sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

VIRGEM COMO O SENHOR.

“Não tomarão mulher prostituta ou desonrada, nem tomarão mulher repudiada de seu marido; pois santo é a seu Deus. Portanto o santificarás, porquanto oferece o pão do teu Deus; santo será para ti, pois eu, o SENHOR que vos santifica, sou santo. ” (Levítico 21: 7-8).
Uma das coisas que a “sociedade moderna” incutiu na religião institucionalizada, ou seja, nas igrejas aceitas como oficiais do cristianismo, e que estabelecem um padrão para os seus seguidores e a sociedade em geral, é o fato de que a virgindade é ridícula, ou mais precisamente, algo desnecessário de ser guardado, até já teve gente afirmando em evangelização secular que nem Jesus foi virgem, mas que era casado, ou, que pelo menos tinha uma companheira que lhe deixou herdade de sequência do sangue sagrado que corria em suas veias, possuindo com isso descendentes, ou, uma família com o DNA de Cristo e mais “poderosa” em preceito de eleição... Uma família de “sangue real”, insinuosamente, vinculada como o “Santo Graal”.
Lógico, João afirma: "E todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já está no mundo." (1ª João 4: 3), o que prefigura que Jesus Cristo e a verdade estão com aqueles que reconhecem a “humanidade de Deus”, que Deus tem um corpo semelhante ao nosso, não sendo apenas um “espírito”, ou, uma “força”, uma energia na qual devemos nos sintonizar, quem reduz a humanidade de Cristo, inclusive, exaltando apenas a Sua divindade, está se iludindo e está indo contra Cristo, sendo conveniente que não tentemos Jesus para a manifestação do Seu poder milagroso a toda hora...
No entanto, há de se observar algumas coisas, entre elas, o fato de Jesus ser sacerdote do Altíssimo e que interfere constantemente na vida de seus seguidores,... Hebreus confirma: "Visto que temos um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou nos céus, retenhamos firmemente a nossa confissão. Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado." (Hebreus 4: 14-15), lembrando que uma das leis, à título de curiosidade, se acaso algum sacerdote quisesse arranjar “uma companheira”, (por sacerdote entende-se também quem é pregador da verdade, que alimenta espiritualmente o povo: “... porquanto oferece o pão do teu Deus”) era a seguinte: “E ele tomará por esposa uma mulher na sua virgindade. Viúva, ou repudiada ou desonrada ou prostituta, estas não tomará; mas virgem do seu povo tomará por mulher. ” (Levítico 21: 13-14).
Sendo que Jesus, para ser sacerdote perfeito, teria que guardar toda a Lei, como sabemos, Ele não a destruiu, mesmo que ela fosse contra a Sua própria vida, pelo que se lê: "Mas Deus assim cumpriu o que já dantes pela boca de todos os seus profetas havia anunciado; que o Cristo havia de padecer."  (Atos 3: 18), ao que Ele mesmo afirmou: “Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido. ” (Mateus 5: 17-18). Então, se Jesus tivesse sido casado, isso não teria sido escondido de nós, à não ser que Jesus não cumprisse a Lei, e bem sabemos que ele a cumpriu, do contrário, seria vã a nossa esperança.
Paulo chega a afirmar que: "Mas o que é casado cuida das coisas do mundo, em como há de agradar à mulher. Há diferença entre a mulher casada e a virgem. A solteira cuida das coisas do Senhor para ser santa, tanto no corpo como no espírito; porém, a casada cuida das coisas do mundo, em como há de agradar ao marido." (1ª Coríntios 7: 33-34), ou seja, todo aquele que preserva a castidade mergulha numa santidade, numa consagração maior do que aqueles que tem preocupações familiares para resolver, porém, aquele que tem família, está exercitado a zelar por pessoas, por almas, o que Paulo também considera vital para o “bom cristianismo”, conforme lemos: “Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher...” ... “Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia (Porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?);”  (1ª Timóteo 3: 2a e 4-5).
