Como dizem: “Os homens não se rebelam
contra a ideia de Deus, eles se rebelam, é contra a Sua vontade”.
Embasado nisso, quero propor uma
reflexão acerca do propósito de oração, de comunhão com Deus, ou, duma
qualidade de possessão divina maior que os nossos “adversários” na fé, de
possessão demoníaca.
Quero salientar o seguinte: "Mas, buscai primeiro o reino de Deus,
e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas."
(Mateus 6: 33), ou seja, realinhe-se com o plano de Deus para a sua vida que os
resultados virão por si próprios.
Para entender isso, precisamos
entender do porquê de Jesus ter orado tanto!? Pois diversas vezes é relatado
nos evangelhos que Jesus se retirou para orar, seria a oração, o segredo de
Jesus ter alcançado êxito em cumprir o plano do Pai para redimir nele a
humanidade? Seria este o segredo de Jesus para todos nós alcançarmos sucesso
estando na vontade de Deus?
Ou, poderíamos nós, se orássemos
mais, também realizar coisas espetaculares nesta Terra? Afinal, Jesus mesmo deixou
claro: "Na verdade, na verdade vos
digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará
maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai." (João 14: 12).
Então, seria a oração a chave do
sucesso? Uma vez que Jesus esclareceu aos seus discípulos: "E disse-lhes: Esta casta não pode sair com coisa alguma, a não
ser com oração e jejum." (Marcos 9: 29), porém, já é difícil alguém
ter uma vida de oração contínua e intensa, quanto mais de jejum, sabendo, porém,
que se não praticarmos estes conselhos, estas recomendações de Jesus, fica claro
que nos tornamos alvo fácil para os maus, quando, senão, nós próprios
pratiquemos a maldade e percamos crédito diante de Deus e dos homens. O que
deriva num esfriamento de espiritualidade... Consequentemente, no aumento da
maldade!
Quero agora, fazer uma breve reflexão
acerca do que é este realinhamento pela oração, ao que fica explícito na Oração
Dominical como funciona isso, pelo que nos é dito: "E ele lhes disse: Quando orardes, dizei: Pai nosso, que estás nos
céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; seja feita a tua vontade,
assim na terra, como no céu." (Lucas 11: 2).
Há aqui quatro pontos de fundamentos básicos,
que seriam: retorno ao Pai, ou, ao amor e respeito ao Criador pela
transcendência da fé, alcançando coisas espirituais mais profundas, mais
altaneiras e sublimes; segundo: retorno à santificação, que é ser dominado e
inundado pelo caráter de Deus, de maneira que Deus seja honrado por nós, pela nossa
consideração ao que se adora; terceiro: retorno ao Reino, que é fidelidade,
obediência à verdade e aos ensinos de Jesus, destacando Cristo acima de todo “falso
princípio e toda distorção da realidade ocasionada pelos pretextos da
libertinagem em voga”, e por último: retorno à aceitação da soberania de Deus,
da perfeição do Seu plano, pelo que sabemos que nada acontece sem que tenha o
consentimento do Criador, o que implica em nós gratidão e não revolta, o que
nos conduz à aceitação e paz, e não ao atrito e a guerra.
Destacando, o amor! Que é o amor? Ou,
o Pai? A Bíblia chega a dizer que o amor é a essência de Deus, ou seja, o amor
é o próprio Deus Pai! Pelo que João anuncia: "Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e
qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não
conhece a Deus; porque Deus é
amor." ... "E nós
conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele."
(1ª João 4: 7-8 e 16), ou seja, o amor é a presença de Deus! À qual, nos
concede autoridade sobre o mal, como João mesmo declara: "No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor;
porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor." (1ª
João 4: 18), e se já não há mais medo, receio, é porque o amor nos inunda de
fé, de coragem, transcendência, positividade, porém, por reverência ao Criador,
confiando em Sua provisão.
