Profeticamente é extremamente
complicado falar do amor de Deus sem correlacioná-lo com algum mandamento,
alguma ordem, ou num rito de recompensa, uma vez que fé se estabelece em
obediência, que nada mais é do que o cumprimento de algo obscuro, ou que não se compreende a razão. Porém, há uma
saída, assimilando o amor há uma revelação, que é uma ordem pessoal, um
mandamento pessoal que ninguém mais recebeu, de maneira que seja algo claro
para nós, mesmo que ainda obscuro para os demais. Sendo que cada um de nós
recebe algo próprio de Deus e que só é válido às razões pessoais que ninguém
mais compreende.
Assim foi com Jesus, quando ele
declara: "Ninguém ma tira de mim,
mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar, e poder para tornar a
tomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai." (João 10: 18),
referindo-se Jesus a sua própria vida e existência da qual somente ele mesmo
poderia determinar. Dando a sua vida, e retomando-a para ressurreição.
E assim também é para com todos nós
em medida que adquirimos intimidade com o Pai para podermos compreender qual é
a Sua real vontade para com somente nós, o que confere que ninguém pode julgar
e se intrometer em nossas decisões pessoais.
Em termos, a salvação se estabelece
num mistério divino, do qual, não compreendemos como funciona a salvação. Mas,
entendemos que podemos alcança-la não por um mérito conhecido de todos, mas
unicamente por uma obediência a algo que Deus nos estabelece propriamente,
sendo que, canonicamente, se estabelece o mandamento de que devemos invoca-lo.
Como está descrito: "Porque todo
aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo." (Romanos 10: 13).
Dessa maneira, compreende-se uma
gratuidade da salvação desde que esteja embasada nessa fé. Nessa ordem.
Quando os discípulos perguntaram para
Jesus: "E eles se admiravam ainda
mais, dizendo entre si: Quem poderá, pois, salvar-se?" (Marcos 10: 26),
referente ao fato da severidade do juízo divino, então Jesus respondeu-lhes: "Jesus, porém, olhando para eles,
disse: Para os homens é impossível, mas não para Deus, porque para Deus todas
as coisas são possíveis." (Marcos 10: 27).
O contexto dessa citação, em verdade,
baseia-se no fato de que os ricos dificilmente alcançarão salvação, justamente,
por se embasarem em sua justiça popular, e na meritocracia. Uma vez que pessoas
que prosperam são aquelas que se desenvolvem no conhecimento de leis, ritos,
formas e métodos, enfim, enriquecem porque conhecem as regras do jogo, dos
sistemas dentro dos quais o mundo se alicerça. Para essas pessoas, dificilmente
que alcançarão a salvação. Em razão de sua lógica estar alicerçada na
mentalidade humana e carnal. O que apenas gera superstição e feitiçarias, uma
vez que menospreza a liberdade de Deus... Mas, ainda assim, até para estes
ainda não está vedado o Céu.
De maneira que crendo em Jesus, invocando-o, e
se abnegando de suas metodologias, compreendam a Graça, da qual se diz: "O amor nunca falha; mas havendo
profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência,
desaparecerá;" (1ª Coríntios 13: 8).
Nesse sentido, a Graça consiste na
invocação, como sendo algo que nunca falhe, pois que quando virmos aquele
caminhão vindo à contramão, e então gritarmos: Meu Deus! Imediatamente alguma
coisa especial acontecerá. Havendo então um livramento da alma para os céus, ou
do corpo para que os planos divinos para conosco ainda sejam possíveis e executados
pela prolongação de nossa vida.
Por isso, em razão da invocação,
naquele momento do culto em que o padre ou o pastor diz: em nome da santíssima
trindade, ou simplesmente, em nome de Jesus. Antes mesmo que isso seja dito,
pois está declarado: "E será que
antes que clamem eu responderei; estando eles ainda falando, eu os
ouvirei." (Isaías 65: 24). Então, assim algo sucederá em conformidade
ao plano de Deus. De tanto que essa invocação, segundo Paulo, deveria acontecer
em todo lugar e não somente no templo, pelo que se tem declarado: "Quero, pois, que os homens orem em todo o
lugar, levantando mãos santas, sem ira nem contenda." (1ª Timóteo 2:
8).
Entende-se por isso, que a oração
eloquente pode falhar, o dízimo pode falhar, até mesmo a fé pode falhar, uma
vez que não é pela nossa fé que as coisas acontecem, mas pela fé de Deus, pelo
que se diz: "(Como está escrito: Por
pai de muitas nações te constituí) perante aquele no qual creu, a saber, Deus,
o qual vivifica os mortos, e chama as coisas que não são como se já fossem."
(Romanos 4: 17), e ainda: "Porque
pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus."
(Efésios 2: 8).
Pois se dizimarmos com o intuito duma
proteção, como dum receio do maligno, devemos nos lembrar: "Porque aquilo que temia me sobreveio; e o que receava me
aconteceu." (Jó 3: 25), então se dermos o dízimo por receio, por medo,
nisso ele se torna algo inútil diante de Deus. Pois o dízimo é corretamente
dado, quando é dado num ato de fé e confiança em Deus para gratifica-lo por Sua
obra em nossa vida. Sendo um ato de coragem e providência para com a obra de
Deus, e não dum “amuleto” de sorte, isso é superstição bíblica, assim como
deixar a Bíblia aberta em certa pagina afim de que de lá aflore algum poder, ou
até, leva-la na mala para que ela proteja a viagem. Isso tudo é uma superstição
vaga e não revelação profética.
