sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

REALINHAMENTO.

Como dizem: “Os homens não se rebelam contra a ideia de Deus, eles se rebelam, é contra a Sua vontade”.
Embasado nisso, quero propor uma reflexão acerca do propósito de oração, de comunhão com Deus, ou, duma qualidade de possessão divina maior que os nossos “adversários” na fé, de possessão demoníaca.
Quero salientar o seguinte: "Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas." (Mateus 6: 33), ou seja, realinhe-se com o plano de Deus para a sua vida que os resultados virão por si próprios.
Para entender isso, precisamos entender do porquê de Jesus ter orado tanto!? Pois diversas vezes é relatado nos evangelhos que Jesus se retirou para orar, seria a oração, o segredo de Jesus ter alcançado êxito em cumprir o plano do Pai para redimir nele a humanidade? Seria este o segredo de Jesus para todos nós alcançarmos sucesso estando na vontade de Deus?
Ou, poderíamos nós, se orássemos mais, também realizar coisas espetaculares nesta Terra? Afinal, Jesus mesmo deixou claro: "Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai." (João 14: 12).
Então, seria a oração a chave do sucesso? Uma vez que Jesus esclareceu aos seus discípulos: "E disse-lhes: Esta casta não pode sair com coisa alguma, a não ser com oração e jejum." (Marcos 9: 29), porém, já é difícil alguém ter uma vida de oração contínua e intensa, quanto mais de jejum, sabendo, porém, que se não praticarmos estes conselhos, estas recomendações de Jesus, fica claro que nos tornamos alvo fácil para os maus, quando, senão, nós próprios pratiquemos a maldade e percamos crédito diante de Deus e dos homens. O que deriva num esfriamento de espiritualidade... Consequentemente, no aumento da maldade!
Quero agora, fazer uma breve reflexão acerca do que é este realinhamento pela oração, ao que fica explícito na Oração Dominical como funciona isso, pelo que nos é dito: "E ele lhes disse: Quando orardes, dizei: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra, como no céu." (Lucas 11: 2).
Há aqui quatro pontos de fundamentos básicos, que seriam: retorno ao Pai, ou, ao amor e respeito ao Criador pela transcendência da fé, alcançando coisas espirituais mais profundas, mais altaneiras e sublimes; segundo: retorno à santificação, que é ser dominado e inundado pelo caráter de Deus, de maneira que Deus seja honrado por nós, pela nossa consideração ao que se adora; terceiro: retorno ao Reino, que é fidelidade, obediência à verdade e aos ensinos de Jesus, destacando Cristo acima de todo “falso princípio e toda distorção da realidade ocasionada pelos pretextos da libertinagem em voga”, e por último: retorno à aceitação da soberania de Deus, da perfeição do Seu plano, pelo que sabemos que nada acontece sem que tenha o consentimento do Criador, o que implica em nós gratidão e não revolta, o que nos conduz à aceitação e paz, e não ao atrito e a guerra.
Destacando, o amor! Que é o amor? Ou, o Pai? A Bíblia chega a dizer que o amor é a essência de Deus, ou seja, o amor é o próprio Deus Pai! Pelo que João anuncia: "Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor."  ... "E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele." (1ª João 4: 7-8 e 16), ou seja, o amor é a presença de Deus! À qual, nos concede autoridade sobre o mal, como João mesmo declara: "No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor." (1ª João 4: 18), e se já não há mais medo, receio, é porque o amor nos inunda de fé, de coragem, transcendência, positividade, porém, por reverência ao Criador, confiando em Sua provisão.
Uma vez que a fé, por si só, se não for motivada e originada pelo amor, não agrada a Deus, como poderíamos citar, a fé motivada pela inveja, por exemplo, quando alguém começa a crer e lutar para ter um carro melhor que o do vizinho, ou, a fé movida pela tirania, quando alguém começa a se desenvolver intelectualmente para vir a ser o novo presidente da república a fim de querer que tudo seja ao seu modo... Existem diversos tipos de fé, mas Paulo é claro: "Porque em Jesus Cristo nem a circuncisão nem a incircuncisão tem valor algum; mas sim a fé que opera pelo amor." (Gálatas 5: 6), não fazendo nem diferença se sou batizado ou não, mas que se aquilo que eu faço e creio edifica o bem, a vida do próximo e de todos que estão ligados a mim. Seja até mesmo repreendendo-os, ou apoiando-os, conforme a situação requer de nós para uma edificação maior, o que deflagra que não podemos ser passivos ou condicentes e concedendo com o mal, pois quem é assim, e apoia a maldade por pretexto de liberdade, não querendo impor disciplina (pois a disciplina é a essência do amor), este, estará contra o Criador em favor da perversidade. Mas quando alguém dá bom exemplo, necessário é que seja apoiado e estimulado... Pois isso tudo, nos concederá o favor e o agrado de Deus Pai.
Destacando o respeito! Ou a santificação... Paulo é categórico: "O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus." (2ª Tessalonicenses 2: 4), quantos movimentos de contracultura se dão em meio ao cristianismo, simplesmente, porque alguém não concorda com o seu pastor, querendo saber mais, mandar, sendo insubordinado? E com isso, querendo ser mais prestigiado e “amado” do que aqueles que darão contas de nós em razão da vocação divina? E não pelas razões de suas próprias vontades? Mas porque Deus os chamou e enviou?
Pedro deixa óbvio: "Mas principalmente aqueles que segundo a carne andam em concupiscências de imundícia, e desprezam as autoridades; atrevidos, obstinados, não receando blasfemar das dignidades;" (2ª Pedro 2: 10), e o escritor de Hebreus é mais objetivo ainda: "Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil." (Hebreus 13: 17).