Uma vez que a fé, por si só, se não
for motivada e originada pelo amor, não agrada a Deus, como poderíamos citar, a
fé motivada pela inveja, por exemplo, quando alguém começa a crer e lutar para
ter um carro melhor que o do vizinho, ou, a fé movida pela tirania, quando
alguém começa a se desenvolver intelectualmente para vir a ser o novo
presidente da república a fim de querer que tudo seja ao seu modo... Existem
diversos tipos de fé, mas Paulo é claro: "Porque
em Jesus Cristo nem a circuncisão nem a incircuncisão tem valor algum; mas sim a fé que opera pelo amor."
(Gálatas 5: 6), não fazendo nem diferença se sou batizado ou não, mas que se aquilo
que eu faço e creio edifica o bem, a vida do próximo e de todos que estão
ligados a mim. Seja até mesmo repreendendo-os, ou apoiando-os, conforme a
situação requer de nós para uma edificação maior, o que deflagra que não
podemos ser passivos ou condicentes e concedendo com o mal, pois quem é assim,
e apoia a maldade por pretexto de liberdade, não querendo impor disciplina (pois
a disciplina é a essência do amor), este, estará contra o Criador em favor da
perversidade. Mas quando alguém dá bom exemplo, necessário é que seja apoiado e
estimulado... Pois isso tudo, nos concederá o favor e o agrado de Deus Pai.
Destacando o respeito! Ou a
santificação... Paulo é categórico: "O
qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de
sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer
Deus." (2ª Tessalonicenses 2: 4), quantos movimentos de contracultura
se dão em meio ao cristianismo, simplesmente, porque alguém não concorda com o
seu pastor, querendo saber mais, mandar, sendo insubordinado? E com isso,
querendo ser mais prestigiado e “amado” do que aqueles que darão contas de nós
em razão da vocação divina? E não pelas razões de suas próprias vontades? Mas porque
Deus os chamou e enviou?
Pedro deixa óbvio: "Mas principalmente aqueles que segundo
a carne andam em concupiscências de imundícia, e desprezam as autoridades;
atrevidos, obstinados, não receando blasfemar das dignidades;" (2ª
Pedro 2: 10), e o escritor de Hebreus é mais objetivo ainda: "Obedecei a vossos pastores, e
sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar
conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos
seria útil." (Hebreus 13: 17).
O respeito; é a chave para
desenvolver o caráter divino, “ser santo”, e quem não se sujeita às autoridades,
não se deixa moldar para ser como Deus deseja que sejamos, ao que Hebreus mais
uma vez nos recomenda: "Porque o
Senhor corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho. Se
suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque, que filho há a quem o
pai não corrija? Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos
participantes, sois então bastardos, e não filhos." (Hebreus 12: 6-8).
Sendo base para a santificação e crescimento em sabedoria, em razão da presença
de Deus, a necessidade de “temor e tremor” para com o Criador, no que Jesus
enfatiza: "E não temais os que matam
o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no
inferno a alma e o corpo." (Mateus 10: 28), sendo fundamental para uma
santidade consistente e duradoura ser continente ao Deus soberano. Ou seja,
santificar o nome de Deus, é permitir e respeitar a Sua ação. Não querendo
mandar e nem estar acima dos enviados de Deus, mas sujeitando-se para não
acabar blasfemando contra o Espírito Santo, agindo contra Deus por pôr em
descrédito a Sua ação, coisa que nunca terá perdão, “nem neste século, nem no
porvir”.
Destacando a fidelidade! Ou a busca
pelo Reino (ter sede de Deus)... Que é a fidelidade, que senão, se agarrar
naquele discernimento que a Palavra de Deus nos gera? De maneira a acumularmos discernimento,
e com isso, crescendo em sabedoria? Como destacou Jesus: "E os que recebem a semente em boa terra são os que ouvem a
palavra e a recebem, e dão fruto, um a trinta, outro a sessenta, outro a cem,
por um." (Marcos 4: 20), sendo que a fidelidade, é permanecer com a
pregação em seu coração meditando constantemente naquilo que é anunciado pelos
profetas, como fazia Maria, sobre o que se lê: "Mas Maria guardava todas estas coisas, conferindo-as em seu
coração." (Lucas 2: 19), sendo que Maria só foi engrandecida como foi,
justamente, por sua fidelidade, ou, perseverança naquilo que aprendia. Procurando
implantar a justiça e o reino de Deus.
