica, aos estudiosos de teologia da época, pelo que lemos: "Murmuravam, pois, dele os judeus,
porque dissera: Eu sou o pão que desceu do céu." (João 6: 41), dessa
forma, os conhecimentos “gerais”, ou até teológicos e doutrinários, podem
atrapalhar para entendermos o que Deus requer de nós, acerca do que também
lemos: "Ninguém se engane a si
mesmo. Se alguém dentre vós se tem por sábio neste mundo, faça-se louco para
ser sábio." (1ª Coríntios 3: 18), dando a entender inclusive, que o
nosso próprio senso de lógica e de justiça pode atrapalhar de crescermos na
espiritualidade, e na compreensão da Bíblia, pelo que se tem dito: "Se dissermos que não pecamos,
fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós." (1ª João 1: 10).
Portanto, esquadrinhar a Bíblia, não se
trata propriamente de uma “tradição cristã”, nem de fanáticos da teologia e
escatologia, mas de comunhão com aquilo que está entre nós, ou, com o próprio
Deus que nos deu a Bíblia. O qual é Eterno e nos permite contatar sombras da
eternidade que sobre nós virá. Acerca do que se lê: "Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o
ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou
para os que o amam." (1ª Coríntios 2: 9). Deixando óbvio que a Bíblia não
possui apenas mandamentos e profecias, mas também promessas para quem ao menos “tentar observar estes mandamentos”,
pois como se tem dito: "Porque não
faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço. Ora, se eu faço o que
não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim. Acho então esta lei em mim, que,
quando quero fazer o bem, o mal está comigo." (Romanos 7 : 19-21).
Em suma, a Bíblia, não é um objeto
para superstição que deve ser mantido intocável na estante da sala-de-star,
aberta naquela página em que há algum poder especial emanando dela. Porém,
também não pode servir como de uma leitura qualquer, ou como mais um livro
qualquer, pois nela também lemos: "Porque
eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que,
se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que
estão escritas neste livro; e, se alguém tirar quaisquer palavras do livro
desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e
das coisas que estão escritas neste livro." (Apocalipse 22: 18-19).
Ou seja, a Bíblia serve para que
aprendamos a temer e respeitar a Deus, como também nos guia de como chegar a
alcançar o favor de Deus, é claro, não de maneira que Deus seja o nosso escravo,
ou empregado, mas dum Pai amoroso que se preocupa conosco ao ponto de não nos
deixar a mercê deste mundo cruel, mas de alguém que está profundamente
interessado em satisfazer-nos acaso nos voltemos para Ele através da leitura e
observação da Bíblia, pois como disse Jesus: "E até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais
pois; mais valeis vós do que muitos passarinhos." (Lucas 12: 7).
Conclusão final, somos importantíssimos para
Deus, de tal modo que temos a Bíblia para compreender acerca da vida e dos
caminhos espirituais, ou, de coisas que transcendem a nossa lógica diária da
ocupação com este mundo. Porém, essa nossa importância diante de Deus, pode ser
desconsiderada acaso não valorizemos a vida que Deus nos deu, pois assim como
não podemos obrigar a Deus para que seja tudo a nossa maneira, também Deus não
nos obriga para aderirmos ao Seu modo, porém, aos que se esforçam por procurar agradá-lo,
Ele mesmo declara pela Bíblia: "Buscai
ao SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto." (Isaías
55: 6), dizendo com isso, que, meditar e orar, observar a Bíblia e seus
mandamentos e suas promessas são a forma que encontramos de O buscar e O invocar,
ainda, de ter um encontro diário de comunhão com esse Deus que pode nos
garantir vida Eterna. Sendo a leitura bíblica uma forma de contatar e apreciar
de antemão pedaços das maravilhas do Céu. Por isso, leiamos a Bíblia, pois é
por meio dela que Deus está pertinho de nós. Amém.
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