O respeito; é a chave para desenvolver o caráter divino, “ser santo”, e quem não se sujeita às autoridades, não se deixa moldar para ser como Deus deseja que sejamos, ao que Hebreus mais uma vez nos recomenda: "Porque o Senhor corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho. Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque, que filho há a quem o pai não corrija? Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois então bastardos, e não filhos." (Hebreus 12: 6-8). Sendo base para a santificação e crescimento em sabedoria, em razão da presença de Deus, a necessidade de “temor e tremor” para com o Criador, no que Jesus enfatiza: "E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo." (Mateus 10: 28), sendo fundamental para uma santidade consistente e duradoura ser continente ao Deus soberano. Ou seja, santificar o nome de Deus, é permitir e respeitar a Sua ação. Não querendo mandar e nem estar acima dos enviados de Deus, mas sujeitando-se para não acabar blasfemando contra o Espírito Santo, agindo contra Deus por pôr em descrédito a Sua ação, coisa que nunca terá perdão, “nem neste século, nem no porvir”.
Destacando a fidelidade! Ou a busca pelo Reino (ter sede de Deus)... Que é a fidelidade, que senão, se agarrar naquele discernimento que a Palavra de Deus nos gera? De maneira a acumularmos discernimento, e com isso, crescendo em sabedoria? Como destacou Jesus: "E os que recebem a semente em boa terra são os que ouvem a palavra e a recebem, e dão fruto, um a trinta, outro a sessenta, outro a cem, por um." (Marcos 4: 20), sendo que a fidelidade, é permanecer com a pregação em seu coração meditando constantemente naquilo que é anunciado pelos profetas, como fazia Maria, sobre o que se lê: "Mas Maria guardava todas estas coisas, conferindo-as em seu coração." (Lucas 2: 19), sendo que Maria só foi engrandecida como foi, justamente, por sua fidelidade, ou, perseverança naquilo que aprendia. Procurando implantar a justiça e o reino de Deus.
Também Tiago nos aconselha: "E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos." (Tiago 1: 22), de modo que Jesus foi ainda mais categórico ao dizer: "Mas, respondendo ele, disse-lhes: Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a executam." (Lucas 8: 21), ao que a intimidade de Jesus está reservada para aqueles que obedecem à pregação, pelo que Ele declara: "Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando." (João 15: 14), ou seja, o reino de Deus se estabelece pelo estudo e a vigília do que está na Bíblia numa compreensão cumulativa. Sendo a Lei de Deus eterna. Ou melhor, a busca pelo reino de Deus mediante o estudo da Lei de Deus, deve gerar em nós diferenças quanto ao nosso proceder acima daquilo que sabemos, como declara Malaquias: "Então voltareis e vereis a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus, e o que não o serve." (Malaquias 3: 18), sendo a fidelidade de Deus e Seu favor, para com aqueles que perseveram em procurar agradar a Deus obedecendo à pregação, e isso implica que não deve haver retrocesso, como declara Hebreus:  "Mas o justo viverá da fé; e, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele." (Hebreus 10 : 38), lembrando que a fé se estabelece em confiança, que é uma credibilidade cada vez maior dada para Deus e a Sua Palavra. Isso é fidelidade!
Destacando a aceitação! Ou, a sincronia entre Céus e Terra (quando Deus têm planos e pode executá-los por nosso meio)... Devemos nos lembrar do que disse Amós: "Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?" (Amós 3: 3), e Paulo nos faz lembrar: "Mas o que se ajunta com o Senhor é um mesmo espírito." (1ª Coríntios 6: 17), ou seja, aceitar a Jesus e a Sua vontade, o Seu modo, concede sabedoria para resolver tudo com a soberania de filho do Altíssimo, tendo o mesmo pensamento de Deus. E nos eleva ao padrão de sermos parte da solução e não do problema, ou, quem aceita o que Deus permite, não querendo mandar n’Ele, este adquire soberania em suas ações, ou seja, a sua obra e conquistas permanecem, e se tornam inabaláveis. Pois foram de antemão planejadas nos Céus, como declara Paulo: "Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas." (Efésios 2: 10).
Também, a aceitação, confere potencial de pressentir, antever as coisas, como está descrito: "De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele." (1ª Coríntios 12: 26), assim, a aceitação, gera vínculo, ligação, o que possibilita a intercessão, uma vez que é a partir dela que se sabe qual atitude tomar mediante o que é verdadeiramente necessário, ou o que é mero egoísmo e está fora do plano de Deus... Sendo a aceitação, vital para se compreender plenamente uma situação, e com isso, estabelecer diretrizes para o diagnóstico e a solução de todo e qualquer problema.
Vimos com isso, que quem fala com sinceridade e compreensão, e medita no que diz para Deus quando se dirige a Ele, (como vimos: “... Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra, como no céu."), ou seja, mesmo com uma oração decorada como a do “Pai Nosso”, quem a faz, este, se levanta mais poderoso e receptivo para a consumação do plano divino em sua vida.

Portanto, quero dizer-lhes que não há como ter um relacionamento duradouro e eficaz com o Criador, se não considerarmos que para isso ser verdade e concreto, se desenvolva amor, respeito, fidelidade e aceitação. Enfim, pensem nestas quatro qualidades com sinceridade, que vocês desenvolverão um perfeito alinhamento com o Criador e Pai de todos nós. E este alinhamento com Deus, fará com que toda provisão, para uma vida de qualidade, sobrevenha a todo e qualquer que o invocar. Amém. 

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