Também Tiago nos aconselha: "E sede cumpridores da palavra, e não
somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos." (Tiago 1: 22),
de modo que Jesus foi ainda mais categórico ao dizer: "Mas, respondendo ele, disse-lhes: Minha mãe e meus irmãos são
aqueles que ouvem a palavra de Deus e a
executam." (Lucas 8: 21), ao que a intimidade de Jesus está
reservada para aqueles que obedecem à pregação, pelo que Ele declara: "Vós sereis meus amigos, se fizerdes o
que eu vos mando." (João 15: 14), ou seja, o reino de Deus se
estabelece pelo estudo e a vigília do que está na Bíblia numa compreensão
cumulativa. Sendo a Lei de Deus eterna. Ou melhor, a busca pelo reino de Deus
mediante o estudo da Lei de Deus, deve gerar em nós diferenças quanto ao nosso
proceder acima daquilo que sabemos, como declara Malaquias: "Então voltareis e vereis a diferença
entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus, e o que não o serve."
(Malaquias 3: 18), sendo a fidelidade de Deus e Seu favor, para com aqueles que
perseveram em procurar agradar a Deus obedecendo à pregação, e isso implica que
não deve haver retrocesso, como declara Hebreus: "Mas
o justo viverá da fé; e, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele."
(Hebreus 10 : 38), lembrando que a fé se estabelece em confiança, que é uma
credibilidade cada vez maior dada para Deus e a Sua Palavra. Isso é fidelidade!
Destacando a aceitação! Ou, a sincronia
entre Céus e Terra (quando Deus têm planos e pode executá-los por nosso meio)...
Devemos nos lembrar do que disse Amós: "Porventura
andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?" (Amós 3: 3), e Paulo
nos faz lembrar: "Mas o que se
ajunta com o Senhor é um mesmo espírito." (1ª Coríntios 6: 17), ou
seja, aceitar a Jesus e a Sua vontade, o Seu modo, concede sabedoria para
resolver tudo com a soberania de filho do Altíssimo, tendo o mesmo pensamento
de Deus. E nos eleva ao padrão de sermos parte da solução e não do problema,
ou, quem aceita o que Deus permite, não querendo mandar n’Ele, este adquire
soberania em suas ações, ou seja, a sua obra e conquistas permanecem, e se
tornam inabaláveis. Pois foram de antemão planejadas nos Céus, como declara
Paulo: "Porque somos feitura sua,
criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas." (Efésios 2: 10).
Também, a aceitação, confere
potencial de pressentir, antever as coisas, como está descrito: "De maneira que, se um membro padece,
todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros
se regozijam com ele." (1ª Coríntios 12: 26), assim, a aceitação, gera
vínculo, ligação, o que possibilita a intercessão, uma vez que é a partir dela
que se sabe qual atitude tomar mediante o que é verdadeiramente necessário, ou
o que é mero egoísmo e está fora do plano de Deus... Sendo a aceitação, vital
para se compreender plenamente uma situação, e com isso, estabelecer diretrizes
para o diagnóstico e a solução de todo e qualquer problema.
Vimos com isso, que quem fala com
sinceridade e compreensão, e medita no que diz para Deus quando se dirige a
Ele, (como vimos: “... Pai nosso, que
estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; seja feita a
tua vontade, assim na terra, como no céu."), ou seja, mesmo com uma oração decorada como a do
“Pai Nosso”, quem a faz, este, se levanta mais poderoso e receptivo para a
consumação do plano divino em sua vida.
Portanto, quero dizer-lhes que não há
como ter um relacionamento duradouro e eficaz com o Criador, se não
considerarmos que para isso ser verdade e concreto, se desenvolva amor, respeito, fidelidade e aceitação.
Enfim, pensem nestas quatro qualidades com sinceridade, que vocês desenvolverão
um perfeito alinhamento com o Criador e Pai de todos nós. E este alinhamento
com Deus, fará com que toda provisão, para uma vida de qualidade, sobrevenha a
todo e qualquer que o invocar. Amém.
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