Tudo isso nos leva a conclusão de que não podemos nos precipitar em tirar conclusões literais e fundamentalistas, porém, temos que ter discernimento daquilo que edifica em razões específicas, como por exemplo, a administração de dons espirituais, se acaso alguém é “separado” por Deus para ser profeta, por exemplo, convém que este se abstenha de relações humanas ao ponto de se dedicar profundamente no estudo da Palavra de Deus à fim de compreender mais nitidamente o plano de Deus, ou, para que conheça melhor a vontade de Deus e assim profetize em nome de Deus com verdadeira autenticidade e autoridade, ao que declara Amós: "Certamente o Senhor DEUS não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas." (Amós 3: 7), de modo que a Igreja só cresce se nela há profetas, como concluímos: "Mas o que profetiza fala aos homens, para edificação, exortação e consolação. O que fala em língua desconhecida edifica-se a si mesmo, mas o que profetiza edifica a igreja." (1ª Coríntios 14: 3-4).
Em outras palavras, aquele que profetiza, como já vimos, “... porquanto oferece o pão do teu Deus...”, pelo que Jesus nos lembra: "E Jesus lhe respondeu, dizendo: Está escrito que nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra de Deus." (Lucas 4: 4), coisa esta que Jesus sempre teve a oferecer, ao ponto de Pedro declarar: "Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna." (João 6: 68), o que nos faz concluir que Jesus Cristo, aquele “homem divino”, possuía uma consagração muito maior que qualquer outro de qualquer época que se pense, ao ponto que ouvimos a declaração do próprio Jesus a dizer: “És tu maior do que o nosso pai Abraão, que morreu? E também os profetas morreram. Quem te fazes tu ser? Jesus respondeu: Se eu me glorifico a mim mesmo, a minha glória não é nada; quem me glorifica é meu Pai, o qual dizeis que é vosso Deus. E vós não o conheceis, mas eu conheço-o. E, se disser que o não conheço, serei mentiroso como vós; mas conheço-o e guardo a sua palavra. Abraão, vosso pai, exultou por ver o meu dia, e viu-o, e alegrou-se. Disseram-lhe, pois, os judeus: Ainda não tens cinquenta anos, e viste Abraão? Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou.” (João 8: 53-58).
Se Jesus guardava a Lei e a palavra do Pai, isso significa que ele também guardava uma comunhão, consagração, transcendência e fé, que o dignificava em uma santidade irrepreensível. Ao ponto de ele declarar que seus discípulos deveriam buscar o mesmo, como ele adverte: "Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus." (Mateus 5: 20), o que nos faz presumir que todos nós que almejamos a salvação devemos viver somente para Deus, procurando nos abstermos dos prazeres da vida, como declara Tiago: "Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus." (Tiago 4: 4) ...
Sendo que algumas das coisas que nos tornam inimigos de Deus, é também o consentimento, aceitar, tolerar a impureza da sociedade moderna que procura influenciar os pilares da Fé como se as verdades fossem transitórias, e bem sabemos: "Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim." (João 14: 6), e como declara Hebreus: "Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente." (Hebreus 13: 8).
Que pensemos no que entendemos do seguinte: "Muitos serão purificados, e embranquecidos, e provados; mas os ímpios procederão impiamente, e nenhum dos ímpios entenderá, mas os sábios entenderão." (Daniel 12: 10), e mais: "Quem é injusto, faça injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, seja santificado ainda." (Apocalipse 22: 11).
Mediante tudo o que discorremos até aqui, você aceita tomar parte de uma disciplina maior à fim de que Deus seja glorificado nos teus caminhos? Se abstendo dos prazeres dos impulsos sexuais, ou, do saciar pleno da libido? Discernindo os prazeres espirituais das paixões da carne, do corpo? A fim duma recompensa maior? Como está declarado: "Estes são os que não estão contaminados com mulheres; porque são virgens. Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vá. Estes são os que dentre os homens foram comprados como primícias para Deus e para o Cordeiro." (Apocalipse 14: 4), sendo que os mais íntimos de Cristo serão aqueles que se absterem de comungar com todo tipo de prazer possível por meio do corpo e da alma...
 Não será fácil! Mas também não impossível! E como declara Hebreus: "E, na verdade, toda a correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela." (Hebreus 12: 11). Portanto, se você almeja se firmar na vontade de Deus para ser salvo e herdar algo muito mais maravilhoso do que qualquer coisa que se possa experimentar nesta vida, pelo que temos a promessa: "Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam." (1ª Coríntios 2: 9), então, comece considerando que Jesus deseja que todos nós nos guardemos em pureza como Ele próprio também se guardou. Amém. 

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