Assim, o que vale é o pacto, a
confiança e intimidade com Deus pelo viés da constante invocação, e útil também
é querer ressarci-lo no Seu investimento em nós. Criando uma mobilização no
coração, para buscar a manifestação do poder de Deus segundo o Seu propósito. De
maneira que até mesmo uma oração impositiva, por nosso querer e propósito de
realização pessoal, pode mais complicar a nossa salvação do que providencia-la,
pois devemos lembrar: "E disse: Aba,
Pai, todas as coisas te são possíveis; afasta de mim este cálice; não seja,
porém, o que eu quero, mas o que tu queres." (Marcos 14: 36), em razão
de que mesmo insatisfeito, mas Jesus não recusou a vontade do Pai quanto ao Seu
martírio e sofrimento.
Então, a oração para que tenha alguma
utilidade, deverá ser segundo a vontade de Deus, cujo para O qual, tudo é
possível. Coisa que nos é relativa, de maneira que precisamos buscar a Sua
direção, e assim, uma vez Lhe agradando, por obediência aos estímulos do
Espírito Santo, a oração se torna consumada e realmente como algo que funcione.
Relembrando, as orações, os ritos,
não são para garantir a bênção divina. Pois o método não nos leva a nada, pois
Deus é uma pessoa, e assim temos de considera-lo, e não como um poder cujo qual
se possa domar. Ou uma força para podermos manipular a nosso bel-prazer. Então
nesse sentido, a invocação dessa pessoa que é Deus, o clamor pelo agir dessa
pessoa, é que é de fato a única coisa que realmente funciona como revelação
profética para todos nós.
Geralmente, as orações são muito mais
uma determinação nossa do que propriamente uma invocação do Deus. Assim, ela
não é necessariamente como algo vindo plenamente de Deus, mas é uma permissão
divina para manifestação de nosso pensamento e objetivo. Dessa forma, em nosso
desespero, quando nos entregamos a Deus, para que Ele tome a atitude principal,
ante a nossa fragilidade, então de fato alguma coisa a mais acontece.
Portanto, a salvação acontece
gratuitamente, em plena espontaneidade, numa relação de entrega a Deus
confiando em Sua existência e provisão. Numa crença de que Deus nos ama, e pode
nos livrar. Não sendo garantida nem pelo batismo, nem pela santa-ceia, pois ela
não consiste nesses rituais, mesmo que a invocação divina feita nessas coisas
tenha alguma grande eficácia na nossa vida, mas estes ritos por si só, não
garantem a salvação. Até mesmo a incircuncisão, que é outro sinal de pacto com
Deus, nada vale! Por que isso tudo, é meramente por razão humana e não divina.
Sendo a fé que atua pelo amor, pelo zelo a vida, do cuidado com o próximo, em
busca da libertação perpétua, isso sim tem de fato valor diante de Deus. Que
como declara Paulo: "Porque em Jesus
Cristo nem a circuncisão nem a incircuncisão tem valor algum; mas sim a fé que
opera pelo amor." (Gálatas 5: 6).
Mas você pode me dizer: então podemos
viver de qualquer jeito, que apenas gritando por Deus, estamos salvos?
Não! Não se trata disso. Pois Deus dá
a vida a todos, podendo retirá-la de qualquer que seja num simples estalar de
dedos! De maneira que até o maior dos pecadores está nas mãos de Deus. Porém,
Deus é lento em se irar, não eliminando qualquer um em razão da primeira
desobediência, como Naum declarou: "O
SENHOR é tardio em irar-se, mas grande em poder, e ao culpado não tem por
inocente; o SENHOR tem o seu caminho na tormenta e na tempestade, e as nuvens
são o pó dos seus pés." (Naum 1: 3)...
No entanto, Deus se apressa para
salvar! Sendo que num simples piscar de vistas, se dá um salto para a
Eternidade: "Num momento, num abrir
e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos
ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados." (1ª
Coríntios 15: 52).
Então: "O que cedo busca o bem, busca favor, mas o que procura o mal,
esse lhe sobrevirá." (Provérbios 11: 27). Ou seja, a Salvação é
grátis, simples e fácil, porém, sem que se busque estar aprovado mediante a
contínua devoção a Deus, sem invoca-lo continuamente, de nada adianta chama-lo
se Ele não é nosso conhecido e se d’Ele não somos conhecidos. É para isso que
eu escrevi esta mensagem! Para que você cresça na intimidade com aquele que te
criou, que como disse Paulo: "Como,
pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não
ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?" (Romanos 10: 14). Ou
seja, precisamos aprender a andar na presença de Deus.
Muito se fala em andar na presença de
Deus, porém, pouco se fala como isso realmente funciona. Que é simplesmente
aceitar o plano e a vontade de Deus, o que é feito por meio da obediência aos
mandamentos de Deus, pela Palavra, como por meio das revelações pessoais do
Espírito Santo, permanecendo em contínua invocação para que Deus não nos vede a
Sua glória. Assim, andar na presença de Deus, é andar de fé em fé. O que nada
mais é do que agarrar os presentes de Deus. Estabelecendo uma gratidão, que
constrói o primeiro amor, o que é estar cheio da presença de Deus, ou ao menos,
percebendo-a de maneira a contribuir com a Sua glória. Amém.
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